EnglishFrenchGermanSpainItalianDutchRussianJapaneseChinese Simplified

 

terça-feira, janeiro 26, 2016

Tinto da Talha Grande Escolha - Prova Vertical de 2003 a 2010





Sem dúvida uma das mais interessantes e desafiantes provas que efetuei nestes últimos tempos! Uma prova vertical de 2003 a 2010 de um premium  Roquevale,   "Tinto da Talha - Grande Escolha".

Foi com enorme satisfação que pude aferir da excelente capacidade de evolução destes Tintos da Talha - Grande Escolhar!

Desde logo o nome "Tinto da Talha" surge como uma alusão à tradição Romana da vinificação em talhas de barro, técnica resgatada e utilizada por alguns produtores no Alentejo, de onde são originários os vinhos aqui apresentados, mais propriamente do concelho de Redondo, onde a  Roquevale, possui duas herdades com cerca de 135 hectares de vinhar.

Tudo começa por volta década de 70 com a plantação das primeiras vinhas. Em boa verdade o pontapé de saida para o projeto que, em 1983, se viria a formalizar com a constituição da empresa Roquevale.
Em 1996, Joana Roque do Vale, assume a responsabilidade enológica da Roquevale, passando a rubricar desde então todos os seus vinhos,  nomeadamente, "com carinho especial", estes "Tinto da Talha - Grande Escolha".

Conheça Aqui! um pouco mais sobre a história deste produtor, que é tão-somente um dos maiores produtores privados do Alentejo, com um leque variado de vinhos totalmente norteados pela sua relação qualidade/preço .



Prova Vertical - Tinto da Talha Grande Escolha (2003 -2010) 










Tinto da Talha Grande Escolha - 2003
(Touriga Nacional e Aragonez)

Cor grenat de intensidade média/profunda. Bouquet, bastante expressivo e algo fresco, marca-do ainda por excelentes notas a fruta elegante e levemente alicorada, envolto num delicioso tom abaunilhado. Na boca boa estrutura e ainda bastante vivo, taninos firmes mas bastante sedutores, termina longo e percistente.
Um vinho que, dados os seus treze anos, se apresenta com uma saúde irrepreensível. Com algum deposíto como tal deverá ser decantado. Atenção à rolha.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2004
(Syrah eTouriga Nacional)

Cor grenat de intensidade média/profunda. Bouquet, algo expressivo, subtilmente marcado por, uma fruta ainda fresca mas tímida que se embrenha num igualmente tímido toque floral, deixando um pouco mais de protagonismo para as notas abaunilhadas e subtilmente fumadas.
Na boca fresco e elegante, bom equilíbrio e afinação, taninos finos e muito bem integrados que em conjugação com a sua correta acidez proporcionam-lhe um fim de boca longo e persistente.
Um vinho com uma belíssima vivacidade e elegância, sem grande risco aposto que veio esta finesse com a idade.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2005
(Touriga Nacional e Aragonez)

Cor grenat de intensidade média. Aroma algo discreto, marcado por notas a fruta alicorada, levemente especiado, com uma envolvência em tons abaunilhados. Inicialmente denota-se um subtilíssimo tom um pouco mais químico, muito interessante. Na boca fresco e pujante, taninos firmes mas bem domados, final longo e levemente persistente.
Numa 1ª prova (sem grande tem-po de arejamento) este vinho apresenta o já referido tom levemente Químico (que lhe dá alguma graça), numa 2ª prova (já com umas horas de arejamento), o tom evolui ??? e desta feita, perde um pouco de graça . Mas continua muito bem! 
Nota Pessoal:16,5/16



Tinto da Talha Grande Escolha - 2006
(Syrah eTouriga Nacional)

Cor grenat de intensidade média. Aroma medianamente intenso, marcado por notas a fruta alicorada, ponteada por um leve tom floral, e alguma pimenta. Denota-se ainda leves notas tostadas. Na boca fresco mas não tão seco como as colheitas anteriores, bom equilíbrio, taninos e acidez cordata. Final de boca médio.
Uma colheita que apesar de não ser propriamente das colheitas que mais me agradaram, está sem dúvida um belo tinto.
Nota Pessoal:16


Tinto da Talha Grande Escolha - 2007
(Syrah e Alicante Boushet)

Cor levemente grenat de intensidade profunda. Aroma, com boa intensidade, marcado por, subtis notas a fruta silvestre macerada em álcool e um leve toque a pimenta, boas notas abaunilhadas e subtilmente fumadas. Na boca fresco e elegante, bom equilíbrio, corpo médio, taninos finos e muito bem integrados que em conjugação com a sua correta acidez. Fim de boca longo e persistente.
Um vinho que continua em excelente forma.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2008
(Aragonez e Alicante Boushet)

Cor rubi carregado, profundo. Aroma intenso, marcado por, notas a fruta em passa, resultando notas adocicadas algo especiadas, abaunilhadas e subtilmente tostado. Na boca, boa estrutura, vigoroso, taninos bem dimensionados, sobressaem mais algumas notas a tabaco, café …, termina longo e persistente.
Uma colheita um pouco mais pujante, mas muito interessante, grande potencial para pratos condimentados. O Bom Alentejo.
Nota Pessoal:16,5


Tinto da Talha Grande Escolha - 2009
(Touriga Nacional e Alicante Boushet)

Cor rubi, medianamente profundo. Aroma intenso, marcado por, notas a fruta algo compotada que se misturam com um tom mais floral, tons a baunilha e café. Na boca, boa estrutura e equilíbrio, fresco, taninos finos e bem integrados, termina longo e persistente.
Um vinho que poderá vir a evoluir ainda um pouco mais com mais algum tempo em garrafas, contudo desde já uma grande companhia para a mesa.
Nota Pessoal:16


Tinto da Talha Grande Escolha - 2010
(Aragonez e Touriga Nacional)

Cor rubi, pouco profundo. Aroma intenso, pejado de notas a fruta silvestre embrenhada num tom expressivamente floral e subtilmente tostado. Na boca, fresco, taninos finos, e bem integrados, conjunto equilibrado, medianamente encorpado, denota-se ainda alguma acidez que certamente se irá atenuar com o tempo, algumas evidências as notas mais tostadas. Termina longo e persistente.
Um vinho que de certa forma, na 1ª prova, vai buscar alguma semelhança à colheita de 2005, um toque Químico que lhe dá alguma distinção. Um vinho que tudo indica que crescerá muito com mais algum tempo de garrafa.
Nota Pessoal:16.


Tinhos com grande capacidade de evolução,  de grande consistência, marcados por uma tipicidade inconfun-divel-mente Alentejana e que, em minha opinião, apesar de chegar ao mercado já com alguns anos de garrafa, como tal já bastante prazeroso, aconselho-o vivamente aguardar umas garrafitas para poder, um pouco mais tarde, desfrutar de todo o potencial deste belíssimo tinto Alentejano.



Roquevale S.A.

Herdade do Monte Branco
7170-999 Redondo
Tel: (+351) 266 989 290
E-mail: geral@roquevale.pt

sábado, dezembro 12, 2015

Cistus Reserva 2011



Região (DOC): Douro / Castas: Touriga Nacional(38%), Touriga Franca (20%) e Tinta Roriz (42%) / Produtor: Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda. / Enólogo: Manuel Angel Areal  / Tipo: Tinto / Ano: 2011 / Álcool: 14,5%. 


Já se passaram mais de cinco anos, desde que, aqui apresentei o, Cistus Reserva 2007, em boa verdade, também foi largo o tempo que, por vezes, daqui me ausentei! Não por parca vontade, mas pelas contingências de um tempo que teimou em escassear.

Agora! O que conta é este Cistus Reserva 2011, um belo tinto nascido no coração do Douro Superior, fruto do querer do Eng. António Fernandes e do saber do enólogo Manuel Areal.
Da sua história vale a pena saber um pouco mais! Aqui,  será, dos sítios, certamente, o que mais propriedade terá para o faze-lo.

Deste,  Cistus Reserva 2011, destaco o reforço da presença da Touriga Nacional, em detrimento da Touriga Franca. Não sei a partir de que colheita esta alteração ocorreu, contudo e sem a pretensão de querer entrar em suposições enológicas, estereis, para muitos dos cá vêm, gostaria apenas salientar, "que me parece" ter havido aqui, algum ganho de expressão aromática e de uma generosa capacidade para vir a evoluir em garrafa, mostrando-se "promissor" para vir agradar por um bom punhado de anos.
Os 14 meses de estágio em barricas de carvalho Americano e Francês, meio por meio, em traços largos, e como sua função, vieram para lhe premiar a estrutura e a complexidade. 
O resultado, este, está à vista um belo tinto duriense, que apesar da evidencia de estar ainda ligeiramente jovem, é seguramente, desde já,  uma belíssima escolha.   

Tinto de tom rubi algo carregado, nariz bem expressivo, intenso e fresco, pejado de notas a fruta silvestre negra, boas notas vegetais a esteva e algo especiado, onde tons de chocolate se combina com leves apontamentos a tosta. Na boca mostra-se fresco, elegante, com um corpo bem dimensionado, taninos firmes mas finos que em conjugação com a cordata acidez determinam um final de boca algo longo e persistente.

Quero ainda salientar que este é, certamente, um vinho que irá agradar a muita gente, um entrada de gama alta, com uma relação qualidade/preço amistosa. 

Nota Pessoal:16,5
Preço: €9,99 (Ref.)






Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda
Quinta da Ferreira
5160 Torre de Moncorvo
Tel: (+351) 279 252 077
E-mail: qvp@qvp.com
Site: www.qvp.pt
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...