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sábado, dezembro 31, 2011

TERRAS D'ALTER ( Parte II )



Dois blend's, um colheita e um reserva, vinhos elaborados pela mão experiente de Peter Bright, partir de castas muito distintas.

Ambos repousaram em madeira por uns bons meses, vinhos que apesar do fio condutor que os une, são vinhos bastante distintos.

Um colheita despretensioso mas a quem lhe foi conferida alguma atenção, um vinho feito para a mesa, a contrapor com um reserva mais elegante e elaborado e do qual não terei muitas duvidas em afirmar que irá agradar a muita gente. A relação preço/qualidade deste vinho é sem duvida correcta. Um vinho que me agradou bastante e o qual recomendo vivamente.




Terra d'Alter - 2009


Castas: Touriga Nacional, Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet 
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,5%








Notas de Prova:

Um vinho entrada de gama, sujeito a alguns cuidados quer na vinificação quer nos 6 meses que permaneceu nas barricas de carvalho francês onde estagiou.

Como já referi estamos perante um vinho despretensioso, fácil, arriscaria a dizer para o dia a dia, como tal está bastante bem.     

Aspecto  rubi com laivos violáceos e rebordo esbatido, levemente profundo e intenso. Aroma notas a fruta bem madura, algo adocicado e levemente especiado. Paladar predominantemente frutado, num conjunto algo cheio e redondo,  taninos suaves, macio e com um leve traço de rusticidade que não lhe tira a graça.  


Nota Pessoal: 15,5
Preço: €4,50 (Ref.)  



Terra d'Alter  Reserva - 2009


Castas: Vinhas velhas, Afrocheiro,Syrah e Petit Verdot
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 14,5%








Notas de Prova:

Um vinho que realmente se destacou dos demais, bem estruturado boa correcção e alguma elegância, sem exageros e desequilíbrios, os 18 meses de estágio em barrica estão patentes mas em boa proporção. Um vinho apesar de tudo ainda jovem, penso que poderá evoluir ainda um pouco mais.

Aspecto  rubi profundo com rebordo levemente violácio. Aroma intenso, onde predominam notas frutos vermelhos maduros, um tostado bastante bem integrado envolvido por leves notas especiadas. Paladar intenso e vivo onde predominam as notas frutadas, a tosta, especiarias, num conjunto encorpado e onde bons taninos sem arestas marcam o compasso, termina fresco e longo.  


Nota Pessoal: 16,5
Preço: €8,0 (Ref.)  

sexta-feira, dezembro 16, 2011

TERRAS D'ALTER ( Parte I )






Este projecto Terras d’Alter Companhia de Vinhos (aqui), nasce de uma parceria entre a Sociedade Agrícola das Antas, a Sociedade Agrícola do Monte Barrão, duas empresas com grande tradição agrícola na região de Portalegre e o enólogo australiano Peter Bright,a viver em Portugal desde 1982.

A Terras d'Alter, utiliza uvas produzidas pelos seus sócios, na região de Alter do Chão e Fronteira, embora em alguns casos recorra a outros produtores do Alto Alentejo, conforme as suas necessidades específicas.

Nesta Parte I da publicação, dos vinhos Terra d'Alter,  irei apresentar Touriga Nacional - Cabernet Souvignon-2009, Aragonez-2009 e Alicante Bouschet-2008, Três tintos alentejanos com perfil claramente novo mundo, feitos para agradar.




Terra d'Alter TN . CS - 2009
  


Castas: Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,5%








Notas de Prova:

Um vinho de 50% TN e 50% CS, estagiou em carvalho Francês entre  6 a 9 meses.   De facto denota-se a evidencia olfactiva da Touriga Nacional, enquanto no paladar a evidencia recai sobre a casta Cabernet Sauvignon. Um vinho correcto e  moderno feito para ser bebido e apreciado desde logo. 

Aspecto  rubi com rebordo violáceo, levemente  profundo e viscoso. Aroma ligeiramente intenso, onde predominam notas florais, alguma violeta característica da TN, fruta vermelha e negra madura, e onde discretas notas a tosta que lhe denunciam a passagem pelas barricas. Paladar intenso algo vibrante, onde as notas frutadas se escondem por entre  evidencias vegetais, boas notas tosta e especiarias, acompanhado por um ligeiro amargor,  conjunto levemente encorpado, com taninos bem presentes mas sem arestas, termina longo e persistente.   


Nota Pessoal: 16,0
Preço: €8,00 (Ref.)



Terra d'Alter  ARG - 2009


Castas: Aragonez (97%) e Viognier (3%)
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 14,5%









Notas de Prova:

Um vinho que segue a linha da modernidade, mostrando na sua essência as características da casta Aragonez,  escusado será dizer que não se dá pelos 3% de Viognier, apesar disto poderia em jeito de exercício tentar justificar o intuito da sua presença, mas não o farei, a explicação será mais apropriada ao enólogo. Está um vinho bastante correcto e de bom nível.     

Aspecto  rubi de média intensidade. Aroma algo intenso, onde predominam notas florais, frutos silvestre, ameixa, com nuances adocicadas temperadas por um tostado bastante bem integrado. Paladar intenso, onde predominam as notas frutadas, alguma tosta, especiarias, num conjunto bem estruturado, algo encorpado, rico em taninos finos e arrumados, termina fresco e atractivo.  


Nota Pessoal: 16,0
Preço: €7,50 (Ref.)  



Terra d'Alter  AB - 2008 
  

Castas: Alicante Bouschet 
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,5%









Notas de Prova:

Um vinho totalmente elaborado a partir da casta Alicante Bouschet, sem dúvida alguma a minha casta de eleição no Alentejo,  estagiou 14 meses em barricas novas de carvalho Francês. Um vinho que reflecte a pujança da casta, e necessidade de tempo para se mostrar. Apesar deste digno Alicante Bouschet poder desde já oferecer bastante prazer a quem o bebe, principalmente a acompanhar carnes com temperos fortes, não terei muitas duvidas em afirmar que mais um pouco de tempo em cave lhe trará algum beneficio.  

Aspecto  rubi bastante denso, praticamente opaco. Aroma predominam notas fruta negra, tosta, café e um ligeiro especiado acompanhado breves notas balsâmicas. Paladar a confirmar as boas notas fruta preta,  embalado por leves notas a tosta, chocolate negro,  especiarias e algum vegetal, num  conjunto fresco e seco bem estruturadode corpo bem dimensionado e taninos vivos e generosos, termina levemente longo e persistente. 

Nota Pessoal: 16,0
 Preço: €7,50 (Ref.)

quarta-feira, setembro 28, 2011

Castelo D'Alba Vinhas Velhas - Grande Reserva 2007



Região: Douro
Castas: Tinta Barroca, Tinta Amarela, Tinta Francisca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Souzão.
Produtor: VDS.
Enólogo: Rui Roboredo Madeira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14%






Nunca como agora fez tanto sentido realçar a boa relação preço/qualidade de um vinho, cada vez mais temos de nos preocupar na forma como gastamos os nossos euros.

Por aqui na eno-blogosfera vai-se assistindo a uma tímida abordagem a esta nova e constrangedora realidade que não deixa espaço para grandes extravagâncias, e que infelizmente parece-nos que vem para durar!

Da minha parte, exceptuando-se algum comedido ataque exaltação, é o que tentarei fazer, entre os demais, dar destaque aos vinhos que realmente valham os euros que pagamos por eles.

Embrenhado neste propósito e nas insistentes solicitações, decidi realizar  a 2ª Edição Lugar de Baco - Promoveu”. À semelhança do que aconteceu na 1ª Edição com o “CARM – Resrv.07”, esta 2ª Edição com o Castelo D’Alba – Vinhas Velhas – Grande Reserva 2007 foi um igualmente um sucesso.
Mais uma vez, o Lugar de Baco, veio a contribuir na prática para que um grupo simpático de amigos e simpatizantes deste blog adquirissem em condições igualmente simpáticas um vinho de grande categoria.

Puramente coincidência, ou não, é o facto do enólogo Rui Roboredo Madeira estar por detrás dos dois vinhos que aqui promovi, coincidência ou não é a belíssima relação preço/qualidade a presentada pelos produtores CARM e VDS.
Não fosse o ano 2007 tão especial e certamente não teríamos este  Castelo D’Alba Vinhas Velhas – Grande Reserva, pelo que me constou, uma aspiração com algum tempo, criar um Grande Reserva.

Proveniente de vinhas com mais de 40 anos, plantadas a uma altitude media de 350 m, em pleno Douro superior, estagiou durante de 18 meses em barricas de carvalho francês novas e usadas. Um verdadeiro e digno representante da sua região, Castelo D’Alba – Vinhas Velhas – Grande Reserva 2007.


Notas de Prova:

Um vinho bem estruturado, boa concentração e complexidade. O resultado do empenho e de uvas provenientes de boas vinhas velhas num ano Vintage.

O facto do estágio de 18 meses, se ter efectuado entre barricas novas e usadas, poderá ter contribuído para a forma correcta com que a madeira se mostra, não comprometendo o bom equilíbrio do conjunto.

Um vinho a beber desde já, no entanto aconselho a que seja decantado, não só pela presença de deposito, como pelo ganho que lhe trará deixando-o arejar(respirar) pelo menos 60 minutos.

Se conseguir resistir, guarde algumas garrafas, este vinho tem potencial para evoluir bastante bem, estamos perante um vinho de grande classe.

Aspecto rubi carregado, praticamente opaco. Aroma intenso e persistente, onde predominam boas notas   a fruta silvestre, bagas maduras de groselha preta e amora, com um leve toque a violeta, onde matizes vegetais lembram esteva, algum chocolate preto e boas notas a tosta. Paladar mantém o belíssimo registo entre a fruta preta e as notas a barrica, algo especiado e onde finos taninos contribuem para a boa estrutura de um conjunto  algo encorpado e atractivo. Termina longo e redondo.
Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 23 de Jul.11)
Preço: €9,90 (Ref.)

domingo, junho 12, 2011

Ponte das Canas - 2007


Região: Alentejo
Castas: Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Touriga Franca
Produtor: Vinhos da Cavaca Dourada Sa
Enólogo: Paulo Laureano
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%






Nota Introdutória:

Em 1901 a família Reynolds, adquire a conhecida  Herdade do Mouchão, propriedade  com cerca de 900 hectares, onde a cortiça é a anfitriã, mas logo, numa pequena parcela desta herdade, se plantaram vinhas e se construiu uma tradicional adega. Somente na década de cinquenta, com a expansão da área de vinha, aperfeiçoamento das tecnologias de vinificação se deu inicio à comercialização de vinho engarrafado com cunho próprio, marcando uma nova era para os vinhos da Herdade do Mouchão e até hoje, nesta herdade, se mantem praticamente inalterada a forma como se faz o vinho.

É precisamente deste pedaço Alentejano, que sai este vinho Ponte das Canas, a última das criações desta herdade, um vinho que se fica pela gama média da casa, mas a quem não poupo elogios.

Muitas foram as vezes que o recomendei a amigos e conhecidos, muitas foram as que servi em jantaradas com amigos, um vinho cujo a notoriedade e o reconhecimento da sua qualidade sempre estiveram presentes.

Apesar da comparação entre as colheitas 2006 e 2007, fazer recair a minha preferência pela colheita 2007, na prática, tratando-se de uma escala (0 - 20), os pontos fortes desta, não são para efeitos de calculo suficientemente significativas para a sua diferenciação quantitativa. Por este facto a nota atribuída a ambos acabou por ser idêntica.


Notas de Prova:

Com exuberância e um balancear entre a modernidade e alguma  teimosia em conservar as amarras da tradição!  Não é uma frase feita é efectivamente e em traços gerais a forma como defino  este  Ponte das Canas 2007. Um vinho muito bem desenhado e afinado, o qual não tenho duvida alguma em afirmar que estamos perante um vinho que não deixa ninguém indiferente.

Aspecto rubi algo intenso e  profundo. Aroma expressivo e com alguma complexidade onde predominando as boas notas a fruta silvestre  e um balsâmico já característico, sobressaem ainda leves sugestões a florais, especiarias e uma madeira bastante bem integrada. Paladar bem estruturado, consistente e elegante, ondas se evidenciam notas a groselha preta, amora, cacau, café, pimenta, esteva e uma madeira muito bem casada, onde  firmes e  agradáveis taninos dão suporte a este conjunto detentor de um equilíbrio e uma frescura notável. Termina longo e persistente. 

     

Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 18 de Fev.11)
Preço: €17,00 (Ref.)


Outras Colheitas: 2006

quarta-feira, abril 20, 2011

Herdade dos Grous (tinto) - Reserva 2008




Região: Alentejo
Castas: Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Tinta Miúda
Produtor: Herdade dos Grous
Enólogo: Luís Duarte
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,0%






Nota Introdutória:

Há algum tempo atrás, em terras Alentejanas, tive o privilégio de visitar a belíssima Herdade dos Grous, na qual, e em boa companhia, acabei mesmo por passar um excelente dia.

Adquirida em 1996 por Reinfried Pohl, um empresário alemão com interesses em diversos sectores entre os quais no turismo, cria aqui nesta herdade um pequeno oásis, um projecto integrado do qual fazem parte para além da exploração agrícola (produções hortofrutícolas, azeite, suínos , ovinos, bovinos e cavalos), uma componente turística com a gestão a cargo da Vila Vita Park e ambiental com o vinho como principal protagonista.

Em 2002 com o convite ao enólogo Luís Duarte, na altura como consultor, arrancam com a componente vitivinícola. Actualmente com uma área de 75 hectares de vinha de onde se salientam as castas tintas: Alicante Boushet, Touriga Nacional, Syrah, Tinta Miuda e as brancas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro. Possuem ainda uma moderna adega onde através da tecnologia mais recente se vinificam os excelentes vinhos que aqui se produzem, única e exclusivamente vinhos do segmento Icon e superpremium, brancos e tintos, sem sombra de duvida são já uma referencia incontornável nos vinhos Alentejanos.

Este Herdade dos Grous- Reserva 2008 (T), surge com algumas alterações relativamente às colheitas anteriores, a integração no lote da Tinta Miúda, em substituição do Syrah e um prolongamento do estágio de 12 para 16 meses, em barricas novas de carvalho Francês.

Notas de Prova:

Um vinho de perfil bastante requintado e elegante, mas quanto a mim, padece de um toque de vigor, que lhe afinque o carácter, não se tratasse-se de um Superpremium. Um vinho diga-se de passagem, que apesar de novo está pronto para ser bebido desde já, obviamente em ocasiões e com condições que o dignifiquem.

Aspecto rubi levemente carregado, profundo e acetinado. Aroma sem grande exuberância, diria mesmo tímido, onde sobressaem leves notas a fruta preta madura, nuances balsâmicas e uma barrica bem integrada. Paladar sem sair da estrutura do fino recorte, perde aqui toda a timidez demonstrada no aroma, confere as notas fruta preta madura (cereja preta, framboesa …), sobressai ainda um leve cacau, notas vegetais que lhe conferem alguma frescura. Com uma estrutura pautado pelo equilíbrio, onde a barrica e os finíssimos taninos integram na perfeição este conjunto fino e elegante levemente encorpado, com um final longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 18 de Fev.11)
Preço: €36,00 (Ref.)

quarta-feira, março 23, 2011

Lusitano - Reserva 2009


Região: Alentejo
Castas: Aragonês, Trincadeira e Castelão
Produtor: Ervideira Soc. Agr. Lda.
Enólogo: Nelson Rolo
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,5%






Nota Introdutória:

A primeira vez que provei este Lusitano - Reserva 2009, um responsável pela marca confrontou-me com a questão, que preço lhe atribuiria? Apesar conhecer relativamente bem os vinhos da Adega Ervideira e os seus preços de mercado, não quis lhe dar a alegria e a indelicadeza de lhe atribuir um preço de venda similar ao seu Conde D' Ervideira - Reserva.

Num rotulo apelativo, principalmente para os aficionados, como eu, do nosso cavalo Lusitano, esta vinho representa de uma forma simpática a aliança entre a Adega e a Coudelaria Ervideira, enaltecendo desta forma, o que de melhor se produz em Portugal, vinhos e cavalos.

Este Lusitano - Reserva 2009, é mais um vinho concebido sob a direcção do enólogo Nelson Rolo, colocando a marca Lusitano num patamar claramente superior. Aqui as uvas provenientes das castas Aragonês, Trincadeira e Castelão são vinificadas separadamente em cuba de inox, estagiando de seguida quatro meses em barrica de carvalho francês.

Um belíssimo vinho na casa dos 6 euros! Digo mais, na prova cega, que em jeito de tira teima acabei por vir a efectuar, veio a destronar dois vinhos de gamas ditas superiores, Enfim, como todos sabemos as provas cegas por vezes têm destas coisas, os adereços ficam de fora [Gosto].

Por tudo o que aqui referi, considero o Lusitano - Reserva 2009, uma boa compra, um vinho bastante interessante para a gama, contudo, não posso deixar de aqui fazer uma ressalva! Como já anteriormente me prenunciei relativamente a outros vinhos, a falta de informação das castas no contra rótulo penaliza os consumidores mais entusiastas e curiosos.


Notas de Prova:

Um vinho jovem mas bem equilibrado, de perfil claramente Alentejano. Um conjunto que ganha com a fruta e a frescura do momento. Recomendo que seja bebido novo a uma temperatura entre os 13º e 16º.

Aspecto violáceo, algo profundo e boa viscosidade. Aroma intenso e persistente, dominado por notas a fruta madura (groselha, ameixa …), chocolate, insinuações a tosta e uma boa envolvência vegetal ponteada por leves notas florais. Paladar mantem sensivelmente o mesmo registo, apresentando-se levemente encorpado e redondo, onde taninos bem arrumados e uma leve e equilibrada acidez contribuem para a frescura do conjunto, termina levemente longo e persistente.


Nota Pessoal: 15,5 (Prova a 10 de Mar.11)
Preço: €6,30 (Ref.)

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Quinta de S. José - Reserva 2007


Região: Douro
Castas:Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Produtor: João Brito e Cunha Lda.
Enólogo: João Brito e Cunha
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15%







Nota Introdutória:

Há sensivelmente um ano atrás adquiri umas poucas garrafas deste Quinta de S. José - Reserva 2007, guardei-as na garrafeira, na esperança que o tempo lhe trouxe-se os benefícios que só ele lhe poderia dar. Por muito bom que estivesse, não terei duvidas em afirmar que está com certeza bem melhor agora do que quando as comprei.

Já anteriormente, a quando a apresentação de outros dos seus vinhos, publiquei umas poucas notas sobre este projecto e o seu enólogo, (aqui). No entanto, penso que não fiz a justa referência à vertente enoturística da Quinta de S. José, dirigida por Ruy Brito e Cunha (Pai do enólogo), da qual vôs deixo esta imagem.



Não resisti em roubá-la do site da Quinta de S. José , por tão bem ilustrar a paz de espírito que estas paragens têm para oferecer.

As boas referências com que fiquei dos seus colheitas, Quinta de S. José - 2007 e 2008, deixaram-me elevadas expectativas, em relação a este Reserva 2007, o que numa primeira instância também pode ser comprometedor, pois o coeficiente de exigência também se torna bastante elevado. Todavia penso ter conseguido, abstrair-me o suficiente para o analisar com alguma isenção.


Notas de Prova:

Interessante, capaz de nos oferecer sensações distintas, balanceia entre a elegância e a robustez , o doce da fruta e a pimenta, enfim, um conjunto de sensações que acabam por marcar a complexidade deste blend.

Para mim estamos perante um vinho com excelente pendor gastronômico, possibilitará inúmeras harmonizações agradáveis e requintadas o que o torna desde já uma boa companhia para a mesa ou para a cave onde poderá permanecer por mais uns bons anos.

Aspecto rubi carregado, praticamente opaco e algo viscoso. Aroma intenso e persistente, com boas notas a fruta preta, chocolate, ponteado por leves notas florais(violeta), alguma tosta, tabaco e um leve toque especiado, mostrando alguma complexidade. Paladar transmite-nos de imediato a sensação a fruta preta doce, com leves notas florais , algo especiado evidenciando um agradável apimentado, a tosta e a barrica mostram-se educadamente ao longo de toda prova, bastante equilibrado onde domesticados taninos contribuem para um estilo afinado e sem arestas, encorpado quanto basta, terminando longo e persistente.


Nota Pessoal: 17 (Prova a 14 de Jan.11)
Preço: €21,0 (Ref.)

terça-feira, janeiro 25, 2011

São Domingos - Garrafeira 2005


Região: Bairrada
Castas: Baga (40%), Tinta Roriz (30%) e Cabernet Sauvignon(30%).
Enólogo: Susana Pinho e Nuno Bastos
Tipo: Tinto
Ano: 2005
Álcool: 13,5%





Nota Introdutória:

Este vinho é oriundo das Caves do Solar de São Domingos, fundada em 1937 por Elpídio Martins Semedo e dirigida desde 1970 por Lopo de Sousa Freitas.
A aposta inicial na produção de espumantes, trouxe-lhes notoriedade, posteriormente alargaram a sua actividade a outros segmentos, aguardentes velhas, bagaceiras, vinhos Bairrada, Dão e, mais recentemente, Beiras e Douro.

Uma das casta que compõem este blend, São Domingos - Garrafeira 2005, è precisamente uma das castas de maior notoriedade na região da Bairrada a "Baga".
Casta de paixões, com tanto de emblemática como de problemática, em que os desequilíbrios nos níveis de teor alcoólico, assim como a sua riqueza em taninos, muitas vezes responsáveis pelos elevados níveis de adstringência, necessitam de muita experiencia e perícia no seu manuseamento. É uma casta, que quando bem acompanhada e manuseada, poderá dar excelentes resultados.

O ano de 2005 foi um ano clássico na Bairrada, sem grandes sobressaltos e atropelos, foi um ano que as vindimas decorreram dentro da normalidade, deixando a cargo dos enólogos e das suas capacidades a evidenciação dos vinhos bairradinos.

Este vinho obteve em 2009, uma medalha de ouro, no III Concurso de Vinhos da Bairrada. Na óptica de quem o avaliou foi provavelmente o melhor entre os seus pares.

O maior elogio que poderei tecer a este vinho prende-se, com a sua relação preço/qualidade . Apesar de não lhe atribuir o dístico de Boa Compra, por questões de comparabilidade com outros vinhos provados, não posso deixar de salientar que se trata de uma compra muitíssimo satisfatória.


Notas de Prova:

Estamos perante um vinho que não requer grandes interpretações, está equilibrado , relativamente bem estruturado, aqui a Baga bem dominada não deixou espaço para rebeldias, os taninos apesar da sua evidencia estão contextualizados , enfim! Um digno representante das Beiras Bairradinas.

Aspecto grenat intenso, levemente profundo. Aroma intenso e levemente persistente, onde sobressaem boas notas a fruta preta madura, ponteado por leves notas florais e algum vegetal denso, num bouquet onde ainda coabitam boas notas a tosta, tabaco e um leve toque especiado. Paladar fresco e algo frutado, com notas levemente terrosas e especiadas, num conjunto onde a evidencia dos taninos não se destaca em demasia, assim como a sua acidez, permitindo que o bom equilíbrio da estrutura se mantenha ao longo de toda a prova. Termina levemente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16 (Prova a 02 de Jan.11)
Preço: €7,0 (Ref.)

terça-feira, janeiro 11, 2011

Quinta Casa Amarela - Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Franca e Tinta Roriz e Touriga Nacional.
Produtor: Laura Valente Regueiro Lda.
Enólogo: Jean-Hugues Gros
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

Aqui nasceu este vinho! Quinta da Casa Amarela, localizada na margem esquerda do Rio Douro, entre a Régua e Lamego. Nesta quinta com cerca de 15 hectares de vinhas velhas, apesar de desde  há muito aqui se produzirem vinhos do porto, só no inicio dos anos 90, optaram por comercializar uma pequenissima parte desta produção com a marca da casa.
Em 2000 surgem como produtores Doc-Douro, um projecto que tem vindo, através do bom trabalho desenvolvido, a ganhar reconhecimento e notoriedade.

Para além da aposta clara na divulgação e promoção dos seus vinhos, tarefa excelentemente assegurada por Gil Regueiro, avançaram recentemente para uma parceria com o enólogo Paulo Laureano, do qual resultou o vinho "PL LR". Um vinho que pelo breve contacto que tive, com o seu ultimo lançamento o PL LR - 2007 (tinto), me ficaram notáveis referencias.

O Quinta Casa Amarela - Reserva 2007, foi elaborado a partir de uvas provenientes de vinhas com cerca de 60 anos , vinificado em lagares de pedra e submetido a um estagio em pipas novas de carvalho francês, um vinho com a marca indelével da Região de onde provem o Douro.


Notas de Prova:

Um vinho, que se apresenta com um vigor domesticado, bem arrumado e pleno de fruta. Aqui o tempo em garrafa indicia que muito provavelmente acabou por ser um aliado deste seu equilíbrio. Está um vinho muito interessante com um excelente pendor gastronómico que dará muito prazer na companhia de pratos de carne e queijos fortes.

Aspecto rubi escuro e acetinado, concentrado e levemente profundo. Aroma elegante, intenso e persistente, do qual ressaltam excelentes notas a fruta silvestre, groselha amora, cereja, leves notas florais a violeta, vegetal, balsâmico, tostado, amanteigado ... e mais um rol de aromas que tornam o seu bouquet numa autentica sinfonia. Paladar elegante e de fino recorte, muito equilibrado, com a fruta a brindar-nos ao longo de toda aprova , algo complexo e especiado, com uma madeira muito bem integrada e bons taninos assentos numa estrutura ligeiramente encorpada terminando levemente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5/17 (Prova a 23 de Dez.10)
Preço: €22,0 (Ref.)

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Tributo - 2008


Região: Ribatejo
Castas: Syrah (85%), Grenache (12%) e Viognier (3%).
Enólogo: Rui Reguinga
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

Curiosidade, foi o que me fez despoletar a atenção quando me cruzei com este vinho numa prateleira sei lá de onde. O que é facto é que trouxe comigo duas garrafas, pois pouco sabia a seu respeito, para além de ser mais uma obra de Rui Reguinga, e ser fruto da ousadia da plantação destas castas em pleno Ribatejo.

Para mim o essencial era vir a constatar que resultado fora este? Será que tínhamos um vinho há Cotes de Rhône? Que efeito produzira o terroir desta região? Que vinho afinal era este?

Foi então que me fui inteirar um pouco mais da sua história, a começar pelo próprio nome Tributo, tributo a quem? Ao homem que na pequena vinha da Charneca de Almeirim, de solo arenoso e de calhau rolado, teve um papel fundamental. Não fosse toda a sua vida um homem de vinhos, um vitivinicultor, seu pai.
Por este facto fácil é compreender o significado que este vinho possa ter para o enólogo Rui Reguinga.

Com um estágio de 12 meses em barricas de Carvalho Francês Allier, e 6 meses em garrafa até à data de entrada no mercado, foram produzidas somente 2000 garrafas deste Tributo 2008, tendo o mesmo sido premiado na sua categoria com o ‘Trophy’, galardão de nível mais elevado atribuído em Londres pelo mais mediático concurso de vinhos do mundo, o International Wine Challenge. Haver vamos o que penso eu disto! Aqui, parar o bem e para o mal, quem avalia sou eu!


Notas de Prova:

Um vinho cuja o pendor frutado e amadeirado, denuncia um estilo moderno. O vigor e a elegância assumem aqui uma excelente cumplicidade . Um vinho persuasivo , que correspondeu inteiramente às minhas expectativas.

Aspecto rubi escuro de bordo levemente púrpura, algo concentrado e profundo. Aroma intenso a frutos vermelhos maduros, ponteado por leves notas vegetais e balsâmicas às quais se juntam uma barrica evidente mas muito bem integrada. Paladar elegantemente pujante e volumoso, algo complexo e especiado, a conferir as boas notas a fruta vermelha madura e uma madeira bem integrada, com taninos sedosos, terminando longo e intenso.



Nota Pessoal: 17 (Prova a 12 de Dez.10)
Preço: €15,0 (Ref.)

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