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terça-feira, dezembro 15, 2009

Quinta do Banco - 2004




Região : Douro
Castas : Touriga Nacional (75%) e Touriga Franca,Tinta Roriz e Tinto Cão (25%)
Produtor : António Emílio Rocha
Tipo : Tinto
Ano : 2004
Álcool : 14,0%






Nota Introdutória:

Normalmente quando me preparo para efectuar a prova de um vinho, com o qual nunca tive qualquer contacto, ressaltam-me logo as boas expectativas. No entanto muitas são as vezes que com o desenrolar da prova estas se vão desvanecendo, com este Quinta do Banco dei comigo a pensar. Paciência! Não sendo excepcional é bastante bom.

Foi efectivamente o que se passou com este Quinta do Banco 2004, para além da prova que efectuei, sei que estagiou 18 meses em madeira francesa e americana de grão extra fino, que foi distinguido com Medalha de Prata nos Concurso Mundial de Bruxelas 2008 e 2º Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2008.

O que posso eu pedir mais? Sei lá! Talvez sem perder a elegância, que fosse um pouco mais concentrado, com taninos um pouco mais macios! Aí sim, possivelmente poderia ter ficado surpreendido.
Mas atenção, isto é o meu palato a divagar, este é um vinho que vale mesmo a pena conhece-lo.


Notas de Prova:

Aspecto grnat de intensidade média. Aroma vegetal seco, tostado, um leve fumado e alguma baunilha. Paladar revela notas vegetais, seco, leves notas a frutos silvestres, levemente tostado, com taninos bem presentes, corpo mediano e final de boca levemente persistente.






Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 11 de Dez.09)
Preço: €17,00 (Ref.)

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Consensus 2006




Região : Ribatejo
Castas : Pinot Noir e Touriga Nacional
Produtor : DFJ VINHOS.
Tipo : Tinto
Ano : 2006
Álcool : 14,0%








Nota Introdutória:

Da Quinta da Fonte Bela, no Ribatejo. Chega-nos este Consensus 2006 produzido a partir de uvas colhidas em vinhedos na Estremadura, das quais 50% Pinot Noir e 50% Touriga Nacional. Este tinto estremenho foi submetido a um estágio de 9 meses em pipas de carvalho francês e 3 meses de descanso em garrafa.

Com a nota de 17/20 atribuído pela RV (Revista de Vinhos), foi considerado o melhor vinho da Estremadura de 2006. Mas sinceramente o que mais me despertou neste vinho, não foi o destaque que lhe foi atribuído por esta conceituada revista, mas sim esta reunião das duas castas tintas que mais aprecio o Pinot Noir e a Touriga Nacional.

Para mim a maior evidência deste tinto estremenho está na região de onde provem, esperava um pouco mais desta conjugação de castas, no entanto, não deixamos de estar perante um bom vinho.

Se por vezes acho que a escala 0/20, limita a diferenciação existente entre os vinhos classificados, por outro lado acho que nos liberta de uma exactidão que não existe no mundo da avaliação de vinhos.


Notas de Prova:

Aspecto Grnat intenso. Aroma Frutos vermelhos (amoras morangos), alguma compota, leves notas a madeira. Paladar confirma-se as notas a frutos bem maduros, com taninos bem integrados, corpo médio e fim de boca moderadamente persistente.







Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 25 de Nov.09)
Preço: €9,45 (Ref)

terça-feira, dezembro 01, 2009

Quinta do Portal - Reserva 2005





Região : Douro
Castas : Touriga Nacional (70%), Tinta Roriz (20%) e Touriga Franca (10%)
Produtor : Sociedade Quinta do Portal, S.A.
Tipo : Tinto
Ano : 2005
Álcool : 14,5%








Nota Introdutória:

Situada no Vale do Pinhão, centro nevrálgico do Douro vinhateiro a Quinta do Portal, casa com forte tradição Duriense, dedica-se à produção de vinhos DOC Douro, Vinhos do Porto de categorias especiais e Moscatel.

Para além da produção de vinhos, dedicam-se também ao eno-turismo, com alojamentos na Casa das Pipas e Casa do Lagar.

Gostaria ainda de realçar, que a revista Forbes elegeu a Quinta do Portal como um dos 10 Melhores Destinos de Vinho do Mundo.

Dos vinhos produzidos, apraz-me apresentar o Quinta do Portal – Reserva 2005, trata-se de mais um vinho com a típicidade Duriense, em que as castas Tourigas Nacional e Francesa e a Tinta Roriz, formam um trinómio, frequentemente presentes nos belíssimos vinhos oriundos desta região.

Para além do seu enigmático rótulo, o símbolo ornamentado no próprio vidro da garrafa, dá-lhe efectivamente um toque de unicidade.


Este é um vinho que merece ser apreciado, trata-se de um tinto genuíno, levemente austero sem deixar de ser equilibrado. Sirva-o a acompanhar um prato de carne, por exemplo, Ossobuco de Novilho com ervilhas, excelente.


Notas de Prova:

Aspecto Grnat profundo, quase opaco. Aroma algo complexo, notas florais e a frutos silvestres, especiarias. Paladar confirma-se as notas frutos bem maduros, especiarias, cacau, sedoso mas musculado, com taninos muito bem integrados, e fim de boca levemente longo e persistente, bem estruturado e de bom recorte.







Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 11 de Nov.09)
Preço: €18,00 (Ref.)

sábado, novembro 28, 2009

Avaliação de Vinhos (Lugar de Baco)


Este é um tema no qual, muitas vezes se arvoram dúvidas quando tentamos comparar avaliações efectuadas por diferentes avaliadores com, métodos, formatos e gostos diferentes.
Julgo ser imperioso, para melhor compreensão de quem consulta este tipo de informação, conhecer essencialmente o método, O formato e escala utilizada.

A Prova de vinhos por mim efectuada e publicada aqui no Lugar de Babo, obedece aos seguintes pressupostos:
- O vinho é colocado à temperatura recomendada.
- O conteúdo da garrafa, ou parte dele, é colocado num decanter para que mais rapidamente o vinho estabilize.
- É reconfirmada a temperatura e reajustada se necessário.
-O vinho é colocado num copo oficial de Prova “Schott”.
- São retiradas as notas de prova, tendo em conta os aspectos sensoriais, visão, olfacto e paladar.
- Processa-se à confrontação destas notas com o processo de vinificação pelo qual o vinho passou, assim como às características das castas que o compõem.
- Finalmente é lhe atribuído a nota.

A Avaliação (nota) dos vinhos obedece aos seguintes critérios:
- A nota é atribuída única e exclusivamente pela qualidade do vinho provado, independentemente da sua marca e do seu valor de mercado.
- Para indicação da boa relação preço/qualidade, é lhe atribuído o dístico de Boa Compra.

Escala de (O a 20 Valores)
■ 19 - 20 .........( Excepcional )
■ 17,5 - 18,5 ....( Excelente )
■ 16 - 17 .........( Muito Bom )
■ 14,5 - 15,5 ....( Bom )
■ 13 - 14 .........( Aceitavel )
■ 12,5 ...........( Sem interesse )

Em jeito de prova:
È preciso não esquecer, que numa prova de vinhos a componente subjectividade estará quase sempre inerente, a circunstância, ambiência e até o nosso estado de espírito, poderão ter reflexos na nossa apreciação, pelo que muitas das vezes realizo uma segunda prova fora destas emoções circunstanciais, tentando de certa forma, ser o mais isento possível, por vezes até de mim mesmo.

domingo, novembro 22, 2009

Quinta de S.José - 2007




Região : Douro
Castas : Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Produtor : João Brito e Cunha, Lda.
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14%








Nota Introdutória:

Quinta de S. José, junto ao rio Douro, logo a montante do Pinhão. Com 18 hectares, dos quais 10 são de vinha.

Desde de 1997, João Brito e Cunha assume a direcção enológica da Quinta de S. José. Em 2005 adquire efectivamente todos os direitos de exploração vitivinícola desta propriedade de sua família.

Como Enólogo experiente e conhecedor dos diferentes terroirs do Douro, inicia este novo projecto com a reconversão das suas vinhas. No primeiro ano produz apenas 6.000 garrafas, mas a partir de 2007 serão já 15.000 garrafas divididas por duas marcas.

O meu primeiro contacto com este vinho foi durante um jantar de degustação que decorreu no restaurante Colmeia em S.Miguel, no qual também estiveram presentes, os responsáveis pelos vinhos servidos, João Brito e Cunha e Gil E. Regueiro da Quinta da Casa Amarela.

Para além da possibilidade de provar alguns dos novos vinhos destes produtores e conhece-los pessoalmente, pude ainda saber, na primeira pessoa, qual a sua opinião relativamente aos vinhos que apresentaram.

Este Quinta de S. José, é um vinho que me surpreendeu, para além da sua boa qualidade, pelo facto de se tratar de um vinho do Douro de 2007 que se encontra prontíssimo para ser bebido. Já anteriormente foi por mim aqui referido, que considero que as colheitas de 2007 do Douro, ainda estão muito jovens, temos aqui uma excepção e possivelmente existirão algumas mais.

Não sendo um vinho para guardar, podemos e devemos desde já beber este Quinta de S. José de 2007 e continuar a busca pelos outros que por ai andarão, os tais vinhos que se bebem novos.


Notas de Prova:

Aspecto: Brilhante de cor Grnat profundo. Aroma: Notas florais a fruta vermelha, especiarias e um leve balsâmico. Paladar: Confirma-se as notas florais, especiarias, mostra-se complexo, fresco, com taninos muito bem integrados, algo encorpado e fim de boca levemente longo e persistente.







Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 09 de Nov.09)
Preço: €8,00 (Ref.)
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