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Quinta-feira, 14 de Março de 2013

Quinta de Camarate 2009


Região Setubal . Castas Touriga Nacional, Aragonez, Cabernet Sauvignon e Castelão . Produtor José Maria da Fonseca . Enólogo Domingos Soares Franco . Tipo Tinto .  Ano 2009  .  Álcool 13%
  
Deram-lhe o nome da quinta de onde provem, Quinta de Camarate. Situada em Azeitão e pertença da José Maria da Fonseca à praticamente 100 anos, conta com uma área de cerca de 110ha, dos quais, 40ha são de vinha. Tendo em conta as castas já existentes e a introdução, em 1994, de novas  castas, assim como algumas replantações, faz com que a José Maria da Fonseca conte com uma colecção ampeleográfica de cerca de 560 Castas, portuguesas e estrangeiras. A restante área da Quinta de Camarate, destina-se ao pastoreio de ovelhas, daqui que sai o famoso Queijo de Azeitão.

Apesar de bastante familiarizado com os vinho José Maria da Fonseca, e concretamente com o vinho em questão, confesso que esta colheita foi uma agradável surpresa, gostei! Este Quinta de Camarate 2009, para mim, está uns pontos acima das colheitas anteriores.

Um vinho bem feito, equilibrado e com graça. Aqui está um vinho capaz de agradar um leque bastante vasto de apreciadores. Como harmonização, deixo, neste caso, a sugestão mais natural, o Quinta de Camarate 2009 com o próprio e famoso Queijo de AzeitãoO preço faz dele uma boa compra.

Notas de Prova

Aspeto rubi, profundo. Aroma intenso e fresco, carregado de notas a fruta  de baga preta madura (cereja, framboesa, groselha ...), boas sugestões vegetais e um leve toque a pimentos, ponteado por subtis notas a tosta. Paladar intenso mas com excelente equilibrio entre o vigor e elegancia, confere as boas notas a fruta, o toque vegetal, assim como a subtil barrica, corpo médio, taninos presentes mas muito bem integrados num conjunto guloso e fresco. Final médianamente persistente.

Nota Pessoal: 16
Preço: €7,50 (Ref.)



PS. Amostra enviada pelo produtor.

Sexta-feira, 1 de Março de 2013

Charme 2010


Região Douro  .  Castas Tinta Roriz, Touriga Franca, outras Produtor Niepoort Vinhos Sa Enólogo Dirk Niepoort e Luís Seabra . Tipo Tinto Ano 2010 . Álcool 13,0% 

Charme, nascido no coração Douro, mais própria-mente no Vale do Mendiz, em pleno vale do rio Pinhão. Onde pequenos vinhedos de cepas de  70 e mais de 100 anos, lhe dão origem. Um vinho algo singular por estas bandas, reluzente de cuidados e particularidades.

Vinificado em lagares de pedra, onde o engaço permanece durante o suave pisa pé e a curta maceração no lagar. Vem a terminar a fermentação alcoólica e maloláctica em barricas de carvalho francês,  onde permanece em estágio por cerca de catorze meses.

Um vinho,  que prima pela elegância e requinte, desde a distinta garrafa de traços borgonhês de vidro pesado e a sua longa rolha, à delicadeza e a finesse do seu néctar. Em boa verdade tudo se compadece com o seu próprio nome, Charme.

Já por umas poucas vezes me cruzei com este vinho, outras colheitas é certo, mas sempre possessor de uma coloração algo aberta e de uma requintada elegância. Este é realmente o fio condutor deste vinho, onde Dirk Niepoort vem a depositar a sua inspiração provinda dos Grands Cru Bergonha.
Já vai para algum tempo que recebi este Charme 2010, apesar da tentação, fui adiando a sua prova, talvez por uma crença pessoal. O vinho está pronto para ser apreciado, mas obviamente é um jovem que agradece tempo. Um vinho que só não me surpreendeu pela extrema elegância porque já lhe conhecia o registo, apesar disso é sempre um vinho que nos prende a atenção e nos retira algumas certezas.
Se o levar à mesa faça-o de preferência com carnes brancas pouco condimentadas. O preço é por certo uma limitação, contudo haverá sempre quem o possa pagar.

Notas de Prova

Aspeto rubi claro, aberto. Aroma expressivo, requintado e elegante, onde  notas a fruta de baga vermelha surgem envolvidas por manifestas notas a tosta e algum tabaco, num fundo vegetal com sugestões a mato, boa complexidade e persistência. Paladar marcado, por uma enorme finura e elegância, algo especiado, com taninos presentes mas muito bem integrados num conjunto sedoso e fresco. Medianamente encorpado termina longo e persistente.

Nota Pessoal: 17,5
Preço: €60,00 (Ref.)


PS. No rótulo, Ficha técnica em QR. (Cód. Barras bidimensional)
Amostra enviada pelo produtor.

Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013

Bétula 2011



Região Douro  .  Castas Viognier e Sauvignon Blank .  Produtor Catarina Montenegro Santos Enólogo Francisco Montenegro . Tipo Branco Ano 2011 . Álcool 13,0% 

Muitos foram os que já escreveram sobre este vinho, ano após ano, é presença assídua em quase toda a blogosfera vínica nacional! Um vinho que sai claramente reforçado nesta sua edição 2011, já aqui apresentado nas suas colheitas 2009 e 2010.
É um facto que o ano 2011 foi um ano bom, é um facto que as jovens cepas têm mais um ano, é um facto que estão plantadas numa das melhores regiões do País, mas também é um facto que Francisco Montenegro tem aqui um excelente trabalho. Ainda que o sotaque teime em evidenciar-se, o Viognier e Sauvignon Blank, vão-se mostrando muito bem integrados em Barrô, Vale do Douro. Apesar de defensor das castas Portuguesas, dou a mão à palmatória, as escolhas destas castas deram este excelente resultado.
Gostei! Gostei deste Bétula 2011, apesar do bom nível a que este vinho nos habituou conseguiu, nesta sua última colheita, superar-se. Este vinho ganhou equilíbrio, elegância, ganhou seriedade sem perder a graça. Um vinho muito bem feito e de excelente pendor gastronômico!

Notas de Prova
Aspeto amarelo citrino, límpido e brilhante. Aroma expressivo e elegante, onde se evidenciam notas fruta, alperce, melão e alguma toranja, tudo brindado por um subtil toque floral, onde sugestões minerais marcam o compasso e potenciam a frescura do conjunto. Paladar confere as boa notas  a fruta, mostrando um ténue toque vegetal, não evidenciado no aroma, assim como um subtil binómio de tosta e mel, envolvido por uma excelente mineralidade e frescura, num conjunto untuoso e bastante harmonioso. Termina longo e persistente.
Nota Pessoal: 17
Preço(Ref): €13,00 



     

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013

Frei Gigante 2011



 Região Açores - Pico  .  Castas Arinto (+90%), Verdelho e Tarrantez .  Produtor Cooperativa vitivinícola da Ilha do Pico Enólogo Maria Álvares . Tipo Branco Ano 2011 . Álcool 13,5% 
  

Escolhi para início deste novo ano de publicações, uma referência incontornável dos vinhos Açorianos, um habitué neste blog, Frei Gigante, versão 2011Um Picaroto de destaque, já aqui apresentado nas suas colheitas 2007 e 2009. Para conhecerem um pouco mais, poderão sempre rever as edições anteriores.
  
Este é provavelmente o vinho Açoriano, que mais recomendo, não só por se tratar de um dos melhores produzidos nos Açores, mas também por ser aquele que melhor relação qualidade/preço apresenta. Como já referi um vinho obrigatório para quem quer realmente conhecer os vinhos Açorianos.

Em minha opinião igualmente obrigatória, deveria ser a sua presença em toda a carta de vinhos da restauração Açoriana, acredito que para quem visita os Açores será um prazer degustar este Frei Gigante com alguns dos nossos excelentes pratos de peixe e marisco.

   
(Arroz de Cherne)

Gostaria ainda de deixar aqui um elogio à CVIP (Cooperativa Vitivinícola da ilha do Pico), pela manifesta preocupação que tem vindo a demonstrar com a imagem dos seus vinhos. Parabéns pela nova roupagem deste seu Frei Gigante 2011, e do seu novo Lagido Reserva 2004.

Provei este Frei Gigante 2011 praticamente quando chegou ao mercado, pareceu-me precisar de um pouco mais de tempo. Voltei a prová-lo mais umas quantas vezes. Em boa verdade, pareceu-me que paulatinamente veio a evoluir no bom sentido. Pessoalmente acho que este vinho ganhou um pouco mais de finura e elegância relativamente às colheitas anteriores, no entanto, apresenta-se ligeiramente menos encorpado. Continua no patamar de referência que nos habituou.

Notas de Prova

Aspeto amarelo palha, límpido e levemente brilhante. Aroma medianamente intenso, marcado essencialmente por notas a pêssego e pela tropicalidade do ananás e de ténues sugestões a melão, envolto num suave toque mineral. Paladar seco, a confirmar as sugestões frutadas do aroma, temperado por uma boa acidez e uma mineralidade que lhe confere frescura. Corpo médio, final de boca levemente persistente e subtilmente salgado.
  
Nota Pessoal: 16
Preço(Ref): €6,50 (Açores)  


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