English
FrenchGermanSpainItalianDutchRussianJapaneseChinese Simplified



domingo, outubro 17, 2021

PicoWines - Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico






A inevitabilidade, de quem anda nessas lides enófilas, de estar par do que se anda fazer no sector, levou-me novamente à ilha montanha. Era necessário olhar mais de perto para os novos projetos que por lá vão surgindo, assim como, inteirar-me dos rumos que estão a tomar alguns dos que já conhecia. 


( Nada como ficar alojado no meio das vinhas, virado para o mar, e tendo como pano de fundo a majestosa montanha do Pico )

Hoje, irei debruçar-me apenas, sobre aquela que é desde 1949, a representação da união de um grupo de pequenos produtores que encontraram neste modelo forma conseguir zelar, em alturas de enormes adversidades, pela subsistência desta crucial atividade da ilha do Pico. Refiro-me, obviamente,  à Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, hoje denominada de PicoWines.  

O maior produtor dos Açores, atualmente com cerca de 250 produtores, aliás, penso que no ano passado se registou um aumento significativo de associados, tendo em conta a safra de 2020, cuja retração do mercado, por motivos circunstanciais da pandemia que nos assolou a todos, levou consequentemente os produtores privados a condicionarem a aquisição da uva, levando desta forma a que outros vitivinicultores da ilha recorressem à cooperativa para poder escoar as suas uvas.

O paradigma vitivinícola da ilha do Pico mudou e efetivamente a PicoWines abraçou esta grande oportunidade para se modernizar, não só através a incrementação de alguns novos equipamentos na sua adega, mas sobretudo, na política de qualidade que, nestes últimos, anos tem vindo a implementar. Resumidamente em minha opinião esta cooperativa, sem qualquer demérito para o importantíssimo trabalho desenvolvido anteriormente, ganhou brilho! Acredito que a aposta levado a cabo por esta direção, na mudança de rumo, contratando Bernardo Cabral para dirigir os destinos enológicos da PicoWines, para além de estar à vista de todos, tem vindo de certa forma a contribuir para que, os seus vitivinicultores associados se vão consciencializando que os cuidados que dispensam às suas vinhas geram valor e reconhecimento, elevaram e elevam os vinhos provenientes das suas uvas para um patamar que nunca haviam imaginado.




Foi isto na realidade o que encontrei, vinhos com brilho, com identidade vincada. Cuja as casta Arinto dos Açores, o Terrantez do Pico e o Verdelho plantadas literalmente em fendas de basalto e quase mergulhadas no oceano atlântico, dão destas coisas, vinhos frescos, salinos, com uma mineralidade e com uma capacidade de envelhecimento incrível. Resumindo vinhos únicos e com uma identidade inconfundível.





Dos vinhos que provei, nesta minha visita à PicoWines, dos vários que poderia ter aqui apresentado, optei por escolher aquele que efetivamente mais me surpreendeu o Verdelho do Pico 2019! Talvez porque nesta colheita em concreto, esta casta, apesar da sua grandiosidade, superou-se. Certamente são vários os fatores que contribuíram para isso, contudo as vicissitudes climatéricas do ano claramente tiveram aqui um forte contributo.



PicoWines Verdelho - 2019


Este Verdelho - 2019, é para mim, uma dos melhores versões desta casta, não tenho dúvida alguma em recomendá-lo como um dos brancos açorianos, que melhor espelha o terroir de onde provem. Com uma tonalidade, amarelo palha, visivelmente mais carregado do que a sua colheita anterior. Tal como no nariz, é mais intenso e com um grau de maior complexidade, deixando transparecer a envolvência existente entre o seu lado frutado e a sua generosa mineralidade. Na boca, mostra-se fresco, salino, com elegantes notas marítimas, a algas ... e um final típico, dos vinhos açorianos, com um ligeiro toque a rocha vulcânica molhada "fósforo/enxofre". terminando como começou com muita frescura e equilíbrio.

Um belíssimo branco, penso que acabou e chegar estar no mercado. Aproveitem, pois garanto-vos que não se irão arrepender. Para além do mais, tal como grande parte dos vinhos açorianos, podem ser guardados por muito tempo,  têm uma capacidade de guarda incrível!

 
 Not. 18
 Pvp: €26(Ref.)


Resta-me apenas agradecer à PicoWines e a toda a sua equipa, pelo excelente trabalho que têm vindo a desenvolver e pela simpatia com que fui recebido. Um agradecimento especial ao enólogo Bernardo Cabral e à enóloga Ana Rita.

domingo, junho 13, 2021

Quinta da Bacalhôa - Cabernet Sauvignon - 2016


Quinta da Bacalhôa 2016 / Tinto / 14,5%
Península de Setúbal / 90% Cabernet Sauvignon e 10% Merlot
Bacalhôa Vinhos de Portugal


Em 1427, o Infante D. João, filho de D. João I, mandou edificar,  numa grande propriedade que detinha em azeitão, algumas casas cujo os únicos vestígios, que restam hoje, são apenas algumas abóbadas ogivais. Em 1528, A quinta, então conhecida por Vila Fresca, foi vendida  a Brás de Albuquerque, filho do Vice-rei da Índia Afonso de Albuquerque, sendo este o verdadeiro responsável pela construção do belíssimo Palácio que hoje dá pelo nome de Palácio da Bacalhôa. 

A partir 1910, a sucessão de proprietários e os inúmeros atropelos levaram à degradação quase completa do Palácio. Somente em 1936, com a aquisição da propriedade por uma norte-americana, Orlena Scoville, se deu a reconstrução do Palácio e com o auxílio de seu neto, Thomas Scoville, transformou a Quinta da Bacalhôa, num dos maiores produtores de vinho, da década de 70, em PortugalEm 2000, é adquirida por Joe Berardo através da Fundação Berardo, sua atual proprietária. 

E assim chegamos a este, Quinta da Bacalhôa 2016, vinho que por si só já faz história em Portugal desde 1979, ano da sua primeira colheita. Um clássico, sem duvida um dos melhores e mais consistentes Cabernet Souvignon do país. Um blend estilo bordalês, marcado pela pujança do Cabernet e 10% de Merlot. Este 2016, ainda é um jovem, o seu potencial de envelhecimento é enorme.

Um tinto opulento de tonalidade, rubi carregado e profundo, aroma pejado de evidencias a fruta bem madura, mirtilos,  groselha negra, bastante especiado, pimenta, noz moscada, um abaunilhado que se embrenha num leve e agradável toque a tosta. Na boca, mostra-se pujante, fresco, com taninos bem presentes mas domados, bom equilíbrio de conjunto, final longo e persistente.
Um belo Cabernet Souvignon! Para o desfrutar já ou guardar, tenha em conta que este é um vinho com algum vigor a sua harmonização pede um naco de carne suculento e bem temperado. Se possível guarde alguma garrafa para daqui um punhado de anos.

 
 Not. 17,5
 Pvp: €16,99(Ref.)

domingo, maio 16, 2021

Quinta dos Carvalhais - Reserva 2017


Quinta dos Carvalhais - Reserva 2017 / Tinto / 14%
Dão / Touriga Nacional, Alfrocheiro Preto e Tinta Roriz
Sogrape Vinhos
 
Embora presente, desde 1957, no Dão, somente em 1988 é que a Sogrape, vem a adquirir a Quinta dos Carvalhais, dando assim inicio a um significativo ciclo de investimentos na região. Tornando-se assim num dos maiores impulsionadores para a concepção dos "Vinhos de Quinta" no Dão. 

No inicio da década de 90, conjuntamente com outros importantes produtores da região, conseguiram criar um padrão de qualidade que acabou por se evidenciar, em grande medida, través dos seus monocastas, nomeadamente Touriga Nacional e o Encruzado. Castas que aqui encontraram o "Terroir" ideal para se evidenciaram de uma forma distinta. 

Apesar dos excelentes vinhos que nos chegam de 2017, nem tudo correu de feição. Para além das temperaturas elevadas, do verão, terem obrigado a uma vigia constante do nível de maturação das uvas, levando mesmo à necessidade de antecipação, em cerca de três semanas, das vindimas, foi certamente penoso encarar os fogos que assolaram, a região, e em particular,  alguns dos vinhedos da Quinta dos Carvalhais. 

Mas são resultados como este, Quinta dos Carvalhais - Reserva 2017, produzido apenas em anos especiais, que dão alento para se lidar com vicissitudes como estas. Um belo tinto, cujo o blend é composto por 65% de Touriga Nacional, 20% de Alfrocheiro, outra magnifica casta desta quinta e 15% de Tinta Roriz. Um vinho muito bem feito, com a assinatura da enóloga Beatriz Cabral de Almeida. 

Um tinto de tonalidade, rubi profundo. No aroma, mostra notas a fruta negra madura, subtilmente abaunilhado, com um tostado muito fino e muito bem integrado. Na boca, mostra-se fresco, medianamente encorpado e com excelente equilíbrio, onde  taninos vivos mas polidos, amparados por uma excelente acidez, engrandecem claramente o seu final longo e persistente. Um belíssimo tinto do Dão, engarrafado à precisamente um ano, que ganha se o deixar repousar por mais algum tempo na sua garrafeira. Se, claro, conseguir resistir à tentação de o beber já!

 
 Not. 17
 Pvp: €25(Ref.)

quinta-feira, abril 29, 2021

Redoma - Reserva 2019 ( branco )


Redoma - Reserva 2019 / Branco / 12%
Douro / Rabigato, Códega, Donzelinho, Viosinho e Arinto
Niepoort


Em 1842, Franciscus Marius Niepoort, funda a Niepoort e assim surge, a que viria a ser, uma das maiores referências vinícolas do País. Um projeto que se foi consolidando ao longo de cinco gerações, com as primeiras quatro concentradas exclusivamente no Vinho do Porto. Penso que podemos, ainda que de certa forma, dizer que a sexta geração, já começou a dar os seus primeiros passos naquilo que será o futuro da Niepoort.

Mas hoje, e muito provavelmente no futuro, não se fala da Niepoort sem se falar de Dirk Niepoort, um dos mais mediáticos e irreverentes protagonistas no atual cenário vínico português. Os inúmeros projetos, pessoais, parcerias e colaborações com outros produtores, dentro e fora do País, são reflexo disso mesmo. Fiquemos por aqui!

Falemos do, Redoma - Reserva 2019, um dos grandes brancos do Douro, de Portugal sem duvida. Um blend resultante de uma panóplia de castas, Rabigato, Códega do Larinho, Donzelinho, Viosinho e Arinto, não fosse este o resultado de uma produção de vinhas velhas. Vinhas essas plantadas, a cerca de 600 metros de altitude, o que lhe confere a frescura, assim como o estágio em barricas e o contato com borras finas, sem lhe beliscar a leveza, lhe premiaram opulência. Para além do mais, 2019, foi um ano excelente no Douro.

Um branco de tonalidade, amarelo palha, límpido, aroma discreto, fresco e elegante, com evidencias a fruta branca muito fina e delicada, sobreposto por uma envolvencia floral, também ela bastante fina, tudo conjugado com  um subtil tostado finíssimo e muito bem integrado. Na boca, mostra-se fino, mas cheio e sedoso, com uma métrica e equilíbrio excecional, final longo e persistente. Um branco de grande nível, que o tempo se encarregará de o tornar extraordinário!

 
 Not. 17,5
 Pvp: €26(Ref.)

quinta-feira, abril 15, 2021

Passadouro - Touriga Nacional 2017


Passadouro - Touriga Nacional 2017 / Tinto / 14,5%
Douro / Touriga Nacional
Quinta do Passadouro


Epleno, Douro, na margem esquerda do rio Pinhão, próximo do vale de Mendiz, podemos encontrar, a Quinta do Passadouro, um pedaço de história que nos remonta, até ao sec. XVIII.

Recuando, apenas trinta anos, na história desta quinta, constatamos que, em 1991, foi adquirida pela família  Bohrmann.
Dieter Bohrmann, um belga que acreditava que, no Douro, dada a alta qualidade das suas uvas seria possível, para além dos Portos, fazer-se vinhos tranquilos de grande qualidade. Daí decide fazer uma espécie de parceria com, Dirk Niepoort.
Um pouco mais tarde, junta-se a eles, Jorge Serôdio Borges, um reforço de grande valia para os destinos enológicos da quinta.
Com a saída de Dirk Niepoort, por volta de 2003, e um pouco mais tarde, com o falecimento de Dieter Bohrmann, Jorge Serôdio Borges, assuma por completo a responsabilidade, técnica, dos vinhos que lá se produziam. Isto, até 2019, altura em que  a Quinta do Passadouro, com os seus cerca 42 hectares, dos quais, 36 hectares de vinha, distribuída essencialmente pelas zonas do Pinhão e Roncão, no Douro, é adquirida pela, multinacional Francesa,  AXA Millésimes, proprietária da Quinta do Noval.

Apesar de, 2017, ter sido um ano difícil, extremamente quente e seco, havendo mesmo, em algumas zonas do Douro, a necessidade de recorrer à antecipação das vindimas, conseguiram-se produzir vinhos de grande qualidade, como no caso estePassadouro - Touriga Nacional 2017. Um Touriga Nacional, proveniente de vinhas com cerca de 30 anos, potenciado por um estágio de largos meses em barricas de Carvalho Francês. Um belo tinto, com a assinatura de Jorge Serôdio Borges.

De tom rubi, concentrado e profundo, mostra-se aromático, fresco, com evidencias vegetais a esteva, bergamota, seguido de um leve tom floral, a violeta, que se sobrepõe às sugestões a fruta preta, cereja, mirtilos, tudo envolto num tom especiado, onde sobressaem notas pimenta preta, alguma noz moscada e um subtil tostado muito bem integrado.
Na boca, mostra vigor, um corpo médio, bem balanceado e dimensionado, onde a boa acidez aliada aos seus taninos firmes mas bem domados, lhe marcam a altivez. Termina longo e persistente. Um belo tinto, para acompanhar pratos bem condimentados! 

 
 Not. 17
 Pvp: €22Ref.)

quarta-feira, março 31, 2021

Aneto - Reserva 2015

  
Aneto - Reserva 2015 / Tinto / 14%
Douro / Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Aneto Wines


Um projeto familiar, que nasce em 2001, no Douro, com apenas 3 hectares de vinha junto à foz do rio Tua. O enólogo, Francisco Montenegro, após, anos de colaboração, com vários produtores, ente os quais, dez anos, passados na Real Companhia Velha,  decide avançar para este projeto familiar, Aneto Wines, assumindo assim não só o protagonismo como responsabilidade do êxito do projeto. Hoje contam com 17 hectares de vinha, com um portfolio bastante diversificado, treze vinhos diferenciados entre os quais, 2/3 são tintos, brancos, um espumante e dois colheitas tardias. 
 
É com este belíssimo,  Aneto - Reserva 2015, que volto novamente aos vinhos com a sua assinatura. Este é provavelmente o blend com maior expressão no Douro, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Um belo tinto, de gama intermédia, em que os anos que passou em garrafa, desde que chegou ao mercado, promoveram-lhe, mais alguma, elegância e complexidade. Excelente evolução!

De tom rubi levemente grnat, profundo. Mostra um aroma discreto, onde se evidenciam notas a fruta negra madura envolta num tom vegetal, especiado e com elegantes sugestões a tostaNa boca, mostra-se, encorpado, fresco e elegante, muito bem balanceado e com um final bastante longo e persistente.

Um vinho que recomendo vivamente! Mesmo com capacidade para se aguentar por mais uns anos este, Aneto - Reserva 2015, está  no Ponto!


 Not. 17
 Pvp: 17,5€ (Ref.)

domingo, janeiro 24, 2021

Quinta do Ameal - Escolha 2017


Quinta do Ameal - Escolha 2017 / Branco / 12%
Vinho Verde / Loureiro
Quinta do Ameal


Atualmente sob a tutela do Esporão a, Quinta do Ameal, datada de 1710, é uma propriedade histórica localizada, no Vale do Rio Lima, região dos Vinhos Verdes, com cerca de 30 hectares, dos quais 14 hectares são vinha, na sua essência da casta Loureiro.
 
Nos anos 90 a família de Pedro Araújo, bisneto de Adriano Ramos Pinto, decide adquirir esta quinta que se encontrava praticamente ao abandono. Sob sua orientação, foi submetida a uma profunda recuperação, com vista ao aproveitamento do seu enorme potencial. Nos últimos dez anos sensivelmente, optaram pela agricultura biológica, o que diga-se em bom da verdade, tendo em conta a humidade da região, é um processo extremamente difícil e trabalhoso mas que, claramente, se vem refletir na qualidade dos seus vinhos.

A casta Loureiro ganha aqui uma excelente expressão! A seleção das uvas é efetuada por forma a que a qualidade seja sempre a referencia, na realidade este processo culmina com apenas uma parte das uvas a serem aproveitadas para a produção destes  vinhos.
É o caso deste Quinta do Ameal - Escolha 2017 e em que, neste caso, o seu próprio nome "Escolha" reforça, a sua elaboração a partir de uvas criteriosamente escolhidas e como tal o resultado está à vista! Um magnifico representante da casta Loureiro  em que o estágio, em barricas "usadas" de 225 litros de carvalho francês, não lhe permite que os tons amadeirados se evidencie em demasia, mas promove-lhe estrutura e complexidade.

De aspeto amarelo citrino, aroma expressivo mas delicado, onde se evidenciam notas cítricas e subtis evidencias a flor de laranjeira e tília, tudo combinado com um subtil tom a tosta fina muito bem integrada. Na boca, mostra-se cheio, fresco, com uma belíssima mineralidade, algo complexo e muito bem balanceado, Final bastante longo e persistente.

Um branco bastante gastronómico que recomendo vivamente! Para o desfrutar, desde já ou por daqui a um par de anos, com toda a categoria! 
  

 Not. 17,5
 Pvp: 20€ (Ref.)

domingo, janeiro 10, 2021

Quinta Nova [Referência] - Grande Reserva 2017


Quinta Nova [Referência] - Grande Reserva 2017 / Tinto / 14% 
Douro / Tinta Roriz e Vinhas Velhas
Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo


Decidi, começar este novo ano, com um vinho, dQuinta Nova de Nossa Senhora do Carmo. uma das mais antigas quintas do Douro, aludida na primeira demarcação pombalina de 1756.
 
Em tempos, apresentei aqui, um extraordinário branco deste produtor, o Mirabilis 2015, na senda deste,  procurei trazer um tinto que, de certa forma, respeita-se os seus elevados pergaminhos. Sem nunca ter provado nenhuma das suas colheitas anteriores, optei por este Quinta Nova [Referência] - Grande Reserva 2017.
 
Um blend marcado, na sua essência pela Tinta Roriz suavizada pela panóplia de castas que integram as Vinhas Velhas. Um tinto, de categoria, sem duvida, uma referencia da Tinta Roriz, no Douro.
 
De tom rubi carregado e profundo, aroma fino e complexo, onde as evidencias vegetais, a mato, se combinam com o frutado da cereja e de mirtilos, envolto num tom especiado, onde sobressaem notas pimenta preta, noz moscada e um subtil tom a tosta.
Na boca, mostra estrutura e vigor, corpo bem dimensionado, taninos firmes mas domados, Final, longo e persistente.
 
Um tinto de grande classe! Mas penso que um pouco, mais de tempo em garrafa lhe trará bons benefícios! 
 
 
 Not. 17,5
 Pvp: €60 (Ref.)