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terça-feira, janeiro 25, 2011

São Domingos - Garrafeira 2005


Região: Bairrada
Castas: Baga (40%), Tinta Roriz (30%) e Cabernet Sauvignon(30%).
Enólogo: Susana Pinho e Nuno Bastos
Tipo: Tinto
Ano: 2005
Álcool: 13,5%




Nota Introdutória:

Este vinho é oriundo das Caves do Solar de São Domingos, fundada em 1937 por Elpídio Martins Semedo e dirigida desde 1970 por Lopo de Sousa Freitas.
A aposta inicial na produção de espumantes, trouxe-lhes notoriedade, posteriormente alargaram a sua actividade a outros segmentos, aguardentes velhas, bagaceiras, vinhos Bairrada, Dão e, mais recentemente, Beiras e Douro.

Uma das casta que compõem este blend, São Domingos - Garrafeira 2005, è precisamente uma das castas de maior notoriedade na região da Bairrada a "Baga".
Casta de paixões, com tanto de emblemática como de problemática, em que os desequilíbrios nos níveis de teor alcoólico, assim como a sua riqueza em taninos, muitas vezes responsáveis pelos elevados níveis de adstringência, necessitam de muita experiencia e perícia no seu manuseamento. É uma casta, que quando bem acompanhada e manuseada, poderá dar excelentes resultados.

O ano de 2005 foi um ano clássico na Bairrada, sem grandes sobressaltos e atropelos, foi um ano que as vindimas decorreram dentro da normalidade, deixando a cargo dos enólogos e das suas capacidades a evidenciação dos vinhos bairradinos.

Este vinho obteve em 2009, uma medalha de ouro, no III Concurso de Vinhos da Bairrada. Na óptica de quem o avaliou foi provavelmente o melhor entre os seus pares.

O maior elogio que poderei tecer a este vinho prende-se, com a sua relação preço/qualidade . Apesar de não lhe atribuir o dístico de Boa Compra, por questões de comparabilidade com outros vinhos provados, não posso deixar de salientar que se trata de uma compra muitíssimo satisfatória.


Notas de Prova:

Estamos perante um vinho que não requer grandes interpretações, está equilibrado , relativamente bem estruturado, aqui a Baga bem dominada não deixou espaço para rebeldias, os taninos apesar da sua evidencia estão contextualizados , enfim! Um digno representante das Beiras Bairradinas.

Aspecto grenat intenso, levemente profundo. Aroma intenso e levemente persistente, onde sobressaem boas notas a fruta preta madura, ponteado por leves notas florais e algum vegetal denso, num bouquet onde ainda coabitam boas notas a tosta, tabaco e um leve toque especiado. Paladar fresco e algo frutado, com notas levemente terrosas e especiadas, num conjunto onde a evidencia dos taninos não se destaca em demasia, assim como a sua acidez, permitindo que o bom equilíbrio da estrutura se mantenha ao longo de toda a prova. Termina levemente longo e persistente.





Nota Pessoal: 16 (Prova a 02 de Jan.11)
Preço: €7,0 (Ref.)

terça-feira, janeiro 11, 2011

Quinta Casa Amarela - Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Franca e Tinta Roriz e Touriga Nacional.
Produtor: Laura Valente Regueiro Lda.
Enólogo: Jean-Hugues Gros
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

Aqui nasceu este vinho! Quinta da Casa Amarela, localizada na margem esquerda do Rio Douro, entre a Régua e Lamego. Nesta quinta com cerca de 15 hectares de vinhas velhas, apesar de desde  há muito aqui se produzirem vinhos do porto, só no inicio dos anos 90, optaram por comercializar uma pequenissima parte desta produção com a marca da casa.
Em 2000 surgem como produtores Doc-Douro, um projecto que tem vindo, através do bom trabalho desenvolvido, a ganhar reconhecimento e notoriedade.

Para além da aposta clara na divulgação e promoção dos seus vinhos, tarefa excelentemente assegurada por Gil Regueiro, avançaram recentemente para uma parceria com o enólogo Paulo Laureano, do qual resultou o vinho "PL LR". Um vinho que pelo breve contacto que tive, com o seu ultimo lançamento o PL LR - 2007 (tinto), me ficaram notáveis referencias.

O Quinta Casa Amarela - Reserva 2007, foi elaborado a partir de uvas provenientes de vinhas com cerca de 60 anos , vinificado em lagares de pedra e submetido a um estagio em pipas novas de carvalho francês, um vinho com a marca indelével da Região de onde provem o Douro.


Notas de Prova:

Um vinho, que se apresenta com um vigor domesticado, bem arrumado e pleno de fruta. Aqui o tempo em garrafa indicia que muito provavelmente acabou por ser um aliado deste seu equilíbrio. Está um vinho muito interessante com um excelente pendor gastronómico que dará muito prazer na companhia de pratos de carne e queijos fortes.

Aspecto rubi escuro e acetinado, concentrado e levemente profundo. Aroma elegante, intenso e persistente, do qual ressaltam excelentes notas a fruta silvestre, groselha amora, cereja, leves notas florais a violeta, vegetal, balsâmico, tostado, amanteigado ... e mais um rol de aromas que tornam o seu bouquet numa autentica sinfonia. Paladar elegante e de fino recorte, muito equilibrado, com a fruta a brindar-nos ao longo de toda aprova , algo complexo e especiado, com uma madeira muito bem integrada e bons taninos assentos numa estrutura ligeiramente encorpada terminando levemente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5/17 (Prova a 23 de Dez.10)
Preço: €22,0 (Ref.)

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Tributo - 2008


Região: Ribatejo
Castas: Syrah (85%), Grenache (12%) e Viognier (3%).
Enólogo: Rui Reguinga
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,0%






Nota Introdutória:

Curiosidade, foi o que me fez despoletar a atenção quando me cruzei com este vinho numa prateleira sei lá de onde. O que é facto é que trouxe comigo duas garrafas, pois pouco sabia a seu respeito, para além de ser mais uma obra de Rui Reguinga, e ser fruto da ousadia da plantação destas castas em pleno Ribatejo.

Para mim o essencial era vir a constatar que resultado fora este? Será que tínhamos um vinho há Cotes de Rhône? Que efeito produzira o terroir desta região? Que vinho afinal era este?

Foi então que me fui inteirar um pouco mais da sua história, a começar pelo próprio nome Tributo, tributo a quem? Ao homem que na pequena vinha da Charneca de Almeirim, de solo arenoso e de calhau rolado, teve um papel fundamental. Não fosse toda a sua vida um homem de vinhos, um vitivinicultor, seu pai.
Por este facto fácil é compreender o significado que este vinho possa ter para o enólogo Rui Reguinga.

Com um estágio de 12 meses em barricas de Carvalho Francês Allier, e 6 meses em garrafa até à data de entrada no mercado, foram produzidas somente 2000 garrafas deste Tributo 2008, tendo o mesmo sido premiado na sua categoria com o ‘Trophy’, galardão de nível mais elevado atribuído em Londres pelo mais mediático concurso de vinhos do mundo, o International Wine Challenge. Haver vamos o que penso eu disto! Aqui, parar o bem e para o mal, quem avalia sou eu!


Notas de Prova:

Um vinho cuja o pendor frutado e amadeirado, denuncia um estilo moderno. O vigor e a elegância assumem aqui uma excelente cumplicidade . Um vinho persuasivo , que correspondeu inteiramente às minhas expectativas.

Aspecto rubi escuro de bordo levemente púrpura, algo concentrado e profundo. Aroma intenso a frutos vermelhos maduros, ponteado por leves notas vegetais e balsâmicas às quais se juntam uma barrica evidente mas muito bem integrada. Paladar elegantemente pujante e volumoso, algo complexo e especiado, a conferir as boas notas a fruta vermelha madura e uma madeira bem integrada, com taninos sedosos, terminando longo e intenso.






Nota Pessoal: 17 (Prova a 12 de Dez.10)
Preço: €15,0 (Ref.)

quarta-feira, dezembro 15, 2010

La Rosa - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz
Produtor: Quinta da Rosa, Sa
Enólogo: Jorge Moreira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%






Nota Introdutória:

Este é mais um daqueles projectos pelo qual nutro uma especial simpatia, como já aqui me referi, à alguns meses atrás desloquei-me até esta quinta com o propósito de conhecer pessoalmente este projecto e esta Quinta de La Rosa propriedade da família Bergqvist há 100 anos.

Vale a pena conhecer um pouco da história desta casa e desta família inglesa que em 1715 se instala em Portugal e se dedica à produção e comercialização do vinho do porto. Foram também dos primeiros produtores da região do Douro a dedicarem-se à produção de vinhos tranquilos.

Actualmente, nesta quinta situada no Cimo Corgo, na margem direita do rio Douro, sob a direcção de Shophia e Tim Bergqvist e com a enologia a cargo de Jorge Moreira, produz-se entre outros este soberbo La Rosa (Reserva).

já aqui apresentei o La Rosa Reserva 2005, um vinho que muitíssimo me agradou e consequentemente me fez trazer aqui este  Reserva de 2007.


Notas de Prova:

Um vinho que se encontra soberbo, detentor de uma correcção impressionante, excelente representante da verdadeira classe e elegância de um vinho do Douro.

Aspecto grenat profundo e boa viscosidade. Aroma vegetal e fresco, com boas notas fruta e chocolate negro, subtilmente especiado, intenso e persistente. Paladar potente e elegante, com excelente equilíbrio e amplitude, confere as boas notas a fruta preta e chocolate, fresco, seco e vegetal ao longo de toda a prova, terminando longo e persistente.





Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 12 de Nov.10)
Preço: €28,0 (Ref.)

terça-feira, dezembro 14, 2010

Passagem - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Produtor: Quinta das Bandeiras Vinhos Unipessoal, Lda
Enólogo: Jorge Moreira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%






Nota Introdutória:

Este vinho provem do Douro Superior mais propriamente da Quinta das Bandeiras, é o resultado de um projecto entre a família Bergqvist (La Rosa) e o enólogo Jorge Moreira.

Em Abril passado a quando da minha visita à Quinta de La Rosa, e enquanto conversa com Sophia Bergqvist e provava o Passagem 2006, fiquei a saber que o próximo Passagem,este, para além de sair com a designação de "Reserva", sairia com um novo rótulo. O rótulo adoptado até então, que representava a ligação entre as famílias Bergqvist (inglesa) e Moreira (Portuguesa) não tinha sido muito bem acolhido pela ala inglesa, tendo em conta que Inglaterra não se restringia unicamente à área em destaque no antigo rótulo. Curiosidades!

Tendo conhecido as colheitas 2005 e 2006, não tenho qualquer duvida em afirmar que este projecto entrou num novo ciclo este Passagem - Reserva 2007, está num patamar francamente superior às colheitas anteriores, arriscaria mesmo a dizer que pela mão de Jorge Moreira posicionou-se na direcção de outros grandes vinhos a que este enólogo nos tem vindo a habituar.


Notas de Prova:

Um vinho muito equilibrado com uma métrica quase irrepreensível, com muita finura e elegância. Um grande vinho, um grande passo em frente, esperemos que esta melhoria se sobreponha às circunstancias favoráveis do ano 2007, e que em próximas colheitas se mantenha este registo.

Aspecto rubi carregado quase opaco. Aroma vegetal e fresco, com boas notas fruta preta e alguns registos florais, a sobressair ainda um leve especiado que  balanceia conjuntamente com uma madeira muito discreta. Paladar fresco, equilibrado e elegante, confere as boas notas a fruta preta,  levemente vegetal e especiado, com uma barrica muito bem integrada, num conjunto levemente encorpado, com taninos ajuizados, terminando longo e persistente.







Nota Pessoal: 16,5/17 (Prova a 7 de Nov.10)
Preço: €16,0 (Ref.)
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