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28 de Novembro de 2009

Avaliação de Vinhos (Lugar de Baco)


Este é um tema no qual, muitas vezes se arvoram dúvidas quando tentamos comparar avaliações efectuadas por diferentes avaliadores com, métodos, formatos e gostos diferentes.
Julgo ser imperioso, para melhor compreensão de quem consulta este tipo de informação, conhecer essencialmente o método, O formato e escala utilizada.

A Prova de vinhos por mim efectuada e publicada aqui no Lugar de Babo, obedece aos seguintes pressupostos:
- O vinho é colocado à temperatura recomendada.
- O conteúdo da garrafa, ou parte dele, é colocado num decanter para que mais rapidamente o vinho estabilize.
- É reconfirmada a temperatura e reajustada se necessário.
-O vinho é colocado num copo oficial de Prova “Schott”.
- São retiradas as notas de prova, tendo em conta os aspectos sensoriais, visão, olfacto e paladar.
- Processa-se à confrontação destas notas com o processo de vinificação pelo qual o vinho passou, assim como às características das castas que o compõem.
- Finalmente é lhe atribuído a nota.

A Avaliação (nota) dos vinhos obedece aos seguintes critérios:
- A nota é atribuída única e exclusivamente pela qualidade do vinho provado, independentemente da sua marca e do seu valor de mercado.
- Para indicação da boa relação preço/qualidade, é lhe atribuído o dístico de Boa Compra.

Escala de (O a 20 Valores)
■ 19 - 20 .........( Excepcional )
■ 17,5 - 18,5 ....( Excelente )
■ 16 - 17 .........( Muito Bom )
■ 14,5 - 15,5 ....( Bom )
■ 13 - 14 .........( Aceitavel )
■ 12,5 ...........( Sem interesse )

Em jeito de prova:
È preciso não esquecer, que numa prova de vinhos a componente subjectividade estará quase sempre inerente, a circunstância, ambiência e até o nosso estado de espírito, poderão ter reflexos na nossa apreciação, pelo que muitas das vezes realizo uma segunda prova fora destas emoções circunstanciais, tentando de certa forma, ser o mais isento possível, por vezes até de mim mesmo.

22 de Novembro de 2009

Quinta de S.José - 2007



Região : Douro
Castas : Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Produtor : João Brito e Cunha, Lda.
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14%







Nota Introdutória:

Quinta de S. José, junto ao rio Douro, logo a montante do Pinhão. Com 18 hectares, dos quais 10 são de vinha.

Desde de 1997, João Brito e Cunha assume a direcção enológica da Quinta de S. José. Em 2005 adquire efectivamente todos os direitos de exploração vitivinícola desta propriedade de sua família.

Como Enólogo experiente e conhecedor dos diferentes terroirs do Douro, inicia este novo projecto com a reconversão das suas vinhas. No primeiro ano produz apenas 6.000 garrafas, mas a partir de 2007 serão já 15.000 garrafas divididas por duas marcas.

O meu primeiro contacto com este vinho foi durante um jantar de degustação que decorreu no restaurante Colmeia em S.Miguel, no qual também estiveram presentes, os responsáveis pelos vinhos servidos, João Brito e Cunha e Gil E. Regueiro da Quinta da Casa Amarela.

Para além da possibilidade de provar alguns dos novos vinhos destes produtores e conhece-los pessoalmente, pude ainda saber, na primeira pessoa, qual a sua opinião relativamente aos vinhos que apresentaram.

Este Quinta de S. José, é um vinho que me surpreendeu, para além da sua boa qualidade, pelo facto de se tratar de um vinho do Douro de 2007 que se encontra prontíssimo para ser bebido. Já anteriormente foi por mim aqui referido, que considero que as colheitas de 2007 do Douro, só para o próximo ano estarão prontas para serem devidamente degustadas, temos aqui uma excepção e possivelmente existirão algumas mais.

Não sendo um vinho para guardar, podemos e devemos desde já beber este Quinta de S. José de 2007 e continuar a busca pelos outros que por ai andarão, os tais vinhos que se bebem novos.


Notas de Prova:

Aspecto: Brilhante de cor Grnat profundo.

Aroma: Notas florais a fruta vermelha, especiarias e um leve balsâmico.

Paladar: Confirma-se as notas florais, especiarias, mostra-se complexo, fresco, com taninos muito bem integrados, algo encorpado e fim de boca levemente longo e persistente.







Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 09 de Nov.09)
Preço: €8,00 (Ref.)

19 de Novembro de 2009

Magma - 2007


Região : Açores/Terceira
Castas : Verdelho(85%) e Outras(15%)
Produtor : Adega Cooperativa dos Biscoitos, C.R.L.
Tipo : Branco
Ano : 2007
Álcool : 12,5%











Nota Introdutória:

Apresentar aqui no Lugar de Baco mais um vinho de qualidade produzido nos Açores, é para mim uma grande satisfação.

O Magma - 2007, é mais um dos belíssimos vinhos produzidos pela Adega Cooperativa dos Biscoitos, da ilha Terceira. No entanto falar deste Magma sem falar do Moledo, é contornar em parte a história dos vinhos brancos desta cooperativa, pelo que aqui fica a promessa que brevemente irei apresentar aqui no Lugar de Baco o Moledo, um vinho das castas brancas Verdelho e Arinto.

Com 85% de verdelho, o Magma, tenta não perdendo a tipicidade regionalista diferenciar-se de outros vinhos similares. Sem grande complexidade aromática, versátil e de certa forma eclético, procura desta forma vir a atrair um vasto leque de novos consumidores.

Um dos aspectos que logo se evidenciou no primeiro contacto que tive com o Magma, foi a sua imagem moderna e atractiva.

Sinceramente, acho que chegou a hora, e à semelhança deste caso, de haver uma maior preocupação, por parte dos produtores da região, com a imagem (garrafas e rótulos) dos seus vinhos.

Todos nós sabemos que a imagem contribui significativamente para a venda do produto, por isso e em jeito de crítica amiga permitam-me que vos diga.
Caros produtores, tratem rapidamente de investir e modernizar a imagem das garrafas de onde depositam estes excelentes néctares que por cá têm produzido, o vinho merece e o mercado agradece.


Notas de Prova:

Aspecto brilhante de cor palha com laivos dourados. Aroma medianamente intenso, notas a citrinos e leves indícios florais. Paladar seco, confirmam-se as notas a citrinos, acidez média, ligeiramente encorpado e fresco quanto basta, muito equilibrado com final de boca persistente.







Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 12 de Nov.09)
Preço: €6,70 (Ref.) (Açores)

Vinhos Certificados dos Açores





Como informação suplementar e de contextualização aos vinhos Açorianos que tenho vindo a apresentar aqui no Lugar de Baco, será importante, efectuar uma breve referência ao 1º Concurso de Vinhos Certificados dos Açores, realizado em Novembro de 2008 na Ilha do Pico.

Os vinhos regionais foram apreciados através de uma prova cega feita por especialistas vitivinícolas como Dias Cardoso (presidente da Câmara de Provadores da CVRA), Virgílio Loureiro (enólogo da SONAE), António Falcão (director da Revista dos Vinhos), Manuel Miranda (da revista O Escanção), Joaquim Aparício (da revista Néctar), Manuel Moreira (da revista Blue Wine) e Gabriela Canossa (da revista Wine Passion).

Apesar dos inúmeros medalhados, irei apenas destacar os galardoados com medalha de ouro.


Medalhas de Ouro

Brancos :

Casa da Ribeira Branco 2007 - Prod. Hermano Sousa Ferreira

Terras de Lava Branco 2007 - Prod. Coop. Vitivinícola da Ilha do Pico

Frei Gigante Branco 2007 Prod. Coop. Vitivinícola da Ilha do Pico

Magma Branco 2007 - Prod. Adega Coop. dos Biscoitos


Licorosos:

Curral de Atlantis 2003 - Prod. Curral de Atlantis Soc. Viti.

Czar 2002 - Prod. Fortunato Garcia

Lajido 2001 - Prod. Coop. Vitivinícola da Ilha do Pico


Para o concurso, foram convidados todos os produtores açorianos detentores de vinhos certificados, que se dividem em Vinhos de Qualidade Produzidos em Região Determinada (VQPRD), Vinhos Licorosos de Qualidade Produzidos em Região Determinada (VLQPRD) e os Vinhos Regionais dos Açores.

Novas edições deste evento ou de outros que efectivamente dêem destaque à real qualidade dos vinhos Açorianos, serão alvo de referência aqui no Lugar de Baco.

Pretendo desta forma, contribuir para a divulgação destes vinhos que já se começam a apresentar com boa qualidade.

15 de Novembro de 2009

Vila Santa - 2007

Região: Alentejo
Castas : Aragonês, Touriga Nacional,Trincadeira, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet
Produtor : João Portugal Ramos, Vinhos S.A.
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14%







Nota Introdutória:

Há efectivamente nomes incontornáveis quando se fala dos vinhos Portugueses e do seu actual reconhecimento internacional. O Enólogo João Portugal Ramos é sem sombra de dúvida um dos obreiros desta árdua tarefa.

Produzido em pleno coração do Alto Alentejo, o Vila Santa é um vinho do qual guardo muito boas lembranças. A colheita de 2001, fez por diversas vezes a delícia de inúmeros fins de tarde de Sexta-feira, em que na companhia de minha mulher, e enquanto nos preparavamos para jantar, a uma tábua repleta de queijos e torradas se juntava este agradabilíssimo exemplar Alentejano, como se a anunciar viesse os dias de boa vida que se avizinhavam.

Há uns poucos meses atrás, encontrei por acaso, numa das prateleiras de um hipermercado, uma solitária garrafa de Vila Santa de 2001, veio-me à lembrança os ditos fins de tarde. Comprei-o e provei-o, mas de certa forma com alguma nostalgia deparei-me com um vinho que já não se apresentava tão agradável, certamente pelas más condições em que esteve guardado durante estes últimos anos. Enfim!

Decidi então ir à procura da sua última colheita. E para além destas minhas lembranças que aqui transcrevi, deixar as minhas notas de prova deste Vila Santa de 2007, que continua a ser um agradabilíssimo exemplar Alentejano.


Notas de Prova:

Aspecto: Limpo de cor Grnat profundo.

Aroma: Intensidade média, notas a fruta bem madura e leves notas a barrica.

Paladar: Confirma as notas a fruta bem madura, corpo médio, taninos bem integrados e fim de boca persistente.


Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 10 de Nov.09)
Preço: €11,00 (Ref.)

11 de Novembro de 2009

Xisto - 2005


Região : Douro
Castas : Touriga Nacional (60%), Tinta Roriz (25%) e Touriga Franca (15%)
Produtor : Roquette e Cazes, Lda.
Tipo : Tinto
Ano : 2005
Álcool : 14%







Nota Introdutória:

Apesar de não ter tido a oportunidade de provar as duas colheitas anteriores, 2003 e 2004, estava expectante relativamente a este Xisto - Roquette & Cazes.

Deste projecto de Jorge Roquette, da Quinta do Crasto, e Jean-Michel Cazes, do Château Lynch-Bages, não poderia resultar outra coisa, que não fosse este belíssimo néctar, no qual se conjugaram as características do Douro e a vasta experiência dos Cazes em Bordeaux, assegurado pelo estrito acompanhamento dos enólogos Daniel Llose enólogo da família Cazes e Manuel Lobo enólogo da Quinta do Crasto, julgo que esta colheita 2005 foi acompanhada por parte dos Cazes pelo enólogo Dominic Morris.

Durante a Wine in Azores 2009, tive a oportunidade de conversar e trocar algumas ideias com Rita Roquette, Administradora da Direct Wine, a qual me apresentou entre outros dos seus vinhos a última colheita do Xisto Roquette & Cazes. Fiquei desde logo muito bem impressionado com o seu aroma perfumado e com a classe e elegância que se evidenciou na prova.

Como não poderia deixar de ser, dado a referência desta primeira prova, decidi trazer aqui ao Lugar de Baco, não a colheita de 2006, que não encontrei no nosso mercado, mas sim o Xisto - 2005. Estamos perante um grande tinto, aprecie cuidadosamente toda esta categoria.


Notas de Prova:

Aspecto: Cor Grnat bastante concentrada intensa.

Aroma: A Frutos vermelhos, algumas notas florais tudo com muita elegância.

Paladar: Confirma as excelentes notas a fruta vermelha, a flores secas e madeira muito bem integrada, complexo, muito elegante e requintado.





Nota Pessoal: 18 (Prova a 09 de Nov.09)
Preço: €38,00 (Ref.)

8 de Novembro de 2009

Quinta da Jardinete - 2007


Região : Açores / São Miguel
Castas : Chardoonay, Sauvignon Blanc e Gewurztraminer
Produtor : Topic & Rebelo Soc. Agrícola, Lda.
Tipo : Branco
Ano : 2007
Álcool : 13%







Nota Introdutória:

Eis mais um de uma série de vinhos brancos com alguma qualidade, produzidos na Região Autónoma dos Açores.

Quinta da Jardinete 2007, este é mais um vinho que vem contribuir fortemente para a integração da Ilha de São Miguel no grupo das ilhas (Terceira, Pico e Graciosa), nas quais se produzem vinhos já com alguma qualidade.

Com as suas vinhas localizadas nos Fenais da Luz, costa norte da Ilha de São Miguel, as suas castas estrangeiras e um clima não considerado até há bem pouco tempo muito favorável à produção de vinho de qualidade, eis o Quinta da Jardinete 2007 a revelar-se uma agradável surpresa.

Julgo que este projecto é permissor e estou convencido que mais vinhos desta estripe irão continuar a surgir em São Miguel.


Notas de Prova:

Aspecto cor amarelo palha. Aroma média intensidade e alguma elegância, leves notas a pêssego, ananás e algo cítrico, de certa forma complexo. Paladar levemente encorpado, acidez média e alguma mineralidade, confere algumas das notas frutadas. Fim de boca, peca pela quebra de alguma intensidade gustativa que apresentou durante a prova.



 




Nota Pessoal: 16 (Prova a 15 de Out.09)
Preço: €6,50 (Ref) (Açores)

5 de Novembro de 2009

Pó de Poeira - 2006

Região: Douro
Castas : Touriga Nacional e Sousão
Produtor : Jorge Nobre Moreira
Tipo : Tinto
Ano : 2006
Álcool : 14,0%








Nota Introdutória:

Em 2001 com a aquisição da Quinta do Poeira, o Enólogo Jorge Nobre Moreira arranca com o projecto Poeira, na qual produz o seu afamado vinho com o mesmo nome. Já um pouco mais tarde, em 2006, e a partir de vinhas, mais jovens, produz o Pó de Poeira, vinho de carácter mais leve, cuja as vinhas embora localizadas na mesma encosta, das que originaram o seu primogénito, vão concerteza com mais uns anos, transmitir com maior evidencia, toda a sua pujança e carácter.

Não quero com isso dizer que não estamos perante de um bom vinho, este Pó de Poeira de 2006, está um vinho atractivo. No entanto, os seus taninos ainda estão ligeiramete aguçados, deixe-o respirar, cerca de uma hora e meia, sirva-o com pratos de tempero evidenciado, estará bastante bem.

Quando efectuo o estudo às origens dos vinhos, que público, acabo quase sempre por criar alguma simpatia pelos projectos, nos poucos casos em que contactei directamente com os seus produtores e enólogos, pude logo apreceber-me da paixão e dedicação que estes lhes dedicam. Este será certamente mais um destes casos.


Notas de Prova:

Aspecto: Cor Grnat médio profundo.

Aroma: Frutado com algumas notas vegetais.

Paladar: Fruta silvestre, taninos algo firmes, corpo médio e fim de boca levemente persistência.

 




Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 26 de Set.09)
Preço: €11,00 (Ref)


1 de Novembro de 2009

Esporão Reserva Branco - 2008

Região : Alentejo
Castas : Antão Vaz, Arinto e Roupeiro.
Produtor : Esporão S.A.
Tipo : Branco
Ano : 2008
Álcool : 14%







Nota Introdutória:

Aqui temos o mais recente Esporão Reserva Branco do mercado. Como sempre, a Esporão S.A conta com a colaboração de artistas de renome que anualmente desenham um rótulo para as suas principais produções vinícolas da Herdade do Esporão.

Este ano, a obra ficou a cargo de José Pedro Croft. O artista pretendeu, de certa forma, através do desenho deste rótulo, transmitir-nos, os aromas, sabores e a frescura que o Esporão Reserva Branco 2008 tem para nos oferecer.

Provei, esta colheita, pela primeira vez no evento “Wine in Azores 2009”, fiquei com a ideia de estar perante um vinho bastante jovem, mas que de certa forma, valia pelo conjunto.

Como já o tinha referido aqui no Lugar de Baco, voltei a prová-lo e confirmar a minha primeira impressão, trata-se de um vinho interessante mas que ainda evidência alguma acidez, deverá ser deixado a respirar um pouco. Estou convencido que daqui algum tempo, este vinho estará bastante bem.


Notas de Prova:

Aspecto: Límpido de cor palha.

Aroma: Ligeiramente florar, boas notas a citrinos, madeira bem presente e um leve tostado.

Paladar: Fresco, acidez um pouco activa, confirmação das notas a citrinos, mineralidade bem presente, corpo e fim de boca médio.

 




Nota Pessoal: 16 (Prova a 29 de Out.09)
Preço: €11,50 (Ref.)
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