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quarta-feira, outubro 16, 2013

José de Sousa Mayor - 2009


Região (Doc) Alentejo . Castas Grand Noir, Trincadeira e Aragonez .  Produtor José Maria da Fonseca . Enólogo Domingos Soares Franco . Tipo Tinto .  Ano 2009  .  Álcool 13,5%

Com a aquisição em 1986 da Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, a José Maria da Fonseca, mais propriamente, a família Soares Franco, encontrou na Herdade do Monte da Ribeira, condições privilegiadas para dar azo à realização de um antigo sonho, produzir vinho no Alentejo.

É precisamente desta herdade, localizada em  pleno coração Alentejano, em Reguengos de Monsaraz, com cerca de 120 hectares dos quais 72 são vinha, que provem este José de Sousa Mayor - Reserva 2009.

Lançado no mercado em Junho passado, é o ex-líbris Alentejano da JMF, um tinto que busca na tradição, não só alguma da genuinidade dos antigos tintos da talha, mas também alguma identidade própria.

A fermentação parcial em ânforas de barro e o estagio de onze meses em cascos de madeira nova de carvalho francês, conferem a este vinho carácter e uma excelente complexidade. 

Um vinho feito sem pressas e como tal deverá ser apreciado. É um vinho que pede tempo para se mostrar, deixe-o arejar durante algum tempo num decanter ou simplesmente num copo condigno com seu estatuto. Um vinho fresco e vibrante a pedir pratos de paladar forte.


Notas de Prova

Cor rubi carregado. Aroma exuberante carregado fruta madura, esteva, folha de tabaco verde, especiarias, boas notas balsâmicas e uma enorme persistência. Na boca vivo e muito fresco, boa estrutura e elegância  taninos firmes mas polidos, excelente envolvencia das notas balsâmicas com as finíssimas notas a madeira, final longo e persistente. 

Nota Pessoal: 17
Preço: €15 a €20 (Ref.)







PS. Amostra enviada pelo produtor.

quarta-feira, outubro 02, 2013

Quinta do Regueiro (Alvarinho) - Reserva 2012


Região (Doc) Vinho Verde . Castas Alvarinho .  Produtor Quinta do Regueiro . Enólogo Sousa Pinto . Tipo Branco .  Ano 2012  .  Álcool 13%

Era uma questão de tempo, uma inevitabilidade, trazer aqui ao Lugar de Baco este Quinta do Regueiro (Alvarinho) Reserva.

Um Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço, nascido de um pequeno projecto com sensivelmente 6 hectares de pequenas parcelas de vinha. Em boa verdade, já desde 1999 se produz este Alvarinho, Quinta do Regueiro.

O que é facto, é que cada ano que passa, este Quinta do Regueiro (Alvarinho) Reserva tem vindo a evidenciar-se. Os sucessivos galardões que lhe têm vindo a ser atribuídos são, de certa forma, prova disto mesmo. Eu próprio, tenho acompanhado estas suas últimas colheitas, e apraz-me reconhecer que está um branco muito interessante, um Alvarinho moderno e feito para agradar, capaz de bater aos pontos muitos outros "brancos" de renome e com preços bem mais acrescidos.

Em minha opinião, o Quinta do Regueiro (Alvarinho) - Reserva 2012, apesar de se aprumar pelo fio condutor das colheitas anteriores ganha, nesta colheita 2012, um pouco mais de estrutura e complexidade. Pelo que pude apurar, tratou-se de um ano de baixa produção, o que consequentemente resultou na obtenção de uvas com maior nível de concentração. Claramente uma valiosa contribuição para o acréscimo qualitativo desta colheita 2012. Mais um branco a não perder!


Notas de Prova

Cor Amarelo citrino,  límpido e brilhante. Aroma expressivo, fresco e delicado, onde se evidenciam notas tropicais, ananás, maracujá ..., e um leve tom a citrinos, tudo envolto numa mineralidade simplesmente soberba. Na boca elegante, fresco e exuberante, com uma mineralidade e acidez de grande nível, bom volume, boa fruta e um final longo e persistente.

Nota Pessoal: 16,5
Preço: €5 a €10 (Ref.)



quarta-feira, setembro 25, 2013

Druida (Encruzado) - Reserva 2012


Região (Doc) Dão . Castas Encruzado . Produtor C20 . Enólogo João Corrêa & Nuno do Ó . Tipo Branco . Ano 2012 . Álcool 13,5%

Nome curioso, normalmente associado, em tempos idos, a conselheiros de grande sabedoria, dos quais poderíamos esperar grandes ensinamentos. Confesso que não consegui saber tudo o que gostaria sobre a história deste vinho. Mas uma coisa é certa, conseguiu arrancar-me um rasgado sorriso de pura satisfação. Este Druida Encruzado - Reserva 2012, bem poderia ter sido concebido por um Druida (ou dois).

Do que consegui apurar, este é um vinho elaborado de uma forma quase artesanal, a partir de uma selecção rigorosa de uvas provenientes de um lote de vinhas velhas, de uma das mais conceituadas castas brancas portuguesas, o EncruzadoComo o próprio rótulo nos profere, vinhedos estes plantados em solo granítico a 500 metros de altitude, na margem direita do rio Dão. 

Sem dúvida alguma um dos melhores brancos que bebi nos últimos  tempos. Um Encruzado simplesmente fabuloso, detentor de uma métrica  e frescura impressionante. Penso que não será necessário proferir muitos mais adjectivos para se decifrar o quanto me agradou este vinho. Deixo essa tarefa, de pura satisfação pessoal, para quem tiver a oportunidade e o prazer de o poder degustar
  
Notas de Prova

Cor amarelo citrino esbatidoAroma elegante e bastante mineral, com boas sugestões a citrinos e alguma pimenta verde. Boca estruturada e cheia, com toques de requinte e elegância a marcarem toda a prova, a graça da fruta se embrenha na frescura crocante de um conjunto carregado de virtudes que se vão esgotando suavemente num final longo e persistente.

Nota Pessoal: 17,5
Preço: €15 a €20 (Ref.)


quarta-feira, setembro 18, 2013

Morgado de Sta. Catherina - Reserva 2010


Região (Doc) Bucelas . Castas Arinto . Produtor Companhia das Quintas .  Enólogo João Corrêa & Nuno de O . Tipo Branco .  Ano 2010  .  Álcool 13,5%

DBucelasmais propriamente da Quinta da Romeira chega-nos este, Morgado de Sta. Catherina - Reserva 2010
Reconhecida atualmente como a capital do Arinto, Bucelas, transporta na sua história alguma dfama que os seus vinhos obtiveram noutros tempos por outras paragens.
Pela altura das invasões Francesas, mais propriamente pela mão dos militares ingleses, grandes apreciadores destes vinhos, viria a tornar-se numa das primeiras regiões exportadoras de vinho, a verdadeira ponte para a sua internacionalização tem aqui a sua origem.
Com o fim desta guerra peninsular, os vinhos de Bucelas não caíram no esquecimento, pelo contrario, a sua exportação viria mesmo a intensificar-se. A corte inglesa havia-se rendido a estes vinhos.
Mas com o tempo, essa conquista por terras de sua majestade, foi-se desvanecendo. Que aconteceu? Talvez não tenhamos cuidado como deveríamos do nosso "Charneco" ou "Lisbon Hock" (vinho branco de Lisboa, tal como era conhecido)! Talvez as modas na corte tenham seguido outro destino! Talvez!

Felizmente nestes últimos anos, Bucelas, vem reencontrando o seu caminho, o seu famoso Arinto tem vindo a contribuir fortemente para o reconhecimento da qualidade dos seus vinhos. Actualmente, entre alguns dos seus excelentes embaixadores, temos este Morgado de Sta. Catherinaum branco, ou melhor um Arinto de grande classe, com uma estrutura e consistência admirável.

Recomendo-lhes vivamente este Morgado de Sta. Catherina - Reserva 2010um branco de excelente recorte. Das várias e belíssimas harmonizações que já tive o privilégio de efetuar com este vinho, deixo-vos a sugestão. Experimente-o a acompanhar com uns bifes de atum, harmonização simplesmente fabulosa!
  
Notas de Prova

Cor amarelo citrino levemente carregadoAroma dominado por notas a citrinos numa versão subtilmente compotada, ao abrir-se soltam-se algumas notas mais tropicais a ananás e leves sugestões a mel, tudo muito bem balanceado por uma excelente mineralidade e uma suave envolvencia a barrica. Na boca mostra-se fresco, cheio e bastante equilibrado, excelente simbiose entre a fruta, as notas meladas, a madeira e uma mineralidade bastante correta, final elegante e discreto.

Nota Pessoal: 17
Preço: €5 a €10 (Ref.)


quinta-feira, julho 11, 2013

Loios (branco) 2012


Região (Doc) Alentejo . Castas Arinto, Rabo de Ovelha e Roupeiro . Produtor J. Portugal Ramos . Enólogo João Portugal Ramos . Tipo Branco .  Ano 2012  .  Álcool 12,5%

Este é certamente um dos vinhos que, para a maioria dos que por aqui passam, dispensa qualquer tipo apresentação. Contudo, para os que ainda não tiveram oportunidade de o provar, apraz-me apenas dizer o seguinte. Experimentem este Loios 2012! Um branco Alentejano com a assinatura de João Portugal Ramos.

Uma entrada de gama belíssima! Fresco, saboroso e a um excelente preço. Um vinho muito consensual, tal como na sua versão tinto, a relação qualidade/preço é sem duvida alguma o seu grande trunfo.

Pronto para todas frentes, é realmente um vinho que se adapta perfeitamente a variadíssimas situações e a um vasto leque de harmonizaçõesLoios 2012, um vinho a beber.  Aproveite! 


Notas de Prova

Aspecto amarelo citrino, límpido e levemente brilhanteAroma intenso, marcado por alguma fruta branca (ameixa), lima e um subtil toque vegetal. Paladar fresco e bastante equilibrado, onde se sobressai alguma secura, boa fruta, e uma acidez muito bem integrada a suportar um conjunto algo cheio e saboroso. Termina longo.

Nota Pessoal: 15,5
Preço: €2 a €5 (Ref.)



quinta-feira, junho 27, 2013

Hexagon 2008


Região (Doc) Setubal . Castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah, Tinto Cão e Tannat . Produtor José Maria da Fonseca . Enólogo Domingos Soares Franco . Tipo Tinto .  Ano 2008  .  Álcool 13,5%

Já lá vai algum tempo, desde da minha última publicação, tempo de outros afazeres!
É certo que este mesmo tempo, pelo menos por terras Lusas, não está para aventuras. Escrever sobre vinhos nos tempos que correm, faz sentido se tivermos a noção que estamos a escrever essencialmente para um público que maioritariamente vive num País em crise e cuja a palavra de ordem designa-se por "contenção"

No entanto, cada vez mais notório é o aumento do número de visitantes oriundos de outras paragens, muitas delas, bastante mais afortunadas do que a nossa, procurando essencialmente o melhor que temos para oferecer. Este é motivo suficiente para que, de quando em vez, se publiquem alguns destes vinhos de topo. Mostrar a quem puder pagar por eles a excelência dos vinhos Portugueses. Como no caso deste Hexagon, o topo de gama da José Maria da Fonseca.

Nunca é demais realçar a grandiosidade desta casa, apesar de já muito se ter escrito sobre estes seus vinhos, será sempre um enorme prazer provar e apresentar aqui no Lugar de Baco as novas colheitas do Hexagon, um vinho de grande categoria, cuja a colheita de 2003, a primeira que provei, deixou-me realmente a sua marca.
Posteriormente,  com o Hexagon 2005, a coisa já não me correu tão bem, tive pressa, provei-o cedo demais! Enfim! Por vezes acontece! Não sei se a culpa foi inteiramente minha, por o ter provado logo que chegou ao mercado, ou se foi fruto de uma comercialização ligeiramente prematura.

Um vinho produzido apenas em anos de qualidade certificada, com cuidados redobrados, assente numa combinação de seis castas, nacionais e estrangeiras e com as quais Domingos Soares Francoatravés da sua mestria, consegue demonstrar o verdadeiro potencial destes nossos vinhos Portugueses.

Falar deste Hexagon 2008, é falar uma vez mais de um vinho de grande classe. Com estágio de cerca de catorze meses em meias pipas novas de carvalho francês e em garrafa desde Março de 2011. Um vinho que apesar de desde já ter muito para nos oferecer, apresenta uma estrutura com grande potencial de evolução. Tal como as colheitas anteriores, um vinho que não quer pressas, vinho para muitos e bons anos.
Merecedor de cuidados, bons copos, temperatura adequada (16ºC). Uma boa harmonização com bons pratos de carnes, queijos  e a indispensável companhia de bons amigos.

Notas de Prova

Aspecto rubi carregado, profundo. Aroma discreto, algo complexo, demarcado por notas a fruta preta, ponteado por um subtil toque floral, suavemente vegetal, com algum chocolate preto e um leve tostado. Paladar boa complexidade, excelente equilíbrio entre o vigor e elegância, o que lhe confere  uma excelente frescura de boca,  mantém as boas notas a fruta preta, o toque vegetal e uma madeira muito bem integrada. Taninos  de grande qualidade. Final elegante e prolongado.

Nota Pessoal: 17,0
Preço: €39,50 (Ref.)



PS. Amostra enviada pelo produtor.

quinta-feira, março 14, 2013

Quinta de Camarate 2009


Região (Doc) Setúbal . Castas Touriga Nacional, Aragonez, Cabernet Sauvignon e Castelão . Produtor José Maria da Fonseca . Enólogo Domingos Soares Franco . Tipo Tinto .  Ano 2009  .  Álcool 13%
  
Deram-lhe o nome da quinta de onde provem, Quinta de Camarate. Situada em Azeitão e pertença da José Maria da Fonseca à praticamente 100 anos, conta com uma área de cerca de 110ha, dos quais, 40ha são de vinha. Tendo em conta as castas já existentes e a introdução, em 1994, de novas  castas, assim como algumas replantações, faz com que a José Maria da Fonseca conte com uma colecção ampelográfica de cerca de 560 Castas, portuguesas e estrangeiras. A restante área da Quinta de Camarate, destina-se ao pastoreio de ovelhas, daqui que sai o famoso Queijo de Azeitão.

Apesar de bastante familiarizado com os vinho José Maria da Fonseca, e concretamente com o vinho em questão, confesso que esta colheita foi uma agradável surpresa, gostei! Este Quinta de Camarate 2009, para mim, está uns pontos acima das colheitas anteriores.

Um vinho bem feito, equilibrado e com graça. Aqui está um vinho capaz de agradar um leque bastante vasto de apreciadores. Como harmonização, deixo, neste caso, a sugestão mais natural, o Quinta de Camarate 2009 com o próprio e famoso Queijo de AzeitãoO preço faz dele uma boa compra.

Notas de Prova

Aspeto rubi, profundo. Aroma intenso e fresco, carregado de notas a fruta  de baga preta madura (cereja, framboesa, groselha ...), boas sugestões vegetais e um leve toque a pimentos, ponteado por subtis notas a tosta. Paladar intenso mas com excelente equilíbrio entre o vigor e elegância  confere as boas notas a fruta, o toque vegetal, assim como a subtil barrica, corpo médio, taninos presentes mas muito bem integrados num conjunto guloso e fresco. Final medianamente persistente.

Nota Pessoal: 16
Preço: €7,50 (Ref.)



PS. Amostra enviada pelo produtor.

sexta-feira, março 01, 2013

Charme 2010


Região (Doc) Douro  .  Castas Tinta Roriz, Touriga Franca, outras  Produtor Niepoort Vinhos .  Enólogo Dirk Niepoort e Luís Seabra   Tipo Tinto Ano 2010 . Álcool 13,0%

Charme, nascido no coração Douro, mais própria-mente no Vale do Mendiz, em pleno vale do rio Pinhão. Onde pequenos vinhedos de cepas, com 70 e mais de 100 anos, lhe dão a proveniência.Um vinho algo singular por estas bandas, reluzente de cuidados e particularidades.

Vinificado em lagares de pedra, onde o engaço permanece durante o suave pisa pé e a curta maceração no lagar. Vem a terminar a fermentação alcoólica e maloláctica em barricas de carvalho francês,  onde permanece em estágio por cerca de catorze meses.

Um vinho,  que prima pela elegância e requinte, desde a distinta garrafa de traços borgonhês de vidro pesado e a sua longa rolha, à delicadeza e a finesse do seu néctar. Em boa verdade tudo se compadece com o seu próprio nome, Charme.

Já por umas poucas vezes me cruzei com este vinho, outras colheitas é certo, mas sempre possessor de uma coloração algo aberta e de uma requintada elegância. Este é realmente o fio condutor deste vinho, onde Dirk Niepoort vem a depositar a sua inspiração provinda dos Grands Cru Bergonha.
Já vai para algum tempo que recebi este Charme 2010, apesar da tentação, fui adiando a sua prova, talvez por uma crença pessoal. O vinho está pronto para ser apreciado, mas obviamente é um jovem que agradece tempo. Um vinho que só não me surpreendeu pela extrema elegância porque já lhe conhecia o registo, apesar disso é sempre um vinho que nos prende a atenção e nos retira algumas certezas.
Se o levar à mesa faça-o de preferência com carnes brancas pouco condimentadas. O preço é por certo uma limitação, contudo haverá sempre quem o possa pagar.

Notas de Prova

Aspeto rubi claro, abertoAroma expressivo, requintado e elegante, onde  notas a fruta de baga vermelha surgem envolvidas por manifestas notas a tosta e algum tabaco, num fundo vegetal com sugestões a mato, boa complexidade e persistênciaPaladar marcado, por uma enorme finura e elegância, algo especiado, com taninos presentes mas muito bem integrados num conjunto sedoso e fresco. Medianamente encorpado termina longo e persistente.

Nota Pessoal: 17,5
Preço: €60,00 (Ref.)


PS. No rótulo, Ficha técnica em QR. (Cód. Barras bidimensional)
Amostra enviada pelo produtor.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Bétula 2011



Região (Doc) Douro  .  Castas Viognier e Sauvignon Blank .  Produtor Catarina Montenegro Santos Enólogo Francisco Montenegro . Tipo Branco Ano 2011 . Álcool 13,0% 

Muitos foram os que já escreveram sobre este vinho, ano após ano, é presença assídua em quase toda a blogosfera vínica nacional! Um vinho que sai claramente reforçado nesta sua edição 2011, já aqui apresentado nas suas colheitas 2009 e 2010.
É um facto que o ano 2011 foi um ano bom, é um facto que as jovens cepas têm mais um ano, é um facto que estão plantadas numa das melhores regiões do País, mas também é um facto que Francisco Montenegro tem aqui um excelente trabalho. Ainda que o sotaque teime em evidenciar-se, o Viognier e Sauvignon Blank, vão-se mostrando muito bem integrados em Barrô, Vale do Douro.
Apesar de defensor das castas Portuguesas, dou a mão à palmatória, as escolhas destas castas deram este excelente resultado.
Gostei! Gostei deste Bétula 2011, apesar do bom nível a que este vinho nos habituou conseguiu, nesta sua última colheita, superar-se. Este vinho ganhou equilíbrio, elegância, ganhou seriedade sem perder a graça. Um vinho muito bem feito e de excelente pendor gastronômico!

Notas de Prova
Aspeto amarelo citrino, límpido e brilhante. Aroma expressivo e elegante, onde se evidenciam notas fruta, alperce, melão e alguma toranja, tudo brindado por um subtil toque floral, onde sugestões minerais marcam o compasso e potenciam a frescura do conjunto. Paladar confere as boa notas  a fruta, mostrando um ténue toque vegetal, não evidenciado no aroma, assim como um subtil binómio de tosta e mel, envolvido por uma excelente mineralidade e frescura, num conjunto untuoso e bastante harmonioso. Termina longo e persistente.
Nota Pessoal: 17
Preço(Ref): €13,00 



     
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