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terça-feira, outubro 12, 2010

Malhadinha - 2008




Região: Alentejo
Castas: Alicante Boushet, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Tinta Miuda e Touriga Nacional.
Enólogo: Luís Duarte e Pedro Garcia
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,5%




Nota Introdutória:

Relativamente à introdução que poderia aqui proferir à cerca deste projecto, já o fiz, quando à cerca de seis meses visitei a Herdade da Malhadinha em Albernoa, e da qual publiquei um artigo em que relatava o essencial deste projecto.

Posto isto, passo a apresentar-vos o Malhadinha 2008! Como de costumo procedi ao ligeiro ritual que antecede as minhas provas (verificar os copos, temperaturas ....), ao dar inicio à degustação propriamente dita, por momentos, transpus a barreira geográfica que me separa da Herdade da Malhadinha Nova, e em poucos segundos revi em minha memória a fantástica herdade de onde proveio.

Esta foi néctar que comigo trouxe, para que calmamente o pudesse degustar e relembrar aquele belo fim de tarde passado naquela Herdade Alentejana.

Estas emoções circunstanciais normalmente interferem na forma como os nossos sentidos interpretam a reais características dos vinhos. Aliás, são muitas as vezes que determinado vinho nos soube divinamente bem mas passado pouco tempo num cenário completamente diferente a sua "qualidade" fica muito à quem das expectativas. Não foi a dita qualidade que se alterou foram os nossos sentidos que se deixaram levar.

È ai que ter alguma experiencia como enófilo conta, aprende-se a relativizar e dentro do possível, abstrairmo-nos de todas estas virtudes circunstanciais.

Não é este o caso, até porque durante a dita visita não provei este Malhadinha 2008, muito sinceramente e como já conhecia a colheita anterior, já esperava mais uma vez, estar perante o ex-líbris desta Herdade, um grande vinho do Alentejano.

O Malhadinha 2008, mostra-se requintado com um estilo moderno sem perder a identidade Alentejana, foi submetido a um estágio de 14 meses em barricas novas de carvalho francês, um blende carregado e complexo que me agradou bastante.


Notas de Prova:


Aspecto rubi intenso algo concentrado e opaco. Aroma carregado de notas silvestres fruta preta (groselha, amora, cereja preta …), nuances florais, tosta, cacau chocolate preto, leves notas balsâmicas, enfim uma infindável panóplia de aromas que nos embalam! Fino e elegante. Paladar atractivo e sedutor , num perfil complexo, em que as notas a fruta madura e especiadas se conjugam com notas a barrica muito bem integrada num conjunto algo encorpado. Boa acidez, com taninos sedosos e tranquilos e um final longo e persistente, um registo moderno no estilo e na atitude.

 
 



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 9 de Out.10)
Preço: €28,0 (Ref.)

quinta-feira, outubro 07, 2010

Primeira Paixão - 2009



Região: Madeira
Castas: Verdelho
Produtor: Paixão do Vinho
Enólogo: Rui Reguinga e Francisco Albuquerque
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 12,0%






Nota Introdutória:

Primeira Paixão, um branco VQPRD (Vinho de Qualidade Produzido em Região Demarcada) Madeirense, 100% Verdelho, uma das casta mais emblemáticas deste arquipélago, com grande reputação mesmo a nível internacional, adquirida essencialmente através da sua presença na elaboração dos grandes vinhos generosos Madeirenses.

Esta é seguramente uma das castas mais controversas que existe em Portugal, pelos atropelos e confusões a que tem estado sujeita. Julgo poder afirmar que conheço relativamente bem esta casta, na versão Açoriana (também o verdadeiro Verdelho).

Este foi um projecto criado com base na amizade e experiência dos dois enólogos, Francisco Albuquerque e Rui Reguinga, que a partir de 2 hectares vinhas localizadas no sítio da Vargem, no Estreito de Câmara de Lobos , se propuseram criar um vinho branco de grande qualidade.

Eis a sua segunda edição, Primeira Paixão 2009, do qual foram engarrafadas pela Adega de São Vicente, 4000 garrafas um pouco mais do dobro do que a colheita anterior, o que permitirá alargar um pouco mais o numero de contemplados.

O Primeira Paixão 2009, apresenta-se desde já muito correcto e concentrado, realmente com particularidades inerentes a uma casta que teima em fugir à  modernidade dos novos brancos.Um projecto promissor, um belo vinho.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino intenso e levemente brilhante. Aroma levemente concentrado com boas notas a fruta tropical madura (ananás, maracujá …), excelentes notas vegetais, e uma frescura harmoniosamente integrada. Paladar fresco, seco e com uma excelente mineralidade, em que as notas a fruta e vegetais   se conjugam discretamente,  contribuindo para a complexidade de um conjunto levemente encorpado, com um final médio e persistente acompanhado por um leve toque salgado que lhe confere distinção.




Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 29 de Set.10)
Preço: €12,00 (Ref.)

PS. Prova facultada pelo produtor (Paixão do Vinho)

terça-feira, outubro 05, 2010

Vinha Paz - 2008



Região: Dão
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen
Produtor: António Canto Moniz, Lda.
Enólogo: Vines & Wines (Carlos Silva, João Paulo Gouveia e Miguel Oliveira)
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,0%





Nota Introdutória:

O Dão é de facto uma região surpreendente, em tempos, uma das minhas regiões preferidas, se não a minha preferida. Mas por razões que a própria razão desconhece (apesar de se conhecerem algumas) o desalento pelos vinhos desta região foi-se instalando, contudo como querer baralhar as evidencias, por vezes, surgem vinhos que teimam em mostrar que o Dão ainda pode vir a ser o que já foi outrora.

Felizmente alguns poucos produtores ainda nos vão permitindo relembrar o quanto esta região é especial com um elevado potencial vitivinícola, permitindo vinhos nobres, complexos e elegantes.

Os vinhos de Vinha Paz, são produzidos e engarrafados por António Canto Moniz, a partir de uvas provenientes de 7,5 hectares de vinha da Quinta das Leiras, propriedade da família há quase 200 anos e 3 hectares da Barra em Silgueiros, ambas situadas na encosta Norte do Dão com exposição sul nascente compostas por vinhas velhas com mais de 40 anos e vinhas novas com 5 anos.
São vinhos de grande tipicidade que paulatinamente têm vindo a evidenciar-se pela sua qualidade que em alguns dos seus reservas se torna mesmo excepcional.

Vinha Paz 2008, um pedaço do Dão que não nos deixa indiferente, este vinho apresenta-se mais uma vez com um perfil típico.
Submetido a um estagio em meias pipas de carvalho francês e americano, apresenta-se com carácter e elegância , é um vinho que agrada, sem sombra de duvida uma boa compra.


Notas de Prova:

Aspecto rubi de concentração opaca e algo viscoso. Aroma intenso e persistente a mostrar alguma complexidade do qual se destacam notas vegetais , alguma fruta silvestre (groselha, cereja preta …), cacau e um leve balsâmico, tudo muito afinado. Paladar macio, redondo e afinado, a confirmar as boas notas vegetais, fruta silvestre e um leve toque fresco e balsâmico que pautua toda a prova, num conjunto algo encorpado e elegante, com um final longo e persistente.







Nota Pessoal: 16 (Prova a 10 de Set.10)
Preço: €8,40 (Ref.)

terça-feira, setembro 21, 2010

Frei Gigante - 2009



Região: Açores (Pico)
Castas: Arinto (97%), Verdelho e Terrantez
Enólogo: Maria Álvares
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 13,5%







Nota Introdutória:

Frei Gigante, sem sombra de dúvida, um dos melhores vinhos produzidos nos Açores.

Com a tipicidade dos vinhedos açorianos, as suas cepas são conduzidas junto ao solo em currais de pedra, as condições edafoclimáticas peculiares promovem a boa concentração dos bagos, potenciando no Arinto, casta que contribui com cerca de 97% para a produção deste vinho, a evidenciação de características muito próprias e de grande qualidade.

A sua vinificação assenta na selecção cuidada das suas uvas, numa extracção suave do mosto, decantado por gravidade, e uma fermentação repartida em cascos de carvalho francês e cubas de inox, terminando com um estágio de cerca 9 meses em cubas de inox.

Já aqui vos apresentei a colheita de 2007, que continua a merecer a minha preferência. Contudo a inegável existência de um fio condutor, do qual a colheita 2008 se afasta ligeiramente pela presença de algum açúcar residual, é retomada agora com este Frei Gigante 2009. Com um perfil muito semelhante ao de 2007, estamos perante um branco de grande qualidade, com tendência para vir a evoluir ainda mais em garrafa.

Apreciem este branco de castas tradicionais plantadas por entre currais de basalto. Um vinho que recomendo vivamente e que teima em colocar os Açores no patamar das regiões produtoras de vinhos brancos de boa qualidade.

Notas de Prova:

Aspecto Amarelo palha, límpido e brilhante. Aroma intenso com boas notas a frutas tropicais (melão, ananás …) um leve toque melado e tostado, envolvido por uma agradável frescura. Paladar confirma a tropicalidade aromática, voltando a evidenciar as notas tostadas e meladas provenientes provavelmente da parcela que fermentou em barrica, bem afinado apresenta-se macio e levemente encorpado, balanceado por um belo toque mineral que lhe confere frescura, terminando ligeiramente longo e persistente.










Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 12 de Ago.10)
Preço: €4,10 (Ref.) (Açores)

quinta-feira, setembro 16, 2010

CARM (branco) Reserva - 2008


Região: Douro
Castas: Códega do Larinho, Viosinho e Rabigato (vinhas velhas com mais de 60 anos).
Produtor: CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Enólogo: Rui Madeira
Tipo: Branco
Ano: 2008
Álcool: 13%






Nota Introdutória:

Após os Tintos, Quinta do Côa - Reserva 2007, CARM (tinto) Reserva 2007, este último com direito a destaque e promoção especial aqui no Lugar de Baco, trago-vos agora o CARM (branco) Reserva-2008

A família Roboredo Madeira está de parabéns, pelos excelentes vinhos que nos tem vindo a apresentar e pelos preços conscientes com que os faz chegar ao mercado.

Este CARM (branco) Reserva-2008 é um vinho pautado pela a correcção e  harmonia. Uma vez mais a classe das vinhas velhas, a batonnage e um estágio de oito meses em barricas de carvalho francês, vêm transmitir sobriedade e carácter a este belíssimo branco.

Sem me surpreender, muito provavelmente pela expectativa já elevada promovida pela qualidade de alguns dos vinhos produzidos por esta casa, foi com bastante agrado que por diversas vezes o tenho degustado.

Servido à temperatura que rondou os 11º, este branco, claramente um branco de meia estação, vem resplandecer na companhia de queijos, alguns grelhados e um punhado amigos.

Mais uma vez não posso deixar de salientar, apesar de não lhe atribuir o dístico de boa compra, o facto de estamos perante um vinho cujo o preço, no mínimo, o considero justo.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino algo intenso, límpido e levemente brilhante. Aroma sobressaem boas notas cítricas e alguma baunilha complementadas por uma barrica já bem integrada e um ligeiro tostado, conjunto balanceado por uma mineralidade que lhe confere uma equilibrada frescura. Paladar a conferir boas notas a fruta (citricas, abacaxi …) e algum vegetal, a madeira e a tosta estão presentes de uma forma muitíssimo equilibrada, volumoso e denso pautado por um sentido de harmonia e uma leve frescura que se estende ao longo de toda a prova, terminando ligeiramente longo e algo persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 23 de Jul.10)
Preço: €8,25 (Ref.)

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