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quarta-feira, novembro 02, 2011

Bétula 2010



Região: Douro
Castas: Sauvignon Blanc e Viognier
Produtor: Catarina Montenegro Santos
Enólogo: Francisco Montenegro
Tipo: Branco
Ano: 2010
Álcool : 12,5%






Nota Introdutória:

Como já tive oportunidade de me referir, aquando a apresentação do Bétula 2009 aqui no Lugar de Baco, trata-se de um vinho Regional Duriense oriundo da Quinta do Torgal, com a interessante particularidade de ser  elaborado a partir das castas,  Sauvignon Blanc e Viognier.

Normalmente fico expectante, quando provo vinhos ou novas colheitas, de vinhos que já me agradaram.

Que expectativa será esta? A expectativa de ver como evoluirão estes vinhos à medida que as jovens cepas forem ganhando mais alguma maturidade, expectativa de ver se região de onde provem está mais presente na sua identidade...


Notas de Prova:

Continua muito bem, num registo muito semelhante à colheita anterior, contudo denoto, comparativamente ao Bétula 2009, uma leve diminuição de acidez, a sobressair ligeiramente no seu final de boca.

Sem duvida um vinho muito interessante e elegante, pautado por um notório equilíbrio, que corresponderá certamente aos requisitos de muitos. Em minha opinião poderá evoluir um pouco mais em garrafa mas não estamos perante um vinho para guarda.


Aspecto amarelo citrino com laivos esverdeados, algo límpido e brilhante. Aroma intenso e persistente, onde predominam as notas tropicais combinadas  com leves notas cítricas e discretas notas vegetais, onde subtis sugestões a tosta e alguma mineralidade lhe conferem classe e elegância. Paladar marcado por notas tropicais e algumas matizes cítricas brindadas por um leve toque vegetal e um discreto tostado, num conjunto bastante bem estruturado e levemente encorpado, elegante e sedutor.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 5 de Out.11)
Preço: €12,00 - €15,00  (Ref.)


PS. Amostras facultadas pelo produtor.

quarta-feira, setembro 28, 2011

Castelo D'Alba Vinhas Velhas - Grande Reserva 2007



Região: Douro
Castas: Tinta Barroca, Tinta Amarela, Tinta Francisca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Souzão.
Produtor: VDS.
Enólogo: Rui Roboredo Madeira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14%






Nunca como agora fez tanto sentido realçar a boa relação preço/qualidade de um vinho, cada vez mais temos de nos preocupar na forma como gastamos os nossos euros.

Por aqui na eno-blogosfera vai-se assistindo a uma tímida abordagem a esta nova e constrangedora realidade que não deixa espaço para grandes extravagâncias, e que infelizmente parece-nos que vem para durar!

Da minha parte, exceptuando-se algum comedido ataque exaltação, é o que tentarei fazer, entre os demais, dar destaque aos vinhos que realmente valham os euros que pagamos por eles.

Embrenhado neste propósito e nas insistentes solicitações, decidi realizar  a 2ª Edição Lugar de Baco - Promoveu”. À semelhança do que aconteceu na 1ª Edição com o “CARM – Resrv.07”, esta 2ª Edição com o Castelo D’Alba – Vinhas Velhas – Grande Reserva 2007 foi um igualmente um sucesso.
Mais uma vez, o Lugar de Baco, veio a contribuir na prática para que um grupo simpático de amigos e simpatizantes deste blog adquirissem em condições igualmente simpáticas um vinho de grande categoria.

Puramente coincidência, ou não, é o facto do enólogo Rui Roboredo Madeira estar por detrás dos dois vinhos que aqui promovi, coincidência ou não é a belíssima relação preço/qualidade a presentada pelos produtores CARM e VDS.
Não fosse o ano 2007 tão especial e certamente não teríamos este  Castelo D’Alba Vinhas Velhas – Grande Reserva, pelo que me constou, uma aspiração com algum tempo, criar um Grande Reserva.

Proveniente de vinhas com mais de 40 anos, plantadas a uma altitude media de 350 m, em pleno Douro superior, estagiou durante de 18 meses em barricas de carvalho francês novas e usadas. Um verdadeiro e digno representante da sua região, Castelo D’Alba – Vinhas Velhas – Grande Reserva 2007.


Notas de Prova:

Um vinho bem estruturado, boa concentração e complexidade. O resultado do empenho e de uvas provenientes de boas vinhas velhas num ano Vintage.

O facto do estágio de 18 meses, se ter efectuado entre barricas novas e usadas, poderá ter contribuído para a forma correcta com que a madeira se mostra, não comprometendo o bom equilíbrio do conjunto.

Um vinho a beber desde já, no entanto aconselho a que seja decantado, não só pela presença de deposito, como pelo ganho que lhe trará deixando-o arejar(respirar) pelo menos 60 minutos.

Se conseguir resistir, guarde algumas garrafas, este vinho tem potencial para evoluir bastante bem, estamos perante um vinho de grande classe.

Aspecto rubi carregado, praticamente opaco. Aroma intenso e persistente, onde predominam boas notas   a fruta silvestre, bagas maduras de groselha preta e amora, com um leve toque a violeta, onde matizes vegetais lembram esteva, algum chocolate preto e boas notas a tosta. Paladar mantém o belíssimo registo entre a fruta preta e as notas a barrica, algo especiado e onde finos taninos contribuem para a boa estrutura de um conjunto  algo encorpado e atractivo. Termina longo e redondo.




Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 23 de Jul.11)
Preço: €9,90 (Ref.)

terça-feira, julho 19, 2011

Tapada dos Monges - Vinho Verde (branco)



Vinhos Verdes Tapada dos Monges, produzidos por Manuel Costa Carvalho Lima & Filhos. Empresa familiar fundada em 1971 e a produzir vinhos desde então.

Em 2005 com a construção de uma moderna adega de vinificação, ganham nova impulsão, apostam claramente no reforço da qualidade dos seus vinhos e partem em busca de uma identidade própria.
Em 2007 com a entrada da 3ª geração da família, o enfoque ajusta-se para além da consolidação dos objectivos anteriores o rumo à  internacionalização  surge como o novo desafio.

Cada vez mais depararmo-nos com vinhos verdes muito equilibrados, com níveis de acidez bastante aceitáveis e aromas bastante expressivos. Enfim, vinhos feitos a pensar na exigência de um mercado que cada vez mais, busca vinhos mais directos e consensuais.

Um monovarietal "Alvarinho" e um blend de três das castas "Loureiro, Arinto e Trajadura" são estes os sustentáculos dos vinhos que aqui vos apresento. Vinhos frescos para pratos frescos, com excelentes prestações também como vinhos de entrada. São estes os pontes fortes destes vinhos, que se ajustam na perfeição como companhia para leves refeições e fins de tarde deste Verão presenteiro.



Tapada dos Monges - 2010


Região: Vinho Verde
Castas: Loureiro, Arinto e Trajadura
Produtor: Manuel Costa Carvalho Lima & Filhos Lda.
Enólogo: Guilherme Pereira
Tipo: Verde (Branco)
Ano: 2010
Álcool: 11,%










Notas de Prova:

Se me pedissem para caracterizar este vinho com duas palavras apenas, estas seriam "fresco e elegante".  É efectivamente o que me ocorreu perante a frescura, a  delicadeza e a leveza com que nos brinda. A sua qualidade , os seus  11% de álcool,   torna-o  numa companhia despretenciosamente  agradável para este verão, vale mesmo apena ter umas quantas à mão.

Aspecto de cor cítrica algo pálida, límpido e brilhante.

Aroma expressivo e delicado, num registo onde claramente predominam notas a frutos tropicais, mais subtilmente podemos apreciar fugazes notas florais balanceando por entre leves insinuações a citrinos, numa agradável harmonia e frescura.

Paladar fino e elegante, confere à boca as boas notas a fruta tropical, e onde se insinuam leves notas florais, alguma casca cítrica e maçã. A correta acidez e o suave e fino gaseificado promovem a frescura e a leveza com que se cita ao longo de toda a prova sem desequilíbrios termina com começou fino e elegante.



Nota Pessoal: 15,0 (Prova a 25 de Mai. 11)
Preço: €3,49 (Ref.)



Tapada dos Monges - Alvarinho - 2009
  

Região: Vinho Verde
Sub Região: Monção e Melgaço
Castas: Alvarinho
Produtor: Manuel Costa Carvalho Lima & Filhos Lda.
Enólogo: Guilherme Pereira
Tipo: Verde (Branco)
Ano: 2009
Álcool: 12,5%









Notas de Prova:

A carregar a responsabilidade de ser um Alvarinho e as analogias que dai resultam, pautua-se por um perfil alinhado com novos rumos, com aromas algo mais expressivos e sem o gasificado de Alvarinhos de outros tempos.

Um vinho bem conseguido, não sendo deslumbrante é claramente um belíssimo representante da Sub-região Monção e Melgaço. Um vinho para ser consumido novo e a temperaturas entre 8° e 9 ° . Para mim para ser bebido já, a sua acidez assim o determina. A permite boas harmonizações com grelhados de peixe e algumas iguarias de verão.

Aspecto amarelo citrino, límpido e levemente brilhante.

Aroma  delicado marcado por notas a pera, goiaba e algumas notas citrinas  que se misturam com leves sensações vegetais e uma mineralidade algo ligeira.

Paladar suave e harmonioso a mostrar para além do seu lado frutado um lado mineral algo discreto, potenciado por uma acidez media bem integrada, num conjunto equilibrado e apelativo, ao qual padece unicamente um pouco mais de vivacidade.







Nota Pessoal: 15,5 (Prova a 25 de Mai. 11)
Preço:€ 14,80 (Ref.)

PS. Amostras facultadas pelo produtor.

domingo, junho 12, 2011

Ponte das Canas - 2007


Região: Alentejo
Castas: Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Touriga Franca
Produtor: Vinhos da Cavaca Dourada Sa
Enólogo: Paulo Laureano
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%






Nota Introdutória:

Em 1901 a família Reynolds, adquire a conhecida  Herdade do Mouchão, propriedade  com cerca de 900 hectares, onde a cortiça é a anfitriã, mas logo, numa pequena parcela desta herdade, se plantaram vinhas e se construiu uma tradicional adega. Somente na década de cinquenta, com a expansão da área de vinha, aperfeiçoamento das tecnologias de vinificação se deu inicio à comercialização de vinho engarrafado com cunho próprio, marcando uma nova era para os vinhos da Herdade do Mouchão e até hoje, nesta herdade, se mantem praticamente inalterada a forma como se faz o vinho.

É precisamente deste pedaço Alentejano, que sai este vinho Ponte das Canas, a última das criações desta herdade, um vinho que se fica pela gama média da casa, mas a quem não poupo elogios.

Muitas foram as vezes que o recomendei a amigos e conhecidos, muitas foram as que servi em jantaradas com amigos, um vinho cujo a notoriedade e o reconhecimento da sua qualidade sempre estiveram presentes.

Apesar da comparação entre as colheitas 2006 e 2007, fazer recair a minha preferência pela colheita 2007, na prática, tratando-se de uma escala (0 - 20), os pontos fortes desta, não são para efeitos de calculo suficientemente significativas para a sua diferenciação quantitativa. Por este facto a nota atribuída a ambos acabou por ser idêntica.


Notas de Prova:

Com exuberância e um balancear entre a modernidade e alguma  teimosia em conservar as amarras da tradição!  Não é uma frase feita é efectivamente e em traços gerais a forma como defino  este  Ponte das Canas 2007. Um vinho muito bem desenhado e afinado, o qual não tenho duvida alguma em afirmar que estamos perante um vinho que não deixa ninguém indiferente.

Aspecto rubi algo intenso e  profundo. Aroma expressivo e com alguma complexidade onde predominando as boas notas a fruta silvestre  e um balsâmico já característico, sobressaem ainda leves sugestões a florais, especiarias e uma madeira bastante bem integrada. Paladar bem estruturado, consistente e elegante, ondas se evidenciam notas a groselha preta, amora, cacau, café, pimenta, esteva e uma madeira muito bem casada, onde  firmes e  agradáveis taninos dão suporte a este conjunto detentor de um equilíbrio e uma frescura notável. Termina longo e persistente. 

      





Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 18 de Fev.11)
Preço: €17,00 (Ref.)


Outras Colheitas: 2006

quinta-feira, maio 05, 2011

Herdade dos Grous (branco) - Reserva 2009




Região: Alentejo
Castas: Antão Vaz, Verdelho e Viognier
Produtor: Herdade dos Grous
Enólogo: Luís Duarte
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 14,5%


 
 

 

Nota Introdutória:

Ainda da Herdade dos Grous, aqui está este branco reserva, o qual, tenho nestes últimos anos vindo a acompanhar com algum interesse. Um vinho elaborado essencialmente a partir da casta Antão Vaz, com um toque de Verdelho e Viognier.

Estagiou 6 meses em barricas novas de carvalho francês, aliás, a sua juventude conjugada com a coloração dourada e algo evoluída que apresenta, indicia claramente a sua importante passagem pelas barricas.

É submetido a "bâtonnage" sobre borra fina, para os menos entendidos, através do contacto mais activo com a borra, o vinho ganha uma certa sensação de untuosidade, tornando-se mais encorpado e desenvolvendo aromas mais complexos.

Este vinho é engarrafado em Junho de 2010, passado três meses sai para o mercado e ganha o 1ºPrémio (Branco)da Confraria dos Enófilos do Alentejo.


Notas de Prova:

Um branco claramente Alentejano, desde logo apercebemo-nos do peso e da untuosidade deste vinho ao cair no copo, vislumbra qualidade e de tratos cuidadosos. Um vinho para ser bebido novo. Em minha opinião, carece de um pouco mais de acidez o que certamente lhe proporcionaria um pouco mais de frescura, mas enfim, isto é a minha opinião o meu gosto pessoal. Apresenta-se, fácil e com bom potencial gastronómico.

Aspecto dourado algo evoluído, levemente brilhante e denso. Aroma boa expressão, onde sobressaem notas a fruta tropical madura (melão, ananás algum pêssego), nuances a madeira a barrica bem integrada. Paladar desde logo gordo e sedoso a conferir as boas notas a fruta tropical madura e polpa branca, ponteado por levíssimas notas florais e uma tosta abaunilhada muito bem integrada. Acidez media num conjunto que se apresenta equilibrado e guloso.  

 
 
 



Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 10 de Fev.11)
Preço: €14,00 (Ref.)

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