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sexta-feira, junho 11, 2010

Paulo Laureano Vinus





Paulo Laureano, enólogo e consultor em diversos projectos importantes de enologia, surge a partir de 1999, também como produtor dos seus próprios vinhos.

Somente em 2006 com a aquisição de 70 hectares de vinhas velhas na sub-região demarcada da Vidigueira (Alentejo) e de uma adega que se encontrava anexa a estas vinhas, cria a empresa Paulo Laureano Vinus, Lda.

Com uma área total de 78 hectares de vinhas próprias localizadas no Alentejo, das quais, os 70 hectares adquiridos na Vidigueira e oito que já lhe pertenciam, localizados em Évora (Torre de Coelheiros), focaliza-se na concepção de vinhos produzidos unicamente a partir de castas autóctones nacionais.

Este é fio condutor deste projecto, produzir vinhos de qualidade genuinamente Portugueses e a respeito do qual, Paulo Laureano profere:

"As castas portuguesas carregam uma identidade genuinamente nossa, revelam a especificidade do nosso clima e da nossa cultura. Este é um projecto que nasce de uma crença minha, de que são as nossas castas que deverão estar na base dos nossos melhores vinhos".

Chega mesmo a criar um selo presente em todos os seus rótulos que identifica os seus vinhos como produzidos unicamente com castas Portuguesas.


 Regendo-se por esta convicção, desenha os vinhos, Singularis, Dolium, Paulo Laureano - Clássico e Paulo Laureano - Premium, todos eles nas versões, branco e tinto.

Na categoria de vinhos ultra premium concebe, Paulo Laureano Selectio Alicante Boushet, Paulo Laureano/Laura Regueiro, Paulo Laureano Alicante Boushet, Paulo Laureano Selectio Tinta Grossa e Paulo Laureano Reserve Vinea Julieta Talhão 24.

quarta-feira, junho 02, 2010

Dona Ermelinda - Reserva 2007


Região: Palmela
Castas: Castelão, Trincadeira, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon.
Produtor: Casa Ermelinda de Freitas, Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%








Nota Introdutória:

Mais um vinho da Casa Ermelinda de Freitas, o Dona Ermelinda Reserva 2007.
Como instrumento primordial deste quarteto eis o “Castelão”! Como já tive a oportunidade de referir no meu post anterior a par do Moscatel (casta branca) é casta mais emblemática desta região. Também conhecida como “Periquita” nome que adquiriu devido à sua associação com marca do vinho Periquita, do produtor José Maria da Fonseca.

Normalmente no seu melhor, o Castelão, transmite corpo, aromas quentes, frutos (cereja, groselha, framboesa) , equilíbrio e boa capacidade de envelhecimento.

Para além das características inconfundíveis da Touriga Nacional e do Cabernet, estas foram efectivamente algumas das características que encontrei neste Dona Ermelinda Reserva 2007, um vinho bastante interessante no qual o terroir desta região, mais especificamente as terras arenosas de onde provem, deixaram uma marca indelével no seu carácter.

Claro que o estágio de 12 meses em pipas de carvalho francês, aprimorou a estrutura do conjunto que por via da extracção dos compostos odores das barricas de carvalho francês, permitiram que apurasse mais alguma complexidade aromática, proporcionando uma prova bastante interessante e uma excelente companhia para as codornizes estufadas com o próprio vinho e a deliciosa açorda de espargos que as acompanhava.


Notas de Prova:

Aspecto levemente brilhante com uma limpidez que transparece no rubi da sua cor algo concentrada. Aroma intenso e persistente evidenciando boas notas a fruta madura, framboesa e cereja preta, sobressaem ainda algumas notas florais a alfazema e violeta, terminando levemente complexo e com um espciado que se confunde nos aromas da madeira. Paladar a confirmar as boas notas a fruta de baga, vegetais e um leve especiado num conjunto algo macio e elegante em que o equilíbrio domina o fim de boca levemente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 17 de Mai.10)
Preço: €11,00 (Ref)

sexta-feira, maio 21, 2010

Casa Ermelinda Freitas




Casa Ermelinda Freitas, a produzir vinhos à cerca quatro gerações, contudo, somente a partir de 1997, dá inicio à comercialização de vinhos com marca própria.

Com as suas vinhas, situadas entre os rios Sado e Tejo, no lugarejo de Fernando Pó, em Palmela, esta casa agrícola dá primazia à principal casta da região o Castelão, também conhecido como “Piriquita”.

Para termos uma ideia da importancia que lhe é atribuida, dos 130 hectares de vinha que esta casa possuiu, 100 são da casta Castelão (Piriquita), e 30 de outras castas, Touriga Nacional, Trincadeira, Syrah, Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon.

Efectivamente tem sido notório a dedicação de Leonor Freitas, representante da 4ª geração, e o enólogo da casa, Jaime Quendera a este projecto.

Como merecido reconhecimento a este trabalho têm-se somado inúmeros prémios ganhos em concursos dos mais prestigiados do mundo, no qual se destaca, o vinho Casa Ermelinda Freitas - Syrah 2005, considerado melhor vinho tinto do Mundo em Paris no prestigiado concurso dos enólogos franceses “Vinalies Internationales 2008”.

Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007



Região: Palmela
Castas: Touriga Nacional.
Produtor: Casa Ermelinda de Freitas,Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%








A primeira vez que provei este vinho, fi-lo numa prova verdadeiramente “CEGA” na qual também foram degustados, outros dois varietais da mesma casta “Touriga Nacional”, um dos quais, apesar da sua elevada reputação e um aroma excepcional, no palato teve um desempenho bastante menos interessante de que qualquer um dos seus parceiros. O que vos posso afiançar é que o melhor dos três aqui está, o Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007.

Este Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007, fermentou em cubas-lagares de inox com temperatura controlada, e maceração pelicular prolongada. Estagiou 8 meses em meias pipas de carvalho Francês e Americano.

Apesar de ser grande apreciador de Blend´s, não dispenso de forma alguma as provas dos monovarietais, pelas quais, para além de desfrutar individualmente das características aromáticas e sabores de cada casta, servem-me enquanto enófilo para comparação de regiões e colheitas.

Trata-se de um vinho bastante interessante, mais em termos de palato do que propriamente ao nível aromático.


Notas de Prova:

Aspecto grenat concentrado e intenso, levemente profundo. Aroma medianamente intenso e persistente, notas a fruta bem madura (ameixa, amora … ), com algumas nuances florais (violeta …), balanceado por um leve tostado e madeira. Paladar a revelar-se seco, com boas notas balsâmicas, barrica e alguma fruta preta, encorpado, taninos macios, tudo com muito equilíbrio e um fim de boca levemente longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 11 de Mai.10)
Preço: €10,00 (Ref)

terça-feira, maio 11, 2010

CARM - Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca
Produtor: CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 13,5%








Nota Introdutória:

Aqui temos mais um vinho proveniente do Douro mais própriamente da CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.

Este vinho, CARM – Reserva 2007, foi produzido a partir de uvas das vinhas de Almendra no Douro Superior e submetido a um estágio de 18 meses em barricas usadas de carvalho françês e americano.

É de facto um vinho que surpreende pela sua relação preço/qualidade, estamos perante um vinho correctíssimo, bastante equilibrado no seu conjunto, um vinho guloso que agrada.


Não me vou alargar em muitos mais adjectivos, até porque ainda gostaria de aqui deixar uma nota sobre o desafio que Lugar de Baco lançou a si mesmo ao promover este vinho.

Mas em primeiro lugar gostaria ainda de salientar que a avaliação por mim efectuada a este CARM – Reserva 2007 reflecte para além da sua qualidade a sua excelente relação preço/qualidade.


Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado intenso. Aroma boa intensidade, notas a fruta preta bem madura (amora, cerejas, …), algum chocolate, baunilha, balanceando-se em brandas notas especiadas e alguma madeira. Paladar bela harmonia entre as notas a fruta preta madura e um leve especiado, tudo isto num conjunto encorpado com taninos bem arrumados, guloso sem se tornar maçador, fim de boca longo e persistente.


 





Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 15 de Abr.10)
Preço: €8,25 (Ref.)


Ao deparar-me, como já aqui referi, com a excelente relação preço/qualidade deste CARM–Reserva 2007 decidi, na prática, promove-lo junto de alguns amigos e visitantes deste blog.
Em suma, conseguiu-se juntar um número simpático de interessados, e desta forma efectuar uma enco- menda exclusiva.
O Lugar de Baco, atreveu-se a passar da escrita à prática, haver vamos o resultado desta iniciativa.

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