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quarta-feira, julho 28, 2010

A Pressa




Lá estamos nós acorrer atrás “à frente” das últimas novidades, com receio de não estar a par, daquele grande vinho, daquele grande produtor. Enfim! Da desenfreada concorrência do mercado em que todos nós damos a nossa “valiosa” contribuição.


Ainda o outro dia dei comigo a pensar, como esta situação deverá ser incómoda para “alguns” enólogos, o mercado a “bradar” por um vinho que ainda carecia de mais algum tempo para se equilibrar.


Estamos perante uma faca de dois gumes, por um lado exige-se a novidade por outro lado sai-mos todos penalizados, quando digo todos refiro-me mesmo a todos, consumidores, comerciais, produtores e enólogos.


Quando um consumidor chega a uma garrafeira e compra aquela novidade, aquele grande vinho, cuja a colheita anterior foi bastante referenciada pela critica, e muitas vezes à conta disso o preço é tudo menos simpático, quando decide abrir aquela botelha de expectativa e se depara com um vinho ainda em busca de equilíbrio, a decepção será grande e muitas vezes sem se aperceber que este necessitaria apenas de mais algum tempo em garrafa, a imagem negativa com que ficou daquele contacto precipitado irá perpetuar, e muito provavelmente a de alguns dos seus amigos também.


Por tudo isto meus amigos, e apesar de esta situação ser apenas o espelho da postura de uma sociedade que corre sabe-se lá para onde, não tenham Pressa.

segunda-feira, julho 26, 2010

Ázeo (branco) Reserva - 2008


Região: Douro
Castas: Várias (vinhas velhas com mais de 60 anos).
Produtor: João Brito e Cunha, Lda.
Enólogo: João Brito e Cunha
Tipo: Branco
Ano: 2008
Álcool: 13,5%







Nota Introdutória:

Um belo vinho este Ázeo – Branco Reserva 2008, contudo, aqui, não é pelo facto de um vinho ser mais ou menos conhecido pelas hostes que deixa de ter necessidade de apresentação! Quem visita este blog poderá aqui encontrar algumas poucas notas actualizadas sobre origem dos vinhos apresentados, sem que para isso tenha que recorrer ao site do produtor. Em primeiro lugar porque, não sendo este o caso, muitas são as vezes, em que o site do produtor se encontram desactualizado ou mesmo indisponíveis e em segundo lugar porque, por mais conhecido que seja o vinho aqui apresentado, a maioria dos que por aqui passam desconhecem algumas das das notas que aqui deixo.

Enfim !! É o meu formato do momento!

Há cerca de um ano atrás tive a oportunidade de conhecer João Brito e Cunha, e desta forma inteirar-me do seu projecto, muito sucintamente aqui descrito a quando a publicação do seu vinho Quinta de S.José.

Este Ázeo – Branco Reserva 2008, está um vinho de grande categoria, de fino recorte e carácter distinto. Boa contribuição das vinhas velhas de onde proveio.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino de concentração média, límpido e levemente brilhante. Aroma discreto e elegante do qual se vão sobressaindo finas notas cítricas, um leve tosta e fumado balanceado por uma mineralidade que lhe confere uma belíssima frescura. Paladar confirma as boas notas a fruta (toranja, lima, abacaxi …), alguma tosta, o pendor mineral assegura-lhe a frescura, volumoso e cheio pautado por um sentido de proporção, elegância e complexidade que se estende ao longo de toda a prova, terminando longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 14 de Jun.10)
Preço: €15,00 (Ref.)

sexta-feira, junho 18, 2010

Cistus - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Tinta Roriz (40%), Touriga Franca(40%) e Touriga Nacional (20%)
Produtor: Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda.
Enólogo: Manuel Angel Areal
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%






Nota Introdutória:

Cistus – Reserva 2007, produzido pela Quinta do Vale da Perdiz - Sociedade Agrícola, Lda.
Sociedade esta que surge no ano 2000, com a junção entre a Vinihold e a Família Fernandes.

Através da conjugação de competências, Vinihold na área comercial e Família Fernandes, sob a direcção do Eng. António Augusto Fernandes, a produzir vinhos desde 1989, aliaram-se esforços e estratégias que visam melhorar o seu posicionamento perante os desafios de um mercado cada vez mais exigente.

A Quinta do Vale da Perdiz, situada no coração do Douro Superior nas proximidades de Torre de Moncorvo, estagiou durante quinze meses em barricas de carvalho. Em Abril de 2010 foram engarrafadas e numeradas 28 000 garrafas.

Foi de facto mais uma agradabilíssima surpresa. Já tinha tido contacto com uma colheita anterior, o “Reserva 2004”, na altura se bem me lembro, apresentou-se potente e com algum equilíbrio. Este Cistus – Reserva 2007, está mais equilibrado e apesar de continuar com um perfil potente, manifesta-se num registo ligeiramente mais elegante.

Este é um vinho cuja relação preço/qualidade me leva a enunciá-lo como boa compra, um belo representante de vinhos cujo patamar não ultrapassa os dez euros.


Notas de Prova:

Aspecto límpido de cor rubi concentrado e profundo. Aroma intenso, com boas notas a fruta preta, um leve toque floral, alguma tosta, tabaco, nuances a madeira bem integrada, afinado e persistente. Paladar certifica as boas notas a fruta preta, evidenciando leves notas balsâmicas e alguma barrica e finos taninos estão presentes mas muito bem integrados, conferindo frescura ao conjunto encorpado e bastante bem equilibrado, com um final longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 13 de Jun.10)
Preço: €9,99 (Ref.)

PS. Prova facultada pelo produtor.

sexta-feira, junho 11, 2010

Paulo Laureano - Premium 2007




Região: Alentejo
Castas: Aragonês e Trincadeira
Produtor: Paulo Laureano Vinus, Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%








Nota Introdutória:

Um belo exemplar Alentejano, com a assinatura de Paulo Laureano, é desta forma que aqui apresento este Premium de 2007.

Apesar de já por diversas vezes ter tido contacto com vinhos deste produtor foi a primeira vez que provei esta sua gama P. Laureano – Premium (tinto).

Gostei!! Vislumbra um bom estágio em madeira e alguma tipicidade proveniente do terroir desta região. Claramente Alentejano ou genuinamente Português como certamente o definiria o seu autor.

Apesar do selo a indicar a origem portuguesa das suas castas estas não estão indicadas no seu rótulo, o que em minha opinião acho uma pena!

Muitas são as vezes em que os produtores optam por não indicar este tipo de informação, há excepção dos vinhos concebidos a partir de vinhas muito velhas com grande diversidade castas, não vejo razão aparente para que esta indicação não venha no seu rótulo ou contra-rótulo, até porque os consumidores de hoje são cada vez mais exigentes, gostam de saber o que bebem, e esta para além de outras pequenas indicações tais como, tipo e tempo de estágio, etc, vão certamente contribuir para além do esclarecimento aos mais curiosos fomentar a educação e um gosto mais fundamentado pelo vinho.

Paulo Laureano – Premium 2007, um vinho muito equilibrado, de grande capacidade gastronómica, sem sombra de dúvida uma belíssima aposta!


Notas de Prova:

Aspecto límpido de cor rubi, levemente profundo e brilhante. Aroma boa intensidade e persistência, destacam-se as boas notas a fruta preta, compota, chocolate negro, tosta e um leve e envolvente fumado proveniente das barricas. Paladar confirma as boas notas a fruta preta (amora, ameixa, cereja…), ponteado por leves nuances balsâmicas e a barrica, num conjunto encorpado, pautado por um belo equilíbrio que se estende ao longo de toda a prova, com um fim de boca longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 10 de Mar.10)
Preço: €11,00 (Ref.)

Paulo Laureano Vinus





Paulo Laureano, enólogo e consultor em diversos projectos importantes de enologia, surge a partir de 1999, também como produtor dos seus próprios vinhos.

Somente em 2006 com a aquisição de 70 hectares de vinhas velhas na sub-região demarcada da Vidigueira (Alentejo) e de uma adega que se encontrava anexa a estas vinhas, cria a empresa Paulo Laureano Vinus, Lda.

Com uma área total de 78 hectares de vinhas próprias localizadas no Alentejo, das quais, os 70 hectares adquiridos na Vidigueira e oito que já lhe pertenciam, localizados em Évora (Torre de Coelheiros), focaliza-se na concepção de vinhos produzidos unicamente a partir de castas autóctones nacionais.

Este é fio condutor deste projecto, produzir vinhos de qualidade genuinamente Portugueses e a respeito do qual, Paulo Laureano profere:

"As castas portuguesas carregam uma identidade genuinamente nossa, revelam a especificidade do nosso clima e da nossa cultura. Este é um projecto que nasce de uma crença minha, de que são as nossas castas que deverão estar na base dos nossos melhores vinhos".

Chega mesmo a criar um selo presente em todos os seus rótulos que identifica os seus vinhos como produzidos unicamente com castas Portuguesas.


 Regendo-se por esta convicção, desenha os vinhos, Singularis, Dolium, Paulo Laureano - Clássico e Paulo Laureano - Premium, todos eles nas versões, branco e tinto.

Na categoria de vinhos ultra premium concebe, Paulo Laureano Selectio Alicante Boushet, Paulo Laureano/Laura Regueiro, Paulo Laureano Alicante Boushet, Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa e Paulo Laureano Reserve Vinea Julieta Talhão 24.
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