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sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Frei Gigante 2011



 Região (Doc) Açores - Pico . Castas Arinto (+90%), Verdelho e Tarrantez . Produtor Cooperativa vitivinícola da Ilha do Pico Enólogo Maria Álvares . Tipo Branco Ano 2011 . Álcool 13,5% 
  

Escolhi para início deste novo ano de publicações, uma referência incontornável dos vinhos Açorianos, um habitué neste blog, Frei Gigante, versão 2011Um Picaroto de destaque, já aqui apresentado nas suas colheitas 2007 e 2009. Para conhecerem um pouco mais, poderão sempre rever as edições anteriores.
  
Este é provavelmente o vinho Açoriano, que mais recomendo, não só por se tratar de um dos melhores produzidos nos Açores, mas também por ser aquele que melhor relação qualidade/preço apresenta. Como já referi um vinho obrigatório para quem quer realmente conhecer os vinhos Açorianos.

Em minha opinião igualmente obrigatória, deveria ser a sua presença em toda a carta de vinhos da restauração Açoriana, acredito que para quem visita os Açores será um prazer degustar este Frei Gigante com alguns dos nossos excelentes pratos de peixe e marisco.

   
(Arroz de Cherne)

Gostaria ainda de deixar aqui um elogio à CVIP (Cooperativa Vitivinícola da ilha do Pico), pela manifesta preocupação que tem vindo a demonstrar com a imagem dos seus vinhos. Parabéns pela nova roupagem deste seu Frei Gigante 2011, e do seu novo Lagido Reserva 2004.

Provei este Frei Gigante 2011 praticamente quando chegou ao mercado, pareceu-me precisar de um pouco mais de tempo. Voltei a prová-lo mais umas quantas vezes. Em boa verdade, pareceu-me que paulatinamente veio a evoluir no bom sentido. Pessoalmente acho que este vinho ganhou um pouco mais de finura e elegância relativamente às colheitas anteriores. Continua no patamar de referência que nos habituou.

Notas de Prova

Aspeto amarelo palha, límpido e levemente brilhante. Aroma medianamente intenso, marcado essencialmente pela tropicalidade do ananás e de ténues sugestões a melão, envolto num suave toque mineral. Paladar seco, a confirmar as sugestões frutadas do aroma, temperado por uma boa acidez e uma mineralidade que lhe confere frescura. Corpo médio, final de boca levemente persistente e subtilmente salgado.
  
Nota Pessoal: 16
Preço(Ref): €6,50 (Açores)  


sexta-feira, novembro 30, 2012

Quinta da Jardinete Chardonnay 2011



 Região Açores-São Miguel .   Castas Chardonnay Produtor Topic & Rebelo, Soc.Agrícola,Lda .   Tipo Branco Ano 2011 . Álcool 13,0% 
  

De volta aos vinhos Açorianos! A minha afinidade é óbvia, mas em boa verdade, não o suficiente para me ofuscar a visão.
  
Atualmente é um facto! Nos Açores, já conseguimos ter um leque vinhos (brancos), bastante interessantes, pena serem poucos e em poucas quantidades. Este Quinta da Jardinete Chardonnay 2011, é certamente um destes casos, um vinho Regional dos Açores oriundo de São Miguel, fruto de um pequeno e interessante projeto, dirigido pelo Eng. Mário RebeloUm vinho digno de referência e destaque no cenário vínico Açoriano. Esta é a segunda edição deste Chardonnay "Micaelense".
  
Sou daqueles que acredita que o  enfoque, tem de estar no que de melhor se faz lá fora, deixando que as especificidades próprias destas terras de chão de lava banhadas pelo Atlântico, lhes coloquem o cunho, a identidade. Estes são factores que bem controlados poderão ser uma mais valia para os vinhos Açorianos, até porque os consumidores cada vez mais tendem a procurar novos argumentos como forma de fugir à rotina dos vinhos bem feitinhos e frutadinhos.
  

Notas de Prova
  
Um Branco interessante e de excelente pendor gastronômico.  A sua acidez está excelente, diria mesmo, para mim, é de certa forma um garante da qualidade deste vinho. Por este facto e em "minha opinião", este vinho deverá ser apreciado novo, enquanto mantém esta vivacidade. Apesar da sua similaridade com a colheita anterior, este Quinta da Jardinete Chardonnay 2011 parece-me ainda mais afinado.
  
Aspecto amarelo citrino, levemente brilhante. Aroma discreto, marcado por notas a ananás, pêssego alguma pêra e uma leve sugestão a chá. Paladar boa intensidade, confere e a reforça as evidencias aromáticas. Onde se destaca uma boa estrutura e uma excelente acidez a retemperar o conjunto e a evidenciar um subtil salgado/iodado presente num final de boca levemente persistente.


Nota Pessoal: 16,0
Preço(Ref): €12,50 (Açores)

terça-feira, outubro 23, 2012

Redoma Rosé 2011



Região (Doc) Douro . Castas Tinta Amarela, Touriga Franca e Outras Produtor Niepoort Vinhos, Sa . Enólogo Dirk Niepoort Tipo Rosé .  Ano 2011 . Álcool 12,0%

Notório, o espaço que os rosés têm vindo a ganhar nestes últimos anos. Feitos para serem bebidos bastante jovens, são vinhos detentores de uma coloração rosada bastante apelativa, promovem sensações de uma agradável leveza e frescura, assim como nos podem oferecer interessantes harmonizações.

Na realidade em Portugal, os rosés eram poucos e salva um par de excepções, com níveis de exportação muito interessantes, eram na sua generalidade olhados de lado por muitos. Reflexos, de uma fraca qualidade que perdurou tempo demais, talvez por um mercado que por sua vez também nunca se mostrou muito exigente.

contacto praticamente inexistente com rosés de grande qualidade, oriundos de outras paragens, Sul França (Provance, Côtes du Rhône) ou mesmo de Toscana em Itália, também viria a contribuir para que não se valoriza-se o potencial deste vinho, à conta desta empatia generalizada viria-se a protelar a aposta na melhoria da sua qualidade e consecutivamente os olhares  enviesados  para estes  rosés, em Portugal, mantinham-se.

Felizmente hoje em dia, apesar do muito trabalho que há ainda a fazer, já começa a ser
visível o esforço que tem vindo ser despendido na concepção destes vinhos, a precessão da existência de algum potencial e de um nicho de mercado a explorar, levou a que se começa-se olhar para os rosés com outro cuidado e empenho.

Em 1999  a Niepoort, lança o seu primeiro rosé, alguns anos depois, pelas mãos  do seu produtor chega-me a versão 2011 deste Redoma Rosé, confesso que estava expectante por se tratar de um Redoma, esperava algo diferente e desafiador, o que de resto acabaria por se vir a verificar. Um rosé com um registo algo diferente e muito interessante.

A origem em cepas com idades entre os 30 e 60 anos, uma fermentação em barricas novas de carvalho francês, e o estágio de 6 meses em Inox, foram obviamente determinantes para a qualidade deste vinho.

N
otas de Prova


Um rosé sério, quase sisudo se tivermos presente o perfil jovial com que  estes vinhos habitualmente se nos apresentam. Gostei! Gostei da seriedade, da forma e do estilo com que se apresentou. Um Rosé de quem arriscaria a dizer que uma breve guarda poderá despoletar boas surpresas.
Claramente um vinho de perfil gastronómico, feito para ser degustado à mesa.

Aspecto rosado vivo e levemente brilhante. Aroma intenso, marcado por notas a fruta de baga vermelha e um leve toque vegetal, brindado por um subtil especiado e uma envolvência mineral muito correcta que lhe potencia a frescuraPaladar desafiante, marcado por uma secura moderada, com boa fruta, num conjunto fino, complexo e bem estruturado, uma boa acidez  e um final elegante e persistente.
  
Nota Pessoal: 16
Preço: €7,20 (Ref.)
  
PS. Amostra enviada pelo produtor.

sexta-feira, setembro 28, 2012

Diálogo 2010 (T) e Diálogo 2011 (B)





Da família "Fabulosos", denominação Niepoort para estes seus vinhos cujo o nome e a roupagem ganham especificidades conforme o País a que se destinam, eis a sua última geração para o mercado Português, Diálogo 2010 (tinto) e Diálogo 2011 (branco).

Em 2002  Dirk Niepoort  cria um novo conceito. Para o mesmo vinho um rótulo desenvolvido especificamente para cada mercadoÉ de facto um conceito extremamente interessante e inovador, e pelo que sei um case study.

Estes vinhos, para além do seu agradável e prazeroso néctar, pretendem também, através dos os seus criativos rótulos, ilustrados por artistas locais, cujo a temática envolve normalmente menções históricas, vínicas e outras alusões a factos típicos e circunstanciais dos Países a que se destinam, captar-nos a tenção e despertar-nos a curiosidade

Esta é a entrada de gama da Niepoort, vinhos feitos para serem agradáveis, para se beberem e desfrutar, ideal para fomentar o gosto e a curiosidade pelo vinho, assim como, em outras paragens, uma boa forma de abordagem  ao vinho Português.



Diálogo - Tinto 2010
 

Região: Douro
Castas: Touriga Franca,Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Outros
Tipo: Tinto
Ano: 2010
Álcool: 13,0%


  
Notas de Prova:

O mesmo vinho a mesma colheita? Não obstante a diferença de rótulos, em que o Diálogo Guimarães 2010, associa a Niepoort à celebração da cidade de Guimarães, Capital Europeia da cultura 2012, não existem diferenças entre estes Diálogo 2010, foi esta a convicção com que fiquei após os ter provado, estarei errado? Não creio,  mas ...

Sem duvida um vinho bem feito, correto e fresco, encerra em si alguma tipicidade Duriense e cumpre muito bem o seu propósito.

Aspecto rubi. Aroma fresco marcado por notas a frutos vermelhos e um leve toque a vegetal entre o mato e o adocicado da erva seca. Paladar  polido, dominado pela frescura da fruta e uma leve envolvência vegetal, um tinto bem arrumado e sem arestas, termina razoavelmente longo e agradável, excelente aptidão gastronômica .
  


Nota Pessoal: 15,5
Preço: €7,25 (Ref.)  




Diálogo - Branco 2011
  

Região: Douro
Castas: Rabigato, Codega do Larinho, Gouveio, Dona Branca, Viosinho, Bical e Outras
Tipo: Branco 
Ano: 2011
Álcool: 13,5%







Notas de Prova:

Um Diálogo branco na sua segunda edição, a mesma filosofia, o mesmo conceito. Uma entrada de gama da Niepoort, feito para cativar e agradar.

Um vinho cujo o registo parece-me adequado para o tipo de perfil expectável para este vinho, em minha opinião, falta-lhe apenas um pouco mais de afinação.

Um vinho, que ganha claramente alguma definição e equilíbrio após algum tempo de arejamento. Certamente encontrará uns quantos que lhe apregoarão os méritos.


Aspecto amarelo citrino, levemente brilhante Aroma discreto marcado por leves notas cítricas, e ténues sugestões florais, envoltas num adocicado que se embrenha por entre uma suave mineralidade. Paladar menos evidências cítricas, e mais pêssego sumarento. Bom volume de boca, e uma ligeira acidez que retempera o conjunto e atenua, de certa forma, o subtil açúcar residual presente num final de boca levemente persistente e prolongado. 



Nota Pessoal: 15,0
Preço: €6,20 (Ref.)

  

PS. Amostras facultadas pelo produtor  

quarta-feira, agosto 22, 2012

Quinta da Lixa





Vindos da Quinta da Lixa,  estes foram os vinhos que durante este verão de 2012, desfilaram praticamente por toda a eno-blogosfera portuguesa, a imagem de vinho de verão despretensioso, agradável e de baixo custo, foi claramente o ponto de concórdia.

Um projecto que começa a tomar forma em 1986, com a junção de alguns vinhedos familiares, e que vem em 1992, com a aquisição da Quinta da Lixa a despoletar na constituição de uma empresa com seu nome Quinta da Lixa, Soc. Agr. Lda.

A aposta foi subindo de tom, segui-se a a aquisição da Quinta do Sanguinhedo com mais 22 hectares vinha, e com ela nasce um novo projecto, o enoturismo.

Actualmente contam já com 52 hectares de vinha, onde  essencialmente predominam castas Alvarinho, Trajadura e Loureiro.

Uma correcta visão e posicionamento num nicho de mercado, onde os vinhos têm o propósito de serem leves, frescos, agradáveis e bastante acessíveis, mostra a forma inteligente com que Óscar Meireles apoiado pelo enólogo Carlos Teixeira gere este projecto familiar, mantém toda a vertente produtiva e comercial extremamente bem focada neste propósito e quando assim é os sucessos avizinham-se.

Há um aspecto que é sempre bom relembrar. Os vinhos, mesmos os mais simples podem sempre ser muito bons, dentro das suas categorias, e como tal assim deverão ser entendidos. Os escritos, as opiniões mais coerentes, normalmente deveriam ter unicamente um sentido, o que poderá o consumidor esperar de um vinho, tendo em conta o que terá de pagar por ele. 
Por este facto, quando pedem uma opinião sobre que vinho recomendaria, a pergunta é inevitável. Quanto estão dispostos a pagar por ele?   


Quinta da Lixa  - 2011



Região: Vinhos Verdes
Castas: Loureiro, Trajadura e Alvarinho
Tipo: Branco (Verde)
Ano: 2011
Álcool: 11,5%








Notas de Prova:

Um vinho despretensioso, bem feito, leve e fresco, uma agradável companhia de verão. O seu baixo teor alcoólico permite-nos desfrutar mais prolongadamente da sensação de leveza e frescura que estes vinhos têm para nos oferecer.

Uma belíssima companhia para entradas e partos leves, típicos de verão como ele próprio.     

Aspecto citrino de tom levemente pálido e algo brilhanteAroma delicado marcado por notas cítricas e um leve toque tropical. Paladar no essencial confere as sensações aromáticas, afinado e com uma correcta acidez a proporcionar-lhe uma agradável sensação de fina frescura ao longo de toda a prova.  


Nota Pessoal: 15
Preço: €2,99 (Ref.)  





Aroma das Castas - Alvarinho/Trajadura 2011



Região: Vinhos Verdes
Castas: Alvarinho e Trajadura
Tipo: Branco (Verde)
Ano: 2011
Álcool: 12,5%








Notas de Prova:

Um vinho agradável e bem conseguido. Mais um boa consequência da combinação entre as castas Alvarinho e Trajadura, mantendo o registo de vinho de verão, apraz-me dizer venham elas !    

Aspecto amarelo citrino, levemente brilhante Aroma expressivo e persistente, onde para alem das nuances frutadas a pêssego, pêra, descortinam-se leves notas florais a aludir-nos algo citrino, flor de laranjeira tal como a ilustração do rotulo pretende descortinar. Paladar fresco e com alguma vivacidade, provocado por um bom nível de acidez, potenciado pela presença de um leve gás carbónico que se vai manifestando por meio elegantes e abundantes agulhas ao longo de toda a prova, a fruta confere e acaba mesmo por ser dominante, termina fresco e medianamente persistente.



Nota Pessoal: 15,5
Preço: €3,99 (Ref.)  


Pouco Comum - Alvarinho 2011



Região: Minho(Regional Vinhos Verdes)
Castas: Alvarinho
Tipo: Branco (Verde)
Ano: 2011
Álcool: 12,5%








Notas de Prova:

Um Alvarinho "Pouco Comum", no nome? Talvez não só! O vinho está agradá-vel e feito com este propósito. Dado o seu perfil cheio e subtilmente adocicado, poderá funcionar bastante bem, também, como aperitivo. 

Aspecto amarelo citrino, levemente brilhante Aroma agradável impregnado de notas cítricas (lima, limão, tangerina), onde leves notas florais e alguma tropicalidade também marcam presença. Paladar aqui o pendor tende mais para as notas a fruta tropical. Boa estrutura e volume, onde uma correcta acidez e alguma mineralidade permitem a integração do ligeiro açúcar residual que teima em transparecer no seu final de boca levemente prolongado. 

Sem duvida alguma um Alvarinho muito acessível, que irá agradar a muita gente. 

Nota Pessoal: 15,5
Preço: €4,29 (Ref.)  



Terras do Minho - Touriga Nacional 2011 (Rosé)



Região: Vinhos Verdes
Castas: Touriga Nacional
Tipo: Rosé
Ano: 2011
Álcool: 11,0%








Notas de Prova:

Mais um vinho próprio para época estival, um rosado TN com apenas 11% de álcool, Screw-cap à parte, a imagem está bastante apelativa, assim como o seu preço beba-se!      

Aspecto rosado vivoAroma fresco e delicado, onde sobressaem boas notas a fruta vermelha, morangos, groselha ..., com leves sugestões florais. Paladar  igualmente fresco onde as notas a fruta vermelha agora surgem de uma forma mais subtil , permitindo que leves sugestões vegetais se embrenham no conjunto e que através de uma correcta acidez e um leve gás carbónico,  se vislumbre uma sensação dictómica, a levíssima doçura de uma fruta fresca, contracena com um final seco e levemente persistente.

Nota Pessoal: 14,5
Preço: €2,99 (Ref.)


PS. Amostras facultadas pelo produtor  
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