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quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Cartuxa (branco) - 2007


Região: Alentejo
Castas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Tipo: Branco
Ano: 2007
Álcool: 13,0%








Nota Introdutória:

Produzido, pela Fundação Eugénio de Almeida, uma instituição sobejamente conhecida pelas suas inúmeras actividades em âmbitos, culturais, educativos sociais e espirituais, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da região onde está sediada, Évora.

Neste momento esta Fundação é detentora de 460 hectares de vinha e de uma adega construída de raiz na Herdade de Pinheiros, na qual os vinhos são vinificados através de inovadoras práticas enológicas sobre a orientação do enólogo Pedro Baptista.

É na Adega de Cartuxa, pertença da fundação desde 1755, que se produzem para além dos vinhos Cartuxa, os EA, Foral de Évora, assim como o tão conceituado Pêra Manca, o Scala Coeli um vinho que só é produzido nos melhores anos, em 2009 surgiram ainda um tinto Touriga Nacional, um branco Alvarinho e o primeiro espumante da Fundação.

Este Cartuxa branco 2007, é de todo um vinho com interesse, já tive a oportunidade de o provar em diversas ocasiões, e em todas elas a minha opinião persistiu, um branco que seguramente agrada, com um bom corpo, equilíbrio e calmo como a paisagem alentejana, é sem sombra de dúvida um branco de meia estação.


Notas de Prova:

Aspecto Límpido de tonalidade amarelo citrino com laivos dourados.

Aroma Boa intensidade, boas notas a fruta (ananás, pêra, …), alguma flor de laranjeira, combinada com um suave toque melado e alguma mineralidade a conferir-lhe a frescura.

Paladar a revelar-se fresco e com uma boa acidez ao longo de toda a prova, com notas a fruta madura a ananás, leves nuances a pêra, encorpado, com um fim de boca agradavelmente longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 10 de Fev.10)
Preço: €10,0 (Ref.)

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Quinta da Gaivosa - 2005



Região: Douro
Castas: Tinta Amarela, Sousão, Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinto Cão e outras (20 Castas diferentes)
Produtor: Domingos Alves de Sousa
Tipo: Tinto
Ano: 2005
Álcool: 14,0%






Nota Introdutória:

È com uma enorme satisfação que trago aqui ao Lugar de Baco o Quinta da Gaivosa, um grande vinho, produzido por um grande senhor do Douro, Domingos Alves de Sousa.

Há já algum tempo atrás tive o privilégio de o ter conhecido pessoalmente e a oportunidade de ter provado, entre vários dos seus vinhos, o seu Quinta da Gaivosa.

Do contacto com Domingos Alves de Sousa, ficou-me a imagem da seriedade e paixão com que fala dos seus vinhos, assim como orgulho que lhe açambarca a expressão quando se refere ao seu filho Tiago, um jovem com elevado nível de qualificação, que certamente cuidará, com primazia e segurança, dos destinos dos grandes vinhos Alves de Sousa.

É na Quinta da Gaivosa, com as suas vinhas localizadas na margem direita do rio Corgo, principal afluente do rio Douro, 25 hectares de vinhas com mais de 60 anos, e com cerca de vinte castas autóctones, que se produz este Quinta da Gaivosa cujo o nome o herdou da própria quinta.

Este vinho é fruto de uma série de provas, a partir das quais, Domingos Alves de Sousa, Tiago e Anselmo Mendes (enólogo consultor envolvido neste projecto desde de sempre) vão compondo através de arranjos e afinações esta sinfonia de aromas e paladares.

Para além deste Quinta da Gaivosa 2005 , muito recentemente voltei a provar as colheitas de 2000 e 2003, apesar do Quinta da Gaivosa 2003 estar excelente, a minha preferência recai ligeiramente sobre a colheita de 2005, pelo sua, elegância e recorte, julgo que ultrapassará qualquer uma das  outras duas  colheitas.

Apesar da minha manifesta simpatia por esta casa, não quero que fiquem quaisquer dúvidas, quanto à isenção da nota que lhe atribuí, estou certo que numa prova verdadeiramente cega e em situação de normalidade, muito provavelmente atribuir-lhe-ia uma pontuação muito idêntica.


Notas de Prova:

Aspecto cor rubi bastante concentrada intensa.

Aroma bouquet elegante e algo complexo, com boas notas tostadas, fruta vermelha, complementado com notas vegetais e especiarias.

Paladar a revelar-se Intenso, concentrado e com boa acidez ao longo de toda a prova, belíssimas notas balsâmicas e vegetais, fruta vermelha madura e leves nuances a barrica, elegantemente encorpado, com taninos bem presentes mas suaves, fim de boca longo e persistente.


As características reveladas por este vinho, mostram claramente a sua excepcional capacidade para guarda.






Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 10 de Jan.10)
Preço: €28,0 (Ref.)
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