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quarta-feira, julho 28, 2010

A Pressa




Lá estamos nós acorrer atrás “à frente” das últimas novidades, com receio de não estar a par, daquele grande vinho, daquele grande produtor. Enfim! Da desenfreada concorrência do mercado em que todos nós damos a nossa “valiosa” contribuição.


Ainda o outro dia dei comigo a pensar, como esta situação deverá ser incómoda para “alguns” enólogos, o mercado a “bradar” por um vinho que ainda carecia de mais algum tempo para se equilibrar.


Estamos perante uma faca de dois gumes, por um lado exige-se a novidade por outro lado sai-mos todos penalizados, quando digo todos refiro-me mesmo a todos, consumidores, comerciais, produtores e enólogos.


Quando um consumidor chega a uma garrafeira e compra aquela novidade, aquele grande vinho, cuja a colheita anterior foi bastante referenciada pela critica, e muitas vezes à conta disso o preço é tudo menos simpático, quando decide abrir aquela botelha de expectativa e se depara com um vinho ainda em busca de equilíbrio, a decepção será grande e muitas vezes sem se aperceber que este necessitaria apenas de mais algum tempo em garrafa, a imagem negativa com que ficou daquele contacto precipitado irá perpetuar, e muito provavelmente a de alguns dos seus amigos também.


Por tudo isto meus amigos, e apesar de esta situação ser apenas o espelho da postura de uma sociedade que corre sabe-se lá para onde, não tenham Pressa.

6 comentários:

  1. João Fonseca29 julho, 2010

    Caro Sr.

    Você pôs o dedo na ferida, os produtores sabem mas têm de facturar.

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  2. Caro João,

    Não é bem esta a leitura que deverá tira do meu artigo, embora também haja casos como este que refere, acredito que outros há que para além da facturação a PRESSA do mercado dá sua enorme contribuição.

    Há muitos vinhos que quando chegam ao mercado, apesar de não se encontrarem ao seu mais alto nível, já estão prontos para serem apreciados, muitos outros os há que não estão, e são estes, por vezes até mesmo ajudados por alguma critica menos sincera, que vão fazer com que os consumidores se sintam defraudados, e daí …

    Bons Vinhos

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  3. Nuno Pimentel30 julho, 2010

    Bem visto sim senhor.Isto já me aconteceu com um vinho que me costou 28 euros.

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  4. Quem fala assim não é gago!!!!

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  5. É recorrente que se culpabilize nestas alturas a base da cadeia, a produção. È obvio que, tal como todos os que perdem, também todos têm culpa disso. A produção, tem de facto a sua responsabilidade, pois então, mas não é diferente da dos outros.
    Na essência até considero que a culpa é maior no consumidor já que este teria de ser quem regulava todas estas coisas, mas, e desculpem-me a franqueza, no grosso dos consumidores “bebem o que lhes mandam”.
    Se for feita uma análise séria de mercado, chegar-se-á facilmente à conclusão que quem manda no mercado é o retalho e o trade e não o consumidor! Excepções a isso, raros casos de sucesso mediático, normalmente, logros comerciais e patetices jornalísticas!
    Bom Post!
    Parabéns!

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  6. Caro Hugo,

    Como referencio no meu post para mim a culpa é de todos, inclusive do próprio consumidor, mas a este tenho que lhe dar o beneplácito de na maior parte dos casos, ser “facilmente” levado pelo desconhecimento, pela crítica e em alguns casos pela própria vaidade, mas com diabo! São estes quem na realidade para beber uma destas botelhas pagam a factura a todos até ao estado.

    Por isso acho que devemos ir todos com calma, e atenção não quero culpabilizar em demasia os produtores, até porque na realidade serão SEMPRE eles os maiores lesados.

    Um abraço e Bons Vinhos..

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