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terça-feira, setembro 21, 2010

Frei Gigante - 2009



Região: Açores (Pico)
Castas: Arinto (97%), Verdelho e Terrantez
Enólogo: Maria Álvares
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 13,5%







Nota Introdutória:

Frei Gigante, sem sombra de dúvida, um dos melhores vinhos produzidos nos Açores.

Com a tipicidade dos vinhedos açorianos, as suas cepas são conduzidas junto ao solo em currais de pedra, as condições edafoclimáticas peculiares promovem a boa concentração dos bagos, potenciando no Arinto, casta que contribui com cerca de 97% para a produção deste vinho, a evidenciação de características muito próprias e de grande qualidade.

A sua vinificação assenta na selecção cuidada das suas uvas, numa extracção suave do mosto, decantado por gravidade, e uma fermentação repartida em cascos de carvalho francês e cubas de inox, terminando com um estágio de cerca 9 meses em cubas de inox.

Já aqui vos apresentei a colheita de 2007, que continua a merecer a minha preferência. Contudo a inegável existência de um fio condutor, do qual a colheita 2008 se afasta ligeiramente pela presença de algum açúcar residual, é retomada agora com este Frei Gigante 2009. Com um perfil muito semelhante ao de 2007, estamos perante um branco de grande qualidade, com tendência para vir a evoluir ainda mais em garrafa.

Apreciem este branco de castas tradicionais plantadas por entre currais de basalto. Um vinho que recomendo vivamente e que teima em colocar os Açores no patamar das regiões produtoras de vinhos brancos de boa qualidade.

Notas de Prova:

Aspecto Amarelo palha, límpido e brilhante. Aroma intenso com boas notas a frutas tropicais (melão, ananás …) um leve toque melado e tostado, envolvido por uma agradável frescura. Paladar confirma a tropicalidade aromática, voltando a evidenciar as notas tostadas e meladas provenientes provavelmente da parcela que fermentou em barrica, bem afinado apresenta-se macio e levemente encorpado, balanceado por um belo toque mineral que lhe confere frescura, terminando ligeiramente longo e persistente.










Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 12 de Ago.10)
Preço: €4,10 (Ref.) (Açores)

quinta-feira, setembro 16, 2010

CARM (branco) Reserva - 2008


Região: Douro
Castas: Códega do Larinho, Viosinho e Rabigato (vinhas velhas com mais de 60 anos).
Produtor: CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Enólogo: Rui Madeira
Tipo: Branco
Ano: 2008
Álcool: 13%






Nota Introdutória:

Após os Tintos, Quinta do Côa - Reserva 2007, CARM (tinto) Reserva 2007, este último com direito a destaque e promoção especial aqui no Lugar de Baco, trago-vos agora o CARM (branco) Reserva-2008

A família Roboredo Madeira está de parabéns, pelos excelentes vinhos que nos tem vindo a apresentar e pelos preços conscientes com que os faz chegar ao mercado.

Este CARM (branco) Reserva-2008 é um vinho pautado pela a correcção e  harmonia. Uma vez mais a classe das vinhas velhas, a batonnage e um estágio de oito meses em barricas de carvalho francês, vêm transmitir sobriedade e carácter a este belíssimo branco.

Sem me surpreender, muito provavelmente pela expectativa já elevada promovida pela qualidade de alguns dos vinhos produzidos por esta casa, foi com bastante agrado que por diversas vezes o tenho degustado.

Servido à temperatura que rondou os 11º, este branco, claramente um branco de meia estação, vem resplandecer na companhia de queijos, alguns grelhados e um punhado amigos.

Mais uma vez não posso deixar de salientar, apesar de não lhe atribuir o dístico de boa compra, o facto de estamos perante um vinho cujo o preço, no mínimo, o considero justo.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino algo intenso, límpido e levemente brilhante. Aroma sobressaem boas notas cítricas e alguma baunilha complementadas por uma barrica já bem integrada e um ligeiro tostado, conjunto balanceado por uma mineralidade que lhe confere uma equilibrada frescura. Paladar a conferir boas notas a fruta (citricas, abacaxi …) e algum vegetal, a madeira e a tosta estão presentes de uma forma muitíssimo equilibrada, volumoso e denso pautado por um sentido de harmonia e uma leve frescura que se estende ao longo de toda a prova, terminando ligeiramente longo e algo persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 23 de Jul.10)
Preço: €8,25 (Ref.)

quarta-feira, julho 28, 2010

A Pressa




Lá estamos nós acorrer atrás “à frente” das últimas novidades, com receio de não estar a par, daquele grande vinho, daquele grande produtor. Enfim! Da desenfreada concorrência do mercado em que todos nós damos a nossa “valiosa” contribuição.


Ainda o outro dia dei comigo a pensar, como esta situação deverá ser incómoda para “alguns” enólogos, o mercado a “bradar” por um vinho que ainda carecia de mais algum tempo para se equilibrar.


Estamos perante uma faca de dois gumes, por um lado exige-se a novidade por outro lado sai-mos todos penalizados, quando digo todos refiro-me mesmo a todos, consumidores, comerciais, produtores e enólogos.


Quando um consumidor chega a uma garrafeira e compra aquela novidade, aquele grande vinho, cuja a colheita anterior foi bastante referenciada pela critica, e muitas vezes à conta disso o preço é tudo menos simpático, quando decide abrir aquela botelha de expectativa e se depara com um vinho ainda em busca de equilíbrio, a decepção será grande e muitas vezes sem se aperceber que este necessitaria apenas de mais algum tempo em garrafa, a imagem negativa com que ficou daquele contacto precipitado irá perpetuar, e muito provavelmente a de alguns dos seus amigos também.


Por tudo isto meus amigos, e apesar de esta situação ser apenas o espelho da postura de uma sociedade que corre sabe-se lá para onde, não tenham Pressa.

segunda-feira, julho 26, 2010

Ázeo (branco) Reserva - 2008


Região: Douro
Castas: Várias (vinhas velhas com mais de 60 anos).
Produtor: João Brito e Cunha, Lda.
Enólogo: João Brito e Cunha
Tipo: Branco
Ano: 2008
Álcool: 13,5%







Nota Introdutória:

Um belo vinho este Ázeo – Branco Reserva 2008, contudo, aqui, não é pelo facto de um vinho ser mais ou menos conhecido pelas hostes que deixa de ter necessidade de apresentação! Quem visita este blog poderá aqui encontrar algumas poucas notas actualizadas sobre origem dos vinhos apresentados, sem que para isso tenha que recorrer ao site do produtor. Em primeiro lugar porque, não sendo este o caso, muitas são as vezes, em que o site do produtor se encontram desactualizado ou mesmo indisponíveis e em segundo lugar porque, por mais conhecido que seja o vinho aqui apresentado, a maioria dos que por aqui passam desconhecem algumas das das notas que aqui deixo.

Enfim !! É o meu formato do momento!

Há cerca de um ano atrás tive a oportunidade de conhecer João Brito e Cunha, e desta forma inteirar-me do seu projecto, muito sucintamente aqui descrito a quando a publicação do seu vinho Quinta de S.José.

Este Ázeo – Branco Reserva 2008, está um vinho de grande categoria, de fino recorte e carácter distinto. Boa contribuição das vinhas velhas de onde proveio.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino de concentração média, límpido e levemente brilhante. Aroma discreto e elegante do qual se vão sobressaindo finas notas cítricas, um leve tosta e fumado balanceado por uma mineralidade que lhe confere uma belíssima frescura. Paladar confirma as boas notas a fruta (toranja, lima, abacaxi …), alguma tosta, o pendor mineral assegura-lhe a frescura, volumoso e cheio pautado por um sentido de proporção, elegância e complexidade que se estende ao longo de toda a prova, terminando longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 14 de Jun.10)
Preço: €15,00 (Ref.)

sexta-feira, junho 18, 2010

Cistus - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Tinta Roriz (40%), Touriga Franca(40%) e Touriga Nacional (20%)
Produtor: Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda.
Enólogo: Manuel Angel Areal
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%






Nota Introdutória:

Cistus – Reserva 2007, produzido pela Quinta do Vale da Perdiz - Sociedade Agrícola, Lda.
Sociedade esta que surge no ano 2000, com a junção entre a Vinihold e a Família Fernandes.

Através da conjugação de competências, Vinihold na área comercial e Família Fernandes, sob a direcção do Eng. António Augusto Fernandes, a produzir vinhos desde 1989, aliaram-se esforços e estratégias que visam melhorar o seu posicionamento perante os desafios de um mercado cada vez mais exigente.

A Quinta do Vale da Perdiz, situada no coração do Douro Superior nas proximidades de Torre de Moncorvo, estagiou durante quinze meses em barricas de carvalho. Em Abril de 2010 foram engarrafadas e numeradas 28 000 garrafas.

Foi de facto mais uma agradabilíssima surpresa. Já tinha tido contacto com uma colheita anterior, o “Reserva 2004”, na altura se bem me lembro, apresentou-se potente e com algum equilíbrio. Este Cistus – Reserva 2007, está mais equilibrado e apesar de continuar com um perfil potente, manifesta-se num registo ligeiramente mais elegante.

Este é um vinho cuja relação preço/qualidade me leva a enunciá-lo como boa compra, um belo representante de vinhos cujo patamar não ultrapassa os dez euros.


Notas de Prova:

Aspecto límpido de cor rubi concentrado e profundo. Aroma intenso, com boas notas a fruta preta, um leve toque floral, alguma tosta, tabaco, nuances a madeira bem integrada, afinado e persistente. Paladar certifica as boas notas a fruta preta, evidenciando leves notas balsâmicas e alguma barrica e finos taninos estão presentes mas muito bem integrados, conferindo frescura ao conjunto encorpado e bastante bem equilibrado, com um final longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 13 de Jun.10)
Preço: €9,99 (Ref.)

PS. Prova facultada pelo produtor.
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