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quinta-feira, março 25, 2010

Quinta do Todão - Reserva 2007



Região: Douro
Castas: Várias
Produtor: Sociedade Agrícola da Quinta do Todão Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%









Nota Introdutória:

Mais um vinho proveniente do Douro, mais propriamente de Gouvinhas onde fica situada a Quinta do Todão.

Esta Quinta actualmente explorada pela Quinta do Crasto chama si, através dos seu técnicos, a responsabilidade de todo o processo de enologia e viticultura que aí se realiza.

Feito a partir de vinhas velhas (com mais de 25 anos) de castas autóctones o Quinta do Todão - Reserva 2007, deixa transparecer a identidade de mais um excelente vinho duriense, em que a fruta preta e fina, e o aroma florar da Touriga Nacional se combinada com a madeira de carvalho francês onde durante 16 meses estagiou.

Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado. Aroma expressivo, apresentando notas a fruta silvestre (cereja, amora, framboesa …), madeira, algumas notas tostadas, e nuances a chocolate preto. Paladar elegante, com boas notas a fruta madura (cereja, amora framboesa …), madeira quanto basta e uma frescura que confere uma boa harmonia ao conjunto, ligeiramente encorpado, taninos bem integrados, fim de boca de média persistência.







Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 18 de Fev.10)
Preço: €11,00 (Ref.)


quinta-feira, março 18, 2010

Quanta Terra - Grande Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Nacional (65%), Tinta Barroca (18%), Touriga Franca (15%)e Sousão (2%)
Produtor: Quanta Terra, Soc. do Vinho Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007

Álcool: 14,5%







Nota Introdutória:

Este é um projecto que teve o seu início à cerca de dez anos, com os enólogos Celso Pereira e Jorge Alves.

A Quanta Terra, enquanto empresa produtora apresenta a particularidade de não possuir vinhas nem adega própria. A filosofia é “simples”, criar vinhos que se diferenciem, através da combinação de boas uvas oriundas dos diferentes terroirs do Douro.

É da Quinta do Tralhão, que provêm a maior parte das uvas que dão origem aos vinhos, Quanta Terra e Terra a Terra. As uvas aqui colhidas, são vinificadas em Alijó, zona onde está situada a adega em que estes dois enólogos ano após ano, sem falhar colheita, criam e compõem estes belíssimos vinhos.

Este, Quanta Terra – Grande Reserva 2007, é um vinho bastante interessante, robusto e seco muito a meu gosto. No entanto, e em minha opinião, este vinho poderá com o tempo evoluir ainda mais, perdendo alguma da timidez aromática que ainda apresenta e permitindo aos seus taninos, apesar de bastante bem integrados, tornarem-se ligeiramente mais macios.

Vale a pena dispensar alguma atenção a este vinho, beba-o já e se possível guarde algumas garrafas para mais tarde.


Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado intenso, chegando mesmo a apresentar uma certa opacidade. Aroma ainda um pouco fechado, deixando escapar algumas notas tostadas, madeira, alguma fruta preta, chocolate preto, complementado com boas notas vegetais e especiarias. Paladar a revelar-se intenso e seco, com boas notas balsâmicas e vegetais, barrica e alguma fruta preta, encorpado, taninos que evidenciam ainda necessidade de mais algum tempo, fim de boca longo e persistente.






Nota Pessoal: 16,5(Prova a 11 de Fev.10)
(Preço: €17,00 (Ref.)

quinta-feira, março 04, 2010

Poliphonia - Reserva 2007



Região: Alentejo
Castas: Trincadeira, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante Bouschet.
Produtor: Granacer S.A.

Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

Este projecto tem a assinatura do empresário Henrique Granadeiro, e a orientação do Enólogo Pedro Baptista, conta com cerca de 120 hectares de vinha, localizada em Reguengos de Monsaraz. Toda a vinificação é efectuada na adega do Monte dos Perdigões, equipada com o que de melhor existe, incluindo um sem-número de lagares de mármore com pisa robotizada. Entre os vinhos produzidos nesta adega temos, o Tapada do Barão tinto (colheita e colheita seleccionada), branco e rosé, o Poliphonia Reserva, e nos melhores anos, em quantidades limitadas, será produzido também Poliphonia Signature Tinto. O nome Poliphonia surge como homenagem a Luís de Freitas Branco um dos mais conhecidos compositores portugueses de sempre, pelo facto deste ter residido neste monte, e aqui composto muitas das suas obras.

Este Poliphonia Reserva – 2007, apesar de não ser de grandes exuberâncias, é um vinho, que se apresenta com um bom equilíbrio e alguma elegância, é um vinho consensual e para ser bebido já.


Notas de Prova:

Esta foi uma prova, a par de outras tantas, movida pela simples curiosidade, de um nome, um rótulo, uma região ou um enólogo conhecido por outras andanças. Valeu bem a pena! Pena é, que inúmeras são as vezes que não vale!

Aspecto ruby intenso com reflexos levemente mais escuros. Aroma intensidade média, leves notas a fruta vermelha, uma leve doçura a lembrar baunilha, alguma madeira, combinada com um suave toque balsâmico. Paladar um sabor a fruta que balanceia com a doçura da baunilha, com um leve tostado e uma madeira evidente mas arrumada, apresenta um corpo médio de certa forma ajustado, taninos fáceis e um final medianamente persistente.






Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 10 de Fev.10)
Preço: €13,0 (Ref.)

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Cartuxa (branco) - 2007


Região: Alentejo
Castas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Tipo: Branco
Ano: 2007
Álcool: 13,0%









Nota Introdutória:

Produzido, pela Fundação Eugénio de Almeida, uma instituição sobejamente conhecida pelas suas inúmeras actividades em âmbitos, culturais, educativos sociais e espirituais, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da região onde está sediada, Évora.

Neste momento esta Fundação é detentora de 460 hectares de vinha e de uma adega construída de raiz na Herdade de Pinheiros, na qual os vinhos são vinificados através de inovadoras práticas enológicas sobre a orientação do enólogo Pedro Baptista.

É na Adega de Cartuxa, pertença da fundação desde 1755, que se produzem para além dos vinhos Cartuxa, os EA, Foral de Évora, assim como o tão conceituado Pêra Manca, o Scala Coeli um vinho que só é produzido nos melhores anos, em 2009 surgiram ainda um tinto Touriga Nacional, um branco Alvarinho e o primeiro espumante da Fundação.

Este Cartuxa branco 2007, é de todo um vinho com interesse, já tive a oportunidade de o provar em diversas ocasiões, e em todas elas a minha opinião persistiu, um branco que seguramente agrada, com um bom corpo, equilíbrio e calmo como a paisagem alentejana, é sem sombra de dúvida um branco de meia estação.


Notas de Prova:

Aspecto Límpido de tonalidade amarelo citrino com laivos dourados. Aroma Boa intensidade, boas notas a fruta (ananás, pêra, …), alguma flor de laranjeira, combinada com um suave toque melado e alguma mineralidade a conferir-lhe a frescura. Paladar a revelar-se fresco e com uma boa acidez ao longo de toda a prova, com notas a fruta madura a ananás, leves nuances a pêra, encorpado, com um fim de boca agradavelmente longo e persistente.






Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 10 de Fev.10)
Preço: €10,0 (Ref.)

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Quinta da Gaivosa - 2005



Região: Douro
Castas: Tinta Amarela, Sousão, Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinto Cão e outras (20 Castas diferentes)
Produtor: Domingos Alves de Sousa
Tipo: Tinto
Ano: 2005
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

È com uma enorme satisfação que trago aqui ao Lugar de Baco o Quinta da Gaivosa, um grande vinho, produzido por um grande senhor do Douro, Domingos Alves de Sousa.

Há já algum tempo atrás tive o privilégio de o ter conhecido pessoalmente e a oportunidade de ter provado, entre vários dos seus vinhos, o seu Quinta da Gaivosa.

Do contacto com Domingos Alves de Sousa, ficou-me a imagem da seriedade e paixão com que fala dos seus vinhos, assim como orgulho que lhe açambarca a expressão quando se refere ao seu filho Tiago, um jovem com elevado nível de qualificação, que certamente cuidará, com primazia e segurança, dos destinos dos grandes vinhos Alves de Sousa.

É na Quinta da Gaivosa, com as suas vinhas localizadas na margem direita do rio Corgo, principal afluente do rio Douro, 25 hectares de vinhas com mais de 60 anos, e com cerca de vinte castas autóctones, que se produz este Quinta da Gaivosa cujo o nome o herdou da própria quinta.

Este vinho é fruto de uma série de provas, a partir das quais, Domingos Alves de Sousa, Tiago e Anselmo Mendes (enólogo consultor envolvido neste projecto desde de sempre) vão compondo através de arranjos e afinações esta sinfonia de aromas e paladares.

Para além deste Quinta da Gaivosa 2005 , muito recentemente voltei a provar as colheitas de 2000 e 2003, apesar do Quinta da Gaivosa 2003 estar excelente, a minha preferência recai ligeiramente sobre a colheita de 2005, pelo sua, elegância e recorte, julgo que ultrapassará qualquer uma das  outras duas  colheitas.

Apesar da minha manifesta simpatia por esta casa, não quero que fiquem quaisquer dúvidas, quanto à isenção da nota que lhe atribuí, estou certo que numa prova verdadeiramente cega e em situação de normalidade, muito provavelmente atribuir-lhe-ia uma pontuação muito idêntica.


Notas de Prova:

Aspecto cor rubi bastante concentrada intensa. Aroma bouquet elegante e algo complexo, com boas notas tostadas, fruta vermelha, complementado com notas vegetais e especiarias. Paladar a revelar-se Intenso, concentrado e com boa acidez ao longo de toda a prova, belíssimas notas balsâmicas e vegetais, fruta vermelha madura e leves nuances a barrica, elegantemente encorpado, com taninos bem presentes mas suaves, fim de boca longo e persistente.


As características reveladas por este vinho, mostram claramente a sua excepcional capacidade para guarda.






Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 10 de Jan.10)
Preço: €28,0 (Ref.)
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