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quarta-feira, janeiro 13, 2010

Madrigal - 2007



Região: Alenquer
Castas: Viognier
Produtor: José Bento dos Santos
Tipo: Branco
Ano: 2007
Álcool: 13,5%








Nota Introdutória:

Para dar inicio este ano às publicações das minhas notas de prova, escolhi o Madrigal 2007, por se tratar de um vinho com algum prestígio entre as hostes enófilas.

Produzido na região de Alenquer, Estremadura, na Quinta do Monte d’Oiro, pelo Eng. José Bento dos Santos, este varietal de casta Viognier, traduz de certa forma a sua aposta na produção de vinhos de elevada qualidade, de estilo europeu, sem deixar de revelar algumas evidências transmitidas pelo terroir da região onde foi produzido.

Tendo por base a filosofia dos grandes brancos franceses produzidos a partir da casta Viognier, este Madrigal 2007, vinificado 60% em cubas de inox e 40% em barricas de carvalho francês, pretende transmitir a fruta que podemos encontrar em alguns brancos das regiões de Condrieu e Château-Grillet , assim como a sua boa consistência e estrutura de boca.

Esta é uma das castas (brancas) estrangeiras que mais aprecio, apesar de, em minha opinião, achar que deverá ser dada primazia às castas nacionais, pois são estas que promovem com maior evidência a unicidade dos vinhos portugueses. Contudo, acho que as excelentes castas estrangeiras que se tem vindo introduzir em Portugal, só têm contribuído para o enriquecimento da nossa oferta, enquanto país produtor de vinhos de grande qualidade.

Quem melhor que o próprio Eng. José Bento para recomendar os pratos a acompanhar por este seu Madrigal (Viognier)?

Sugestões do produtor: Peixes e carnes acompanhadas por molhos cremosos (molhos de natas, holandaises, beurre blanc).
Delicioso com legumes (espargos, aipo, cogumelos, alcachofras) e enfatizante da frescura das entradas (como, por exemplo, uns figos com presunto, alheira com ovo ou morcela com maçã).

Mediante o carinho que este senhor, dispensa ao seu Madrigal, não me cabe, para além das minhas notas de prova tecer mais quaisquer comentários a respeito deste requintado vinho.


Notas de Prova:

Aspecto Límpido de tonalidade palha. Aroma fresco e delicado, com notas a fruta (alperce, pêssego) e nuances florais, combinadas com leves notas tostadas e alguma mineralidade a conferir-lhe a frescura. Paladar a revelar-se delicado bastante fresco e com uma boa acidez ao longo de toda a prova, com belíssimas notas a fruta e leves nuances a barrica, elegantemente encorpado, com um fim de boca levemente seco, longo e persistente.


Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 23 de Dez.09)
Preço: €17,5 (Ref.)

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Lugar de Baco elegeu em 2009!




Muitos foram os vinhos por mim provados durante este ano 2009, apenas alguns foram aqui apresentados. Destes, outros tantos foram os que possivelmente tiveram a mesma nota, ou até o mesmo o dístico de boa compra. Mas são estes, os que após um acto de reflexão distanciada foram por mim eleitos como os melhores vinhos provados em 2009, assim como as melhores compras deste ano que finda.


Os Melhores de 2009
(Tintos)





(Brancos)



As Melhores Compras de 2009

(Tintos)





(Brancos)
Diga? - 2008
Frei Gigante - 2007


Bom Ano! E muito Bons Vinhos!

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Quinta do Côa - Reserva 2007


Região: Douro
Castas : Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca.
Produtor : CARM -Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14,5%






Nota Introdutória:

A CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A. é uma empresa com actividade documentada desde meados do séc. XVII. Esta actividade agrícola desenvolve-se em torno da produção de vinhos e azeite da mais alta qualidade.

Entre as varias quintas, pertença desta casa, temos a Quinta do Côa, situada nas margens do rio Côa, cuja vinha ocupa 11 ha, entre os quais, 8 ha são de vinha velha plantada na década de 60 e 3 ha de clones seleccionados de Touriga Nacional plantados em 1995.

Sob a orientação do Enólogo Rui Madeira, produzem-se a partir das vinhas desta quinta, dois vinhos com seu nome, o Quinta do Côa e o Quinta do Côa - Reserva.

Após um período de estágio em barricas novas de carvalho francês eis o recente Quinta do Côa – Reserva 2007. Este é de facto um grande vinho, aqui está uma das boas surpresas a que eu me referia no meu post anterior.

Poderia tecer-lhe inúmeros elogios, mas não o farei, com este vinho não há subjectividades, estamos mesmo perante um excelente vinho.


Notas de Prova:

Aspecto Grnat intenso praticamente opaco.

Aroma fresco e intenso com a fruta silvestre (amora, groselha, framboesa) a sobressair, nuances a chocolate preto e boas notas a barrica, tudo muito harmonioso.

Paladar a revelar-se fresco e aveludado ao longo de toda a prova, com belíssimas notas a fruta vermelha e uma elegante envolvência a madeira, taninos firmes mas muito bem integrados, fim de boca longo e persistente.

 






Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 15 de Mai.10)
Obs. Não sei realmente o que se passou na prova anterior, o que é facto é que apesar de não lhe rever na integra as qualidades verificadas na prova de Dezembro, acho que está bastante bem, só que neste cenário não poderei continuar a distingui-lo como boa compra (preço/qualidade).

Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 10 de Mai.10)
Obs. Efectivamente não sei o que se passa com este vinho, será de algumas garrafas, será do lote ?? Perdeu alguma elegancia e apresenta-se ligeiramente enfadonho.

Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 18 de Dez.09)
Preço: €14,00 (Ref.)

terça-feira, dezembro 15, 2009

Quinta do Banco - 2004




Região : Douro
Castas : Touriga Nacional (75%) e Touriga Franca,Tinta Roriz e Tinto Cão (25%)
Produtor : António Emílio Rocha
Tipo : Tinto
Ano : 2004
Álcool : 14,0%






Nota Introdutória:

Normalmente quando me preparo para efectuar a prova de um vinho, com o qual nunca tive qualquer contacto, ressaltam-me logo as boas expectativas. No entanto muitas são as vezes que com o desenrolar da prova estas se vão desvanecendo, com este Quinta do Banco dei comigo a pensar. Paciência! Não sendo excepcional é bastante bom.

Foi efectivamente o que se passou com este Quinta do Banco 2004, para além da prova que efectuei, sei que estagiou 18 meses em madeira francesa e americana de grão extra fino, que foi distinguido com Medalha de Prata nos Concurso Mundial de Bruxelas 2008 e 2º Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2008.

O que posso eu pedir mais? Sei lá! Talvez sem perder a elegância, que fosse um pouco mais concentrado, com taninos um pouco mais macios! Aí sim, possivelmente poderia ter ficado surpreendido.
Mas atenção, isto é o meu palato a divagar, este é um vinho que vale mesmo a pena conhece-lo.


Notas de Prova:

Aspecto grnat de intensidade média. Aroma vegetal seco, tostado, um leve fumado e alguma baunilha. Paladar revela notas vegetais, seco, leves notas a frutos silvestres, levemente tostado, com taninos bem presentes, corpo mediano e final de boca levemente persistente.






Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 11 de Dez.09)
Preço: €17,00 (Ref.)

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Consensus 2006




Região : Ribatejo
Castas : Pinot Noir e Touriga Nacional
Produtor : DFJ VINHOS.
Tipo : Tinto
Ano : 2006
Álcool : 14,0%








Nota Introdutória:

Da Quinta da Fonte Bela, no Ribatejo. Chega-nos este Consensus 2006 produzido a partir de uvas colhidas em vinhedos na Estremadura, das quais 50% Pinot Noir e 50% Touriga Nacional. Este tinto estremenho foi submetido a um estágio de 9 meses em pipas de carvalho francês e 3 meses de descanso em garrafa.

Com a nota de 17/20 atribuído pela RV (Revista de Vinhos), foi considerado o melhor vinho da Estremadura de 2006. Mas sinceramente o que mais me despertou neste vinho, não foi o destaque que lhe foi atribuído por esta conceituada revista, mas sim esta reunião das duas castas tintas que mais aprecio o Pinot Noir e a Touriga Nacional.

Para mim a maior evidência deste tinto estremenho está na região de onde provem, esperava um pouco mais desta conjugação de castas, no entanto, não deixamos de estar perante um bom vinho.

Se por vezes acho que a escala 0/20, limita a diferenciação existente entre os vinhos classificados, por outro lado acho que nos liberta de uma exactidão que não existe no mundo da avaliação de vinhos.


Notas de Prova:

Aspecto Grnat intenso. Aroma Frutos vermelhos (amoras morangos), alguma compota, leves notas a madeira. Paladar confirma-se as notas a frutos bem maduros, com taninos bem integrados, corpo médio e fim de boca moderadamente persistente.







Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 25 de Nov.09)
Preço: €9,45 (Ref)
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