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sexta-feira, setembro 28, 2012

Diálogo 2010 (T) e Diálogo 2011 (B)





Da família "Fabulosos", denominação Niepoort para estes seus vinhos cujo o nome e a roupagem ganham especificidades conforme o País a que se destinam, eis a sua última geração para o mercado Português, Diálogo 2010 (tinto) e Diálogo 2011 (branco).

Em 2002  Dirk Niepoort  cria um novo conceito. Para o mesmo vinho um rótulo desenvolvido especificamente para cada mercadoÉ de facto um conceito extremamente interessante e inovador, e pelo que sei um case study.

Estes vinhos, para além do seu agradável e prazeroso néctar, pretendem também, através dos os seus criativos rótulos, ilustrados por artistas locais, cujo a temática envolve normalmente menções históricas, vínicas e outras alusões a factos típicos e circunstanciais dos Países a que se destinam, captar-nos a tenção e despertar-nos a curiosidade

Esta é a entrada de gama da Niepoort, vinhos feitos para serem agradáveis, para se beberem e desfrutar, ideal para fomentar o gosto e a curiosidade pelo vinho, assim como, em outras paragens, uma boa forma de abordagem  ao vinho Português.



Diálogo - Tinto 2010
 

Região: Douro
Castas: Touriga Franca,Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Outros
Tipo: Tinto
Ano: 2010
Álcool: 13,0%


  
Notas de Prova:

O mesmo vinho a mesma colheita? Não obstante a diferença de rótulos, em que o Diálogo Guimarães 2010, associa a Niepoort à celebração da cidade de Guimarães, Capital Europeia da cultura 2012, não existem diferenças entre estes Diálogo 2010, foi esta a convicção com que fiquei após os ter provado, estarei errado? Não creio,  mas ...

Sem duvida um vinho bem feito, correto e fresco, encerra em si alguma tipicidade Duriense e cumpre muito bem o seu propósito.

Aspecto rubi. Aroma fresco marcado por notas a frutos vermelhos e um leve toque a vegetal entre o mato e o adocicado da erva seca. Paladar  polido, dominado pela frescura da fruta e uma leve envolvência vegetal, um tinto bem arrumado e sem arestas, termina razoavelmente longo e agradável, excelente aptidão gastronômica .
  


Nota Pessoal: 15,5
Preço: €7,25 (Ref.)  




Diálogo - Branco 2011
  

Região: Douro
Castas: Rabigato, Codega do Larinho, Gouveio, Dona Branca, Viosinho, Bical e Outras
Tipo: Branco 
Ano: 2011
Álcool: 13,5%







Notas de Prova:

Um Diálogo branco na sua segunda edição, a mesma filosofia, o mesmo conceito. Uma entrada de gama da Niepoort, feito para cativar e agradar.

Um vinho cujo o registo parece-me adequado para o tipo de perfil expectável para este vinho, em minha opinião, falta-lhe apenas um pouco mais de afinação.

Um vinho, que ganha claramente alguma definição e equilíbrio após algum tempo de arejamento. Certamente encontrará uns quantos que lhe apregoarão os méritos.


Aspecto amarelo citrino, levemente brilhante Aroma discreto marcado por leves notas cítricas, e ténues sugestões florais, envoltas num adocicado que se embrenha por entre uma suave mineralidade. Paladar menos evidências cítricas, e mais pêssego sumarento. Bom volume de boca, e uma ligeira acidez que retempera o conjunto e atenua, de certa forma, o subtil açúcar residual presente num final de boca levemente persistente e prolongado. 



Nota Pessoal: 15,0
Preço: €6,20 (Ref.)

  

PS. Amostras facultadas pelo produtor  

quarta-feira, agosto 22, 2012

Quinta da Lixa





Vindos da Quinta da Lixa,  estes foram os vinhos que durante este verão de 2012, desfilaram praticamente por toda a eno-blogosfera portuguesa, a imagem de vinho de verão despretensioso, agradável e de baixo custo, foi claramente o ponto de concórdia.

Um projecto que começa a tomar forma em 1986, com a junção de alguns vinhedos familiares, e que vem em 1992, com a aquisição da Quinta da Lixa a despoletar na constituição de uma empresa com seu nome Quinta da Lixa, Soc. Agr. Lda.

A aposta foi subindo de tom, segui-se a a aquisição da Quinta do Sanguinhedo com mais 22 hectares vinha, e com ela nasce um novo projecto, o enoturismo.

Actualmente contam já com 52 hectares de vinha, onde  essencialmente predominam castas Alvarinho, Trajadura e Loureiro.

Uma correcta visão e posicionamento num nicho de mercado, onde os vinhos têm o propósito de serem leves, frescos, agradáveis e bastante acessíveis, mostra a forma inteligente com que Óscar Meireles apoiado pelo enólogo Carlos Teixeira gere este projecto familiar, mantém toda a vertente produtiva e comercial extremamente bem focada neste propósito e quando assim é os sucessos avizinham-se.

Há um aspecto que é sempre bom relembrar. Os vinhos, mesmos os mais simples podem sempre ser muito bons, dentro das suas categorias, e como tal assim deverão ser entendidos. Os escritos, as opiniões mais coerentes, normalmente deveriam ter unicamente um sentido, o que poderá o consumidor esperar de um vinho, tendo em conta o que terá de pagar por ele. 
Por este facto, quando pedem uma opinião sobre que vinho recomendaria, a pergunta é inevitável. Quanto estão dispostos a pagar por ele?   


Quinta da Lixa  - 2011



Região: Vinhos Verdes
Castas: Loureiro, Trajadura e Alvarinho
Tipo: Branco (Verde)
Ano: 2011
Álcool: 11,5%








Notas de Prova:

Um vinho despretensioso, bem feito, leve e fresco, uma agradável companhia de verão. O seu baixo teor alcoólico permite-nos desfrutar mais prolongadamente da sensação de leveza e frescura que estes vinhos têm para nos oferecer.

Uma belíssima companhia para entradas e partos leves, típicos de verão como ele próprio.     

Aspecto citrino de tom levemente pálido e algo brilhanteAroma delicado marcado por notas cítricas e um leve toque tropical. Paladar no essencial confere as sensações aromáticas, afinado e com uma correcta acidez a proporcionar-lhe uma agradável sensação de fina frescura ao longo de toda a prova.  


Nota Pessoal: 15
Preço: €2,99 (Ref.)  





Aroma das Castas - Alvarinho/Trajadura 2011



Região: Vinhos Verdes
Castas: Alvarinho e Trajadura
Tipo: Branco (Verde)
Ano: 2011
Álcool: 12,5%








Notas de Prova:

Um vinho agradável e bem conseguido. Mais um boa consequência da combinação entre as castas Alvarinho e Trajadura, mantendo o registo de vinho de verão, apraz-me dizer venham elas !    

Aspecto amarelo citrino, levemente brilhante Aroma expressivo e persistente, onde para alem das nuances frutadas a pêssego, pêra, descortinam-se leves notas florais a aludir-nos algo citrino, flor de laranjeira tal como a ilustração do rotulo pretende descortinar. Paladar fresco e com alguma vivacidade, provocado por um bom nível de acidez, potenciado pela presença de um leve gás carbónico que se vai manifestando por meio elegantes e abundantes agulhas ao longo de toda a prova, a fruta confere e acaba mesmo por ser dominante, termina fresco e medianamente persistente.



Nota Pessoal: 15,5
Preço: €3,99 (Ref.)  


Pouco Comum - Alvarinho 2011



Região: Minho(Regional Vinhos Verdes)
Castas: Alvarinho
Tipo: Branco (Verde)
Ano: 2011
Álcool: 12,5%








Notas de Prova:

Um Alvarinho "Pouco Comum", no nome? Talvez não só! O vinho está agradá-vel e feito com este propósito. Dado o seu perfil cheio e subtilmente adocicado, poderá funcionar bastante bem, também, como aperitivo. 

Aspecto amarelo citrino, levemente brilhante Aroma agradável impregnado de notas cítricas (lima, limão, tangerina), onde leves notas florais e alguma tropicalidade também marcam presença. Paladar aqui o pendor tende mais para as notas a fruta tropical. Boa estrutura e volume, onde uma correcta acidez e alguma mineralidade permitem a integração do ligeiro açúcar residual que teima em transparecer no seu final de boca levemente prolongado. 

Sem duvida alguma um Alvarinho muito acessível, que irá agradar a muita gente. 

Nota Pessoal: 15,5
Preço: €4,29 (Ref.)  



Terras do Minho - Touriga Nacional 2011 (Rosé)



Região: Vinhos Verdes
Castas: Touriga Nacional
Tipo: Rosé
Ano: 2011
Álcool: 11,0%








Notas de Prova:

Mais um vinho próprio para época estival, um rosado TN com apenas 11% de álcool, Screw-cap à parte, a imagem está bastante apelativa, assim como o seu preço beba-se!      

Aspecto rosado vivoAroma fresco e delicado, onde sobressaem boas notas a fruta vermelha, morangos, groselha ..., com leves sugestões florais. Paladar  igualmente fresco onde as notas a fruta vermelha agora surgem de uma forma mais subtil , permitindo que leves sugestões vegetais se embrenham no conjunto e que através de uma correcta acidez e um leve gás carbónico,  se vislumbre uma sensação dictómica, a levíssima doçura de uma fruta fresca, contracena com um final seco e levemente persistente.

Nota Pessoal: 14,5
Preço: €2,99 (Ref.)


PS. Amostras facultadas pelo produtor  

segunda-feira, julho 16, 2012

Soalheiro Primeiras Vinhas - Alvarinho 2010



Região: Vinho Verde (Monção e Melgaço)
Castas: Alvarinho
Produtor: VinuSoalleirus (Quinta do Soalheiro)
Enólogo: António Luís Cerdeira
Tipo: Branco
Ano: 2010
Álcool: 13,0%

Um Alvarinho que dá pelo nome de Soalheiro - Primeiras Vinhas, um vinho obrigatório, evidência como poucos que a qualidade passa forçosamente pela tradição.   

Alvarinho, uma das castas brancas mais nobres de Portugal. A sua crescente mediatização, tem a levado a viajar para outras regiões e até mesmo para outros Países, mas é na sub-região de Monção e Melgaço, assim como Rias Baixas na Galiza,  onde esta melhor expressa  todo o seu carácter, aqui o terroier fala por si.

Haver vamos se as modas não lhe trocam as voltas e seu carácter e autenticidade não se perde por entre a ânsia de fazer vinhos correctinhos feitos simplesmente para agradar. Felizmente também aqui existem os resistentes os avessos a modas, e a todos eles (apesar de poucos) o meu mais sincero Bem-Aja! 

Soalheiro - Primeiras Vinhas Alvarinho 2010, produzido, pela família Cerdeira, mais propriamente por António Luís Cerdeira, enólogo e produtor,  é concebido a partir de uvas provenientes de  vinhas velhas, as primeiras  existentes na Quinta de Soalheiro em Melgaço, dai a sua designação de Primeiras Vinhas. Fermentou essencialmente em inox a temperaturas muito baixas, apenas 15% do volume total fermenta em cascos de carvalho usado, com manutenção das borras finas até início de Maio. 

Continuo e continuarei sempre a evidenciar os aspectos de maior relevância do processo de vinificação dos vinhos que apresento, e insisto, alguns destes são elementos imprescindíveis para que de certa forma se possa descortinar e relacionar algumas das características que estes mesmos vinhos evidenciam.

Sem duvida alguma, mais um dos fabulosos brancos que se produzem neste País, Soalheiro - Primeiras Vinhas Alvarinho 2010, provado entre outros e sem influencias da marca que orgulhosamente ostenta, foi simplesmente, o melhor  em prova. 



Notas de Prova:

Um branco de grande categoria, aqui o rigor é a palavra de ordem, um vinho   que deixa a sua marca, o seu carácter impregnado na memória gustativa dos que com ele se cruzam. Um vinho muito afinado e de um pendor gastronómico incrível.  

Aspecto amarelo citrino. Aroma discreto , abre-se um pouco após algum tempo no copo, mostra-nos um lado levemente vegetal e citrino, fresco e algo complexoPaladar fino, elegante e preciso,  carregado de subtilidades e uma boa dose de complexidade, fruta discreta afinca-lhe a graça, uma combinação perfeita, uma boa frescura sustentada por uma correcta acidez acompanha-o ao longo de toda a prova. Termina amplo e duradouro.

O Soalheiro - Primeiras Vinhas Alvarinho 2011, já chegou ao mercado, contudo e em jeito de conselho aproveite o colheita 2010, se puder e conseguir deixe a colheita 2011 esperar um pouco mais. Vinhos destes são para ser apreciados com calma e na companhia de uma gastronomia adequada. 



Nota Pessoal: 17,5
Preço: €14,00 (Ref.)

domingo, junho 24, 2012

Periquita - Reserva 2009



Região: Setúbal
Castas: Castelão, Touriga Nacional e Touriga Franca
Produtor: José Maria da Fonseca
Enólogo: Domingos Soares Franco
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,0%
  
Vinhos que perpetuam marcas e marcas que perpetuam vinhos. Desta feita um Periquita, na sua versão tinto, aquele que efectivamente carrega em ombros uma marca de outros tempos. Com registo datado de 1941  assume-se como a mais antiga marca de vinhos de mesa em Portugal.

Periquita o Castelão de José Maria da Fonseca, ou melhor o Castelão da Cova da Periquita, foi assim que o sucesso de uma casta (Castelão Francês) trazida do Ribatejo para a Península de Setúbal por volta de 1846, viria a ganhar nome próprio  "Periquita".

O vinho é cultura é tradição, carrega em si histórias das gentes e dos locais de onde vêm, e este é sem duvida um dos seus grandes fascínios, por isso mesmo o vinho vai muito para alem daquilo que um copo encerra, a pesar da minha constante preocupação em ser o mais objectivo possível, não me canso em aludir-vos! Envolvam-se, questionem, queiram saber das histórias, das castas, queiram saber deste mundo maravilhoso que o copo muitas vezes por incapacidade não nos consegue transmitir.

Comecem por aqui! Por visitar o site deste produtor JMF, queiram conhecer aquilo que não vos transmiti, não por não achar relevante, mas por achar que este trilho terá de ser vosso.

Agora è esta minha opinião sobre este belo tinto!  

Notas de Prova:

Um tinto agradável e consensual, para quem tem acompanhado colheitas anteriores um vinho de perfil perfeitamente consolidado. Penso que ao nível de provedores estes são pontos também eles consensuais. Todavia, pessoalmente acho que este vinho ganha ao ser bebido a temperaturas mais baixas, entre os 13 e 14 graus, atenua-lhe a jovialidade e a doçura da fruta. Claramente um vinho feito para ser bebido desde já, mas um pouco mais tempo poderá lhe promover alguma sobriedade.

Aspecto rubi de intensidade média. Aroma inicialmente discreto, perde um pouco da timidez inicial ao longo da prova. Com evidencias para as notas a boa fruta groselha e amora negra, alguma infusão e um levo toque a pimento. Paladar suave, de carácter frutado, num conjunto bem equilibrado e macio, taninos   bem arrumados e sem arestas, termina mediano no comprimento e intensidade.


Nota Pessoal: 16,0
Preço: €8,00 (Ref.)


PS. Amostras facultadas pelo produtor.

quinta-feira, maio 17, 2012

Saúde, Segurança e Higiene no Trabalho no Setor Vitivinícola


Há uns anos atrás, por questões profissionais tive o prazer de conhecer o Eng. Hélder Silva. Passados alguns anos viria-mo-nos novamente a cruzar desta feita em torno deste meu hobby, o Vinho. 

Dirigido ao setor vitivinícola, este excelente livro técnico tornar-se-á sem duvida alguma uma ferramenta auxiliar indispensável a toda a sua cadeia hierárquica técnica e directiva.   

Um excelente trabalho, bem ao estilo do seu autor. 




Poderá ser adquirido aqui.
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