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sexta-feira, maio 21, 2010

Casa Ermelinda Freitas




Casa Ermelinda Freitas, a produzir vinhos à cerca quatro gerações, contudo, somente a partir de 1997, dá inicio à comercialização de vinhos com marca própria.

Com as suas vinhas, situadas entre os rios Sado e Tejo, no lugarejo de Fernando Pó, em Palmela, esta casa agrícola dá primazia à principal casta da região o Castelão, também conhecido como “Piriquita”.

Para termos uma ideia da importancia que lhe é atribuida, dos 130 hectares de vinha que esta casa possuiu, 100 são da casta Castelão (Piriquita), e 30 de outras castas, Touriga Nacional, Trincadeira, Syrah, Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon.

Efectivamente tem sido notório a dedicação de Leonor Freitas, representante da 4ª geração, e o enólogo da casa, Jaime Quendera a este projecto.

Como merecido reconhecimento a este trabalho têm-se somado inúmeros prémios ganhos em concursos dos mais prestigiados do mundo, no qual se destaca, o vinho Casa Ermelinda Freitas - Syrah 2005, considerado melhor vinho tinto do Mundo em Paris no prestigiado concurso dos enólogos franceses “Vinalies Internationales 2008”.

Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007



Região: Palmela
Castas: Touriga Nacional.
Produtor: Casa Ermelinda de Freitas,Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%








A primeira vez que provei este vinho, fi-lo numa prova verdadeiramente “CEGA” na qual também foram degustados, outros dois varietais da mesma casta “Touriga Nacional”, um dos quais, apesar da sua elevada reputação e um aroma excepcional, no palato teve um desempenho bastante menos interessante de que qualquer um dos seus parceiros. O que vos posso afiançar é que o melhor dos três aqui está, o Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007.

Este Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007, fermentou em cubas-lagares de inox com temperatura controlada, e maceração pelicular prolongada. Estagiou 8 meses em meias pipas de carvalho Francês e Americano.

Apesar de ser grande apreciador de Blend´s, não dispenso de forma alguma as provas dos monovarietais, pelas quais, para além de desfrutar individualmente das características aromáticas e sabores de cada casta, servem-me enquanto enófilo para comparação de regiões e colheitas.

Trata-se de um vinho bastante interessante, mais em termos de palato do que propriamente ao nível aromático.


Notas de Prova:

Aspecto grenat concentrado e intenso, levemente profundo. Aroma medianamente intenso e persistente, notas a fruta bem madura (ameixa, amora … ), com algumas nuances florais (violeta …), balanceado por um leve tostado e madeira. Paladar a revelar-se seco, com boas notas balsâmicas, barrica e alguma fruta preta, encorpado, taninos macios, tudo com muito equilíbrio e um fim de boca levemente longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 11 de Mai.10)
Preço: €10,00 (Ref)

terça-feira, maio 11, 2010

CARM - Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca
Produtor: CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 13,5%








Nota Introdutória:

Aqui temos mais um vinho proveniente do Douro mais própriamente da CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.

Este vinho, CARM – Reserva 2007, foi produzido a partir de uvas das vinhas de Almendra no Douro Superior e submetido a um estágio de 18 meses em barricas usadas de carvalho françês e americano.

É de facto um vinho que surpreende pela sua relação preço/qualidade, estamos perante um vinho correctíssimo, bastante equilibrado no seu conjunto, um vinho guloso que agrada.


Não me vou alargar em muitos mais adjectivos, até porque ainda gostaria de aqui deixar uma nota sobre o desafio que Lugar de Baco lançou a si mesmo ao promover este vinho.

Mas em primeiro lugar gostaria ainda de salientar que a avaliação por mim efectuada a este CARM – Reserva 2007 reflecte para além da sua qualidade a sua excelente relação preço/qualidade.


Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado intenso. Aroma boa intensidade, notas a fruta preta bem madura (amora, cerejas, …), algum chocolate, baunilha, balanceando-se em brandas notas especiadas e alguma madeira. Paladar bela harmonia entre as notas a fruta preta madura e um leve especiado, tudo isto num conjunto encorpado com taninos bem arrumados, guloso sem se tornar maçador, fim de boca longo e persistente.


 





Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 15 de Abr.10)
Preço: €8,25 (Ref.)


Ao deparar-me, como já aqui referi, com a excelente relação preço/qualidade deste CARM–Reserva 2007 decidi, na prática, promove-lo junto de alguns amigos e visitantes deste blog.
Em suma, conseguiu-se juntar um número simpático de interessados, e desta forma efectuar uma enco- menda exclusiva.
O Lugar de Baco, atreveu-se a passar da escrita à prática, haver vamos o resultado desta iniciativa.

terça-feira, maio 04, 2010

Redoma (branco) 2008


Região: Douro
Castas: Codega, Rabigato, Donzelinho, Viosinho, Arinto e outras.
Produtor: Niepoort Vinhos S.A.
Tipo: Branco

Ano: 2008
Álcool: 13,0%



Nota Introdutória:

Este é uma das casas mais conceituadas do Douro assim como o seu actual mentor Dirk Niepoort, figura incontornável não só pela qualidade dos vinhos a que nos habituou mas também pelos seus projectos inovadores e de grande expressão na promoção dos vinhos do Douro.

Se bem me lembro, tive um pequeno desentendimento com o ultimo Redoma que publiquei, o tinto 2005, somente numa segunda prova e com algum custo acabei por lhe atribuir um 17. Em ambas as provas não estava nos meus dias? Até hoje mantenho a dúvida!

Com este branco 2008, não tenho a mínima duvida em relação à nota que lhe atribuí. Fiquei bastante bem impressionado com o seu potencial gastronómico e finura de conjunto.

Este Redoma (branco) 2008, provém de pequenas parcelas de vinhas velhas plantadas na margem direita do rio Douro a uma altitude que varia entre os 400 e 700 metros. Pelo que sei foi submetido a um estágio de 9 meses em barricas de carvalho francês mantendo-se durante este período um contacto com as borras finas, o que claramente lhe confere uma sensação de maior volume e redondez na boca.

Notas de Prova:

Aspecto amarelo citrino com leves laivos dourados. Aroma delicado com boas notas a fruta branca (melão, pêra, …), um leve toque a citrino, e alguma madeira muito bem integrada transmitindo ao conjunto uma boa complexidade. Paladar fino a conferir as boas notas a fruta branca e citrinos, apresenta-se harmonioso, com alguma untuosidade e uma correctíssima acidez, fim de boca agradavelmente longo e persistente.





Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 11 de Mar.10)
Preço: €14,0 (Ref.)

domingo, abril 25, 2010

Herdade da Malhadinha Nova


Já há muito que era minha intenção, visitar esta Herdade Alentejana, situada em Albernoa no Baixo Alentejo.

Após chegada ao Hotel Vila Galé Clube de Campo, a 25 km de Beja, onde ficamos alojados, pusemo-nos a caminho, passado muito pouco tempo já lá estávamos, ao portão da Herdade da Malhadinha Nova.





Entramos, percorremos um arruamento que nos guiou até à fachada principal de uma casa de típica traça alentejana meticulosamente recuperada, ao contorná-la fomos ter ao largo, onde do lado oposto a esta moradia se estendia um edifício no qual integram a adega e um restaurante gourmet.

Dirigimo-nos então até hall de entrada deste edifício, onde de imediato e muito simpaticamente nos vieram receber.




Enquanto aguardávamos pela guia que nos levaria a conhecer os quatro cantos da herdade, aproveitei para dar uma espreitada às cavalariças e picadeiro. Enquanto trocava dois dedos de conversa com o equitador e responsável técnico pela criação de cavalos da herdade, fui informado que a guia chegara e que me esperava para darmos inicio ao nosso propósito.

Então de jipe, lá fomos nós, à medida que percorríamos este monte rural tipicamente alentejano, fomos de forma bastante detalhada, tomando conhecimento de como surgiu este projecto, quais as suas áreas de incidência e que linhas orientadoras asseguram um futuro que se prevê promissor para este projecto.





Foi em 1998, com a aquisição desta propriedade de 200 hectares, pela família Soares, que este projecto teve o seu inicio.

Deu-se então inicio à recuperação meticulosa desta herdade, primeiramente com a casa da família, que data de 1926, e na a qual ficam alojados, sempre que se deslocam do Algarve, local onde residem a maior parte do ano.

Nesta herdade, apenas existia um olival do qual ainda hoje se produz o excelente azeite da marca “Malhadinha”.

A total inexistência de vinhas na herdade, levou à plantação de 27 hectares de vinha, inicialmente com 20 hectares a produzir a partir de 2003 e um pouco mais tarde mais 7 hectares de vinha nova.

À medida que vamos percorrendo os arruamentos que atravessam as vinhas, podemos observar umas pequenas placas colocadas nos topos das plantações, com a designação da casta ali plantada.

Antão Vaz, Viognier, Verdelho, Petit Manseng, Arinto, Roupeiro e Chardonnay nas castas brancas; Aragonês, Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Tinta Caiada, Syrah e Alfrocheiro nas tintas. Enfim! Uma panóplia de excelentes castas que permitem aos seus enólogos comporem os belíssimos vinhos que a Herdade da Malhadinha Nova nos oferece.




E assim continuamos, passando pelos pastos onde com toda a calma e serenidade os animais pastavam.

Até que chegamos ao Country House & Spa, unidade hoteleira que só em 2007 vinha a integrar o projecto da Malhadinha Nova, aqui mais uma vez é possível testemunhar o cuidado em integrar elementos de traça tradicional com outros mais modernos, assim como, a localização escolhida para a implementação do hotel e a bela piscina debruçada sobre a paisagem tipica do vinhedo alentejano.




Regressamos então ao local de onde partimos, o edifício da Adega. Ai ficamos a conhecer como se desenrolava todo processo de vinificação dos vinhos da Malhadinha da Nova.

Com o inicio das vindimas normalmente nos finais de Agosto, a apanha é manual e as uvas transportadas até à adega em pequenas caixas de 12 kg, onde são novamente selecionadas e submetidas ao processo de vinificação por gravidade, evitando assim a remontagem, processo que por vezes danifica a uva.

Todo este processo é superiormente orientado por Luís Duarte, o enólogo consultor e o mentor das grandes opções enológicas que aqui se tomam, com colaboração de Pedro Garcia, o enólogo residente, o controlo de todo este processo é meticulosamente assegurado.




O vinho que daqui sai vai para cave, onde à temperatura e humidade adequada é submetido a um estágio em barricas de carvalho Francês e Russo, utilizadas até ao segundo ano, sendo dada, como é óbvio, a primazia das pipas novas aos vinhos de topo que aqui se produzem.


Para terminar, passamos então ao restaurante, onde por opção nossa, decidimos efectuar as provas e alargarmo-nos na degustação ao longo de um excelente jantar.




Já a horas que convidavam, demos início ao jantar, por sugestão do Chefe começamos com deliciosas entradas, tiborno de tomate, queijo de ovelhas gratinado com orégãos e pequenos pedaços de variados enchidos de porco preto alentejano. Em seguida foi-nos apresentado cremosos de couve flor e pinhões com lascas de presunto pata negra, um saborosíssimo prato de Lombo de atum, corado na chapa, com batata doce e aipo.

Por fim e para terminarmos em doçura trouxeram-nos umas trufas surpresa de cacau, chocolate e mais qualquer coisa, estavam divinais.
Escusado será dizer que tudo isto foi divinamente acompanhado com alguns dos excelentes vinhos que esta herdade produz, tais como :

Monte da Peceguinha (branco) - 2008
Castas: Antão Vaz, Roupeiro e Verdelho
Aspecto amarelo palha
Aroma boas notas a fruta fresca meloa, pêra, pêssego e leves noances vegetais.
Paladar apresenta-se equilibrado, a manter as boas notas a fruta, as notas vegetais e minerais, boa acidez e equilibro.
Nota: 15,5

Antão Vaz (branco) - 2008
Aspecto amarelo palha.
Aroma alguma intensidadea fruta fresca meloa, pêssego,abacaxi e ananás e algo mineral.
Paladar apresenta-se equilibrado, encorpado com muito boa acidez, mantêm-se as notas frutadas, fim de boca elegante e persistente.
Nota: 16,5

Aragonês da Peceguinha (tinto) - 2007
Aspecto ruby com reflexos violáceos.
Aroma notas a fruta, cereja e ameixa preta, leves nuances a tabaco adocicado.
Paladar na boca apresenta-se vigoroso mas bastante equilibrado, com boas notas a fruta. alguma canela e um agradavel fim de boca tostado e bastante longo.
Nota: 17,0

Pequeno João (tinto) - 2007
Castas: Syra e Cabernet Sauvignon
Aspecto ruby intenso e levemente brilhante.
Aroma a fruta vermelha, e fundo mineral.

Paladar boas notas a fruta negra algum pimento, um leve tostado, taninos bem integrados num equilibrio que se estende em toda a prova e termina com um fim de boca longo e persistente.
Nota: 16,5

O Malhadinha (Reserva - 2007) - Este veio comigo em mão, apresentá-lo-ei individualmente numa outra ocasião.




O tempo, este foi muito, muito bem passado. Apesar de só termos terminado de jantar por volta da uma e meia da manhã, senti que foi pouco, e quando assim é… Bom! Só nos resta cá voltar!

Aqui ficam os nossos mais sinceros elogios a toda esta jovem equipa, que de uma forma profissional e muito, muito simpática, nos acolheu e nos inteirou deste excelente projecto que muito contribui para o bom nome do Enoturismo em Portugal.

Herdade da Malhadinha Nova
7800-601 Albernoa - Beja Portugal
Telf. +351 284 965 210 - Fax. +351 284 965 211
E-mail: reservas@malhadinhanova.pt
URL:
www.malhadinhanova.pt

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