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18 de Junho de 2010

Cistus - Reserva 2007



Região: Douro
Castas: Tinta Roriz (40%), Touriga Franca(40%) e Touriga Nacional (20%)
Produtor: Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda.
Enólogo: Manuel Angel Areal
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%





Nota Introdutória:

Cistus – Reserva 2007, produzido pela Quinta do Vale da Perdiz - Sociedade Agrícola, Lda.
Sociedade esta que surge no ano 2000, com a junção entre a Vinihold e a Família Fernandes.

Através da conjugação de competências, Vinihold na área comercial e Família Fernandes, sob a direcção do Eng. António Augusto Fernandes, a produzir vinhos desde 1989, aliaram-se esforços e estratégias que visam melhorar o seu posicionamento perante os desafios de um mercado cada vez mais exigente.

A Quinta do Vale da Perdiz, situada no coração do Douro Superior nas proximidades de Torre de Moncorvo, estagiou durante quinze meses em barricas de carvalho. Em Abril de 2010 foram engarrafadas e numeradas 28 000 garrafas.

Foi de facto mais uma agradabilíssima surpresa. Já tinha tido contacto com uma colheita anterior, o “Reserva 2004”, na altura se bem me lembro, apresentou-se potente e com algum equilíbrio. Este Cistus – Reserva 2007, está mais equilibrado e apesar de continuar com um perfil potente, manifesta-se num registo ligeiramente mais elegante.

Este é um vinho cuja relação preço/qualidade me leva a enunciá-lo como boa compra, um belo representante de vinhos cujo patamar não ultrapassa os dez euros.


Notas de Prova:

Aspecto límpido de cor rubi concentrado e profundo.

Aroma intenso, com boas notas a fruta preta, um leve toque floral, alguma tosta, tabaco, nuances a madeira bem integrada num bouquet afinado e persistente.

Paladar certifica as boas notas a fruta preta, evidenciando leves notas balsâmicas e alguma barrica, álcool e finos taninos estão presentes mas muito bem integrados, conferindo frescura ao conjunto encorpado e bastante bem equilibrado, com um final longo e persistente.




Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 13 de Jun.10)
Preço: €9,99 (Ref.)

PS. Prova facultada pelo produtor.

11 de Junho de 2010

Paulo Laureano - Premium 2007



Região: Alentejo
Castas: Aragonês e Trincadeira
Produtor: Paulo Laureano Vinus, Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%








Nota Introdutória:

Um belo exemplar Alentejano, com a assinatura de Paulo Laureano, é desta forma que aqui apresento este Premium de 2007.

Apesar de já por diversas vezes ter tido contacto com vinhos deste produtor foi a primeira vez que provei esta sua gama P. Laureano – Premium (tinto).

Gostei!! Vislumbra um bom estágio em madeira e alguma tipicidade proveniente do terroir desta região. Claramente Alentejano ou genuinamente Português como certamente o definiria o seu autor.

Apesar do selo a indicar a origem portuguesa das suas castas estas não estão indicadas no seu rótulo, o que em minha opinião acho uma pena!

Muitas são as vezes em que os produtores optam por não indicar este tipo de informação, há excepção dos vinhos concebidos a partir de vinhas muito velhas com grande diversidade castas, não vejo razão aparente para que esta indicação não venha no seu rótulo ou contra-rótulo, até porque os consumidores de hoje são cada vez mais exigentes, gostam de saber o que bebem, e esta para além de outras pequenas indicações tais como, tipo e tempo de estágio, etc, vão certamente contribuir para além do esclarecimento aos mais curiosos fomentar a educação e um gosto mais fundamentado pelo vinho.

Paulo Laureano – Premium 2007, um vinho muito equilibrado, de grande capacidade gastronómica, sem sombra de dúvida uma belíssima aposta!


Notas de Prova:

Aspecto límpido de cor rubi, levemente profundo e brilhante.

Aroma boa intensidade e persistência, num bouquet do qual se destacam boas notas a fruta preta, compota, chocolate negro, tosta e um leve e envolvente fumado proveniente das barricas.

Paladar confirma as boas notas a fruta preta (amora, ameixa, cereja…), ponteado por leves nuances balsâmicas e a barrica, num conjunto encorpado, pautado por um belo equilíbrio que se estende ao longo de toda a prova, com um fim de boca longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 10 de Mar.10)
Preço: €11,00 (Ref.)

Paulo Laureano Vinus




Paulo Laureano, enólogo e consultor em diversos projectos importantes de enologia, surge a partir de 1999, também como produtor dos seus próprios vinhos.

Somente em 2006 com a aquisição de 70 hectares de vinhas velhas na sub-região demarcada da Vidigueira (Alentejo) e de uma adega que se encontrava anexa a estas vinhas, cria a empresa Paulo Laureano Vinus, Lda.

Com uma área total de 78 hectares de vinhas próprias localizadas no Alentejo, das quais, os 70 hectares adquiridos na Vidigueira e oito que já lhe pertenciam, localizados em Évora (Torre de Coelheiros), focaliza-se na concepção de vinhos produzidos unicamente a partir de castas autóctones nacionais.

Este é fio condutor deste projecto, produzir vinhos de qualidade genuinamente Portugueses e a respeito do qual, Paulo Laureano profere:

"As castas portuguesas carregam uma identidade genuinamente nossa, revelam a especificidade do nosso clima e da nossa cultura. Este é um projecto que nasce de uma crença minha, de que são as nossas castas que deverão estar na base dos nossos melhores vinhos".

Chega mesmo a criar um selo presente em todos os seus rótulos que identifica os seus vinhos como produzidos unicamente com castas Portuguesas.


 Regendo-se por esta convicção, desenha os vinhos, Singularis, Dolium, Paulo Laureano - Clássico e Paulo Laureano - Premium, todos eles nas versões, branco e tinto.

Na categoria de vinhos ultra premium concebe, Paulo Laureano Selectio Alicante Boushet, Paulo Laureano/Laura Regueiro, Paulo Laureano Alicante Boushet, Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa e Paulo Laureano Reserve Vinea Julieta Talhão 24.

2 de Junho de 2010

Dona Ermelinda - Reserva 2007


Região: Palmela
Castas: Castelão, Trincadeira, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon.
Produtor: Casa Ermelinda de Freitas, Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%








Nota Introdutória:

Mais um vinho da Casa Ermelinda de Freitas, o Dona Ermelinda Reserva 2007.
Como instrumento primordial deste quarteto eis o “Castelão”! Como já tive a oportunidade de referir no meu post anterior a par do Moscatel (casta branca) é casta mais emblemática desta região. Também conhecida como “Periquita” nome que adquiriu devido à sua associação com marca do vinho Periquita, do produtor José Maria da Fonseca.

Normalmente no seu melhor, o Castelão, transmite corpo, aromas quentes, frutos (cereja, groselha, framboesa) , equilíbrio e boa capacidade de envelhecimento.

Para além das características inconfundíveis da Touriga Nacional e do Cabernet, estas foram efectivamente algumas das características que encontrei neste Dona Ermelinda Reserva 2007, um vinho bastante interessante no qual o terroir desta região, mais especificamente as terras arenosas de onde provem, deixaram uma marca indelével no seu carácter.

Claro que o estágio de 12 meses em pipas de carvalho francês, aprimorou a estrutura do conjunto que por via da extracção dos compostos odores das barricas de carvalho francês, permitiram que apurasse mais alguma complexidade aromática, proporcionando uma prova bastante interessante e uma excelente companhia para as codornizes estufadas com o próprio vinho e a deliciosa açorda de espargos que as acompanhava.


Notas de Prova:

Aspecto levemente brilhante com uma limpidez que transparece no rubi da sua cor algo concentrada.

Aroma intenso e persistente evidenciando boas notas a fruta madura, framboesa e cereja preta, sobressaem ainda algumas notas florais a alfazema e violeta, terminando levemente complexo e com um espciado que se confunde nos aromas da madeira.

Paladar a confirmar as boas notas a fruta de baga, vegetais e um leve especiado num conjunto algo macio e elegante em que o equilíbrio domina o fim de boca levemente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 17 de Mai.10)
Preço: €11,00 (Ref)
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