Tinto / 14,0% Alc.
Douro / Touriga Nacional (30%), Touriga Franca (30%) e mistura de vinhas velhas (40%)
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“Um presente de batismo que se revelaria determinante na história da família Bergqvist! Por conseguinte, na do vinho que aqui trago”
Como já anteriormente tive a oportunidade de referir, esta quinta, entra para a família dos seus atuais proprietários, em 1906, quando, Albert Feuerheerd, a adquire e a oferece a sua filha, Claire, como prenda de batismo.
Na década de 1930, dificuldades econômicas assolaram os negócios da família, mas a Quinta de La Rosa permaneceu como património de Claire .
Durante várias décadas, as uvas produzidas na quinta foram vendidas a grandes casas exportadoras de vinho do Porto, entre as quais a Croft e a Sandeman.
Segundo consta, Claire Bergqvist manteve sempre uma relação muito particular com esta quinta, tendo mesmo nela vivido por largos períodos de tempo. Daí a afetuosa ligação que, Tim Bergqvist, seu filho, herdou ao Douro e em particular à sua Quinta de La Rosa.
Em 1988 , sobre o comando de Tim e sua filha Sophia, esta quinta inicia um novo capítulo da sua história, começando a produzir o seu próprio vinho do Porto e em 1991, com a colaboração do enólogo David Baverstock, os seus primeiros vinhos tranquilos DOC Douro, utilizando apenas castas tradicionais da região.
Mas seria a partir de 2002, com a contratação a tempo inteiro do enólogo Jorge Moreira, (Atualmente, um dos melhores enólogos deste País) que as coisas realmente viriam a subir de tom, quer ao nível dos vinhos do Porto quer ao nível dos vinhos tranquilos DOC Douro.
( Quinta La Rosa - Douro )
Hoje, este projeto, dirigido por Sophia Bergqvist, com o contributo determinante do enólogo Jorge Moreira, dispõe de um portifólio vínico muito bem delineado, rico em qualidade e em diferentes expressões do Douro. Estes vinhos nascem dos 62 hectares de vinha da Quinta de La Rosa e dos 100 hectares da Quinta de Bandeiras, situada no Douro Superior, esta ultima adquirida pela família em 2005.
Este projeto conta ainda, com o surgimento, em 2012, na propriedade principal, de um Hotel com 23 quartos e mais alguns alojamentos associados.
Do seu portfolio, destaco aqui este La Rosa - Reserva 2020, um tinto com uma enorme identidade duriense, cuja as suas uvas provêm, essencialmente, das melhores parcelas da propriedade, nomeadamente das vinhas, Vale do Inferno e Vinha Grande. Uvas estas pisadas a pé em lagares de granito, posteriormente, transferidas para cubas de Inox, onde se deu a fermentação. Durante os 20 meses seguintes, estagiou, metade metade, em barricas novas e usadas de carvalho francês.
A partir do ano desta colheita, 2020, este vinho deu lugar ao Grande Reserva. Inicialmente diferiam, apenas pelo facto do Grande Reserva não utilizar os 50% de barricas novas utilizadas no estágio do Reserva. O que de certa forma, lhe viria a conferir, um perfil com menos contributo aromática da madeira, um pouco mais de protagonismo da fruta e uma maior influencia da expressão das castas.
No copo, apresenta um tom rubi carregado, algo opaco. Aroma intenso, fresco com notas a frutos negros algo maduros, cereja preta, amora, mirtilos, subtilmente floral, com notas especiadas, um suave toque a chocolate negro e uma ligeira envolvência tostada. Na boca, mostra elegância e bom equilíbrio, confere a fruta negra do aroma, taninos polidos e uma cordata acidez, termina longo e persistente.
Estamos perante um belíssimo tinto de vincada identidade duriense, os seus seis anos de maturidade e a forma como se revelou na prova que efetuei, leva-me a considerar, que muito provavelmente se encontra próximo do seu auge. Um vinho com equilíbrio entre concentração, estrutura e suavidade com excelente pendor gastronômico. Um pairing perfeito para pratos de carnes vermelhas, pratos de forno ou outros pratos condimentados!
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Not. 17,5
Pvp: 38 € (Ref.)



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