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quinta-feira, dezembro 30, 2010

Tributo - 2008


Região: Ribatejo
Castas: Syrah (85%), Grenache (12%) e Viognier (3%).
Enólogo: Rui Reguinga
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,0%






Nota Introdutória:

Curiosidade, foi o que me fez despoletar a atenção quando me cruzei com este vinho numa prateleira sei lá de onde. O que é facto é que trouxe comigo duas garrafas, pois pouco sabia a seu respeito, para além de ser mais uma obra de Rui Reguinga, e ser fruto da ousadia da plantação destas castas em pleno Ribatejo.

Para mim o essencial era vir a constatar que resultado fora este? Será que tínhamos um vinho há Cotes de Rhône? Que efeito produzira o terroir desta região? Que vinho afinal era este?

Foi então que me fui inteirar um pouco mais da sua história, a começar pelo próprio nome Tributo, tributo a quem? Ao homem que na pequena vinha da Charneca de Almeirim, de solo arenoso e de calhau rolado, teve um papel fundamental. Não fosse toda a sua vida um homem de vinhos, um vitivinicultor, seu pai.
Por este facto fácil é compreender o significado que este vinho possa ter para o enólogo Rui Reguinga.

Com um estágio de 12 meses em barricas de Carvalho Francês Allier, e 6 meses em garrafa até à data de entrada no mercado, foram produzidas somente 2000 garrafas deste Tributo 2008, tendo o mesmo sido premiado na sua categoria com o ‘Trophy’, galardão de nível mais elevado atribuído em Londres pelo mais mediático concurso de vinhos do mundo, o International Wine Challenge. Haver vamos o que penso eu disto! Aqui, parar o bem e para o mal, quem avalia sou eu!


Notas de Prova:

Um vinho cuja o pendor frutado e amadeirado, denuncia um estilo moderno. O vigor e a elegância assumem aqui uma excelente cumplicidade . Um vinho persuasivo , que correspondeu inteiramente às minhas expectativas.

Aspecto rubi escuro de bordo levemente púrpura, algo concentrado e profundo. Aroma intenso a frutos vermelhos maduros, ponteado por leves notas vegetais e balsâmicas às quais se juntam uma barrica evidente mas muito bem integrada. Paladar elegantemente pujante e volumoso, algo complexo e especiado, a conferir as boas notas a fruta vermelha madura e uma madeira bem integrada, com taninos sedosos, terminando longo e intenso.






Nota Pessoal: 17 (Prova a 12 de Dez.10)
Preço: €15,0 (Ref.)

quarta-feira, dezembro 15, 2010

La Rosa - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz
Produtor: Quinta da Rosa, Sa
Enólogo: Jorge Moreira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%






Nota Introdutória:

Este é mais um daqueles projectos pelo qual nutro uma especial simpatia, como já aqui me referi, à alguns meses atrás desloquei-me até esta quinta com o propósito de conhecer pessoalmente este projecto e esta Quinta de La Rosa propriedade da família Bergqvist há 100 anos.

Vale a pena conhecer um pouco da história desta casa e desta família inglesa que em 1715 se instala em Portugal e se dedica à produção e comercialização do vinho do porto. Foram também dos primeiros produtores da região do Douro a dedicarem-se à produção de vinhos tranquilos.

Actualmente, nesta quinta situada no Cimo Corgo, na margem direita do rio Douro, sob a direcção de Shophia e Tim Bergqvist e com a enologia a cargo de Jorge Moreira, produz-se entre outros este soberbo La Rosa (Reserva).

já aqui apresentei o La Rosa Reserva 2005, um vinho que muitíssimo me agradou e consequentemente me fez trazer aqui este  Reserva de 2007.


Notas de Prova:

Um vinho que se encontra soberbo, detentor de uma correcção impressionante, excelente representante da verdadeira classe e elegância de um vinho do Douro.

Aspecto grenat profundo e boa viscosidade. Aroma vegetal e fresco, com boas notas fruta e chocolate negro, subtilmente especiado, intenso e persistente. Paladar potente e elegante, com excelente equilíbrio e amplitude, confere as boas notas a fruta preta e chocolate, fresco, seco e vegetal ao longo de toda a prova, terminando longo e persistente.





Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 12 de Nov.10)
Preço: €28,0 (Ref.)

terça-feira, dezembro 14, 2010

Passagem - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Produtor: Quinta das Bandeiras Vinhos Unipessoal, Lda
Enólogo: Jorge Moreira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%






Nota Introdutória:

Este vinho provem do Douro Superior mais propriamente da Quinta das Bandeiras, é o resultado de um projecto entre a família Bergqvist (La Rosa) e o enólogo Jorge Moreira.

Em Abril passado a quando da minha visita à Quinta de La Rosa, e enquanto conversa com Sophia Bergqvist e provava o Passagem 2006, fiquei a saber que o próximo Passagem,este, para além de sair com a designação de "Reserva", sairia com um novo rótulo. O rótulo adoptado até então, que representava a ligação entre as famílias Bergqvist (inglesa) e Moreira (Portuguesa) não tinha sido muito bem acolhido pela ala inglesa, tendo em conta que Inglaterra não se restringia unicamente à área em destaque no antigo rótulo. Curiosidades!

Tendo conhecido as colheitas 2005 e 2006, não tenho qualquer duvida em afirmar que este projecto entrou num novo ciclo este Passagem - Reserva 2007, está num patamar francamente superior às colheitas anteriores, arriscaria mesmo a dizer que pela mão de Jorge Moreira posicionou-se na direcção de outros grandes vinhos a que este enólogo nos tem vindo a habituar.


Notas de Prova:

Um vinho muito equilibrado com uma métrica quase irrepreensível, com muita finura e elegância. Um grande vinho, um grande passo em frente, esperemos que esta melhoria se sobreponha às circunstancias favoráveis do ano 2007, e que em próximas colheitas se mantenha este registo.

Aspecto rubi carregado quase opaco. Aroma vegetal e fresco, com boas notas fruta preta e alguns registos florais, a sobressair ainda um leve especiado que  balanceia conjuntamente com uma madeira muito discreta. Paladar fresco, equilibrado e elegante, confere as boas notas a fruta preta,  levemente vegetal e especiado, com uma barrica muito bem integrada, num conjunto levemente encorpado, com taninos ajuizados, terminando longo e persistente.







Nota Pessoal: 16,5/17 (Prova a 7 de Nov.10)
Preço: €16,0 (Ref.)

quarta-feira, novembro 24, 2010

EVS - Prova especial (Encruzado)

ENCRUZADO – A Casta e o Vinho
Uma Selecção de João Paulo Martins







Introdução:

Esta foi uma das provas especiais integradas no EVS 2010, na qual João Paulo Martins, aborda a casta Encruzado, a principal casta branca, originária e praticamente exclusiva do Dão.

A prova contou com uma boa plateia de interessados, em que dela também faziam parte, enólogos e produtores, alguns dos quais também responsáveis pelos vinhos analisados durante a prova, o que veio a contribuir para a boa dinâmica que se gerou.

A Casta:

O Encruzado, é sem duvida uma casta bastante enigmática, não existem registos da sua existência fora da região do Dão, e por este facto torna-se extremamente difícil proceder ao seu estudo com base na diversidade genética, pois desde logo está inviabilizada a possibilidade da comparabilidade. Mesmo nos nossos dias, tirando um caso ou outro, muito pouco ou nada se fala da sua saída do Dão.

Esta é realmente a casta branca de referência do Dão, mesmo não sendo a mais plantada é a casta desta região que mais se fala. Com bons níveis de produção e bastante equilíbrio em açúcar e acidez, dá origem a vinhos aromáticos de sabor acentuado e uma longevidade fora do comum, podem conservar-se em garrafa durante muitos anos.

A Prova:

Será importante referir que anteriormente a 2000, não existiam variétais de Encruzado, o que existiam eram vinhos maioritariamente feitos a partir desta casta.


Vinhos em prova:


1 - Encruzado 2010 - (amostra de cuba)

Um vinho 100% Encruzado, proveniente das mesmas vinhas da amostra de barrica.

Aqui o essencial foi verificar , o seu aspecto ainda turvo , os seus aromas primários e o seu equilíbrio, sem que se denota-se uma acidez acutilante como por vezes é característico desta casta.


2 - Encruzado 2010 - (amostra de barrica)

Um vinho de aspecto bastante mais límpido, cujos os aromas se mantinha num registo semelhante ao 1º e em que o equilíbrio aqui também se fazia notar.

Um aspecto curioso é o facto da barrica aqui não se fazer notar , esta situação deveu-se de certa forma ao facto das ditas barricas terem sido inicialmente banhadas com água morna o que contribuiu para que madeira não se propague em demasia ao vinho.


3 - Quinta dos Carvalhais 2009

Um vinho 100% Encruzado, que esteve em cubas durante algum tempo, tendo posteriormente transitado para barricas novas.

Aspecto amarelo palha, límpido. Com excelente acidez, levemente encorpado e elegante, detentor de grande pendor gastronómico.


4 - Condessa de Santar 2009 (Encruzado e Arinto)

Um vinho 50% de Encruzado, 25% de Cerceal e 25% de Arinto, com fermentação em barricas novas de carvalho francês ,onde estagiou 6 meses tendo de seguida sido engarrafado onde permaneceu durante mais algum tempo.

Aspecto bastante mais claro do que o Quinta dos Carvalhais, e aromaticamente bastante mais evidente. Contudo na boca é vinho ligeiramente menos interessante, menos encorpado e com uma acidez mais discreta.


5 - Adega de Penalva 2008

Um vinho 100% Encruzado, proveniente da Adega cooperativa de Penalva do castelo.Vinificado em cubas de inox, com temperatura controlada e final de fermentação em barricas de carvalho francês, onde estagiou durante seis meses.

Aspecto amarelo citrino, aroma muito interessante, fresco com notas a vagem desviando-se ligeiramente dos frutados. Na boca bom equilíbrio, estrutura e elegância.Salienta-se pela sua complexidade e potencial de envelhecimento.


6 - Munda 2007

Um vinho 100% Encruzado, proveniente da Quinta do Mondego, Vinificado em cubas de inox com estágio de oito meses em barricas de 500l.

Aspecto amarelo palha, aroma evoluído com nuances a pólvora. Na boca levemente seco e musculado, um vinho com carácter vincado.


7 - Quinta de Saes - 2006

Um vinho de Álvaro de Castro, 80% Encruzado e 20% Cercial, vinhas velhas, fermentou e estagiou em cubas de inox.

Aspecto amarelo fraco, aroma levemente frutado, na boca bom equilíbrio, a acidez complementa a estrutura gorda com que se apresenta.


8 - Quinta de Saes - 2005

Um vinho de Álvaro de Castro, 80% Encruzado e 20% Cercial, fermentou e estagiou em cubas de inox. Até ai tudo igual, com excepção apenas para o ano de colheita , e o que daí poderá advir.

Aspecto límpido e muito pálido, o que poderá indiciar o quanto irá ainda evoluir. Aroma muito interessante onde sobressaem notas a fruta intensa excelentes notas minerais. Na boca o equilíbrio, a finura e acidez muito correcta pautuam todo um conjunto. Um vinho que de certa forma se afasta da tipicidade da região do Dão.


9 - Quinta dos Roques - 2001

Um vinho proveniente da Quinta dos Roques, totalmente fermentado em barricas novas.

Com este vinho demos um salto, passamos para um vinho "velho" com notas resinosas, pinheiro, rebuçado caramelo …, boa acidez.

Trata-se de um vinho com características que não facilitam a sua harmonização com a comida, aqui o melhor será apostar na sua ligação com um queijo.


10 - Porta dos Cavaleiros - 1985

Proveniente das Caves de S. João, elaborado a partir de Encruzado, Bical …

Um vinho cheio de carácter resinas, bem estruturado com boa acidez e frescura nem parece um vinho com 25 anos.

11 - Centro de Estudos de Nelas branco 1971

Um vinho branco elaborado, de uma forma tradicional, a partir de 30 a 40% de Encruzado, Malvisa fina, Cercial …, com 12,5 º de Álcool.

Estamos perante um vinho evoluído portador de notas resinosas, notas florais muito muito subtis, na boca boa estrutura e uma acidez admirável, que nos indicia, que há uns poucos anos atraz esta acidez provavelmente seria bastante mais acutilante, por outro lado está impressionante, temos vinho para mais umas décadas.

(Rui A. Teixeira)

quinta-feira, novembro 18, 2010

Wine Spectatorno Top 10 da Wine Spectator


Publicado em Maio, no Lugar de Baco com direito a destaque especial  aqui. 





A conceituada revista norte-americana Wine Spectator, analisou mais de 15.800 novos lançamentos ao redor do mundo em provas cegas. Mais de 3.900 destes vinhos ganharam avaliações pendentes ou clássica (90 pontos ou mais na nossa escala de 100 pontos).

Critérios de selecção, quatro: qualidade (representada por pontuação), valor (refletido pelo preço de lançamento), disponibilidade (medido por casos fabricado ou importado), e um fator X que chamamos de emoção.

Na lista deste ano, 14 países estão representados, e a qualidade continua elevada, com uma pontuação média de 93 pontos.

Top 100 de 2010. Neste vasto universo O CARM - Reserva 2007 obteve a 9º posição.

Parabéns à família Reboredo Madeira.

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