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segunda-feira, 16 de Abril de 2012

Pai Abel (branco) 2009



Região: Bairrada
Castas: Bical e Maria Gomes
Produtor: Quinta das Bágeiras /Mário Sérgio Alves Nuno
Enólogo: Rui Moura Alves
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 14,5%
  
A marca Quinta da Bágeiras, surge em 1989  pela mão de Mário Sérgio Alves Nuno, e hoje é sem duvida alguma, uma das grandes referência dos vinhos bairradinos.

Inicialmente com apenas 12 hectares de vinhas de pertença familiar, o jovem de então Mário Sérgio, com apenas 23 anos coloca mãos à obra, começando desde logo por chamar a si o engarrafamento do vinho produzido na quinta, anteriormente vendido a granel.  Desde logo as distinções vão-se sucedendo, arranca com um projecto para a produção de espumante, e vai consecutivamente investindo, procedendo a melhorias na adega e aumentando a área de vinha. 

Actualmente conta já com cerca de de 40 hectares de vinha subdivididos por 16 parcelas, meticulosamente escolhidas e onde as honras se concentram na casta tinta, Baga e nas duas castas brancas, Bical e Maria Gomes.

Aqui a família, a tradição  e a Bairrada, falam mais alto não há modernices nem maquilhagens. Aqui o vinho fala-nos do seu terroir!

Em 2009,  como  homenagem a seu pai, Abel Dias Nuno de 74 anos, Mário Sérgio cria uma nova referência um novo vinho e designa-lhe de Pai Abel.

Infelizmente produziram-se apenas 1380 garrafas, deste Pai Abel (branco) 2009, para tal, foi seleccionado uma parte de um lote de vinhas com aproximadamente vinte anos, e os seus bagos cuidadosamente vinificados, fermentando de uma forma lenta em barricas usadas de 225L de carvalho francês, importadas de Borgonha para o efeito. Aqui não houve colagens nem filtragens e o resultado, este, está simplesmente fabuloso.

Aguardemos pois, e brevemente teremos também um Pai Abel (tinto) 2009, depois deste branco as expectativas ficaram muito altas.

Os vinhos por vezes têm destas coisas, para além de nos proporcionarem uma prazerosa degustação, também nos contam histórias.

Notas de Prova:

Um branco de grande carácter e sobriedade, a solidez deste vinho é extraordinária! Excelente métrica! Muito sinceramente, penso que estamos perante um dos melhores brancos deste País.

Aspecto amarelo citrino. Aroma intenso e algo complexo com notas a fruta madura e uma leve conjugação de citrinos e flores, que se combinam com excelentes notas fumadas. Paladar elegantemente seco e sobrio, encorpado e untuoso, numa combinação perfeita e algo complexa entre um subtil frutado com nuances a feno e um belíssimo tostado resultante das barricas usadas. Uma estrutura perfeita e um pendor mineral  suportado por uma acidez solida e correctíssima. Termina muito longo e persistente.

Se puder prove-o, ainda restam algumas poucas botelhas na Garrafeira Nacional, se não for a tempo julgo a colheita 2010 já anda por  aí, não sei se estará já a este nível, mas estou quase certo que valerá bem os euros que custa.




Nota Pessoal: 18,0 
Preço: €17,90 (Ref.)

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