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domingo, junho 24, 2012

Periquita - Reserva 2009



Região: Setúbal
Castas: Castelão, Touriga Nacional e Touriga Franca
Produtor: José Maria da Fonseca
Enólogo: Domingos Soares Franco
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,0%
  
Vinhos que perpetuam marcas e marcas que perpetuam vinhos. Desta feita um Periquita, na sua versão tinto, aquele que efectivamente carrega em ombros uma marca de outros tempos. Com registo datado de 1941  assume-se como a mais antiga marca de vinhos de mesa em Portugal.

Periquita o Castelão de José Maria da Fonseca, ou melhor o Castelão da Cova da Periquita, foi assim que o sucesso de uma casta (Castelão Francês) trazida do Ribatejo para a Península de Setúbal por volta de 1846, viria a ganhar nome próprio  "Periquita".

O vinho é cultura é tradição, carrega em si histórias das gentes e dos locais de onde vêm, e este é sem duvida um dos seus grandes fascínios, por isso mesmo o vinho vai muito para alem daquilo que um copo encerra, a pesar da minha constante preocupação em ser o mais objectivo possível, não me canso em aludir-vos! Envolvam-se, questionem, queiram saber das histórias, das castas, queiram saber deste mundo maravilhoso que o copo muitas vezes por incapacidade não nos consegue transmitir.

Comecem por aqui! Por visitar o site deste produtor JMF, queiram conhecer aquilo que não vos transmiti, não por não achar relevante, mas por achar que este trilho terá de ser vosso.

Agora è esta minha opinião sobre este belo tinto!  

Notas de Prova:

Um tinto agradável e consensual, para quem tem acompanhado colheitas anteriores um vinho de perfil perfeitamente consolidado. Penso que ao nível de provedores estes são pontos também eles consensuais. Todavia, pessoalmente acho que este vinho ganha ao ser bebido a temperaturas mais baixas, entre os 13 e 14 graus, atenua-lhe a jovialidade e a doçura da fruta. Claramente um vinho feito para ser bebido desde já, mas um pouco mais tempo poderá lhe promover alguma sobriedade.

Aspecto rubi de intensidade média. Aroma inicialmente discreto, perde um pouco da timidez inicial ao longo da prova. Com evidencias para as notas a boa fruta groselha e amora negra, alguma infusão e um levo toque a pimento. Paladar suave, de carácter frutado, num conjunto bem equilibrado e macio, taninos   bem arrumados e sem arestas, termina mediano no comprimento e intensidade.


Nota Pessoal: 16,0
Preço: €8,00 (Ref.)


PS. Amostras facultadas pelo produtor.

quinta-feira, maio 17, 2012

Saúde, Segurança e Higiene no Trabalho no Setor Vitivinícola


Há uns anos atrás, por questões profissionais tive o prazer de conhecer o Eng. Hélder Silva. Passados alguns anos viria-mo-nos novamente a cruzar desta feita em torno deste meu hobby, o Vinho. 

Dirigido ao setor vitivinícola, este excelente livro técnico tornar-se-á sem duvida alguma uma ferramenta auxiliar indispensável a toda a sua cadeia hierárquica técnica e directiva.   

Um excelente trabalho, bem ao estilo do seu autor. 




Poderá ser adquirido aqui.

sábado, maio 05, 2012

Preguiça - Reserva 2008


Região: Douro
Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz
Produtor: António Augusto Teixeira Fraga
Enólogo: José Pinheiro
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 13,5%
  
PreguiçaOriundo do Douro, do Douro superior de solos xistosos e de vinhas com mais de 20 anos. As castas, numa linguagem entre amigos os três T's, uma conjugação que nos é tão familiar nos vinhos desta região, e com a responsabilidade que lhe advém, não fosse esta conjugação responsável por alguns dos grandes vinhos que todos nós conhecemos.

Notas de Prova:

Um vinho harmonioso e agradável feito para dar prazer à mesa, apesar  da insinuação à complexidade aqui a abordagem é directa e franca o que para a estrutura deste vinho está muito bem.

Aspecto rubi levemente profundo. Aroma limpo e intenso marcado pelas notas típicas das castas que o compõem, frutos silvestres e um toque floral, levemente balsâmicoPaladar fresco e leve, marcado pela fruta e um leve toque vegetal, o subtil tostado vem dar-lhe alguma graça. Taninos vivos mas muito bem arrumados num conjunto medianamente encorpado e um final tambem ele mediano mas agradável.

Um bom vinho a um bom preço, estamos perante um reserva que estagiou 6 meses em barricas de carvalho francês, não podemos pedir muito mais. 
  

Nota Pessoal: 15,5
Preço: €5,00 (Ref.)


PS. Amostra facultada pelo produtor.

segunda-feira, abril 16, 2012

Pai Abel (branco) 2009



Região: Bairrada
Castas: Bical e Maria Gomes
Produtor: Quinta das Bágeiras /Mário Sérgio Alves Nuno
Enólogo: Rui Moura Alves
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 14,5%
  
A marca Quinta da Bágeiras, surge em 1989  pela mão de Mário Sérgio Alves Nuno, e hoje é sem duvida alguma, uma das grandes referência dos vinhos bairradinos.

Inicialmente com apenas 12 hectares de vinhas de pertença familiar, o jovem de então Mário Sérgio, com apenas 23 anos coloca mãos à obra, começando desde logo por chamar a si o engarrafamento do vinho produzido na quinta, anteriormente vendido a granel.  Desde logo as distinções vão-se sucedendo, arranca com um projecto para a produção de espumante, e vai consecutivamente investindo, procedendo a melhorias na adega e aumentando a área de vinha. 

Actualmente conta já com cerca de de 40 hectares de vinha subdivididos por 16 parcelas, meticulosamente escolhidas e onde as honras se concentram na casta tinta, Baga e nas duas castas brancas, Bical e Maria Gomes.

Aqui a família, a tradição  e a Bairrada, falam mais alto não há modernices nem maquilhagens. Aqui o vinho fala-nos do seu terroir!

Em 2009,  como  homenagem a seu pai, Abel Dias Nuno de 74 anos, Mário Sérgio cria uma nova referência um novo vinho e designa-lhe de Pai Abel.

Infelizmente produziram-se apenas 1380 garrafas, deste Pai Abel (branco) 2009, para tal, foi seleccionado uma parte de um lote de vinhas com aproximadamente vinte anos, e os seus bagos cuidadosamente vinificados, fermentando de uma forma lenta em barricas usadas de 225L de carvalho francês, importadas de Borgonha para o efeito. Aqui não houve colagens nem filtragens e o resultado, este, está simplesmente fabuloso.

Aguardemos pois, e brevemente teremos também um Pai Abel (tinto) 2009, depois deste branco as expectativas ficaram muito altas.

Os vinhos por vezes têm destas coisas, para além de nos proporcionarem uma prazerosa degustação, também nos contam histórias.

Notas de Prova:

Um branco de grande carácter e sobriedade, a solidez deste vinho é extraordinária! Excelente métrica! Muito sinceramente, penso que estamos perante um dos melhores brancos deste País.

Aspecto amarelo citrino. Aroma intenso e algo complexo com notas a fruta madura e uma leve conjugação de citrinos e flores, que se combinam com excelentes notas fumadas. Paladar elegantemente seco e sobrio, encorpado e untuoso, numa combinação perfeita e algo complexa entre um subtil frutado com nuances a feno e um belíssimo tostado resultante das barricas usadas. Uma estrutura perfeita e um pendor mineral  suportado por uma acidez solida e correctíssima. Termina muito longo e persistente.

Se puder prove-o, ainda restam algumas poucas botelhas na Garrafeira Nacional, se não for a tempo julgo a colheita 2010 já anda por  aí, não sei se estará já a este nível, mas estou quase certo que valerá bem os euros que custa.




Nota Pessoal: 18,0 
Preço: €17,90 (Ref.)

quinta-feira, março 01, 2012

Periquita (branco) 2011



Região: Península de Setúbal
Castas: Moscatel de Setúbal, Verdelho, Viognier e Viosinho
Produtor: José Maria da Fonseca
Enólogo: Domingos Soares Franco
Tipo: Branco
Ano: 2011
Álcool: 12,5%
  
Confesso que tenho boas recordações dos vinhos Periquita, a melhor de todas o seu tinto clássico de 1994. Enfim! Uma marca Portuguesa que faz parte da história viníca deste Pais. 

A primeira colheita deste branco, surge em 2006, mas só agora, com a colheita 2011, tive contacto com esta versão Periquita branco. Pelo que me constou, esta ultima colheita conta já, com algumas afinações, nomeadamente com a alteração das castas que o compõem. A saída do Arinto e a introdução  Verdelho, Viognier e Viosinho.

Informação sobre este produtor e o seu enólogo Domingos Soares Franco, poderá ser encontrada em outras publicações (aqui).

Notas de Prova:

Um branco agradável, suave e despretensioso, são os termos que me apraz usar para caracterizar este vinho. Um vinho para ser bebido já, e a acompanhar algo leve como ele próprio. 

Aspecto amarelo citrino, levemente pálido. Aroma medianamente intenso, onde se evidenciam algumas notas cítricas ou a flor de laranjeira, que se combinam com notas subtis a pêssego ... Paladar suave com alguma evidencia cítrica, num conjunto equilibrado, num registo de média/baixa frescura (acidez/mineralidade), terminando como começou suave e agradável.  

Como sugestão, tenha umas garrafas no frio para ir bebericando quando o tempo teimar em aquecer.


Nota Pessoal: 15,0
Preço: €5,00 (Ref.)


PS. Amostras facultadas pelo produtor.
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