EnglishFrenchGermanSpainItalianDutchRussianJapaneseChinese Simplified

 

quinta-feira, novembro 18, 2010

Wine Spectatorno Top 10 da Wine Spectator


Publicado em Maio, no Lugar de Baco com direito a destaque especial  aqui. 





A conceituada revista norte-americana Wine Spectator, analisou mais de 15.800 novos lançamentos ao redor do mundo em provas cegas. Mais de 3.900 destes vinhos ganharam avaliações pendentes ou clássica (90 pontos ou mais na nossa escala de 100 pontos).

Critérios de selecção, quatro: qualidade (representada por pontuação), valor (refletido pelo preço de lançamento), disponibilidade (medido por casos fabricado ou importado), e um fator X que chamamos de emoção.

Na lista deste ano, 14 países estão representados, e a qualidade continua elevada, com uma pontuação média de 93 pontos.

Top 100 de 2010. Neste vasto universo O CARM - Reserva 2007 obteve a 9º posição.

Parabéns à família Reboredo Madeira.

quinta-feira, novembro 11, 2010

Encontro com o Vinho e Sabores 2010




Terminou há poucos dias, a décima primeira edição do Encontro com o Vinho e Sabores 2010, decorreu de 5 a 8 de Novembro como habitualmente no CCL em Lisboa, um dos maiores eventos de vinhos realizados em Portugal.

Ainda no rescaldo do evento, enquanto visitante atento e participante numas poucas provas especiais, irei em traços muito gerais apresentar, um sucinto resumo desta minha visita.

Realmente trata-se de um evento notório, no qual estiveram presentes, entre outros, os principais produtores e enólogos deste país mostrando as suas ultimas novidades. Dada exposição deste evento é obvio que se torna praticamente obrigatório a presença de todos aqueles que realmente pretendam manter ou ganhar alguma relevância no meio vínico Português.

O ambiente estava agradável, reinava a boa disposição, principalmente lá mais para o fim da noite. Vai-se lá perceber porquê !!!

A boa imagem do espaço era notório, a disposição dos expositores contribuíam para a boa empatia entre visitantes e promotores, assim como era visível a salutar camaradagem entre stand's.

Notório, foi também o interesse, algum conhecimento e o civismo do público em geral, o que demonstra claramente a existência de um tipo emergente de consumidor cada vez mais esclarecido e exigente.

Naturalmente existirão sempre aspectos que poderão ser melhorados, também é verdade que irão sempre aparecer, aqueles que acham que muita coisa está mal. Enfim! Todos têm direito a opinião até aqueles que deviam estar calados.

No que concerne às conversas e provas que Lugar de Baco efectuou durante a visita a este santuário de novidades, foram muitas, muitíssimas as conversas e as provas.

Lugar de Baco, enquanto provava conversou com:
Carlos Campolargo
Diga (tinto) 2008 (MBom, 100% Petit Verdo)
Campolargo 2008 (Bom, 100% Pinot Noir)
Tiago Alves de Sousa
Abandonado 2007 (Excelente, muito equilibrado e intenso)
Vinha do Lordelo 2007 (Excelente)


Dirk Niepoort

Batuta 2008 (Excelente)

Charme 2008 (Excelente, cor pouco intensa, denota a nova linha de orientação da casa Niepoort)


José Bento dos Santos

Madrigal 2009 (MBom, 100% Viognier)

Quinta do Monte D'Oiro Reserva 2007 (Excelente)


Jorge Moreira

Poeira 2008 (Excelente)

(…)


Outros vinhos provados:

Chryseia 2007 (Excelente);

Exagon 2007 (Requer permanecer em garrafa por mais um ou dois anos no mínimo);

Quinta do Crasto - Vinhas Velhas 2008 (MBom, muito mais consensual do que o 2007);

Mouchão Reserva 2003 (MBom);

Mouchão Reserva 2005 (MBom);

PLLR - Paulo Laureano e Laura Regueiro 2007 (Excelente);

Herdade de S. Miguel Reserva 2007 (Excelente);

Herdade de S. Miguel Touriga Nacional 2007 (Excelente);

Valado Reserva 2007 ( Bom, Esperava mais);

Valado Touriga Nacional 2007 (MBom);

Solar dos Lobos Grande Escolha 2008 (MBom);

Passadouro Reserva 2008 (Excelente);

CARM Reserva 2008 (MBom);

Brett Edition 2007 (MBom, a curiosidade do nome e da sua história, boa jogada de marketing).

(…)

E muitos muitos outros, que por falta de registo e inoperância de minha memória ficaram presos no meu esquecimento, até que um destes dias ao deparar-me com as suas ditas botelhas, me ressaltem à memória.

Muitos foram também os desencontros, com vinhos e conhecidos destas paragens, o tempo nesta feira de brinquedos, como diria Pingus Vinicus, um conhecido que ainda não conheci, voa e muitas conversas e provas ficaram por ter e fazer.

Terminei esta minha visita, a vaguear calmamente por corredores e expositores do CCL levemente ébrio e com sentimento de dever cumprido, observando com plena satisfação e meio copo de Charme 2008 o final deste excelente evento.

Para o ano lá estarei ...

PS. Posteriormente publicarei os artigos das provas especiais, Encruzado - A casta e o vinho e Os vinhos dos projectos Niepoort.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Passadouro - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Vinhas Velhas, Touriga Nacional e Touriga Franca.
Produtor: Quinta do Passadouro
Enólogo: Jorge Serôdio Borges
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%






Nota Introdutória:

Quinta do Passadouro, situada em pleno vale do rio Pinhão perto de Vale de Mendiz, uma propriedade de trinta e dois hectares, dos quais a metade de vinhas, situa-se no coração da Região Demarcada do Douro.

A sua origem remonta ao sec. XVIII, sendo das uma das Quintas do Douro referenciadas pelo Barão de Forrester no seu celebre mapa do Douro.

Em 1991 é adquirida pelo holandês Dieter Bohrmann, seu actual proprietário que delega a gestão da quinta em Jorge Borges, o enólogo que tem a responsabilidade de levar a bom porto este projecto.




Daqui saíram, em tempos idos, alguns dos meus vinhos preferidos, nada me deixa mais satisfeito do que reencontrar uma boa pinga que outrora me proporcionou bons momentos e verificar que manteve ou retomou o bom rumo de outros tempos.

O Passadouro Reserva 2007, deixou-me esta boa sensação, não fosse eu um sério apreciador deste terroir e este um dos seus bons embaixadores.

Um vinho, sério para quem gosta vinhos com personalidade marcada, aconselho a sua decantação para que passivamente possa mostrar toda a sua classe e complexidade, bom potencial de envelhecimento.


Notas de Prova:

Aspecto rubi intenso, concentrado e opaco, vislumbra carácter. Aroma predominantemente especiado, vegetal e fresco, com boas notas fruta preta bem madura e flores secas, algo mentolado e resinoso, balanceado por um leve toque tostado. Paladar especiado e levemente apimentado, notas a barrica bem integrada. Confere as boas notas a fruta preta bem madura, levemente florar (violeta). Taninos a marcar presença mas sem exagerada rebeldia, final longo e persistente, um registo pujante e complexo numa estrutura bastante elegante.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 27 de Out.10)
Preço: €29,0 (Ref.)

sexta-feira, outubro 22, 2010

Bétula 2009



Região: Douro
Castas: Sauvignon Blanc (50%) e Viognier (50%)
Produtor: Catarina Montenegro Santos
Enólogo: Francisco Montenegro
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 13,5%






Nota Introdutória:

Produzido na Quinta do Torgal, situada em  Barrô, em pleno Vale do Douro, Bétula, um vinho que surge pela primeira vez no mercado o ano passado com o seu colheita 2008.

Com uma produção de 3000 garrafas o Bétula 2009 , vem claramente reforçar a qualidade do seu primeira edição e mostrar-nos o auspicioso caminho que certamente lhe estará reservado.

Elaborado a partir das castas, Viognier e Sauvignon Blanc. O Viognier fermentou e estagiou em barricas de carvalho francês , com battonage quinzenal, enquanto por sua vez o Sauvignon Blanc fermentou e estagiou a baixas temperaturas em cubas de inox.

O enólogo, Francisco Montenegro, conhecido por outros méritos, desenvolveu este blend interessantíssimo, apesar do estilo diferir um pouco dos brancos que estamos habituados a encontrar no Douro, a utilização destas duas castas de origem francesa, resultaram numa boa aposta. Embora não espelhem o terroir da região, permitiram, para além de demonstrar uma vez mais a capacidade desta região para a produção de bons vinhos, estamos perante um resultado no mínimo muito interessante, que muito provavelmente terá uma belíssima aceitação junto dos consumidores.

Tive a oportunidade de provar a colheita anterior o Bétula 2008, tratando-se de uma estreia achei-o interessante. O Bétula 2009 por sua vez, surge bastante mais afinado, um vinho que me agradou bastante, para além do mais detentor de um pendor gastronómico igualmente muito interessante.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino com laivos esverdeados, límpido e brilhante. Aroma intenso e algo persistente, em que predominam as notas vegetais e fruta madura (maça, alperce, melão, …), ponteado por leves notas citrínicas (casca de laranja) e um muito subtil fumado.  envolvido por uma mineralidade que lhe confere frescura. Paladar algo untuoso e fresco do qual se evidenciam as boas notas a fruta madura predominantes no aroma, assim como as excelentes notas vegetais que pautuam todo um conjunto que balanceia entre uma acidez e mineralidade muito correcta. A subtil barrica transmite-lhe para além do leve tostado uma suave complexidade, termina levemente longo, intenso e persistente.






Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 15 de Out.10)
Preço: €12,00 (Ref.)


PS. Prova facultada pelo produtor.

terça-feira, outubro 12, 2010

Malhadinha - 2008




Região: Alentejo
Castas: Alicante Boushet, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Tinta Miuda e Touriga Nacional.
Enólogo: Luís Duarte e Pedro Garcia
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,5%




Nota Introdutória:

Relativamente à introdução que poderia aqui proferir à cerca deste projecto, já o fiz, quando à cerca de seis meses visitei a Herdade da Malhadinha em Albernoa, e da qual publiquei um artigo em que relatava o essencial deste projecto.

Posto isto, passo a apresentar-vos o Malhadinha 2008! Como de costumo procedi ao ligeiro ritual que antecede as minhas provas (verificar os copos, temperaturas ....), ao dar inicio à degustação propriamente dita, por momentos, transpus a barreira geográfica que me separa da Herdade da Malhadinha Nova, e em poucos segundos revi em minha memória a fantástica herdade de onde proveio.

Esta foi néctar que comigo trouxe, para que calmamente o pudesse degustar e relembrar aquele belo fim de tarde passado naquela Herdade Alentejana.

Estas emoções circunstanciais normalmente interferem na forma como os nossos sentidos interpretam a reais características dos vinhos. Aliás, são muitas as vezes que determinado vinho nos soube divinamente bem mas passado pouco tempo num cenário completamente diferente a sua "qualidade" fica muito à quem das expectativas. Não foi a dita qualidade que se alterou foram os nossos sentidos que se deixaram levar.

È ai que ter alguma experiencia como enófilo conta, aprende-se a relativizar e dentro do possível, abstrairmo-nos de todas estas virtudes circunstanciais.

Não é este o caso, até porque durante a dita visita não provei este Malhadinha 2008, muito sinceramente e como já conhecia a colheita anterior, já esperava mais uma vez, estar perante o ex-líbris desta Herdade, um grande vinho do Alentejano.

O Malhadinha 2008, mostra-se requintado com um estilo moderno sem perder a identidade Alentejana, foi submetido a um estágio de 14 meses em barricas novas de carvalho francês, um blende carregado e complexo que me agradou bastante.


Notas de Prova:


Aspecto rubi intenso algo concentrado e opaco. Aroma carregado de notas silvestres fruta preta (groselha, amora, cereja preta …), nuances florais, tosta, cacau chocolate preto, leves notas balsâmicas, enfim uma infindável panóplia de aromas que nos embalam! Fino e elegante. Paladar atractivo e sedutor , num perfil complexo, em que as notas a fruta madura e especiadas se conjugam com notas a barrica muito bem integrada num conjunto algo encorpado. Boa acidez, com taninos sedosos e tranquilos e um final longo e persistente, um registo moderno no estilo e na atitude.

 
 



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 9 de Out.10)
Preço: €28,0 (Ref.)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...