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terça-feira, julho 19, 2011

Tapada dos Monges - Vinho Verde (branco)



Vinhos Verdes Tapada dos Monges, produzidos por Manuel Costa Carvalho Lima & Filhos. Empresa familiar fundada em 1971 e a produzir vinhos desde então.

Em 2005 com a construção de uma moderna adega de vinificação, ganham nova impulsão, apostam claramente no reforço da qualidade dos seus vinhos e partem em busca de uma identidade própria.
Em 2007 com a entrada da 3ª geração da família, o enfoque ajusta-se para além da consolidação dos objectivos anteriores o rumo à  internacionalização  surge como o novo desafio.

Cada vez mais depararmo-nos com vinhos verdes muito equilibrados, com níveis de acidez bastante aceitáveis e aromas bastante expressivos. Enfim, vinhos feitos a pensar na exigência de um mercado que cada vez mais, busca vinhos mais directos e consensuais.

Um monovarietal "Alvarinho" e um blend de três das castas "Loureiro, Arinto e Trajadura" são estes os sustentáculos dos vinhos que aqui vos apresento. Vinhos frescos para pratos frescos, com excelentes prestações também como vinhos de entrada. São estes os pontes fortes destes vinhos, que se ajustam na perfeição como companhia para leves refeições e fins de tarde deste Verão presenteiro.



Tapada dos Monges - 2010


Região: Vinho Verde
Castas: Loureiro, Arinto e Trajadura
Produtor: Manuel Costa Carvalho Lima & Filhos Lda.
Enólogo: Guilherme Pereira
Tipo: Verde (Branco)
Ano: 2010
Álcool: 11,%










Notas de Prova:

Se me pedissem para caracterizar este vinho com duas palavras apenas, estas seriam "fresco e elegante".  É efectivamente o que me ocorreu perante a frescura, a  delicadeza e a leveza com que nos brinda. A sua qualidade , os seus  11% de álcool,   torna-o  numa companhia despretenciosamente  agradável para este verão, vale mesmo apena ter umas quantas à mão.

Aspecto de cor cítrica algo pálida, límpido e brilhante.

Aroma expressivo e delicado, num registo onde claramente predominam notas a frutos tropicais, mais subtilmente podemos apreciar fugazes notas florais balanceando por entre leves insinuações a citrinos, numa agradável harmonia e frescura.

Paladar fino e elegante, confere à boca as boas notas a fruta tropical, e onde se insinuam leves notas florais, alguma casca cítrica e maçã. A correta acidez e o suave e fino gaseificado promovem a frescura e a leveza com que se cita ao longo de toda a prova sem desequilíbrios termina com começou fino e elegante.



Nota Pessoal: 15,0 (Prova a 25 de Mai. 11)
Preço: €3,49 (Ref.)



Tapada dos Monges - Alvarinho - 2009
  

Região: Vinho Verde
Sub Região: Monção e Melgaço
Castas: Alvarinho
Produtor: Manuel Costa Carvalho Lima & Filhos Lda.
Enólogo: Guilherme Pereira
Tipo: Verde (Branco)
Ano: 2009
Álcool: 12,5%









Notas de Prova:

A carregar a responsabilidade de ser um Alvarinho e as analogias que dai resultam, pautua-se por um perfil alinhado com novos rumos, com aromas algo mais expressivos e sem o gasificado de Alvarinhos de outros tempos.

Um vinho bem conseguido, não sendo deslumbrante é claramente um belíssimo representante da Sub-região Monção e Melgaço. Um vinho para ser consumido novo e a temperaturas entre 8° e 9 ° . Para mim para ser bebido já, a sua acidez assim o determina. A permite boas harmonizações com grelhados de peixe e algumas iguarias de verão.

Aspecto amarelo citrino, límpido e levemente brilhante.

Aroma  delicado marcado por notas a pera, goiaba e algumas notas citrinas  que se misturam com leves sensações vegetais e uma mineralidade algo ligeira.

Paladar suave e harmonioso a mostrar para além do seu lado frutado um lado mineral algo discreto, potenciado por uma acidez media bem integrada, num conjunto equilibrado e apelativo, ao qual padece unicamente um pouco mais de vivacidade.







Nota Pessoal: 15,5 (Prova a 25 de Mai. 11)
Preço:€ 14,80 (Ref.)

PS. Amostras facultadas pelo produtor.

domingo, junho 12, 2011

Ponte das Canas - 2007


Região: Alentejo
Castas: Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Touriga Franca
Produtor: Vinhos da Cavaca Dourada Sa
Enólogo: Paulo Laureano
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%






Nota Introdutória:

Em 1901 a família Reynolds, adquire a conhecida  Herdade do Mouchão, propriedade  com cerca de 900 hectares, onde a cortiça é a anfitriã, mas logo, numa pequena parcela desta herdade, se plantaram vinhas e se construiu uma tradicional adega. Somente na década de cinquenta, com a expansão da área de vinha, aperfeiçoamento das tecnologias de vinificação se deu inicio à comercialização de vinho engarrafado com cunho próprio, marcando uma nova era para os vinhos da Herdade do Mouchão e até hoje, nesta herdade, se mantem praticamente inalterada a forma como se faz o vinho.

É precisamente deste pedaço Alentejano, que sai este vinho Ponte das Canas, a última das criações desta herdade, um vinho que se fica pela gama média da casa, mas a quem não poupo elogios.

Muitas foram as vezes que o recomendei a amigos e conhecidos, muitas foram as que servi em jantaradas com amigos, um vinho cujo a notoriedade e o reconhecimento da sua qualidade sempre estiveram presentes.

Apesar da comparação entre as colheitas 2006 e 2007, fazer recair a minha preferência pela colheita 2007, na prática, tratando-se de uma escala (0 - 20), os pontos fortes desta, não são para efeitos de calculo suficientemente significativas para a sua diferenciação quantitativa. Por este facto a nota atribuída a ambos acabou por ser idêntica.


Notas de Prova:

Com exuberância e um balancear entre a modernidade e alguma  teimosia em conservar as amarras da tradição!  Não é uma frase feita é efectivamente e em traços gerais a forma como defino  este  Ponte das Canas 2007. Um vinho muito bem desenhado e afinado, o qual não tenho duvida alguma em afirmar que estamos perante um vinho que não deixa ninguém indiferente.

Aspecto rubi algo intenso e  profundo. Aroma expressivo e com alguma complexidade onde predominando as boas notas a fruta silvestre  e um balsâmico já característico, sobressaem ainda leves sugestões a florais, especiarias e uma madeira bastante bem integrada. Paladar bem estruturado, consistente e elegante, ondas se evidenciam notas a groselha preta, amora, cacau, café, pimenta, esteva e uma madeira muito bem casada, onde  firmes e  agradáveis taninos dão suporte a este conjunto detentor de um equilíbrio e uma frescura notável. Termina longo e persistente. 

      





Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 18 de Fev.11)
Preço: €17,00 (Ref.)


Outras Colheitas: 2006

quinta-feira, maio 05, 2011

Herdade dos Grous (branco) - Reserva 2009




Região: Alentejo
Castas: Antão Vaz, Verdelho e Viognier
Produtor: Herdade dos Grous
Enólogo: Luís Duarte
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 14,5%


 
 

 

Nota Introdutória:

Ainda da Herdade dos Grous, aqui está este branco reserva, o qual, tenho nestes últimos anos vindo a acompanhar com algum interesse. Um vinho elaborado essencialmente a partir da casta Antão Vaz, com um toque de Verdelho e Viognier.

Estagiou 6 meses em barricas novas de carvalho francês, aliás, a sua juventude conjugada com a coloração dourada e algo evoluída que apresenta, indicia claramente a sua importante passagem pelas barricas.

É submetido a "bâtonnage" sobre borra fina, para os menos entendidos, através do contacto mais activo com a borra, o vinho ganha uma certa sensação de untuosidade, tornando-se mais encorpado e desenvolvendo aromas mais complexos.

Este vinho é engarrafado em Junho de 2010, passado três meses sai para o mercado e ganha o 1ºPrémio (Branco)da Confraria dos Enófilos do Alentejo.


Notas de Prova:

Um branco claramente Alentejano, desde logo apercebemo-nos do peso e da untuosidade deste vinho ao cair no copo, vislumbra qualidade e de tratos cuidadosos. Um vinho para ser bebido novo. Em minha opinião, carece de um pouco mais de acidez o que certamente lhe proporcionaria um pouco mais de frescura, mas enfim, isto é a minha opinião o meu gosto pessoal. Apresenta-se, fácil e com bom potencial gastronómico.

Aspecto dourado algo evoluído, levemente brilhante e denso. Aroma boa expressão, onde sobressaem notas a fruta tropical madura (melão, ananás algum pêssego), nuances a madeira a barrica bem integrada. Paladar desde logo gordo e sedoso a conferir as boas notas a fruta tropical madura e polpa branca, ponteado por levíssimas notas florais e uma tosta abaunilhada muito bem integrada. Acidez media num conjunto que se apresenta equilibrado e guloso.  

 
 
 



Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 10 de Fev.11)
Preço: €14,00 (Ref.)

quarta-feira, abril 20, 2011

Herdade dos Grous (tinto) - Reserva 2008




Região: Alentejo
Castas: Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Tinta Miúda
Produtor: Herdade dos Grous
Enólogo: Luís Duarte
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,0%






Nota Introdutória:

Há algum tempo atrás, em terras Alentejanas, tive o privilégio de visitar a belíssima Herdade dos Grous, na qual, e em boa companhia, acabei mesmo por passar um excelente dia.

Adquirida em 1996 por Reinfried Pohl, um empresário alemão com interesses em diversos sectores entre os quais no turismo, cria aqui nesta herdade um pequeno oásis, um projecto integrado do qual fazem parte para além da exploração agrícola (produções hortofrutícolas, azeite, suínos , ovinos, bovinos e cavalos), uma componente turística com a gestão a cargo da Vila Vita Park e ambiental com o vinho como principal protagonista.

Em 2002 com o convite ao enólogo Luís Duarte, na altura como consultor, arrancam com a componente vitivinícola. Actualmente com uma área de 75 hectares de vinha de onde se salientam as castas tintas: Alicante Boushet, Touriga Nacional, Syrah, Tinta Miuda e as brancas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro. Possuem ainda uma moderna adega onde através da tecnologia mais recente se vinificam os excelentes vinhos que aqui se produzem, única e exclusivamente vinhos do segmento Icon e superpremium, brancos e tintos, sem sombra de duvida são já uma referencia incontornável nos vinhos Alentejanos.

Este Herdade dos Grous- Reserva 2008 (T), surge com algumas alterações relativamente às colheitas anteriores, a integração no lote da Tinta Miúda, em substituição do Syrah e um prolongamento do estágio de 12 para 16 meses, em barricas novas de carvalho Francês.

Notas de Prova:

Um vinho de perfil bastante requintado e elegante, mas quanto a mim, padece de um toque de vigor, que lhe afinque o carácter, não se tratasse-se de um Superpremium. Um vinho diga-se de passagem, que apesar de novo está pronto para ser bebido desde já, obviamente em ocasiões e com condições que o dignifiquem.

Aspecto rubi levemente carregado, profundo e acetinado. Aroma sem grande exuberância, diria mesmo tímido, onde sobressaem leves notas a fruta preta madura, nuances balsâmicas e uma barrica bem integrada. Paladar sem sair da estrutura do fino recorte, perde aqui toda a timidez demonstrada no aroma, confere as notas fruta preta madura (cereja preta, framboesa …), sobressai ainda um leve cacau, notas vegetais que lhe conferem alguma frescura. Com uma estrutura pautado pelo equilíbrio, onde a barrica e os finíssimos taninos integram na perfeição este conjunto fino e elegante levemente encorpado, com um final longo e persistente.







Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 18 de Fev.11)
Preço: €36,00 (Ref.)

quarta-feira, março 23, 2011

Lusitano - Reserva 2009


Região: Alentejo
Castas: Aragonês, Trincadeira e Castelão
Produtor: Ervideira Soc. Agr. Lda.
Enólogo: Nelson Rolo
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,5%






Nota Introdutória:

A primeira vez que provei este Lusitano - Reserva 2009, um responsável pela marca confrontou-me com a questão, que preço lhe atribuiria? Obviamente não lhe respondi! Apesar conhecer relativamente bem os vinhos da Adega Ervideira e os seus preços de mercado, não quis lhe dar a alegria e a indelicadeza de lhe atribuir um preço de venda similar ao seu Conde D' Ervideira - Reserva.

Num rotulo apelativo, principalmente para os aficionados, como eu, do nosso cavalo Lusitano, esta vinho representa de uma forma simpática a aliança entre a Adega e a Coudelaria Ervideira, enaltecendo desta forma, o que de melhor se produz em Portugal, vinhos e cavalos.

Este Lusitano - Reserva 2009, é mais um vinho concebido sob a direcção do enólogo Nelson Rolo, colocando a marca Lusitano num patamar claramente superior. Aqui as uvas provenientes das castas Aragonês, Trincadeira e Castelão são vinificadas separadamente em cuba de inox, estagiando de seguida quatro meses em barrica de carvalho francês.

Um belíssimo vinho na casa dos 6 euros! Digo mais, na prova cega, que em jeito de tira teima acabei por vir a efectuar, veio a destronar dois vinhos de gamas ditas superiores, Enfim, como todos sabemos as provas cegas por vezes têm destas coisas, os adereços ficam de fora [Gosto].

Por tudo o que aqui referi, considero o Lusitano - Reserva 2009, uma boa compra, um vinho bastante interessante para a gama, contudo, não posso deixar de aqui fazer uma ressalva! Como já anteriormente me prenunciei relativamente a outros vinhos, a falta de informação das castas no contra rótulo penaliza os consumidores mais entusiastas e curiosos.


Notas de Prova:

Um vinho jovem mas bem equilibrado, de perfil claramente Alentejano. Um conjunto que ganha com a fruta e a frescura do momento. Recomendo que seja bebido novo a uma temperatura entre os 13º e 16º.

Aspecto violáceo, algo profundo e boa viscosidade. Aroma intenso e persistente, dominado por notas a fruta madura (groselha, ameixa …), chocolate, insinuações a tosta e uma boa envolvência vegetal ponteada por leves notas florais. Paladar mantem sensivelmente o mesmo registo, apresentando-se levemente encorpado e redondo, onde taninos bem arrumados e uma leve e equilibrada acidez contribuem para a frescura do conjunto, termina levemente longo e persistente.



 
Nota Pessoal: 15,5 (Prova a 10 de Mar.11)
Preço: €6,30 (Ref.)
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