EnglishFrenchGermanSpainItalianDutchRussianJapaneseChinese Simplified

 

sexta-feira, junho 11, 2010

Paulo Laureano - Premium 2007




Região: Alentejo
Castas: Aragonês e Trincadeira
Produtor: Paulo Laureano Vinus, Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%








Nota Introdutória:

Um belo exemplar Alentejano, com a assinatura de Paulo Laureano, é desta forma que aqui apresento este Premium de 2007.

Apesar de já por diversas vezes ter tido contacto com vinhos deste produtor foi a primeira vez que provei esta sua gama P. Laureano – Premium (tinto).

Gostei!! Vislumbra um bom estágio em madeira e alguma tipicidade proveniente do terroir desta região. Claramente Alentejano ou genuinamente Português como certamente o definiria o seu autor.

Apesar do selo a indicar a origem portuguesa das suas castas estas não estão indicadas no seu rótulo, o que em minha opinião acho uma pena!

Muitas são as vezes em que os produtores optam por não indicar este tipo de informação, há excepção dos vinhos concebidos a partir de vinhas muito velhas com grande diversidade castas, não vejo razão aparente para que esta indicação não venha no seu rótulo ou contra-rótulo, até porque os consumidores de hoje são cada vez mais exigentes, gostam de saber o que bebem, e esta para além de outras pequenas indicações tais como, tipo e tempo de estágio, etc, vão certamente contribuir para além do esclarecimento aos mais curiosos fomentar a educação e um gosto mais fundamentado pelo vinho.

Paulo Laureano – Premium 2007, um vinho muito equilibrado, de grande capacidade gastronómica, sem sombra de dúvida uma belíssima aposta!


Notas de Prova:

Aspecto límpido de cor rubi, levemente profundo e brilhante. Aroma boa intensidade e persistência, destacam-se as boas notas a fruta preta, compota, chocolate negro, tosta e um leve e envolvente fumado proveniente das barricas. Paladar confirma as boas notas a fruta preta (amora, ameixa, cereja…), ponteado por leves nuances balsâmicas e a barrica, num conjunto encorpado, pautado por um belo equilíbrio que se estende ao longo de toda a prova, com um fim de boca longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 10 de Mar.10)
Preço: €11,00 (Ref.)

Paulo Laureano Vinus





Paulo Laureano, enólogo e consultor em diversos projectos importantes de enologia, surge a partir de 1999, também como produtor dos seus próprios vinhos.

Somente em 2006 com a aquisição de 70 hectares de vinhas velhas na sub-região demarcada da Vidigueira (Alentejo) e de uma adega que se encontrava anexa a estas vinhas, cria a empresa Paulo Laureano Vinus, Lda.

Com uma área total de 78 hectares de vinhas próprias localizadas no Alentejo, das quais, os 70 hectares adquiridos na Vidigueira e oito que já lhe pertenciam, localizados em Évora (Torre de Coelheiros), focaliza-se na concepção de vinhos produzidos unicamente a partir de castas autóctones nacionais.

Este é fio condutor deste projecto, produzir vinhos de qualidade genuinamente Portugueses e a respeito do qual, Paulo Laureano profere:

"As castas portuguesas carregam uma identidade genuinamente nossa, revelam a especificidade do nosso clima e da nossa cultura. Este é um projecto que nasce de uma crença minha, de que são as nossas castas que deverão estar na base dos nossos melhores vinhos".

Chega mesmo a criar um selo presente em todos os seus rótulos que identifica os seus vinhos como produzidos unicamente com castas Portuguesas.


 Regendo-se por esta convicção, desenha os vinhos, Singularis, Dolium, Paulo Laureano - Clássico e Paulo Laureano - Premium, todos eles nas versões, branco e tinto.

Na categoria de vinhos ultra premium concebe, Paulo Laureano Selectio Alicante Boushet, Paulo Laureano/Laura Regueiro, Paulo Laureano Alicante Boushet, Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa e Paulo Laureano Reserve Vinea Julieta Talhão 24.

quarta-feira, junho 02, 2010

Dona Ermelinda - Reserva 2007


Região: Palmela
Castas: Castelão, Trincadeira, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon.
Produtor: Casa Ermelinda de Freitas, Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%








Nota Introdutória:

Mais um vinho da Casa Ermelinda de Freitas, o Dona Ermelinda Reserva 2007.
Como instrumento primordial deste quarteto eis o “Castelão”! Como já tive a oportunidade de referir no meu post anterior a par do Moscatel (casta branca) é casta mais emblemática desta região. Também conhecida como “Periquita” nome que adquiriu devido à sua associação com marca do vinho Periquita, do produtor José Maria da Fonseca.

Normalmente no seu melhor, o Castelão, transmite corpo, aromas quentes, frutos (cereja, groselha, framboesa) , equilíbrio e boa capacidade de envelhecimento.

Para além das características inconfundíveis da Touriga Nacional e do Cabernet, estas foram efectivamente algumas das características que encontrei neste Dona Ermelinda Reserva 2007, um vinho bastante interessante no qual o terroir desta região, mais especificamente as terras arenosas de onde provem, deixaram uma marca indelével no seu carácter.

Claro que o estágio de 12 meses em pipas de carvalho francês, aprimorou a estrutura do conjunto que por via da extracção dos compostos odores das barricas de carvalho francês, permitiram que apurasse mais alguma complexidade aromática, proporcionando uma prova bastante interessante e uma excelente companhia para as codornizes estufadas com o próprio vinho e a deliciosa açorda de espargos que as acompanhava.


Notas de Prova:

Aspecto levemente brilhante com uma limpidez que transparece no rubi da sua cor algo concentrada. Aroma intenso e persistente evidenciando boas notas a fruta madura, framboesa e cereja preta, sobressaem ainda algumas notas florais a alfazema e violeta, terminando levemente complexo e com um espciado que se confunde nos aromas da madeira. Paladar a confirmar as boas notas a fruta de baga, vegetais e um leve especiado num conjunto algo macio e elegante em que o equilíbrio domina o fim de boca levemente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 17 de Mai.10)
Preço: €11,00 (Ref)

sexta-feira, maio 21, 2010

Casa Ermelinda Freitas




Casa Ermelinda Freitas, a produzir vinhos à cerca quatro gerações, contudo, somente a partir de 1997, dá inicio à comercialização de vinhos com marca própria.

Com as suas vinhas, situadas entre os rios Sado e Tejo, no lugarejo de Fernando Pó, em Palmela, esta casa agrícola dá primazia à principal casta da região o Castelão, também conhecido como “Piriquita”.

Para termos uma ideia da importancia que lhe é atribuida, dos 130 hectares de vinha que esta casa possuiu, 100 são da casta Castelão (Piriquita), e 30 de outras castas, Touriga Nacional, Trincadeira, Syrah, Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon.

Efectivamente tem sido notório a dedicação de Leonor Freitas, representante da 4ª geração, e o enólogo da casa, Jaime Quendera a este projecto.

Como merecido reconhecimento a este trabalho têm-se somado inúmeros prémios ganhos em concursos dos mais prestigiados do mundo, no qual se destaca, o vinho Casa Ermelinda Freitas - Syrah 2005, considerado melhor vinho tinto do Mundo em Paris no prestigiado concurso dos enólogos franceses “Vinalies Internationales 2008”.

Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007



Região: Palmela
Castas: Touriga Nacional.
Produtor: Casa Ermelinda de Freitas,Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%








A primeira vez que provei este vinho, fi-lo numa prova verdadeiramente “CEGA” na qual também foram degustados, outros dois varietais da mesma casta “Touriga Nacional”, um dos quais, apesar da sua elevada reputação e um aroma excepcional, no palato teve um desempenho bastante menos interessante de que qualquer um dos seus parceiros. O que vos posso afiançar é que o melhor dos três aqui está, o Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007.

Este Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007, fermentou em cubas-lagares de inox com temperatura controlada, e maceração pelicular prolongada. Estagiou 8 meses em meias pipas de carvalho Francês e Americano.

Apesar de ser grande apreciador de Blend´s, não dispenso de forma alguma as provas dos monovarietais, pelas quais, para além de desfrutar individualmente das características aromáticas e sabores de cada casta, servem-me enquanto enófilo para comparação de regiões e colheitas.

Trata-se de um vinho bastante interessante, mais em termos de palato do que propriamente ao nível aromático.


Notas de Prova:

Aspecto grenat concentrado e intenso, levemente profundo. Aroma medianamente intenso e persistente, notas a fruta bem madura (ameixa, amora … ), com algumas nuances florais (violeta …), balanceado por um leve tostado e madeira. Paladar a revelar-se seco, com boas notas balsâmicas, barrica e alguma fruta preta, encorpado, taninos macios, tudo com muito equilíbrio e um fim de boca levemente longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 11 de Mai.10)
Preço: €10,00 (Ref)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...