Quinta de S.José - 2007

| domingo, 22 de Novembro de 2009



Região : Douro
Castas : Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Produtor : João Brito e Cunha, Lda.
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14%






Nota Introdutória:

Quinta de S. José, junto ao rio Douro, logo a montante do Pinhão. Com 18 hectares, dos quais 10 são de vinha.

Desde de 1997, João Brito e Cunha assume a direcção enológica da Quinta de S. José. Em 2005 adquire efectivamente todos os direitos de exploração vitivinícola desta propriedade de sua família.
Como Enólogo experiente e conhecedor dos diferentes terroirs do Douro, inicia este novo projecto com a reconversão das suas vinhas. No primeiro ano produz apenas 6.000 garrafas, mas a partir de 2007 serão já 15.000 garrafas divididas por duas marcas.

O meu primeiro contacto com este vinho foi durante um jantar de degustação que decorreu no restaurante Colmeia em S.Miguel, no qual também estiveram presentes, os responsáveis pelos vinhos servidos, João Brito e Cunha e Gil E. Regueiro da Quinta da Casa Amarela.
Para além da possibilidade de provar alguns dos novos vinhos destes produtores e conhece-los pessoalmente, pude ainda saber, na primeira pessoa, qual  a sua opinião relativamente aos vinhos que apresentaram.

Este Quinta de S. José, é um vinho que me surpreendeu, para além da sua boa qualidade, pelo facto de se tratar de um vinho do Douro de 2007 que se encontra prontíssimo para ser bebido. Já anteriormente foi por mim aqui referido, que considero que as colheitas de 2007 do Douro, só para o próximo ano estarão prontas para serem devidamente degustadas, temos aqui uma excepção e possivelmente existirão algumas mais.

Não sendo um vinho para guardar, podemos e devemos desde já beber este Quinta de S. José de 2007 e continuar a busca pelos outros que por ai andarão, os tais vinhos que se bebem novos.


Notas de Prova:

Aspecto: Brilhante de cor Grnat profundo.

Aroma: Notas florais a fruta vermelha, especiarias e um leve balsâmico.

Paladar: Confirma-se as notas florais, especiarias, mostra-se complexo, fresco, com taninos muito bem integrados, algo encorpado e fim de boca levemente longo e persistente.

Conjunto: Bem estruturado e elegante.






Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 09 de Nov.09)
Preço: €8,00 (Ref.)

Magma - 2007

| quinta-feira, 19 de Novembro de 2009


Região : Açores/Terceira
Castas : Verdelho(85%) e Outras(15%)
Produtor : Adega Cooperativa dos Biscoitos, C.R.L.
Tipo : Branco
Ano : 2007
Álcool : 12,5%






Nota Introdutória:

Apresentar aqui no Lugar de Baco mais um vinho de qualidade produzido nos Açores, é para mim uma grande satisfação.

O Magma - 2007, é mais um dos belíssimos vinhos produzidos pela Adega Cooperativa dos Biscoitos, da ilha Terceira. No entanto falar deste Magma sem falar do Moledo, é contornar em parte a história dos vinhos brancos desta cooperativa, pelo que aqui fica a promessa que brevemente irei apresentar aqui no Lugar de Baco o Moledo, um vinho das castas brancas Verdelho e Arinto.

Com 85% de verdelho, o Magma, tenta não perdendo a tipicidade regionalista diferenciar-se de outros vinhos similares. Sem grande complexidade aromática, versátil e de certa forma eclético, procura desta forma vir a atrair um vasto leque de novos consumidores.

Um dos aspectos que logo se evidenciou no primeiro contacto que tive com o Magma, foi a sua imagem moderna e atractiva.

Sinceramente, acho que chegou a hora, e à semelhança deste caso, de haver uma maior preocupação, por parte dos produtores da região, com a imagem (garrafas e rótulos) dos seus vinhos.

Todos nós sabemos que a imagem contribui significativamente para a venda do produto, por isso e em jeito de crítica amiga permitam-me que vos diga.
Caros produtores, tratem rapidamente de investir e modernizar a imagem das garrafas de onde depositam estes excelentes néctares que por cá têm produzido, o vinho merece e o mercado agradece.


Notas de Prova:

Aspecto: Brilhante de cor palha com laivos dourados.

Aroma: Notas a citrinos e leves indícios Florais, bouquet de média intensidade.

Paladar: Seco, confirmam-se as notas a citrinos, acidez média, corpo cheio e Fresco quanto basta, final de boca persistente.

Conjunto: Equilibrado, boa estrutura e agradavelmente suave.









Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 12 de Nov.09)
Preço: €6,70 (Ref.)

Vinhos Certificados dos Açores

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Como informação suplementar e de contextualização aos vinhos Açorianos que tenho vindo a apresentar aqui no Lugar de Baco, será importante, efectuar uma breve referência ao 1º Concurso de Vinhos Certificados dos Açores, realizado em Novembro de 2008 na Ilha do Pico.

Os vinhos regionais foram apreciados através de uma prova cega feita por especialistas vitivinícolas como Dias Cardoso (presidente da Câmara de Provadores da CVRA), Virgílio Loureiro (enólogo da SONAE), António Falcão (director da Revista dos Vinhos), Manuel Miranda (da revista O Escanção), Joaquim Aparício (da revista Néctar), Manuel Moreira (da revista Blue Wine) e Gabriela Canossa (da revista Wine Passion).

Apesar dos inúmeros medalhados, irei apenas destacar os galardoados com medalha de ouro.


Medalhas de Ouro

Brancos :

Casa da Ribeira Branco 2007 - Prod. Hermano Sousa Ferreira

Terras de Lava Branco 2007 - Prod. Coop. Vitivinícola da Ilha do Pico

Frei Gigante Branco 2007 Prod. Coop. Vitivinícola da Ilha do Pico

Magma Branco 2007 - Prod. Adega Coop. dos Biscoitos


Licorosos:

Curral de Atlantis 2003 - Prod. Curral de Atlantis Soc. Viti.

Czar 2002 - Prod. Fortunato Garcia

Lajido 2001 - Prod. Coop. Vitivinícola da Ilha do Pico


Para o concurso, foram convidados todos os produtores açorianos detentores de vinhos certificados, que se dividem em Vinhos de Qualidade Produzidos em Região Determinada (VQPRD), Vinhos Licorosos de Qualidade Produzidos em Região Determinada (VLQPRD) e os Vinhos Regionais dos Açores.

Novas edições deste evento ou de outros que efectivamente dêem destaque à real qualidade dos vinhos Açorianos, serão alvo de referência aqui no Lugar de Baco.

Pretendo desta forma, contribuir para a divulgação destes vinhos que já se começam a apresentar com muito boa qualidade.

Vila Santa - 2007

| domingo, 15 de Novembro de 2009

Região: Alentejo
Castas : Aragonês, Touriga Nacional,Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet
Produtor : João Portugal Ramos, Vinhos S.A.
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14%





Nota Introdutória:

Há efectivamente nomes incontornáveis quando se fala dos vinhos Portugueses e do seu actual reconhecimento internacional. O Enólogo João Portugal Ramos é sem sombra de dúvida um dos obreiros desta árdua tarefa.

Produzido em pleno coração do Alto Alentejo, o Vila Santa é um vinho do qual guardo muito boas lembranças. A colheita de 2001, fez por diversas vezes a delícia de inúmeros fins de tarde de Sexta-feira, em que na companhia de minha mulher, e enquanto nos preparavamos para jantar, a uma tábua repleta de queijos e torradas se juntava este agradabilíssimo exemplar Alentejano, como se a anunciar viesse os dias de boa vida que se avizinhavam.

Há uns poucos meses atrás, encontrei por acaso, numa das prateleiras de um hipermercado, uma solitária garrafa de Vila Santa de 2001, veio-me à lembrança os ditos fins de tarde. Comprei-o e provei-o, mas de certa forma com alguma nostalgia deparei-me com um vinho que já não se apresentava tão agradável, certamente pelas más condições em que esteve guardado durante estes últimos anos. Enfim!

Decidi então ir à procura da sua última colheita. E para além destas minhas lembranças que aqui transcrevi, deixar as minhas notas de prova deste Vila Santa de 2007, que continua a ser um agradabilíssimo exemplar Alentejano.


Notas de Prova:

Aspecto: Limpo de cor Grnat profundo.

Aroma:  Intensidade média, notas a fruta bem madura e leves notas a barrica.

Paladar: Confirma as notas a fruta bem madura, corpo médio, taninos bem integrados e fim de boca persistente.

Conjunto: Com alguma complexidade e bem estruturado.


Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 10 de Nov.09)
Preço: €11,00 (Ref.)

Xisto - 2005

| terça-feira, 10 de Novembro de 2009


Região : Douro
Castas : Touriga Nacional (60%), Tinta Roriz (25%) e Touriga Franca (15%)
Produtor : Roquette e Cazes, Lda.
Tipo : Tinto
Ano : 2005
Álcool : 14%





Nota Introdutória:

Apesar de não ter tido a oportunidade de provar as duas colheitas anteriores, 2003 e 2004, estava expectante relativamente a este Xisto - Roquette & Cazes.

Deste projecto de Jorge Roquette, da Quinta do Crasto, e Jean-Michel Cazes, do Château Lynch-Bages, não poderia resultar outra coisa, que não fosse este belíssimo néctar, no qual se conjugaram as características do Douro e a vasta experiência dos Cazes em Bordeaux, assegurado pelo estrito acompanhamento dos enólogos Daniel Llose enólogo da família Cazes e Manuel Lobo enólogo da Quinta do Crasto, julgo que esta colheita 2005 foi acompanhada por parte dos Cazes pelo enólogo Dominic Morris.

Durante a Wine in Azores 2009, tive a oportunidade de conversar e trocar algumas ideias com Rita Roquette, Administradora da Direct Wine, a qual me apresentou entre outros dos seus vinhos a última colheita do Xisto Roquette & Cazes. Fiquei desde logo muito bem impressionado com o seu aroma perfumado e com a classe e elegância que se evidenciou na prova.

Como não poderia deixar de ser, dado a referência desta primeira prova, decidi trazer aqui ao Lugar de Baco, não a colheita de 2006, que não encontrei no nosso mercado, mas sim o Xisto - 2005. Estamos perante um grande tinto, aprecie cuidadosamente toda esta categoria.


Notas de Prova:

Aspecto: Cor Grnat bastante concentrada intensa.

Aroma: A Frutos vermelhos, algumas notas florais tudo com muita elegância.

Paladar: Confirma as excelentes notas a fruta vermelha, a flores secas e madeira muito bem integrada.

Conjunto: Complexo, muito elegante e requintado.





Nota Pessoal: 18 (Prova a 09 de Nov.09)
Preço: €38,00 (Ref.)

Quinta da Jardinete - 2007

| domingo, 8 de Novembro de 2009


Região : Açores / São Miguel
Castas : Chardoonay, Sauvignon Blanc e Gewurztraminer
Produtor : Topic & Rebelo Soc. Agrícola, Lda.
Tipo : Branco
Ano : 2007
Álcool : 13%






Nota Introdutória:

Eis mais um de uma série de vinhos brancos com alguma qualidade, produzidos na Região Autónoma dos Açores.

Quinta da Jardinete 2007, este é mais um vinho que vem contribuir fortemente para a integração da Ilha de São Miguel no grupo das ilhas (Terceira, Pico e Graciosa), nas quais se produzem vinhos já com alguma qualidade.

Com as suas vinhas localizadas nos Fenais da Luz, costa norte da Ilha de São Miguel, as suas castas estrangeiras e um clima não considerado até há bem pouco tempo muito favorável à produção de vinho de qualidade, eis o Quinta da Jardinete 2007 a revelar-se uma agradável surpresa.

Julgo que este projecto é permissor e estou convencido que mais vinhos desta estripe irão continuar a surgir em São Miguel.


Notas de Prova:

Aspecto: Cor amarelo palha.

Aroma: Média intensidade e alguma elegância, leves notas a pêssego, ananás e algo cítrico, de certa forma complexo.

Paladar: Levemente encorpado, acidez média e alguma mineralidade, confere algumas das notas frutadas. Fim de boca, peca pela quebra de alguma intensidade gustativa que apresentou durante a prova.

Conjunto: Bem estruturado e agradável.





Nota Pessoal: 16 (Prova a 15 de Out.09)
Preço: €6,50 (Ref)

Pó de Poeira - 2006

| quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Região : Douro
Castas : Touriga Nacional e Sousão
Produtor : Jorge Nobre Moreira
Tipo : Tinto
Ano : 2006
Álcool : 14,0%







Nota Introdutória:

Em 2001 com a aquisição da Quinta do Poeira, o Enólogo Jorge Nobre Moreira arranca com o projecto Poeira, na qual produz o seu afamado vinho com o mesmo nome. Já um pouco mais tarde, em 2006, e a partir de vinhas, mais jovens, produz o Pó de Poeira, vinho de carácter mais leve, cuja as vinhas embora localizadas na mesma encosta, das que originaram o seu primogénito, vão concerteza com mais uns anos, transmitir com maior evidencia, toda a sua pujança e carácter.

Não quero com isso dizer que não estamos perante de um bom vinho, este Pó de Poeira de 2006, está um vinho atractivo. No entanto, os seus taninos ainda estão ligeiramete aguçados, deixe-o respirar, cerca de uma hora e meia, sirva-o com pratos de tempero evidenciado, estará bastante bem.

Quando efectuo o estudo às origens dos vinhos, que público, acabo quase sempre por criar alguma simpatia pelos projectos, nos poucos casos em que contactei directamente com os seus produtores e enólogos, pude logo apreceber-me da paixão e dedicação que estes lhes dedicam. Este será certamente mais um destes casos.


Notas de Prova:

Aspecto: Cor Grnat médio profundo.

Aroma: Frutado com algumas notas vegetais.

Paladar: Fruta silvestre, taninos algo firmes, corpo médio e fim de boca levemente persistência.

Conjunto: Bem estruturado.





Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 26 de Set.09)
Preço: €11,00 (Ref)

Esporão Reserva Branco - 2008

| domingo, 1 de Novembro de 2009


Região : Alentejo
Castas : Antão Vaz, Arinto e Roupeiro.
Produtor : Esporão S.A.
Tipo : Branco
Ano : 2008
Álcool : 14%






Nota Introdutória:

Aqui temos o mais recente Esporão Reserva Branco do mercado. Como sempre, a Esporão S.A conta com a colaboração de artistas de renome que anualmente desenham um rótulo para as suas principais produções vinícolas da Herdade do Esporão.
Este ano, a obra ficou a cargo de José Pedro Croft. O artista pretendeu, de certa forma, através do desenho deste rótulo, transmitir-nos, os aromas, sabores e a frescura que o Esporão Reserva Branco 2008 tem para nos oferecer.

Provei, esta colheita, pela primeira vez no evento “Wine in Azores 2009”, fiquei com a ideia de estar perante um vinho bastante jovem, mas que de certa forma, valia pelo conjunto.

Como já o tinha referido aqui no “Lugar de Baco”, voltei a prová-lo e confirmar a minha primeira impressão, trata-se de um vinho interessante mas que ainda evidência alguma acidez, deverá ser deixado a respirar um pouco. Estou convencido que daqui algum tempo, este vinho estará bastante bem.


Notas de Prova:

Aspecto: Límpido de cor palha.

Aroma: Ligeiramente florar, boas notas a citrinos, madeira bem presente e um leve tostado.

Paladar: Fresco, acidez um pouco activa, confirmação das notas a citrinos, mineralidade bem presente, corpo e fim de boca médio.

Conjunto: Elegante e com alguma complexidade.





Nota Pessoal: 16 (Prova a 29 de Out.09)
Preço: €11,50 (Ref.)

Wine In Azores 2009

| terça-feira, 27 de Outubro de 2009


O Wine in Azores 2009, chegou ao fim. Em jeito de despedida gostaria de aqui deixar, de uma forma bastante sucinta, um pequeno registo deste belíssimo fim-de-semana passado entre vinhos e amigos.









Desde logo no jantar de abertura, realizado a 22 de Outubro no Hotel Açores Atlântico, o Enólogo Paulo Laureano, o Produtor Domingos Alves de Sousa e um dos comercias da família Symington , explicaram aos presentes de uma forma bastante pormenorizada, que vinhos iriam degustar ao longo do jantar, não fossem eles os verdadeiros conhecedores dos excelentes néctares que foram servidos, dos quais gostaria de destacar:

• Curral Atlantis Verdelho Arinto (Licoroso – 2003)(Açores/Pico)

• Paulo Laureano Dolium (Branco -2006)

• Paulo Laureano Dolium (Tinto -2006)

• Quinta da Gaivosa (Tinto – 2005) (O melhor provado por Lugar de Baco)

• Dow’s Vintage (Porto – 2007)

De 23 a 25 Outubro, já no recinto da feira, os visitantes tiveram acesso a alguns dos excelentes vinhos que se estão a produzir em Portugal. Para além de mais, puderam prová-los e comentá-los directamente com os seus próprios representantes.

Foram algumas as casas representadas nesta feira. Em algumas delas, para além dos seus comerciais, podíamos encontrar os próprios produtores e enólogos, que aqui vieram apresentar as suas melhores e mais recentes colheitas.

Dos inúmeros vinhos por mim provados, analisados e debatidos com os seus representantes, gostaria de destacar os que mais me agradaram, alguns dos quais serão por mim, novamente provados e as suas notas de prova publicadas aqui no Lugar de Baco.


Brancos:

• Esporão Reserva - 2008

• Herdade dos Grous - Reserva - 2007

• Antão Vaz - 2008 (Herdade da Malhadinha)

• Aragonês da Peceguina - 2007 (Herdade da Malhadinha)

• Quinta da Casa Amarela PL/LR - 2008


Tintos:

• Quinta da Casa Amarela - Reserva - 2006

• Quinta de São José - 2007

• Herdade dos Grous – Reserva - 2006

• Alves de Sousa – Reserva Pessoal - 2006

• Xisto - 2006 (Excelente)

• Malhadinha - 2007

Com alguma pena minha, acabei por não ter tido a disponibilidade que desejaria e efectuar todas as provas que pretendia, ficando para a próxima as seguintes casas:

• A Herdade do Perdigão
• Quinta das Apegadas
• Portfolio Vinhos - Symington Family Estates

Para além desta montra ainda decorreram sessões de show-cooking e jantares de degustação nos quais a comida e o vinho se complementaram de uma forma extraordinária, evidenciando agradavelmente a conjugação dos seus paladares.

Em jeito de conclusão, pareceu-me que a feira correu razoavelmente bem, embora julgue que poderia ter havido maior afluência por parte do público.

Seria também importante, para o próximo ano, que se tivesse em conta as datas dos eventos que se realizam no continente em torno desta mesma temática, para que não haja sobreposição das referidas datas de realização e, por conseguinte, inviabilize a participação de outros importantes produtores, que não fosse o caso poderiam eventualmente estar presentes.

Contudo e mesmo assim, sempre houve aqueles que com algum esforço marcaram a sua presença. A estes, em meu nome e em nome dos que pela feira passaram, o nosso muito obrigado. Cá os esperamos até à próxima.

Redoma - 2005

| quinta-feira, 22 de Outubro de 2009


Região : Douro
Castas : Diversas as principais (Tinta Amarela, Tinta Roriz e Touriga Franca)
Produtor : Niepoort Vinhos S.A
Tipo : Tinto
Ano : 2005
Álcool : 13,5%





Nota Introdutória:

O Redoma, foi o primeiro vinho tinto produzido pela Niepoort, não sendo propriamente ex-líbris da casa, é um vinho bastante razoável, contudo e em minha opinião trata-se de um vinho que peca pela relação Preço/Qualidade, está demasiadamente caro para o vinho que é.









Foi na companhia desta espetada deliciosamente temperada, acompanhada por estes legumes e esta pequena porção de arroz gratinado, que degustei este Redoma de 2005, tornando este simples jantar num autêntico manjar de Baco.


Notas de Prova:

Aspecto: Cor rubi, algo concentrado.

Aroma: Leves notas a frutos tipo amora, ameixa, levemente escondido podemos notar um certo fumado.

Paladar: Fruta silvestre, alguma especiaria, corpo mediano bem estruturado com bom fim de boca.

Conjunto: Equilibrado e com caracter.





Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 09 de Nov.09)
Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 11 de Out.09)
Preço: €32,00 (Ref.)

Diga? - 2008

| domingo, 18 de Outubro de 2009


Região : Bairrada
Castas : Viognier
Produtor : Manuel dos Santos Campolargo
Tipo : Branco
Ano : 2008
Álcool : 13%







Nota Introdutória:

Diga? – Branco de 2008, já algum tempo, não sei bem onde, tinha lido algo sobre anteriores colheitas, contudo e dado que os escritos são muitos, uns a falar bem os outros nem por isso, decidi provar esta colheita de 2008 e tirar as minhas próprias conclusões.

Fiquei deveras surpreendido pela positiva, este Branco da Bairrada está notório.

Aconselho a apressarem-se pois pelo que pude constatar foram muito poucas as garrafas disponibilizadas pelo produtor e este é um vinho, quanto a mim, a não perder.


Notas de Prova:

Aspecto: Límpido de cor amarelo entre a palha e o doirado.

Aroma: Furtado, com notas a alperce e uma leve nuance florar a rosa.

Paladar: A confirmar-se a fruta essencialmente a pêssegos, bela frescura provocada por uma muito boa acidez, apresenta-se macio e encorpado quanto basta.

Conjunto: Muito equilibrado, um branco de grande classe.~









Nota Pessoal : 17 (Prova a 16 de Out.)
Preço: €8,90 (Ref.)

La Rosa - Reserva 2005

| quinta-feira, 15 de Outubro de 2009


Região : Douro
Castas : Touriga Nacional (66%),Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão,Touriga Franca e Outras (34%).
Produtor : Quinta de La Rosa
Tipo : Tinto
Ano : 2005
Álcool : 14%





Nota Introdutória:

La Rosa – Reserva 2005, Apesar de já se encontrarem disponíveis no mercado Continental, as colheitas 2006 e 2007, nós por cá (mercado Regional) ainda só temos acesso à colheita de 2005, não tenho grande esperança que venhamos a apanhar a colheita de 2006, pois já estão a comercializar a de 2007, contudo e dado se tratar de um vinho de guarda, não acho que tenha sido nada mal empregue os euros que custou, até pelo contrário neste momento está excelente.





Este belo vinho oriundo da Quinta de La Rosa, terras do Douro, é o ex-líbris desta Quinta, produzido a partir das melhores uvas, assim como submetido a um estágio nas melhores barricas onde este néctar evoluiu durante 18 meses.

Aconselho vivamente, a provarem este soberbo vinho, com uma elegância e finura tipicamente Duriense.


Notas de Prova:

Aspecto: Cor Grenat profundo.

Aroma: Agumas notas a frutos silvestres elegantemente apresentadas.

Paladar: Frutado, com algumas notas muito subtis a madeira, bem estruturado e com fim de boca persistente.

Conjunto: Grande classe, complexo e bastante elegante.





Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 14 de Out.09)
Preço: €25,00 (Ref.)

Quinta do Cerrado (Encruzado) - 2008

| domingo, 11 de Outubro de 2009


Região : Dão
Castas : Encruzado (100%)
Produtor : UCB/Quinta do Cerrado.
Tipo : Branco
Ano : 2008
Álcool : 13,5%






Nota Introdutória:

Quinta do Cerrado (Encruzado) - 2008, motivado por diferentes solicitações, entre as quais demasiados comentários a este vinho, resolvi prová-lo. A uma temperatura de 8ºC. pude com toda a calma degustar e analisar toda a sua essência.

Trata-se de um Encruzado (Dão) com alguma tipicidade, não sendo de forma alguma excelente, poderá ser apreciado, dada a sua fresca acidez e mineralidade, na companhia de um marisco.


Notas de Prova:

Aspecto: Límpido de cor amarelo pálido.

Aroma: Flores de citrino, com notas a fruta (pêra, maça) e alguma mineralidade.

Paladar: Fresco, a confirma-se das notas a fruta (pêra, maça), ácido e mineralizado prolongando-se levemente até fim de boca.

Conjunto: Jovem e equilibrado.





Nota Pessoal: 15,5 (Prova a 09 de Out.09)
Preço: €5,99 (Ref.)

Castello D'Alba - Reserva 2006

| quinta-feira, 1 de Outubro de 2009


Região : Douro
Castas : Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz
Produtor : Vinhas do Douro Superior, S.A.
Tipo : Tinto
Ano : 2006
Álcool : 13,5%


Nota Introdutória:

Castello D’Alba – Reserva 2006, a primeira vez que tive a oportunidade de provar este vinho, em 2008, fiquei surpreendido pela positiva tendo em conta a relação preço/qualidade, contudo achei que ainda estaria demasiadamente jovem, pelo que não voltei a pensar mais no assunto. Passado sensivelmente um ano, voltei a deparar-me com ele numa feira de hipermercado, das quais não sou grande aficionado, por variadíssimos razões, acima de tudo pelo facto de nunca encontrarmos os tais vinhos que marcam a diferença, mesmo quando surge algum que eventualmente se destaca, normalmente só o vemos em catálogo, nunca o conseguimos comprar, ou nunca chegaram às prateleiras ou se lá estiveram foram tão poucas as garrafas que nem as chegamos a ver.

No entanto, com algum cuidado, podemos normalmente encontrar para o quotidiano alguns vinhos razoáveis, tendo sempre por base a relação preço/qualidade, como é o caso deste Castello D’Alba - Reserva 2006, que se encontra, neste momento, bastante razoável para o preço a que está a ser comercializado.


Notas de Prova:

Aspecto: Cor Grnat de concentração media.

Aroma: Frutos silvestres, algumas notas florais e alguma madeira.

Paladar: Fruta silvestre, leves notas a baunilha, taninos algo firmes e integrados com fim de boca um pouco persistência.

Conjunto: Bem estruturado, de corpo médio.









Nota Pessoal: 15,5 (Prova a 29 de Set.09)
Preço: €4,99 (Ref.)

Queijo de Azeitão

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Região: Setubal/Azeitão
Tipo: Curado
Base: Leite de Ovelha
Consistencia: Semimole






Apesar dos maravilhosos queijos das nossas ilhas, vou começar por um dos meus queijos preferidos do continente, o Queijo de Azeitão, excelente queijo de leite ovelha de pasta semimole e untuosa, levemente acida e de cor amarelo ráfia.

Deverá ser servido às fatias, à temperatura ambiente e acompanhado por um saboroso pão caseiro e um belo tinto, tipo Quinta da Bacalhoa 2006, suportado pelas castas Cabernet Sauvignon (90%) e Merlot. Caso se trate de um lanche, saboreie à vontade. Tratando-se de uma entrada, cuidado com este guloso conjunto, pois poderá rapidamente nos tirar o apetite para o esperado jantar.

Quero ainda referir que este queijo poderá, também, ser acompanhado por um vinho branco seco, o que apesar de mais leve funcionará bastante bem.

Vale mesmo a pena juntar um punhado de amigos em redor de uma mesa e relaxar com uma boa conversa e um desses lanches de Baco.

Quinta do Crasto (Vinhas Velhas) - Reserva 2007

| quarta-feira, 30 de Setembro de 2009


Região : Douro
Castas : Vinhas Velhas
Produtor : Sociedade Agrícola da Quinta do Crasto
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14%






Nota Introdutória:

Quinta do Crasto (Vinhas Velhas) – Reserva 2007, Aqui temos uma vez mais um belíssimo vinho que apresar de ainda jovem e algo agitado, apresenta o estilo e a classe característicos das colheitas anteriores, deverá ser religiosamente guardado e bebido daqui algum tempo (um, dois ou mais anos), para mim este vinho tem tudo para se tornar um excelente vinho do Douro.

Apesar dos esforços desenvovidos pela generalidade dos produtores, em apresentar cada vez mais cedo os vinhos da sua ultima colheita, até agora (Setembro de 2009) ainda não encontrei um único vinho do Douro de 2007 (e já foram cerca de uma dezena) que estivesse completamente pronto para ser bebido, poderei não estar a ser politicamente correcto, contudo e apesar dos muitos vinhos que nem os vi, tenho a convicção que por mais que queiram não haverá milagres no Douro, teremos forçosamente que esperar por estes belos tintos, o tempo terá sempre o seu tempo.


Notas de Prova:

Aspecto: Cor rubi bastante concentrada intensa.

Aroma: A flores e frutos silvestres, com  notas de cacau e alguma baunilha.

Paladar: Fruta silvestre, algum cacau tostado, corpo bem estruturado e fim de boca persistente.

Conjunto: complexo e bastante elegante, alguma juventude e uma evidente capacidade para envelhecer com muita classe, promete.




Nota Pessoal: 17 (Prova a 12 de Set.09)
Preço: 25,00 (Ref.)

Quinta de Saes – Reserva 2008

| terça-feira, 29 de Setembro de 2009


Região : Dão
Castas : Encruzado (80%)e Cercial(20%)
Produtor : Alvaro M. A. Figueiredo e Castro.
Tipo : Branco
Ano : 2008
Álcool : 13%






Nota Introdutória:

Este Quinta de Saes – Reserva 2008, é um vinho branco  bastante agradável, servido a uma temperatura de aproximadamente 6 ou 7º C., com seu leve toque adocicado (suave) e belíssima acidez, foi uma óptima companhia para o saborosíssimo queijo “São João” da Ilha do Pico. Penso que poderá ainda funcionar melhor na companhia de um queijo ligeiramente mais seco, aqui fica a sugestão.


Notas de Prova:

Aspecto: Límpido de cor amarelo limão.

Aroma: Florar com algumas notas a maçãs verdes.

Paladar: Fresco e acidez média, confirmação das notas a fruta, suave (ligeiramente adocicado), apresentando um final de boca médio.

Conjunto: Equilibrado e agradavelmente suave. 





Nota Pessoal: 16 (Prova a 05 de Set.09)
Preço: €8,00 (Ref.)

Pombal do Vesuvio - 2006

| segunda-feira, 28 de Setembro de 2009


Região : Douro
Castas : Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Amarela
Produtor : Quinta do Vesuvio, Lda
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14%






Nota Introdutória:

O Pombal do Vesúvio é um vinho oriundo da Quinta do Vesúvio, no qual depositava alguma expectativa, contudo e não querendo de forma alguma cometer nenhuma injustiça, acho que necessita de aguardar mais algum tempo pelo menos mais um ano ou dois, o estágio de 10 meses em barricas de carvalho francês a que esteve sujeito, não me parece que tenha sido suficientes para que esteja pronto para ser bebido, no entanto também não me parece que seja vinho para longas guardas.

Quanto a mim, conclusões mais acertadas só para uma próxima prova, possivelmente daqui a um ano pois este tinto para já precisa de repouso.


Notas de Prova:

Aspecto: Cor bastante concentrada intensa.

Aroma: Frutos negros maduros e um leve toque a álcool.

Paladar: Fruta madura, levemente tostado, taninos médios, alguma madeira e com necessidade de integrar o álcool.

Conjunto: (Poderá vir a tornar-se um belo vinho contudo, há que esperar por ele).





Nota Pessoal: 16 (Prova a 19 de Set.09)
Nota Pessoal: 16 (Prova a 28 de Ago.09)
Preço: €12,50 (Ref.)

Prova de Vinhos - I

| quarta-feira, 16 de Setembro de 2009




Prova de Vinhos - I
   
    (Introdução)








A Prova ou a degustação de vinhos é o processo pelo qual podemos através dos sentidos da visão, olfacto e paladar, avaliar e desfrutar da sua qualidade.

Não se trata de uma tarefa fácil, por vezes até é bastante complexa, pelo que vos  proponho a leitura destas notas, escritas de uma forma bastante simplificada, nas quais abordo os aspectos que me parecem essenciais para que possa da forma mais correcta identificar as características de um vinho permitindo-lhe explorar ao máximo todo o seu potencial.


Aspectos a considerar:




O copo

Será fundamental que tenha presente, a necessidade de utilizar, um copo de pé e em forma de tulipa de modo a arejar (oxigenar) o vinho que contém e concentrar os seus aromas junto ao bordo.

Não será de mais lembrar que este copo deverá estar limpo e isento de quaisquer odores, muitas das vezes originados pelo facto de estar guardado durante algum tempo.

Existem diferentes copos apropriados para os diferentes tipos de vinhos, contudo nesta fase o mais importante é que apenas obedeçam às casuísticas que acima referi.




A temperatura

A temperatura tem influência na apreciação de um vinho, pelo que sugiro que dispense alguma da sua atenção neste pormenor.

Adquira um termómetro próprio para o efeito e tente que a temperatura dos vinhos que prova não se distanciem muito dos níveis de temperatura abaixo recomendados:

                                 - Espumantes e Champagnes – 6 a 8 ºC
                                 - Rosés – 6 a 8 ºC
                                 - Brancos doces – 5 a 7 ºC
                                 - Brancos secos – 6 a 8 ºC
                                 - Brancos encorpados – 14 a 16 ºC
                                 - Tintos jovens – 11 a 14 ºC
                                 - Tintos médios – 15 a 17 ºC
                                 - Tintos reservas – 16 a 18 ºC
                                 - Licorosos – 16 a 17 ºC




O Decantar

Decantar o vinho é o processo pelo qual se passa o vinho da garrafa original para um recipiente, designado decanter.

Este processo é única e exclusivamente realizado nos vinhos tintos, permitindo a sua oxigenação e em alguns casos, em vinhos mais velhos, é responsável pela eliminação das borras.

Nos vinhos mais jovens, a decantação amacia os taninos (que são ásperos, secos e adstringentes por natureza), dado a sua juventude ainda apresenta por falta de amadurecimento elevados níveis de acidez o que exige que a sua oxigenação (respiração) deverá se realizar aproximadamente entre 1 a 2 horas antes do vinho ser consumido.

Se eventualmente o vinho não for muito rico em taninos não deverá ser decantado pois poderá perder a complexidade dos seus aromas.

Nos vinhos mais velhos a oxigenação faculta a libertação dos aromas contidos na garrafa durante muitos anos, pelo que se deverá proceder à sua decantação aproximadamente 20 minutos antes do vinho ser consumido e não mais pois o vinho poderá perder algumas das suas qualidades.


Considerações :

Antes de mais, convém salientar ainda o seguinte, concentre-se nos aspectos sensoriais que iremos abordar, aprecie o vinho pelo vinho, durante a prova não deverá saborear mais nada para além do vinho, pois se ingerir algum alimento durante a prova este apesar de poder estar a potenciar o seu paladar de uma forma extremamente agradável, estará por outro lado a falsear as características do vinho que está a provar. Por isso prove primeiro identifique as suas características e beba... beba... a acompanhar uma qualquer especialidade gastronómica.

Post Scriptum - 2006

| quinta-feira, 3 de Setembro de 2009


Região: Douro
Castas: Touriaga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz
Tipo: Tinto
Ano: 2006
Álcool: 13,5%






Nota Introdutória:

O Post Scriptum é um vinho que reúne em si a típicidade dos vinhos do douro.
Como o Chryseia, o Post Scriptum provém das melhores quintas durienses da família Symington, embora seja produzido num estilo mais amadurecido, pronto para beber mais cedo. O vinho foi estagiado em barricas de carvalho novo francês de 400 litros durante nove meses para amaciar os taninos.

Notas de Prova:

Aspecto: Cor intensa de laivos ruby.

Aroma: Compota fina e fruta bem madura.

Paladar: Frutado com algumas notas florais e um leve tostado.

Conjunto: Cheio e harmonioso, final médio e persistente.





Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 26 de Ago.09)
Preço: €15 (Ref.)

Frei Gigante - 2007

| quarta-feira, 2 de Setembro de 2009


Região : Açores
Castas : Arinto, Verdelho e Terrantez
Produtor :
Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico

Tipo : Branco
Ano : 2007
Álcool : 13,5%








Nota Introdutória:

Este verão pude constatar aposta séria que tem vindo a ser efectuada, por parte de alguns produtores de vinhos Açorianos.

Ao nível dos vinhos brancos, podemos apresentar já alguns vinhos de boa qualidade, o Frei Gigante de 2007 é certamente um dos melhores produzidos nos Açores, podendo mesmo ombrear com alguns bons vinhos brancos do continente.

O Frei Gigante de 2007, foi efectivamente uma agradável surpresa, pronto a ser bebido e excelente para acompanhar um peixe grelhado ou um queijo de pasta mole num destes fins de tarde.


Notas de Prova:

Aspecto: cor palha com laivos dourados.

Aroma: furtado levemente tostado.

Paladar: frutos tropicais com alguma acidez a dar-lhe um toque de frescura.

Conjunto: bastante equilibrado, intenso e persistente na boca.
  





Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 8 de Ago.09)
Preço: €4,50 (Ref.)

De volta ao Lugar de Baco ...

| segunda-feira, 31 de Agosto de 2009


Após uma pausa para reflexão, quanto ao formato e utilidade deste blogue, decidi ...

continuar, com um formato ligeiramente diferente, registando aqui através de algumas notas de cariz mais pessoal, as minhas melhores provas vinícolas.

Excepcionalmente tecerei alguns comentários sobre queijos e outras iguarias aliadas da boa pinga.

"Estejam à vontade, a casa é vossa, aqui estarão as minhas opiniões e sempre que queiram sirvam-se delas ou não ..."

Ponte das Canas - 2006

| terça-feira, 26 de Maio de 2009


Região: Alentejo
Castas: Tourigas Franca e Nacional e Alicante Bouschet
Produtor: Vinhos da Cavaca Dourada Sa.
Tipo: Tinto
Ano: 2006
Alcool: 14,5%
Ponte das Canas . Alentejano produzido na Herdade do Mouchão de cor rubi e intensidade média, nariz muito expressivo, cheio de fruta silvestre, notas florais e um leve fumado. Na boca bem estruturado como taninos bem presentes e equilibrados. Final longo e persistente.





Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 16.Mai.09)
Preço: €15,00 (Ref.)

Meandro 2006

| quarta-feira, 13 de Maio de 2009


Região: Douro
Castas:Tinta Roriz (40%), Touriga Nacional (25%), Touriga Franca (25%), Tinta Barroca (5%) e Tinta Amarela (5%)
Produtor: F.Olazabal & Filhos, Lda
Tipo: Tinto
Ano: 2006
Alcool: 14,5%
Quinta do Vale Meão, do Douro Superior, apresenta-se com uma cor rubi, escura, nariz muito expressivo, cheio de bagas maduras e mato fresco. Na boca, intenso e bem definido com sabor a frutos silvestres cheios de frescura. No fundo, boas notas de barrica tostada, discretas como os finos taninos, a transmitirem grande harmonia ao conjunto. Álcool muito bem integrado. Final bastante agradável.
Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 06.Jun.09)






Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 12.Fev.09)
Preço: €12,00 (Ref.)

Herdade da Figueirinha 2006

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Região: Alentejo
Castas: Trincadeira, Aragonêz, Alicante Bouschet, Alfrocheiro e Cabernet Sauvignon
Produtor: Soc. Agrícola Monte Novo e Figueirinha, Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2006

Alcool: 13,5%






O Herdade da Figueirinha Reserva é um vinho Regional Alentejano de cor rubi, aroma com notas do tipo frutos vermelhos e baunilha. Na boca, elegante e fino, taninos suaves e acidez equilibrada. Final bastante agradável.
 




Nota Pessoal: 15,5 (Prova a24.Abr.09)
Preço: €4,70 (Ref.)

Vertente 2006

| sábado, 9 de Maio de 2009


Região: Douro
Castas:Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Amarela, Touriga Nacional
Produtor: Niepoorte (vinhos) S.A.
Tipo: Tinto
Ano: 2006

Alcool: 14,0%




O Vertente 2006, estagiou 17 meses em carvalho francês de cor rubi carregado, aroma complexo a fruta vermelha e negra com alguma nota a baunilha e caramelo e especiaria com fim um fim fresco e bastante agradável. Na boca, bastante elegante e muito fino, taninos maduros e acidez equilibrada. Final bastante persistente agradável.





Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 26.Abr.09)
Preço: €14,00 (Ref.)