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quinta-feira, abril 17, 2014

Lopo de Freitas - 2004


 
Região (Doc) Bairrada . Castas Baga, Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon .  Produtor Caves do Solar de São Domingos . Enólogo (atualmente) Suzana Pinho . Tipo Tinto .  Ano 2004  .  Álcool 13,5%

Feliz acaso este! Deparei-me recentemente com este Lopo de Freitas - 2004, um Bairradino, oriundo de uma das caves mais conceituadas deste País, Caves do Solar de São Domingos, fundada acerca de setenta e sete anos, por Elpídio Martins Semedo, sucedido, em 1970, na sua liderança por Lopo de Sousa Freitas, o senhor que premiou este vinho doando-lhe o seu nome.

Lopo de Sousa Freitas, foi, por cerca de quatro décadas, o rosto das Caves do Solar de São Domingos, o responsável pela profunda modernização desta em 2006.
Aos 85 anos, apesar de afastado das funções de administrador, era presença assídua e estimada por aquelas paragens. Infelizmente, em novembro passado, faleceu.

Continuará para sempre ligado, não só, às Caves do Solar de São Domingosmas a toda a região da Bairrada, a quem, como fundador, deixa como legado, a Academia do Vinho da Bairrada e a Confraria da Bairrada.

O vinho, para mim, também é isto. Histórias que perduram e os tornam únicos

Este Lopo de Freitas - 2004, é para além de tudo, um blend marcado pela Baga, de tom rubi a tender para o grenat, apresenta-se com um bouquet, elegante, marcado por notas a frutos em passa, uma excelente envolvência vegetal e um leve tom especiado. Na boca, confere os tons aromáticos, apresenta-se fresco, bastante equilíbrado e elegante, taninos finos a compor a boa estrutura, final médio.

Sem dúvida um dos melhores tintos, das  Caves do Solar de São Domingos, que provei!

Nota Pessoal: 17
Preço: €15 a €20 (Ref.)

quinta-feira, março 13, 2014

Marka (Vinhas Velhas) - Reserva 2010


 
Região (Doc) Douro . Castas (várias) .  Produtor Durham-Agrellos . Enólogo Carlos Agrellos . Tipo Tinto .  Ano 2010  .  Álcool 14%

Com a aquisição em 1991 da Quinta do Espinhal de Baixo,  localizada na  margem direita do Rio Douro, entre o Peso da Régua e o Pinhão, a  família  Agrellos, desde à muito ligada à produção de uvas para comercialização, dá início a uma longa e profunda recuperação das vinhas da quinta. Recuperação esta, que se estende até 2002, ano em que arranca efetivamente com  produção dos seus próprios vinhos.



Marka foi, a partir de 2004, a bonita forma que a família de José Carlos Agrellos encontrou para homenagear, uma grande impulsionadora deste projeto, Marjorie Kathleen Durham Agrellos , atribuindo como marca, aos seus vinhos, a conjugação das duas primeiras sílabas dos nomes próprios.

Marka (Vinhas Velhas) - Reserva 2010, um verdadeiro vinhas velhas, elaborado a partir de uvas oriundas de cepas que rondam os setenta e quatro anos, pertença de um vinhedo, composto por cerca de duas a três dezenas de castas diferentes. 

Estes vinhas velhas , são realmente um pequeno espólio do nosso rico património ampelográfico. São vinhos únicos! Um lote composto por um tão elevado número de castas diferentes, a existir, fora deste rectângulo Português, tratar-se-á efetivamente de uma raridade.

Estas vinhas velhas, normalmente com baixos índices de produção, dão origem a vinhos concentrados e complexos, como este  Marka (Vinhas Velhas) - Reserva 2010, seguramente um dos seus dignos representantes.

De tom rubi carregado, aroma concentrado, marcado pela fruta preta e um leve toque vegetal, envolto em notas tostadas, especiadas e algo abaunilhadas. Boca marcada pela frescura e elegância, confere na sua essência as suas principais notas aromáticas, boa complexidade e bons taninos a suportar uma estrutura bem desenhada, final médio. 

Já vem sendo habitual esta minha referência à jovialidade/potencial evolutivo de alguns dos, recentes e mais estruturados, vinhos, que tenho vindo a apresentar. Mas efectivamente, em minha opinião, o  Marka (Vinhas Velhas) - Reserva 2010,  apesar de, desde já, nos poder proporcionar uma belíssima prova, ira certamente ganhar com mais algum tempo em garrafa.

Partindo do princípio que poderá não estar para esperas! Deixe-o pelo menos respirar durante uma ou duas horas, e aprecio-o até à ultima gota.

Nota Pessoal: 16,5
Preço: €15 a €20 (Ref.)

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Guia de Boas Compras - 2014




     

       Espumantes
       
    • Montes Claros - (Bruto) 2010; Alentejo; 5€ a 10€. 
    • Quinta das Bágeiras - Super-Reserva (Bruto) 2010; Bairrada; 5€ a 10€. 
    • Quinta do Poço do Lobo (Arinto e Chardonnay) - (Bruto) 2008; Lisboa; 5€ a 10€. 


           Brancos
    • Herdade do Esporão (Verdelho)  - 2012; Alentejo; 5€ a 10€. 
    • Herdade Grande (Verdelho e Alvarinho) - 2012; Alentejo; 5€ a 10€.   
    • Cabriz (Encruzado) - 2012; Dão; 5€ a 10€. 
      • Castello de A'lba  - Reserva 2011; Douro; 2€ a 5€. 
      • Quinta do Gradil (Sauvignon Blanc e Arinto) - 2012; Lisboa; 5€ a 10€. 
      • Muros Antigos (Alvarinho) - 2012;Vinho Verde; 5€ a 10€. 
      • Soalheiro (Alvarinho) - 2012;Vinho Verde; 5€ a 10€. 
      • Contacto (Alvarinho) - 2012Vinho Verde; 5€ a 10€. 


             Tintos
           
        • Loios - 2012; Alentejo; 2€ a 5€.
        • Herdade do Paço do Conde - Reserva 2009; Alentejo; 5€ a 10€. 
        • Quinta das Bágeiras - Reserva 2009; Bairrada; 5€ a 10€. 
        • Quinta do Valdoeiro - Reserva 2009; Bairrada; 5€ a 10€. 
        • Tons - 2012; Douro; 2€ a 5€.
        • Silica - 2010; Douro; 2€ a 5€.
        • Assobio - 2011; Douro; 5€ a 10€. 
        • Duorum - 2011; Douro; 5€ a 10€. 
        • Pasmados - 2011; Setúbal; 5€ a 10€. 


               Rosés
             
          • Dona Maria - 2012; Alentejo; 5€ a 10€. 
          • Pousio - 2012; Alentejo; 5€ a 10€. 
          • Condo do Vimioso - 2012; Ribatejo; 2€ a 5€. 



             
          Leve consigo! 

          quinta-feira, fevereiro 06, 2014

          Pacheca - Reserva 2011

           
          Região (Doc) Douro . Castas Touriga Franca,Tinta Roriz,Touriga Nacional,Tinto Cão, Tinta Amarela e Sousão .  Produtor Quinta da Pacheca . Enólogo Maria Serpa Pimentel . Tipo Tinto .  Ano 2011  .  Álcool 15%

          Um vinho oriundo do Douro, mais propriamente da Quinta da Pacheca, uma das primeiras quintas a engarrafar vinhos com a sua própria marca. Da família Pacheco Pereira, herdou o nome e uma boa parte da sua história. Em 1903, passa para as mãos da família Serpa Pimentel, a quem se deve os vinhos que hoje conhecemos.

          Mas por vezes a necessidade de crescer obriga a impelirem-se novos rumos e em 2012, 75% do capital da Quinta da Pacheca é adquirido pela Agribeira, uma empresa especializada na distribuição de bebidas.

          Abriram-se assim novos horizontes, o desafogo financeiro permitiu olhar o futuro de forma bastante mais otimista. Produzir e exportar mais são, também e agora, prioridade na Quinta da Pacheca.

          Mas seguramente serão vinhos como este, Pacheca Reserva 2011, que darão vulto e blasonarão o nome e a história desta marca. Um vinhas velhas de grande categoria, inconfundivelmente um vinho do Douro.

          De tom rubi algo carregado, nariz discreto, marcado pela fruta vermelha e um leve tom a baunilha, envolto num subtilíssimo tostado proveniente das barricas. Boca marcada por uma frescura que se estende ao longo de toda a prova, boa fruta, algo especiado e complexo, taninos vivos mas bem domados, madeira muito bem integrada, assim como os seus 15% de álcool, cheio e poderoso, detentor de uma excelente estrutura, termina longo e persistente. 

          Pessoalmente, recomendo-lhe tempo, mas desde já proporciona uma prova muito prazerosa. Decida por si! Em qualquer das opções ficará a ganhar.

          Nota Pessoal: 17
          Preço: €15 a €20 (Ref.)

          quinta-feira, janeiro 16, 2014

          Rapariga da Quinta - Reserva 2011


          Região (Doc) Alentejo . Castas Alicante Bouschet, Aragonez e Touriga Nacional .  Produtor Luís Duarte Vinhos . Enólogo Luís Duarte . Tipo Tinto .  Ano 2011  .  Álcool 14,5%


          Começo este novo ano por trazer aqui, ao Lugar de Baco, um dos projetos pessoais de Luís Duarte, um dos enólogos mais conceituados deste país.

          Já por aqui passaram, em projetos como Herdade dos Grous e Herdade da Malhadinha Nova, outros vinhos com a sua assinatura, mas o enfoque de hoje, vai para este Rapariga da Quinta - Reserva 2011.

          Um tinto moderno, de tom rubi levemente opaco. Aroma discreto, marcado por fruta preta (cereja, ameixa ...) e por um leve toque a baunilhado. Na boca, o vigor marca o compasso, de uma fruta madura (doce) e da acidez que lhe vai contrapondo, boa complexidade, taninos vivos mas sem arestas, bom volume, termina longo persistente.

          Um vinho que expressa bem o toque da modernidade e nos deixa transparecer um leve sopro de uma planura inconfundivelmente alentejana. Pode ser apreciado desde já, mas em minha opinião, beneficiará com mais algum tempo de garrafa.

          Nota Pessoal: 16,5
          Preço: €10 a €15 (Ref.)

          quarta-feira, outubro 16, 2013

          José de Sousa Mayor - 2009


          Região (Doc) Alentejo . Castas Grand Noir, Trincadeira e Aragonez .  Produtor José Maria da Fonseca . Enólogo Domingos Soares Franco . Tipo Tinto .  Ano 2009  .  Álcool 13,5%

          Com a aquisição em 1986 da Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, a José Maria da Fonseca, mais propriamente, a família Soares Franco, encontrou na Herdade do Monte da Ribeira, condições privilegiadas para dar azo à realização de um antigo sonho, produzir vinho no Alentejo.

          É precisamente desta herdade, localizada em  pleno coração Alentejano, em Reguengos de Monsaraz, com cerca de 120 hectares dos quais 72 são vinha, que provem este José de Sousa Mayor - Reserva 2009.

          Lançado no mercado em Junho passado, é o ex-líbris Alentejano da JMF, um tinto que busca na tradição, não só alguma da genuinidade dos antigos tintos da talha, mas também alguma identidade própria.

          A fermentação parcial em ânforas de barro e o estagio de onze meses em cascos de madeira nova de carvalho francês, conferem a este vinho carácter e uma excelente complexidade. 

          Um vinho feito sem pressas e como tal deverá ser apreciado. É um vinho que pede tempo para se mostrar, deixe-o arejar durante algum tempo num decanter ou simplesmente num copo condigno com seu estatuto. Um vinho fresco e vibrante a pedir pratos de paladar forte.


          Notas de Prova

          Cor rubi carregado. Aroma exuberante carregado fruta madura, esteva, folha de tabaco verde, especiarias, boas notas balsâmicas e uma enorme persistência. Na boca vivo e muito fresco, boa estrutura e elegância  taninos firmes mas polidos, excelente envolvencia das notas balsâmicas com as finíssimas notas a madeira, final longo e persistente. 

          Nota Pessoal: 17
          Preço: €15 a €20 (Ref.)

          quarta-feira, outubro 02, 2013

          Quinta do Regueiro (Alvarinho) - Reserva 2012


          Região (Doc) Vinho Verde . Castas Alvarinho .  Produtor Quinta do Regueiro . Enólogo Sousa Pinto . Tipo Branco .  Ano 2012  .  Álcool 13%

          Era uma questão de tempo, uma inevitabilidade, trazer aqui ao Lugar de Baco este Quinta do Regueiro (Alvarinho) Reserva.

          Um Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço, nascido de um pequeno projecto com sensivelmente 6 hectares de pequenas parcelas de vinha. Em boa verdade, já desde 1999 se produz este Alvarinho, Quinta do Regueiro.

          O que é facto, é que cada ano que passa, este Quinta do Regueiro (Alvarinho) Reserva tem vindo a evidenciar-se. Os sucessivos galardões que lhe têm vindo a ser atribuídos são, de certa forma, prova disto mesmo. Eu próprio, tenho acompanhado estas suas últimas colheitas, e apraz-me reconhecer que está um branco muito interessante, um Alvarinho moderno e feito para agradar, capaz de bater aos pontos muitos outros "brancos" de renome e com preços bem mais acrescidos.

          Em minha opinião, o Quinta do Regueiro (Alvarinho) - Reserva 2012, apesar de se aprumar pelo fio condutor das colheitas anteriores ganha, nesta colheita 2012, um pouco mais de estrutura e complexidade. Pelo que pude apurar, tratou-se de um ano de baixa produção, o que consequentemente resultou na obtenção de uvas com maior nível de concentração. Claramente uma valiosa contribuição para o acréscimo qualitativo desta colheita 2012. Mais um branco a não perder!


          Notas de Prova

          Cor Amarelo citrino,  límpido e brilhante. Aroma expressivo, fresco e delicado, onde se evidenciam notas tropicais, ananás, maracujá ..., e um leve tom a citrinos, tudo envolto numa mineralidade simplesmente soberba. Na boca elegante, fresco e exuberante, com uma mineralidade e acidez de grande nível, bom volume, boa fruta e um final longo e persistente.

          Nota Pessoal: 16,5
          Preço: €5 a €10 (Ref.)

          quarta-feira, setembro 25, 2013

          Druida (Encruzado) - Reserva 2012


          Região (Doc) Dão . Castas Encruzado . Produtor C20 . Enólogo João Corrêa & Nuno do Ó . Tipo Branco . Ano 2012 . Álcool 13,5%

          Nome curioso, normalmente associado, em tempos idos, a conselheiros de grande sabedoria, dos quais poderíamos esperar grandes ensinamentos. Confesso que não consegui saber tudo o que gostaria sobre a história deste vinho. Mas uma coisa é certa, conseguiu arrancar-me um rasgado sorriso de pura satisfação. Este Druida Encruzado - Reserva 2012, bem poderia ter sido concebido por um Druida (ou dois).

          Do que consegui apurar, este é um vinho elaborado de uma forma quase artesanal, a partir de uma selecção rigorosa de uvas provenientes de um lote de vinhas velhas, de uma das mais conceituadas castas brancas portuguesas, o EncruzadoComo o próprio rótulo nos profere, vinhedos estes plantados em solo granítico a 500 metros de altitude, na margem direita do rio Dão. 

          Sem dúvida alguma um dos melhores brancos que bebi nos últimos  tempos. Um Encruzado simplesmente fabuloso, detentor de uma métrica  e frescura impressionante. Penso que não será necessário proferir muitos mais adjectivos para se decifrar o quanto me agradou este vinho. Deixo essa tarefa, de pura satisfação pessoal, para quem tiver a oportunidade e o prazer de o poder degustar
            
          Notas de Prova

          Cor amarelo citrino esbatidoAroma elegante e bastante mineral, com boas sugestões a citrinos e alguma pimenta verde. Boca estruturada e cheia, com toques de requinte e elegância a marcarem toda a prova, a graça da fruta se embrenha na frescura crocante de um conjunto carregado de virtudes que se vão esgotando suavemente num final longo e persistente.

          Nota Pessoal: 17,5
          Preço: €15 a €20 (Ref.)

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