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domingo, fevereiro 20, 2022

XXVI Talhas Mestre Daniel 2019 (tinto)


XXVI Talhas Mestre Daniel 2019/ Tinto / 13%
Alentejo / Trincadeira, Aragonês e Tinta Grossa
XXVI Talhas


Mestre Daniel deixou um legado! Os  30 anos que passou a fazer vinho da talha, acabaram por fazer deste carpinteiro de profissão, o mote para que um pequeno grupo de familiares/amigos de Vila Alva,  familiarizados por tradição, com esta forma de fazer vinho, decidissem, em 2018, arrancar com o projeto, XXVI Talhas, precisamente no edifício em que Mestre Daniel se dedicou em simultâneo à sua arte, a carpintaria e à produção de vinho da talha, tradição que herdara de seus pais. 
  
Este projeto sediado, numa típica aldeia Alentejana, do concelho de Cuba, Vila Alva, e cuja a denominação "XXVI Talhas", deriva do numero de talhas existentes na adega, das quais, 22 de barro, datadas do Sec. XIX, e quatro de cimento armado, nasce pela mão da filha de Mestre Daniel e dos seus dois netos, Daniel e Alda Parreira, conjuntamente com o amigo de infância e enólogo Ricardo Santos, e seu pai, João Santos, um experiente adegueiro. 
  
Dos cinco hectares de vinha que exploram, vinhas velhas de sequeiro, plantadas em solos muito pobres e cuja a idade mínima ronda os 20 anos, brotam vinhos, que têm vindo a ganhar notoriedade pela sua qualidade e a unicidade que as talhas lhes imprimem, entre outros, este belíssimo tinto, XXVI Talhas Mestre Daniel 2019. 
  
No copo, apresenta-se com um tom rubi levemente aberto. Aroma medianamente intenso, algo complexo, onde se evidencia algumas notas resinosas, casadas com levíssimos apontamentos a fruta vermelha, alguma geleia, envolto num subtilíssimo tom vegetal e terroso. Na boca, mostra-se, fresco e elegante, num corpo médio, taninos finos, com uma cordata acidez. Um final bastante agradável, longo e persistente. 
  
Um excelente vinho da talha, com um pendor gastronômico muito interessante e uma identidade/unicidade incrível, recomendo vivamente! 


 Not. 17
 Pvp: 23 € (Ref.) 

sexta-feira, dezembro 10, 2021

Branco da Talha 2018


Branco da Talha 2018 / Branco / 12,5%
Alentejo / Roupeiro (70%) e Antão Vaz (30%)
Fitapreta Vinhos


Não há muito tempo atrás deixei, aqui, umas breves notas sobre o projeto Fitapreta Vinhos, Hoje trago-vos novamente um vinho que nasce sob a sua chancela. Desta feita um branco, cujo o conceito de vinificação, faz-nos recuar cerca de dois mil anos. Uma técnica que nos chega pelos romanos, em que a vinificação se dá em talhas ou ânforas de barro.
Contudo no caso deste, Branco da Talha, o processo na talha apenas ocorreu na fermentação do mosto, sem curtimenta (sem contato pelicular durante o processo fermentativo), dai entre outros aspetos a sua tonalidade não ser muito acentuada, tal como seria de esperar num método puramente ancestral.

Um branco com um perfil realmente algo diferenciado,  aqui a mais ancestral tradição alia-se à modernidade.  A forma que o enólogo, António Maçanita encontrou para, uma vez mais, premiar a tão prezada identidade dos seus vinhos.

No copo este Branco da Talha 2018, apresenta-se com um tom amarelo palha, límpido. No nariz,  aroma discreto, complexo, onde se evidenciam notas a fruta, maça, ervas secas, trufa, tudo envolto num subtilíssimo tom especiado/resinoso. Na boca, mostra-se, igualmente complexo, medianamente encorpado, fresco, fino e bem balanceado. Final longo e persistente. 

Um vinho que não deixará ninguém indiferente e uma excelente forma de abordagem a um vinho fermentado em talha de barro.


 Not. 17
 Pvp: 19,5€ (Ref.) 

sexta-feira, dezembro 03, 2021

Elite Vinhos - Herdade de Ceuta - Reserva 2018 & Artesano (Moreto) 2018


Herdade de Ceuta - Reserva 2018 & Artesano (Moreto) 2018


Tudo começa, em 2014, quando o francês Christian Vermet e sua esposa Mary Wilkinson, irlandesa, decidem mudar o rumo das suas vidas. Apaixonando-se pelo Alentejo, adquirem a Herdade de Ceuta próximo de  Reguengos de Monsaraz e assim se deparam com os seus primeiros 3 hectares de vinha. Rapidamente a sua "afición" foi crescendo e a necessidade de adquirir mais vinha se tornou imperativa, pois para além da amizade crescente com o casal de enólogos Filipe Perdiz e Helena Godinho, também detentores de alguns hectares vinha, vislumbrava-se um propósito comum, fazer grandes vinhos no Alentejo, o que os levaria, em 2017, a formalizarem,  este projeto conjunto, denominado de Elite Vinhos.

Este é sem duvida um projeto bastante interessante, que tem vindo crescer com o tempo, atualmente com adega própria e cerca de 110 hectares de vinha, assentes na sua essência nas castas tintas,  Trincadeira, Touriga Nacional, Aragonez, Alicante Bouschet, Syrah, Tinta Caiada e Moreto. Nas brancas Arinto, Gouveio e Antão Vaz, uma excelente paleta de castas, que lhes permite,  entre outros, compor os vinhos que abaixo vos apresento.


Herdade de Ceuta Reserva 2018 / Tinto / 14,0%
Alentejo / Alicante Bouschet e Syrah
Elite Vinhos

Um tinto que se adivinha alentejano, pelas evidencias do seu Alicante Bouschet. Mostra-se de tom rubi intenso, nariz fresco com belíssimas notas a fruta negra madura, algumas notas herbáceas, algum chocolate negro, especiarias e um leve tostado fino e muito bem integrado. Na boca, mostra-se, bem balanceado, levemente encorpado com taninos polidos, a suportar uma estrutura bem dimensionada. Final longo e persistente.
Um tinto que expressa bastante bem a tipicidade de um vinho alentejano!

 Not. 17
 Pvp: 16,5€ (Ref.) 



Artesano (Moreto) 2018 / Tinto / 13,5%
Alentejo / Moreto
Elite Vinhos

Um tinto de tom rubi não muito profundo. No nariz mostra-se discreto, algo complexo, marcado por notas a fruta vermelha, framboesa, ameixa, com um tom a bosque, caruma, que se embrenha em notas especiadas. Na boca, mostra-se, fresco, com um bom equilíbrio, corpo médio, taninos bem arrumados, confere na boca alguma da sua complexidade aromática, final longo.
Um bom exemplar da casta Moreto. Um vinho para ser apreciado já e por mais um par de anos! Aproveite!

 Not. 16,5
 Pvp: 25,0€ (Ref.) 

quinta-feira, novembro 18, 2021

Palpite Reserva (tinto) 2018


Palpite Reserva 2018 / Tinto / 15%
Alentejo / Alicante Bouschet, Aragonez, Touriga Nacional, Alfrocheiro e Trincadeira.
Fitapreta Vinhos


Em 2004, com base na amizade que os unia, o enólogo António Maçanita e o viticultor, inglês, David Booth, falecido prematuramente em 2012, decidiram criar um vinho em conjunto. Assim nasceu, o Preta 2004, um vinho que viria a ganhar o Trophy Alentejo, no Internacional Wine Challenge, contribuindo assim para que esta parceria se formaliza-se através constituição da empresa  Fitapreta Vinhos. 

Hoje a Fitapreta Vinhos, conta com uma, vasta gama de vinhos, uma linha mais clássica, onde se inclui, entre outros, este Palpite Reserva e uma linha "signature" de cariz mais ensaísta e experimentalista. Ao nível de recursos humanos, contam já com uma vasta equipa de colaboradores especializados, conduzida pelos enólogos António e Sandra Sárria, numa belíssima herdade, localizada perto de Évora, no antigo Paço do Morgado de Oliveira, cuja as raízes históricas remontam à Idade Média. Este solar do século XIII tem vindo a ser cuidadosamente restaurado e adaptado, com uma moderna e eficiente adega, assim como uma zona destinada ao lazer e ao enoturismo.


Fotografia: Francisco Nogueira,

Muito se tem, escrito, sobre António Maçanita e os seus projetos mais recentes, em minha opinião este é, sem duvida alguma, um dos mais conceituados e inconformados enólogos da sua geração, em Portugal. António Maçanita, para além deste projeto Fitapreta Vinhos, criou nos Açores a Azores Wine Company, o projeto vitivinícola, que mais contribuiu para o reconhecimento dos vinhos Açorianos em Portugal. No Douro, com sua irmã, Joana Maçanita, criou o  Maçanita Vinhos e ainda como consultor, acompanha, desde 2005, o projeto, Quinta de Santana, em Lisboa, e o projeto Cem Réis, no Alentejo. Enfim!

Mas é este, Palpite Reserva 2018  (tinto), que nos trás aqui. Um belíssimo tinto alentejano, com uma tipicidade notável! Um vinho feito de cuidados, composto na sua essência por Alicante Bouschet e Aragonez, estagiou 18 meses em barricas de carvalho francês e apesar pronto para ser apreciado tem um bom punhado de anos pela frente e alguma margem de evolução. Um vinho com excelente pendor gastronômico.

Um tinto de tom rubi carregado. Aroma expressivo e algo complexo, com boas notas a fruta, ameixa, mirtilos, embrenhadas num subtil tom a compota, onde se evidenciam sugestões especiadas e levemente abaunilhadas. Na boca, mostra-se, fresco e algo sedoso, corpo bem dimensionado, suportado por uma belíssima acidez, taninos finos e bem integrados, num conjunto rico e sedutor. Termina longo e persistente.


 Not. 17,5
 Pvp: 21,90€ (Ref.) 

Se pretender adquirir este vinho, poderá encontra-lo aqui, beneficiando da oferta de 10% de desconto, para amigos e simpatizantes de Lugar de Baco. Para tal, terá utilizar o código promocional, "LBACO21BOF". 

 


sexta-feira, julho 03, 2020

Herdade do Rocim - Reserva 2018

  
Herdade do Rocim - Reserva 2018 / Alentejo / Tinto / 14,0% 
Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Aragonez
Herdade do Rocim 
  
No Baixo Alentejo, entre a Vidigueira e Cuba, situa-se a Herdade do Rocim, uma propriedade, com cerca de 120 hectares dos quais 70 são vinha, 53 de castas tintas e 17 de castas brancas. Este  projeto conta ainda com uma moderna adega, inaugurada em 2007, uma vertente de enoturismo e espaços destinados a atividades culturais e de lazer.

Herdade do Rocim, uma marca que, ano após ano, se tem vindo a consolidar e hoje é sem duvida, uma referência incontornável no cenário vínico Português.
Catarina Vieira, viticultura, enóloga e administradora da Herdade do Rocim, juntamente com seu marido, o enólogo Pedro Ribeiro, têm nos vindo a apresentar um portfólio de vinhos de excelente qualidade e cujo o binômio qualidade/preço é claramente um dos seus pontos fortes.

Este Herdade do Rocim - Reserva 2018, mostra-se com um bonito tom rubi, medianamente profundo. No nariz, aroma algo discreto, com boas notas a frutos vermelhos e um tom vegetal e onde um leve abaunilhado se combina com notas a tosta bem integrada. Na boca mostra-se fresco e envolvente, com bom equilíbrio e taninos polidos a sustentar o conjunto. Termina como começou fresco e envolvente, num final de boca adequadamente longo. 

Um tinto alentejano, que recomendo vivamente! Com excelente pendor gastronômico! Um porto seguro, com uma excelente relação qualidade/preço, pronto para ser apreciado desde já e com capacidade para se aguentar por mais um bom par de anos.


 Not. 16,5
 Pvp: €13,0(Ref.)

quinta-feira, junho 11, 2020

Frederick Von S' (Conde de Mértola) 2013

   
Frederick Von S' (Conde de Mértola) 2013 / Tinto / 13,5%
Alentejo / Trincadeira e Aragonez
Monte F. Assis Lda


A cerca de 500 metros da Vila de Mértola,  na área do Parque Natural do Vale do Guadiana, fica o Monte de Stº António.

Em 2002, Francisco Assis Costa, lança-se na recuperação deste monte alentejano, que herdara de seu pai, pertença da família desde 1950. Um projeto alinhado pela geobiologia, saúde ambiental e alimentar. A agricultura sustentável que aqui se pratica assenta inteiramente na produção biológica e biodinâmica.

Esta propriedade, com cerca de doze hectares, tem como principal atividade a viti e vinicultura. Nos seus três hectares de vinha podemos encontrar as castas Trincadeira, Syrah, Alicante Bouschet, Aragonez, Touriga Nacional, Dona Maria e Moscatel.

Aqui se produz este Frederick Von S' (Conde de Mértola) na versão colheita e reserva este ultimo a partir de 2015. Esta denominação surge como homenagem ao General Frederick Von S' que no Sec. XVII veio auxiliar Portugal contra os Espanhóis. 
Pelo seu valioso contributo, neste caso, na batalha dos "Montes Claros"  decisiva, para manutenção da independência de Portugal, foi-lhe atribuído, pelo Rei D. Afonso VI,  o titulo de 1º Conde de Mértola, assim como a oferenda de uma propriedade nesta região e uma renda vitalicia que lhe permitisse, caso desejasse, passar aqui a sua aposentadoria, o que de resto, julgo que, devido à sua morte, isto nunca viria acontecer.
A vinificação destes vinhos orgânicos é efetuada sob a orientação da enóloga Patrícia Peixoto na adega do Grupo Vila Galé em Beja (Casa de Santa Vitória).


Este interessante tinto alentejano,  Frederick Von S' (Conde de Mértola) 2013, apresenta-se, atualmente, com uma tonalidade levemente grnat e algo profundo. No nariz, o aroma é discreto, pautado por notas a fruta bem madura, subtilmente alicorada, nota-se a presença de um tom vegetal e especiado, levemente abaunilhado, envolto num agradável e fino tostado. Na boca, bom equilíbrio, algo fresco, deixando sobressair algumas as notas a fruta passa e um leve tom especiado, taninos finos permeiam o conjunto. final longo. 
 

 Not. 16,5
 Pvp: €23,50(Ref.)

domingo, outubro 27, 2019

Freixo - Reserva 2015

   
Freixo - Reserva 2015 / Alentejo / Tinto / 14,0% 
Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet
Herdade do Freixo 
  
Na pequena aldeia do Freixo,  freguesia de Redondo,  localiza-se a Herdade do Freixo, com cerca de 300 ha, nos quais se inserem as vinhas e uma moderna adega, composta por 3 pisos, construída, em profundidade, por baixo da vinha!

Um vinho cuidado, de perfil indiscutivelmente alentejano, de tom rubi, levemente profundo, aroma limpo e intenso, com boas notas a florais e fruta bem madura, subtilmente vegetal e onde tons a baunilha se combina com leves apontamentos a tosta. Na boca mostra-se macio e sedoso, medianamente encorpado, taninos bastante polidos e final levemente seco e bastante persistente. Um belo tinto alentejano com um pendor claramente gastronômico! 
 

 Not. 16,5

 Pvp: €18,70(Ref.)

terça-feira, abril 19, 2016

Solar dos Lobos - Reserva 2013



Região (DOC): Alentejo / Castas: Alicante Boushet,Touriga Nacional e Syrah / Produtor: Silveira & Outro, Lda. / Enólogo: Susana Esteban e Mariana Pinto  / Tipo: Tinto / Ano: 2013 / Álcool: 15%. 


No Alentejo nascem vinhos de muitos agrados, vinhos redondos e macios, gulosos diria. Alguns, os mais elegantes e frescos, são mesmo, a par de outros,  dos melhores que por cá se produzem.

Do Redondo mais propriamente da, Herdade Vale D’Anta,  chega-nos este Solar dos Lobos - Reserva 2013, um belo tinto, ainda com a assinatura de Susana Esteban e da atual enóloga Mariana Pinto. Um projeto familiar, assente numa forte tradição alentejana, presentemente confiada a cinco primos, dos quais os irmãos Filipa e Miguel Lobo da Silveira são os timoneiros.

E assim, aqui está este belíssimo tinto de, tom rubi moderadamente profundo, nariz intenso e fresco, pejado de notas a fruta negra madura, envoltas num subtil tom floral e onde tons de chocolate se combinam com leves apontamentos a tosta. Na boca mostra-se cheio e redondo, um conjunto equilibrado e bem dimensionada, onde a boa furta madura se exibe sustentada por uma frescura bastante cordata. De tom bastante sedutora e guloso, termina longo e persistente.

Um belo tinto, inconfundivelmente alentejano, que fará as delícias de muita gente. Relação qualidade/preço justa!

Nota Pessoal:16,5
Preço: €12,90(Ref.)



Herdade Vale D’Anta
Estrada da Serra D’Ossa (Estrada Regional 381)
7170-118 Redondo
Tel: (+351) 266 909 438
E-mail:  filipa.silveira@bottleandbox.pt

terça-feira, janeiro 26, 2016

Tinto da Talha Grande Escolha - Prova Vertical de 2003 a 2010





Sem dúvida uma das mais interessantes e desafiantes provas que efetuei nestes últimos tempos! Uma prova vertical de 2003 a 2010 de um premium  Roquevale,   "Tinto da Talha - Grande Escolha".

Foi com enorme satisfação que pude aferir da excelente capacidade de evolução destes Tintos da Talha - Grande Escolha!

Desde logo o nome "Tinto da Talha" surge como uma alusão à tradição Romana da vinificação em talhas de barro, técnica resgatada e utilizada por alguns produtores no Alentejo, de onde são originários os vinhos aqui apresentados, mais propriamente do concelho de Redondo, onde a  Roquevale, possui duas herdades com cerca de 135 hectares de vinha.

Tudo começa por volta década de 70 com a plantação das primeiras vinhas. Em boa verdade o pontapé de saida para o projeto que, em 1983, se viria a formalizar com a constituição da empresa Roquevale.
Em 1996, Joana Roque do Vale, assume a responsabilidade enológica da Roquevale, passando a rubricar desde então todos os seus vinhos,  nomeadamente, "com carinho especial", estes "Tinto da Talha - Grande Escolha".

Conheça Aqui! um pouco mais sobre a história deste produtor, que é tão-somente um dos maiores produtores privados do Alentejo, com um leque variado de vinhos totalmente norteados pela sua relação qualidade/preço .



Prova Vertical - Tinto da Talha Grande Escolha (2003 -2010) 










Tinto da Talha Grande Escolha - 2003
(Touriga Nacional e Aragonez)

Cor grenat de intensidade média/profunda. Bouquet, bastante expressivo e algo fresco, marca-do ainda por excelentes notas a fruta elegante e levemente alicorada, envolto num delicioso tom abaunilhado. Na boca boa estrutura e ainda bastante vivo, taninos firmes mas bastante sedutores, termina longo e persistente.
Um vinho que, dados os seus treze anos, se apresenta com uma saúde irrepreensível. Com algum depósito como tal deverá ser decantado. Atenção à rolha.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2004
(Syrah e Touriga Nacional)

Cor grenat de intensidade média/profunda. Bouquet, algo expressivo, subtilmente marcado por, uma fruta ainda fresca mas tímida que se embrenha num igualmente tímido toque floral, deixando um pouco mais de protagonismo para as notas abaunilhadas e subtilmente fumadas.
Na boca fresco e elegante, bom equilíbrio e afinação, taninos finos e muito bem integrados que em conjugação com a sua correta acidez proporcionam-lhe um fim de boca longo e persistente.
Um vinho com uma belíssima vivacidade e elegância, sem grande risco aposto que veio esta finesse com a idade.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2005
(Touriga Nacional e Aragonez)

Cor grenat de intensidade média. Aroma algo discreto, marcado por notas a fruta alicorada, levemente especiado, com uma envolvência em tons abaunilhados. Inicialmente denota-se um subtilíssimo tom um pouco mais químico, muito interessante. Na boca fresco e pujante, taninos firmes mas bem domados, final longo e levemente persistente.
Numa 1ª prova (sem grande tempo de arejamento) este vinho apresenta o já referido tom levemente químico? (que lhe dá alguma graça), numa 2ª prova (já com umas horas de arejamento), o tom evolui ??? e desta feita, perde um pouco de graça . Mas continua muito bem! 
Nota Pessoal:16,5



Tinto da Talha Grande Escolha - 2006
(Syrah e Touriga Nacional)

Cor grenat de intensidade média. Aroma medianamente intenso, marcado por notas a fruta alicorada, ponteada por um leve tom floral, e alguma pimenta. Denota-se ainda leves notas tostadas. Na boca fresco mas não tão seco como as colheitas anteriores, bom equilíbrio, taninos e acidez cordata. Final de boca médio.
Uma colheita que apesar de não ser propriamente das colheitas que mais me agradaram, está sem dúvida um belo tinto.
Nota Pessoal:16


Tinto da Talha Grande Escolha - 2007
(Syrah e Alicante Boushet)

Cor levemente grenat de intensidade profunda. Aroma, com boa intensidade, marcado por, subtis notas a fruta silvestre macerada em álcool e um leve toque a pimenta, boas notas abaunilhadas e subtilmente fumadas. Na boca fresco e elegante, bom equilíbrio, corpo médio, taninos finos e muito bem integrados que em conjugação com a sua correta acidez. Fim de boca longo e persistente.
Um vinho que continua em excelente forma.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2008
(Aragonez e Alicante Boushet)

Cor rubi carregado, profundo. Aroma intenso, marcado por, notas a fruta em passa, resultando notas adocicadas algo especiadas, abaunilhadas e subtilmente tostado. Na boca, boa estrutura, vigoroso, taninos bem dimensionados, sobressaem mais algumas notas a tabaco, café …, termina longo e persistente.
Uma colheita um pouco mais pujante, mas muito interessante, grande potencial para pratos condimentados. O Bom Alentejo.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2009
(Touriga Nacional e Alicante Boushet)

Cor rubi, medianamente profundo. Aroma intenso, marcado por, notas a fruta algo compotada que se misturam com um tom mais floral, tons a baunilha e café. Na boca, boa estrutura e equilíbrio, fresco, taninos finos e bem integrados, termina longo e persistente.
Um vinho que poderá vir a evoluir ainda um pouco mais com mais algum tempo em garrafas, contudo desde já uma grande companhia para a mesa.
Nota Pessoal:16


Tinto da Talha Grande Escolha - 2010
(Aragonez e Touriga Nacional)

Cor rubi, pouco profundo. Aroma intenso, pejado de notas a fruta silvestre embrenhada num tom expressivamente floral e subtilmente tostado. Na boca, fresco, taninos finos, e bem integrados, conjunto equilibrado, medianamente encorpado, denota-se ainda alguma acidez que certamente se irá atenuar com o tempo, algumas evidências as notas mais tostadas. Termina longo e persistente.
Um vinho que de certa forma, na 1ª prova, vai buscar alguma semelhança à colheita de 2005, um toque químico que lhe confere alguma distinção. Um vinho que tudo indica que crescerá muito com mais algum tempo de garrafa.
Nota Pessoal:16.


Tintos com grande capacidade de evolução, de grande consistência, marcados por uma tipicidade inconfundivelmente Alentejana e que, em minha opinião, apesar de chegar ao mercado já com alguns anos de garrafa e bastante prazeroso, não posso deixar de o aconselhar a guardar algumas garrafas para poder, mais tarde, vir desfrutar do potencial de evolução deste belíssimo tinto Alentejano.


Roquevale S.A.

Herdade do Monte Branco
7170-999 Redondo
Tel: (+351) 266 989 290
E-mail: geral@roquevale.pt