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sexta-feira, dezembro 16, 2011

TERRAS D'ALTER ( Parte I )






Este projecto Terras d’Alter Companhia de Vinhos (aqui), nasce de uma parceria entre a Sociedade Agrícola das Antas, a Sociedade Agrícola do Monte Barrão, duas empresas com grande tradição agrícola na região de Portalegre e o enólogo australiano Peter Bright,a viver em Portugal desde 1982.

A Terras d'Alter, utiliza uvas produzidas pelos seus sócios, na região de Alter do Chão e Fronteira, embora em alguns casos recorra a outros produtores do Alto Alentejo, conforme as suas necessidades específicas.

Nesta Parte I da publicação, dos vinhos Terra d'Alter,  irei apresentar Touriga Nacional - Cabernet Souvignon-2009, Aragonez-2009 e Alicante Bouschet-2008, Três tintos alentejanos com perfil claramente novo mundo, feitos para agradar.




Terra d'Alter TN . CS - 2009
  


Castas: Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,5%








Notas de Prova:

Um vinho de 50% TN e 50% CS, estagiou em carvalho Francês entre  6 a 9 meses.   De facto denota-se a evidencia olfactiva da Touriga Nacional, enquanto no paladar a evidencia recai sobre a casta Cabernet Sauvignon. Um vinho correcto e  moderno feito para ser bebido e apreciado desde logo. 

Aspecto  rubi com rebordo violáceo, levemente  profundo e viscoso. Aroma ligeiramente intenso, onde predominam notas florais, alguma violeta característica da TN, fruta vermelha e negra madura, e onde discretas notas a tosta que lhe denunciam a passagem pelas barricas. Paladar intenso algo vibrante, onde as notas frutadas se escondem por entre  evidencias vegetais, boas notas tosta e especiarias, acompanhado por um ligeiro amargor,  conjunto levemente encorpado, com taninos bem presentes mas sem arestas, termina longo e persistente.   


Nota Pessoal: 16,0
Preço: €8,00 (Ref.)



Terra d'Alter  ARG - 2009


Castas: Aragonez (97%) e Viognier (3%)
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 14,5%









Notas de Prova:

Um vinho que segue a linha da modernidade, mostrando na sua essência as características da casta Aragonez,  escusado será dizer que não se dá pelos 3% de Viognier, apesar disto poderia em jeito de exercício tentar justificar o intuito da sua presença, mas não o farei, a explicação será mais apropriada ao enólogo. Está um vinho bastante correcto e de bom nível.     

Aspecto  rubi de média intensidade. Aroma algo intenso, onde predominam notas florais, frutos silvestre, ameixa, com nuances adocicadas temperadas por um tostado bastante bem integrado. Paladar intenso, onde predominam as notas frutadas, alguma tosta, especiarias, num conjunto bem estruturado, algo encorpado, rico em taninos finos e arrumados, termina fresco e atractivo.  


Nota Pessoal: 16,0
Preço: €7,50 (Ref.)  



Terra d'Alter  AB - 2008 
  

Castas: Alicante Bouschet 
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,5%









Notas de Prova:

Um vinho totalmente elaborado a partir da casta Alicante Bouschet, sem dúvida alguma a minha casta de eleição no Alentejo,  estagiou 14 meses em barricas novas de carvalho Francês. Um vinho que reflecte a pujança da casta, e necessidade de tempo para se mostrar. Apesar deste digno Alicante Bouschet poder desde já oferecer bastante prazer a quem o bebe, principalmente a acompanhar carnes com temperos fortes, não terei muitas duvidas em afirmar que mais um pouco de tempo em cave lhe trará algum beneficio.  

Aspecto  rubi bastante denso, praticamente opaco. Aroma predominam notas fruta negra, tosta, café e um ligeiro especiado acompanhado breves notas balsâmicas. Paladar a confirmar as boas notas fruta preta,  embalado por leves notas a tosta, chocolate negro,  especiarias e algum vegetal, num  conjunto fresco e seco bem estruturadode corpo bem dimensionado e taninos vivos e generosos, termina levemente longo e persistente. 

Nota Pessoal: 16,0
 Preço: €7,50 (Ref.)

quinta-feira, novembro 10, 2011

Quinta da Pedra Escrita - 2010




Região: Douro
Castas: Alvarinho, Rabigato, Verdelho e Viognier
Produtor: VDS
Enólogo: Rui Roboredo Madeira
Tipo: Branco
Ano: 2010
Álcool: 13,0%
  
Nota Introdutória:

Localizada em Freixo de Numão, no Douro Superior, a uma altitude média de 575 m, fica a Quinta da Pedra Escrita. Durante várias gerações pertenceu à família de Rui Roboredo Madeira, em 2007 é adquirida pela VDS, empresa da qual é sócio e enólogo.

Inicialmente plantam 12,5 hectares de castas brancas, Alvarinho, Rabigato, Verdelho e Viognier, por acreditarem que o granito dá origem a vinhos de extrema complexidade e de grande longevidade. Em 2011 preparam  o solo para plantar mais um hectare de Alvarinho e 3,5 hectares de castas tintas. Mais uma aposta, mais um novo e interessante projecto VDS (aqui).

Quinta da Pedra Escrita 2010, desde logo apercebemo-nos do cuidado despendido para com a apresentação deste vinho, não posso deixar de elogiar a preocupação com sua roupagem,  no fundo todos sabemos que a imagem também conta, nem que seja pelo simples facto de nos despertar a atenção para a sua existência.

No meu caso não foi bem assim, até porque não fui eu que dei pela sua existência mas sim ele pela minha, através de um amigo que fez a gentileza de me oferecer umas garrafitas.

Mas como a qualidade de um vinho afere-se na boca, e o meu comprometimento pelas razões acima aduzidas poderia de certa forma influenciar a minha opinião, optei por prová-lo em prova cega, irmanado com outros dois brancos  de bom nível.

Notas de Prova:

Desde logo apercebemo-nos  que estamos perante um vinho interessante e subtilmente desafiador, fresco e altivo, um vinho que apesar de ter fermentado e estagiado em barrica mantêm-se bastante seco e mineral. Em suma, um vinho incapaz de saturar, e pelo que tudo indica poderá vir a ter uma muito boa evolução em garrafa. Uma boa estreia! 

Aspecto amarelo palha com suaves laivos esverdeados, algo límpido e brilhante. Aroma intenso, onde predominam as notas cítricas combinadas com leves matizes vegetais e uma envolvente e suave mineralidade que lhe confere graça e frescura. Paladar marcado por uma intensa frescura e mineralidade, onde se destacam boas notas cítricas e algumas notas vegetais que se vêm a combinar com subtilíssimo fumado, conjunto bastante equilibrado e harmonioso, termina fresco e persistente.



Nota Pessoal: 16,5
Preço: €10,80 (Ref.)

quarta-feira, novembro 02, 2011

Bétula 2010



Região: Douro
Castas: Sauvignon Blanc e Viognier
Produtor: Catarina Montenegro Santos
Enólogo: Francisco Montenegro
Tipo: Branco
Ano: 2010
Álcool : 12,5%






Nota Introdutória:

Como já tive oportunidade de me referir, aquando a apresentação do Bétula 2009 aqui no Lugar de Baco, trata-se de um vinho Regional Duriense oriundo da Quinta do Torgal, com a interessante particularidade de ser  elaborado a partir das castas,  Sauvignon Blanc e Viognier.

Normalmente fico expectante, quando provo vinhos ou novas colheitas, de vinhos que já me agradaram.

Que expectativa será esta? A expectativa de ver como evoluirão estes vinhos à medida que as jovens cepas forem ganhando mais alguma maturidade, expectativa de ver se região de onde provem está mais presente na sua identidade...


Notas de Prova:

Continua muito bem, num registo muito semelhante à colheita anterior, contudo denoto, comparativamente ao Bétula 2009, uma leve diminuição de acidez, a sobressair ligeiramente no seu final de boca.

Sem duvida um vinho muito interessante e elegante, pautado por um notório equilíbrio, que corresponderá certamente aos requisitos de muitos. Em minha opinião poderá evoluir um pouco mais em garrafa mas não estamos perante um vinho para guarda.


Aspecto amarelo citrino com laivos esverdeados, algo límpido e brilhante. Aroma intenso e persistente, onde predominam as notas tropicais combinadas  com leves notas cítricas e discretas notas vegetais, onde subtis sugestões a tosta e alguma mineralidade lhe conferem classe e elegância. Paladar marcado por notas tropicais e algumas matizes cítricas brindadas por um leve toque vegetal e um discreto tostado, num conjunto bastante bem estruturado e levemente encorpado, elegante e sedutor.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 5 de Out.11)
Preço: €12,00 - €15,00  (Ref.)


PS. Amostras facultadas pelo produtor.

quarta-feira, setembro 28, 2011

Castelo D'Alba Vinhas Velhas - Grande Reserva 2007



Região: Douro
Castas: Tinta Barroca, Tinta Amarela, Tinta Francisca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Souzão.
Produtor: VDS.
Enólogo: Rui Roboredo Madeira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14%






Nunca como agora fez tanto sentido realçar a boa relação preço/qualidade de um vinho, cada vez mais temos de nos preocupar na forma como gastamos os nossos euros.

Por aqui na eno-blogosfera vai-se assistindo a uma tímida abordagem a esta nova e constrangedora realidade que não deixa espaço para grandes extravagâncias, e que infelizmente parece-nos que vem para durar!

Da minha parte, exceptuando-se algum comedido ataque exaltação, é o que tentarei fazer, entre os demais, dar destaque aos vinhos que realmente valham os euros que pagamos por eles.

Embrenhado neste propósito e nas insistentes solicitações, decidi realizar  a 2ª Edição Lugar de Baco - Promoveu”. À semelhança do que aconteceu na 1ª Edição com o “CARM – Resrv.07”, esta 2ª Edição com o Castelo D’Alba – Vinhas Velhas – Grande Reserva 2007 foi um igualmente um sucesso.
Mais uma vez, o Lugar de Baco, veio a contribuir na prática para que um grupo simpático de amigos e simpatizantes deste blog adquirissem em condições igualmente simpáticas um vinho de grande categoria.

Puramente coincidência, ou não, é o facto do enólogo Rui Roboredo Madeira estar por detrás dos dois vinhos que aqui promovi, coincidência ou não é a belíssima relação preço/qualidade a presentada pelos produtores CARM e VDS.
Não fosse o ano 2007 tão especial e certamente não teríamos este  Castelo D’Alba Vinhas Velhas – Grande Reserva, pelo que me constou, uma aspiração com algum tempo, criar um Grande Reserva.

Proveniente de vinhas com mais de 40 anos, plantadas a uma altitude media de 350 m, em pleno Douro superior, estagiou durante de 18 meses em barricas de carvalho francês novas e usadas. Um verdadeiro e digno representante da sua região, Castelo D’Alba – Vinhas Velhas – Grande Reserva 2007.


Notas de Prova:

Um vinho bem estruturado, boa concentração e complexidade. O resultado do empenho e de uvas provenientes de boas vinhas velhas num ano Vintage.

O facto do estágio de 18 meses, se ter efectuado entre barricas novas e usadas, poderá ter contribuído para a forma correcta com que a madeira se mostra, não comprometendo o bom equilíbrio do conjunto.

Um vinho a beber desde já, no entanto aconselho a que seja decantado, não só pela presença de deposito, como pelo ganho que lhe trará deixando-o arejar(respirar) pelo menos 60 minutos.

Se conseguir resistir, guarde algumas garrafas, este vinho tem potencial para evoluir bastante bem, estamos perante um vinho de grande classe.

Aspecto rubi carregado, praticamente opaco. Aroma intenso e persistente, onde predominam boas notas   a fruta silvestre, bagas maduras de groselha preta e amora, com um leve toque a violeta, onde matizes vegetais lembram esteva, algum chocolate preto e boas notas a tosta. Paladar mantém o belíssimo registo entre a fruta preta e as notas a barrica, algo especiado e onde finos taninos contribuem para a boa estrutura de um conjunto  algo encorpado e atractivo. Termina longo e redondo.




Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 23 de Jul.11)
Preço: €9,90 (Ref.)

terça-feira, julho 19, 2011

Tapada dos Monges - Vinho Verde (branco)



Vinhos Verdes Tapada dos Monges, produzidos por Manuel Costa Carvalho Lima & Filhos. Empresa familiar fundada em 1971 e a produzir vinhos desde então.

Em 2005 com a construção de uma moderna adega de vinificação, ganham nova impulsão, apostam claramente no reforço da qualidade dos seus vinhos e partem em busca de uma identidade própria.
Em 2007 com a entrada da 3ª geração da família, o enfoque ajusta-se para além da consolidação dos objectivos anteriores o rumo à  internacionalização  surge como o novo desafio.

Cada vez mais depararmo-nos com vinhos verdes muito equilibrados, com níveis de acidez bastante aceitáveis e aromas bastante expressivos. Enfim, vinhos feitos a pensar na exigência de um mercado que cada vez mais, busca vinhos mais directos e consensuais.

Um monovarietal "Alvarinho" e um blend de três das castas "Loureiro, Arinto e Trajadura" são estes os sustentáculos dos vinhos que aqui vos apresento. Vinhos frescos para pratos frescos, com excelentes prestações também como vinhos de entrada. São estes os pontes fortes destes vinhos, que se ajustam na perfeição como companhia para leves refeições e fins de tarde deste Verão presenteiro.



Tapada dos Monges - 2010


Região: Vinho Verde
Castas: Loureiro, Arinto e Trajadura
Produtor: Manuel Costa Carvalho Lima & Filhos Lda.
Enólogo: Guilherme Pereira
Tipo: Verde (Branco)
Ano: 2010
Álcool: 11,%










Notas de Prova:

Se me pedissem para caracterizar este vinho com duas palavras apenas, estas seriam "fresco e elegante".  É efectivamente o que me ocorreu perante a frescura, a  delicadeza e a leveza com que nos brinda. A sua qualidade , os seus  11% de álcool,   torna-o  numa companhia despretenciosamente  agradável para este verão, vale mesmo apena ter umas quantas à mão.

Aspecto de cor cítrica algo pálida, límpido e brilhante.

Aroma expressivo e delicado, num registo onde claramente predominam notas a frutos tropicais, mais subtilmente podemos apreciar fugazes notas florais balanceando por entre leves insinuações a citrinos, numa agradável harmonia e frescura.

Paladar fino e elegante, confere à boca as boas notas a fruta tropical, e onde se insinuam leves notas florais, alguma casca cítrica e maçã. A correta acidez e o suave e fino gaseificado promovem a frescura e a leveza com que se cita ao longo de toda a prova sem desequilíbrios termina com começou fino e elegante.



Nota Pessoal: 15,0 (Prova a 25 de Mai. 11)
Preço: €3,49 (Ref.)



Tapada dos Monges - Alvarinho - 2009
  

Região: Vinho Verde
Sub Região: Monção e Melgaço
Castas: Alvarinho
Produtor: Manuel Costa Carvalho Lima & Filhos Lda.
Enólogo: Guilherme Pereira
Tipo: Verde (Branco)
Ano: 2009
Álcool: 12,5%









Notas de Prova:

A carregar a responsabilidade de ser um Alvarinho e as analogias que dai resultam, pautua-se por um perfil alinhado com novos rumos, com aromas algo mais expressivos e sem o gasificado de Alvarinhos de outros tempos.

Um vinho bem conseguido, não sendo deslumbrante é claramente um belíssimo representante da Sub-região Monção e Melgaço. Um vinho para ser consumido novo e a temperaturas entre 8° e 9 ° . Para mim para ser bebido já, a sua acidez assim o determina. A permite boas harmonizações com grelhados de peixe e algumas iguarias de verão.

Aspecto amarelo citrino, límpido e levemente brilhante.

Aroma  delicado marcado por notas a pera, goiaba e algumas notas citrinas  que se misturam com leves sensações vegetais e uma mineralidade algo ligeira.

Paladar suave e harmonioso a mostrar para além do seu lado frutado um lado mineral algo discreto, potenciado por uma acidez media bem integrada, num conjunto equilibrado e apelativo, ao qual padece unicamente um pouco mais de vivacidade.







Nota Pessoal: 15,5 (Prova a 25 de Mai. 11)
Preço:€ 14,80 (Ref.)

PS. Amostras facultadas pelo produtor.
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