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quarta-feira, março 23, 2011

Lusitano - Reserva 2009


Região: Alentejo
Castas: Aragonês, Trincadeira e Castelão
Produtor: Ervideira Soc. Agr. Lda.
Enólogo: Nelson Rolo
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,5%






Nota Introdutória:

A primeira vez que provei este Lusitano - Reserva 2009, um responsável pela marca confrontou-me com a questão, que preço lhe atribuiria? Obviamente não lhe respondi! Apesar conhecer relativamente bem os vinhos da Adega Ervideira e os seus preços de mercado, não quis lhe dar a alegria e a indelicadeza de lhe atribuir um preço de venda similar ao seu Conde D' Ervideira - Reserva.

Num rotulo apelativo, principalmente para os aficionados, como eu, do nosso cavalo Lusitano, esta vinho representa de uma forma simpática a aliança entre a Adega e a Coudelaria Ervideira, enaltecendo desta forma, o que de melhor se produz em Portugal, vinhos e cavalos.

Este Lusitano - Reserva 2009, é mais um vinho concebido sob a direcção do enólogo Nelson Rolo, colocando a marca Lusitano num patamar claramente superior. Aqui as uvas provenientes das castas Aragonês, Trincadeira e Castelão são vinificadas separadamente em cuba de inox, estagiando de seguida quatro meses em barrica de carvalho francês.

Um belíssimo vinho na casa dos 6 euros! Digo mais, na prova cega, que em jeito de tira teima acabei por vir a efectuar, veio a destronar dois vinhos de gamas ditas superiores, Enfim, como todos sabemos as provas cegas por vezes têm destas coisas, os adereços ficam de fora [Gosto].

Por tudo o que aqui referi, considero o Lusitano - Reserva 2009, uma boa compra, um vinho bastante interessante para a gama, contudo, não posso deixar de aqui fazer uma ressalva! Como já anteriormente me prenunciei relativamente a outros vinhos, a falta de informação das castas no contra rótulo penaliza os consumidores mais entusiastas e curiosos.


Notas de Prova:

Um vinho jovem mas bem equilibrado, de perfil claramente Alentejano. Um conjunto que ganha com a fruta e a frescura do momento. Recomendo que seja bebido novo a uma temperatura entre os 13º e 16º.

Aspecto violáceo, algo profundo e boa viscosidade. Aroma intenso e persistente, dominado por notas a fruta madura (groselha, ameixa …), chocolate, insinuações a tosta e uma boa envolvência vegetal ponteada por leves notas florais. Paladar mantem sensivelmente o mesmo registo, apresentando-se levemente encorpado e redondo, onde taninos bem arrumados e uma leve e equilibrada acidez contribuem para a frescura do conjunto, termina levemente longo e persistente.



 
Nota Pessoal: 15,5 (Prova a 10 de Mar.11)
Preço: €6,30 (Ref.)

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Invisível - 2009


Região: Alentejo
Castas: Aragonês
Produtor: Ervideira Soc. Agr. Lda.
Enólogo: Nelson Rolo
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 13,0%






Nota Introdutória:

Nem tudo o que parece é! Brancos feitos a partir de castas tintas? Não sei quantos existem em Portugal, pessoalmente, conheço três e já os provei a todos, Marquês dos Vales, Primeira Selecção 2009 (Castelão), Branco de Tintas 2009 (Alfrocheiro e Trincadeira) e este Invisível - 2009 (Aragonês).

Interessantes similaridades, ausência da cor avermelhada dos tintos, originado por um processo de fermentação cujo mosto não tem qualquer contacto com o elemento responsável pela coloração do vinho, a película da uva. Já em prova, encontrei mais algumas características, não exclusivas, mas que de certa forma lhes foram comuns, vinhos algo encorpados e detentores de uma acidez media/baixa, os últimos dois com uma coloração levemente salmão, não pude deixar de registar estas similaridades.

Invisível - 2009 (Aragonês), um Alentejano proveniente da Adega Ervideira, a produzir vinhos desde 1880, com uma área total de 160ha de vinhedos, dos quais 110ha estão localizados na Vidigueira e 50ha em Reguengos. A administração da Ervideira é assegurada pela família Leal da Costa, descendente directa do Conde de Ervideira, sendo Duarte Leal da Costa o seu director executivo.

Um vinho singular, este Invisível – 2009, é de facto o resultado de alguma criatividade e extravagância! Desde logo estamos perante um "moon harvest" como o próprio termo indica, trata-se de um vinho cuja apanha da uva é feita durante a noite, tendo a prensagem das uvas decorrido na própria vinha, o mosto por sua vez foi transportado em camião frigorífico até à adega, onde por gravidade foi sendo depositado na câmara de frio, permanecendo a decantar durante 24h a baixas temperaturas. Seguindo-se a fermentação à temperatura controlada de 12ºC, durante 15 dias.


Notas de Prova:

Um vinho fácil, despretensioso e agradável, que certamente encontrará um vasto leque de apreciadores. Deverá ser bebido já, muito provavelmente aguentar-se-á em forma, apenas, por mais um par de anos.Recomendo que seja servido entre os 7º e 11º graus, à semelhança dos Rosés adequa-se bastante bem a comida asiática, mas pessoalmente com uma açorda de marisco, a sua harmonização é praticamente perfeita.

Aspecto amarelo fraco, praticamente transparente, com ligeiros laivos rosados. Aroma discreto, onde sobressaem algumas notas florais e fruta branca (melão, pêra, etc.). Paladar confirmam-se as notas a fruta de polpa branca, com uma acidez pouco evidente em que leves notas adocicadas quase se confundem com um leve açúcar residual, o conjunto algo encorpado está equilibrado e agradável termina suave e levemente persistente.






Nota Pessoal: 15,5 (Prova a 15 de Jan.11)
Preço: €8,50 (Ref.)

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Quinta de S. José - Reserva 2007


Região: Douro
Castas:Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Produtor: João Brito e Cunha Lda.
Enólogo: João Brito e Cunha
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15%






Nota Introdutória:

Há sensivelmente um ano atrás adquiri umas poucas garrafas deste Quinta de S. José - Reserva 2007, guardei-as na garrafeira, na esperança que o tempo lhe trouxe-se os benefícios que só ele lhe poderia dar. Por muito bom que estivesse, não terei duvidas em afirmar que está com certeza bem melhor agora do que quando as comprei.

Já anteriormente, a quando a apresentação de outros dos seus vinhos, publiquei umas poucas notas sobre este projecto e o seu enólogo, (aqui). No entanto, penso que não fiz a justa referência à vertente enoturística da Quinta de S. José, dirigida por Ruy Brito e Cunha (Pai do enólogo), da qual vôs deixo esta imagem.



Não resisti em roubá-la do site da Quinta de S. José , por tão bem ilustrar a paz de espírito que estas paragens têm para oferecer.

As boas referências com que fiquei dos seus colheitas, Quinta de S. José - 2007 e 2008, deixaram-me elevadas expectativas, em relação a este Reserva 2007, o que numa primeira instância também pode ser comprometedor, pois o coeficiente de exigência também se torna bastante elevado. Todavia penso ter conseguido, abstrair-me o suficiente para o analisar com alguma isenção.


Notas de Prova:

Interessante, capaz de nos oferecer sensações distintas, balanceia entre a elegância e a robustez , o doce da fruta e a pimenta, enfim, um conjunto de sensações que acabam por marcar a complexidade deste blend.

Para mim estamos perante um vinho com excelente pendor gastronômico, possibilitará inúmeras harmonizações agradáveis e requintadas o que o torna desde já uma boa companhia para a mesa ou para a cave onde poderá permanecer por mais uns bons anos.

Aspecto rubi carregado, praticamente opaco e algo viscoso. Aroma intenso e persistente, com boas notas a fruta preta, chocolate, ponteado por leves notas florais(violeta), alguma tosta, tabaco e um leve toque especiado, mostrando alguma complexidade. Paladar transmite-nos de imediato a sensação a fruta preta doce, com leves notas florais , algo especiado evidenciando um agradável apimentado, a tosta e a barrica mostram-se educadamente ao longo de toda prova, bastante equilibrado onde domesticados taninos contribuem para um estilo afinado e sem arestas, encorpado quanto basta, terminando longo e persistente.

Nota Pessoal: 17 (Prova a 14 de Jan.11)
Preço: €21,0 (Ref.)

terça-feira, janeiro 25, 2011

São Domingos - Garrafeira 2005


Região: Bairrada
Castas: Baga (40%), Tinta Roriz (30%) e Cabernet Sauvignon(30%).
Enólogo: Susana Pinho e Nuno Bastos
Tipo: Tinto
Ano: 2005
Álcool: 13,5%




Nota Introdutória:

Este vinho é oriundo das Caves do Solar de São Domingos, fundada em 1937 por Elpídio Martins Semedo e dirigida desde 1970 por Lopo de Sousa Freitas.
A aposta inicial na produção de espumantes, trouxe-lhes notoriedade, posteriormente alargaram a sua actividade a outros segmentos, aguardentes velhas, bagaceiras, vinhos Bairrada, Dão e, mais recentemente, Beiras e Douro.

Uma das casta que compõem este blend, São Domingos - Garrafeira 2005, è precisamente uma das castas de maior notoriedade na região da Bairrada a "Baga".
Casta de paixões, com tanto de emblemática como de problemática, em que os desequilíbrios nos níveis de teor alcoólico, assim como a sua riqueza em taninos, muitas vezes responsáveis pelos elevados níveis de adstringência, necessitam de muita experiencia e perícia no seu manuseamento. É uma casta, que quando bem acompanhada e manuseada, poderá dar excelentes resultados.

O ano de 2005 foi um ano clássico na Bairrada, sem grandes sobressaltos e atropelos, foi um ano que as vindimas decorreram dentro da normalidade, deixando a cargo dos enólogos e das suas capacidades a evidenciação dos vinhos bairradinos.

Este vinho obteve em 2009, uma medalha de ouro, no III Concurso de Vinhos da Bairrada. Na óptica de quem o avaliou foi provavelmente o melhor entre os seus pares.

O maior elogio que poderei tecer a este vinho prende-se, com a sua relação preço/qualidade . Apesar de não lhe atribuir o dístico de Boa Compra, por questões de comparabilidade com outros vinhos provados, não posso deixar de salientar que se trata de uma compra muitíssimo satisfatória.


Notas de Prova:

Estamos perante um vinho que não requer grandes interpretações, está equilibrado , relativamente bem estruturado, aqui a Baga bem dominada não deixou espaço para rebeldias, os taninos apesar da sua evidencia estão contextualizados , enfim! Um digno representante das Beiras Bairradinas.

Aspecto grenat intenso, levemente profundo. Aroma intenso e levemente persistente, onde sobressaem boas notas a fruta preta madura, ponteado por leves notas florais e algum vegetal denso, num bouquet onde ainda coabitam boas notas a tosta, tabaco e um leve toque especiado. Paladar fresco e algo frutado, com notas levemente terrosas e especiadas, num conjunto onde a evidencia dos taninos não se destaca em demasia, assim como a sua acidez, permitindo que o bom equilíbrio da estrutura se mantenha ao longo de toda a prova. Termina levemente longo e persistente.





Nota Pessoal: 16 (Prova a 02 de Jan.11)
Preço: €7,0 (Ref.)

terça-feira, janeiro 11, 2011

Quinta Casa Amarela - Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Franca e Tinta Roriz e Touriga Nacional.
Produtor: Laura Valente Regueiro Lda.
Enólogo: Jean-Hugues Gros
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

Aqui nasceu este vinho! Quinta da Casa Amarela, localizada na margem esquerda do Rio Douro, entre a Régua e Lamego. Nesta quinta com cerca de 15 hectares de vinhas velhas, apesar de desde  há muito aqui se produzirem vinhos do porto, só no inicio dos anos 90, optaram por comercializar uma pequenissima parte desta produção com a marca da casa.
Em 2000 surgem como produtores Doc-Douro, um projecto que tem vindo, através do bom trabalho desenvolvido, a ganhar reconhecimento e notoriedade.

Para além da aposta clara na divulgação e promoção dos seus vinhos, tarefa excelentemente assegurada por Gil Regueiro, avançaram recentemente para uma parceria com o enólogo Paulo Laureano, do qual resultou o vinho "PL LR". Um vinho que pelo breve contacto que tive, com o seu ultimo lançamento o PL LR - 2007 (tinto), me ficaram notáveis referencias.

O Quinta Casa Amarela - Reserva 2007, foi elaborado a partir de uvas provenientes de vinhas com cerca de 60 anos , vinificado em lagares de pedra e submetido a um estagio em pipas novas de carvalho francês, um vinho com a marca indelével da Região de onde provem o Douro.


Notas de Prova:

Um vinho, que se apresenta com um vigor domesticado, bem arrumado e pleno de fruta. Aqui o tempo em garrafa indicia que muito provavelmente acabou por ser um aliado deste seu equilíbrio. Está um vinho muito interessante com um excelente pendor gastronómico que dará muito prazer na companhia de pratos de carne e queijos fortes.

Aspecto rubi escuro e acetinado, concentrado e levemente profundo. Aroma elegante, intenso e persistente, do qual ressaltam excelentes notas a fruta silvestre, groselha amora, cereja, leves notas florais a violeta, vegetal, balsâmico, tostado, amanteigado ... e mais um rol de aromas que tornam o seu bouquet numa autentica sinfonia. Paladar elegante e de fino recorte, muito equilibrado, com a fruta a brindar-nos ao longo de toda aprova , algo complexo e especiado, com uma madeira muito bem integrada e bons taninos assentos numa estrutura ligeiramente encorpada terminando levemente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5/17 (Prova a 23 de Dez.10)
Preço: €22,0 (Ref.)

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