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quinta-feira, março 13, 2025

Quinta de Valbom - Vinhas Velhas 2016


Quinta de Valbom - Vinhas Velhas 2016 
 Tinto / 14% Alc.
Douro  / Vinhas Velhas em field blend
Monte do Trevo / www.quintadevalbom.pt


De volta ao Douro, mais propriamente, à sub-região do Baixo Corgo, muito perto do paredão da barragem de Bagaúste, desta vez, com um vinho da, Quinta de Valbom, uma quinta com cerca de 45 hectares de vinhas plantadas, com as típicas castas da região, nos seus icônicos socalcos, um cenário que nos é familiar, a verdadeira  harmonia entre a natureza e o engenho humano.
 
A Quinta de Valbom é uma das quintas inscritas na primeira demarcação Pombalina, em 1756. Se recuarmos no tempo, ao ano de 1775, podemos encontra registos de comercialização de pipas e toneis de vinho em seu nome.
 
Em 2012, vem a ser adquirida pela empresa, da família. alemã, Pohl, detentora do projeto Alentejano, Herdade dos Grous, na altura com, apenas 27 hectares de vinha velha, entre 30 e 100 anos.  Desde então, várias têm sido as intervenções a que tem estado sujeita, sempre sob a tutela do  enólogo chefe e diretor geral, Luís Duarte, um dos grandes enólogos deste País, e cujo o seu enfoco está inteiramente direcionado para sustentabilidade das vinhas e para a exigência em produzir na Quinta de Valbom, apenas vinhos Durienses de topo.
 
Como no caso deste, Quinta de Valbom - Vinhas Velhas 2016, um tinto, composto por uma panóplia de castas tradicionais do Douro, não sei se será, mas provavelmente o resultado de uma miscelânia de castas características dos vinhedos mais antigos da região, que como resultado dão vinhos únicos, complexos e no caso cheio de caráter.
Estamos perante um vinho de cuidados, feito a partir de uvas selecionadas manualmente, fermentado em lagares de granito e com pisa pé, com estágio de 16 meses em barricas de carvalho francês.

Ncopo, apresenta um tom rubi concentrado de opacidade média. Aroma elegante, com notas a frutos silvestres, tom a bosque, algo especiado e com uma envolvência tostada. Na boca, mostra-se, fresco com elegância, marcado pela fruta, taninos firmes mas bem integrados, num conjunto onde a sua cordata acidez permeia o seu final longo e persistente.

 

Sem duvida um tinto de qualidade indiscutível, um registo duriense típico, na linha dos vinhos que conciliam potência e elegância, com um pendor gastronômico e capacidade de guarda incontestável. Permitindo-se harmonizar de forma superior com, pratos intensos e condimentados, como carnes vermelhas, caça e alguns queijos.
Um vinho, com predicados mais que suficientes para o recomendar como um belíssimo representante dos vinhos do Douro.

  


       Not. 17,5
       Pvp: 39 € (Ref.) 

sexta-feira, fevereiro 21, 2025

David & Nadia - Aristargos 2021


David & Nadia - Aristargos 2021 
 Branco / 13% Alc.
África do Sul / Swartland  
   Chenin blanc (49%), Clairette blanche (9%), Sémillon (8%), Grenache blanc (7%),
 Roussanne (7%), Verdelho (6%), Viognier (6%), Marsanne (4%), Colombar (4%)
David & Nadia Wineswww.davidnadia.com


Ao provar vinhos de outros lugares, deparei-me com este, David & Nadia - Aristargos 2021, um excelente branco oriundo de África do Sul
 
Em África do Sul, a tradição vitivinícola conta já com mais de 350 anos de história, surge por volta do século XVII, pelas mãos dos holandeses, os primeiros europeus a introduzir a viticultura na região. Somente, anos mais tarde, por volta de 1688, com a chegada dos huguenotes franceses, se registou uma significativa melhoria na qualidade dos vinhos produzidos. O conhecimento enológico e as técnicas mais refinadas que traziam consigo transformaram, segundo consta substancialmente o cenário vínico de África do Sul, especialmente da região de Franschhoek

A produção de vinho está concentrada no Cabo Ocidental, beneficiado pelo clima mediterrâneo e influência do oceano atlântico e onde podemos encontrar as suas cinco regiões vitivinícolas mais importantes, Stellenbosch, Paarl, Walker BayConstantia e Swartland.   


( As cinco principais regiões vitivinícolas de África do Sul )


Mas como o vinho aqui apresentado é um branco da região de Swartland, foquemo-nos nesta região, situada a norte da Cidade do Cabo, com uma área de 65 quilômetros quadrados, e onde a paisagem de vinhedos se estendem pelos sopés das montanhas e ao longo das margens do rio Berg.
Uma região, que à cerca década e meia, sofreu uma autentica revolução e que desde então tem vindo a evoluir a passos largos. Hoje famosa pelos seus vinhos naturais e vinificação minimalista, pelos seus Chenin Blanc de vinhas antigas e os seus tintos de Pinotage e Syrah. 


( Swartland, África do Sul )

( Vinhedos de Chenin Blanc )

Este, David & Nadia - Aristargos, é um branco que nasce de um projeto, criado pelo jovem casal, David e Nadia Sadie, no coração de Swartland. Região onde nasceu David, o enólogo que juntamente com Nadia, sua esposa, viticultora especializada em solos, decidem alicerçar este projeto familiar

Ainda a trabalhar em projetos de outros, começam a produzir alguns vinhos próprios, mas somente em 2016 surge a marca David & Nadia. Arrendaram terras em Paardebosch e Paardeberg e formaram uma equipa que, desde então, se rege pela intervenção minimalista nos vinhedos e adega. Visão e compromisso de rumo, deste casal, assim como de um grupo de produtores independentes aos quais estão associados e que, segundo consta, ditam já os destinos dos vinhos de Swartland
 
Do seu interessante portfólio, temos aqui este, David & Nadia - Aristargos 2021, um branco bastante sofisticado, proveniente de 19 vinhas diferentes, colhidas em 21 datas distintas. Um blend composto por 49% de Chenin blanc, a casta branca mais emblemática de África do Sul

Ncopo, este vinho apresenta um tom amarelo palha, límpido. Aroma elegante, com notas a fruta alguma pera, maçã, casca de citrinos envolto num tom amendoado e mel muito interessante. Na boca, mostra-se, fresco e elegante, com enorme equilíbrio, boa acidez e mineralidade, final longo e amplo

Um vinho de excelente qualidade em qualquer parte do mundo! Uma escolha que, seguramente, não deixará ninguém indiferente!
    
   Not. 17,5
   Pvp: 38 € (Ref.) 

domingo, dezembro 22, 2024

Quinta das Bágeiras Pai Abel (branco) 2021


Quinta das Bágeiras - Pai Abel 2021  / Branco / 13,5% Alc.
Bairrada / Maria Gomes e Bical,

Já se passaram 12 anos desde a ultima vez que aqui o apresentei (...). Ao longo de todo este tempo, voltei a provar algumas das suas novas colheitas, em todas elas, a sua impassível qualidade foi vincando cada vez mais a minha opinião. O Quinta das Bágeiras - Pai Abel,  é sem duvida um dos grandes brancos deste País.

Apesar de não me querer repetir na história, dQuinta das Bágeiras, não posso deixar de, uma vez mais, salientar o mote deste projeto. A paixão e dedicação de uma família à vinha, ao vinho e à tradição. Mário Sérgio Nuno, hoje o terceiro da geração, nos destinos dQuinta das Bágeiras, e ao que se vislumbra com a quarta em formação, decide em 1989, começar a engarrafar e a comercializar o vinho, sob a chancela Quinta das Bágeiras, produzido apenas e exclusivamente com uvas da propriedade, tornando-se naquilo a que os franceses  chamam de “vigneron”, designação com que muito orgulhosamente se identifica.

Como, referido em publicação anterior, os vinhos, tinto e branco,  Quinta das Bágeiras - Pai Abel, são uma homenagem a seu pai,  Abel Nuno, a 2º geração da Quinta das Bágeiras. No caso este branco, colheita de 2021, tal como as suas colheitas anteriores, aliás como todos os seus brancos, são vinhos vinificados de uma forma verdadeiramente tradicional, recorrendo apenas a leveduras indígenas, vinificados em bica aberta, utilizando pequenos lagares de 1m³ onde o mosto decanta, por 24 a 36h, submetido a um forte arejamento, para libertação do sulfuroso. No caso deste Quinta das Bágeiras - Pai Abel, vai a fermentar em barricas de carvalho usadas, passando por uma ligeira bâtonnage terminando o estagio em barricas e posteriormente engarrafado sem qualquer tipo de filtragem,
  
No copo, apresenta um tom amarelo palha. Aroma intenso, notas a fruta madura, alperce e algum citrino, um subtil tom abaunilhado. Na boca, mostra-se, encorpado, sedoso e amplo, com enorme equilíbrio e precisão, centrado em delicados tons cítricos e na sua excelente acidez e mineralidade, final subtilmente salino, enormemente longo e persistente.

Estamos perante um branco de grande nível, com caráter e identidade, algo comum nos vinhos deste produtor, estou seguro que "este" branco, será consensual. Um vinho de perfil clássico, sem artefatos distrativos, com excelente pendor gastronômico!
    
   Not. 18
   Pvp: 39 € (Ref.) 

domingo, outubro 20, 2024

Conceito (branco) 2020


Conceito 2020  / Branco / 13% Alc.
Douro / Rabigato, Códega do Larinho, Códega,Gouveio,
 Donzelinho Branco, Folgazão, Arinto (Pedernã)

Com 86 hectares de vinha, distribuídos por cinco quintas, no Vale da Teja, no Douro Superior, a Conceito Vinhos, é a digna resultância de uma empresa agrícola fundada em 1940, por dois irmãos, que já à data produziam uvas para as casas de vinho do Porto. Tio e pai, de Carla Costa Ferreira, que sobre o pretexto de, cuidar e valorizar as vinhas da família, aumentou em largos hectares a área de vinha e fundou a Conceito Vinhos. Hoje, os seus destinos enológicos estão entregues à enóloga, Rita Ferreira Marques, sua filha, e como consta, a cara e alma do projeto. 
  
Dos últimos vinhos que provei da gama "Conceito" deixo aqui umas breves notas sobre este belíssimo Conceito (branco) 2020. Um blend composto por uma panóplia de castas brancas típicas do Douro, provenientes de vinhas velhas situadas a cerca de 600 metros de altitudes, em solo granítico, e cuja a fermentação ocorreu em barricas usadas de carvalho francês.
  
Ncopo, este vinho apresenta um tom amarelo levemente palha, límpido e brilhante. Aroma intenso e finíssimo, fresco, bastante mineral, com notas cítricas e um subtil tom floral. Na boca, mostra-se, fresco e muito elegante, com enorme equilíbrio e precisão, centrado em delicados tons cítricos e na sua excelente acidez e mineralidade, deliciosamente salgada, que lhe relevam um final enormemente longo e persistente. 
  
Um vez mais aqui temos um branco, de grande categoria, de uma enorme elegância. Um vinho que está em pleno, mas que poderá ainda com um punhado de anos evoluir mais um pouco. Excelente para harmonizar com pratos de peixe, marisco, algumas iguarias e saladas frias!
    
   Not. 18
   Pvp: 30 € (Ref.)