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quarta-feira, dezembro 15, 2010

La Rosa - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz
Produtor: Quinta da Rosa, Sa
Enólogo: Jorge Moreira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%







Nota Introdutória:

Este é mais um daqueles projectos pelo qual nutro uma especial simpatia, como já aqui me referi, à alguns meses atrás desloquei-me até esta quinta com o propósito de conhecer pessoalmente este projecto e esta Quinta de La Rosa propriedade da família Bergqvist há 100 anos.

Vale a pena conhecer um pouco da história desta casa e desta família inglesa que em 1715 se instala em Portugal e se dedica à produção e comercialização do vinho do porto. Foram também dos primeiros produtores da região do Douro a dedicarem-se à produção de vinhos tranquilos.

Actualmente, nesta quinta situada no Cimo Corgo, na margem direita do rio Douro, sob a direcção de Shophia e Tim Bergqvist e com a enologia a cargo de Jorge Moreira, produz-se entre outros este soberbo La Rosa (Reserva).

já aqui apresentei o La Rosa Reserva 2005, um vinho que muitíssimo me agradou e consequentemente me fez trazer aqui este  Reserva de 2007.


Notas de Prova:

Um vinho que se encontra soberbo, detentor de uma correcção impressionante, excelente representante da verdadeira classe e elegância de um vinho do Douro.

Aspecto grenat profundo e boa viscosidade. Aroma vegetal e fresco, com boas notas fruta e chocolate negro, subtilmente especiado, intenso e persistente. Paladar potente e elegante, com excelente equilíbrio e amplitude, confere as boas notas a fruta preta e chocolate, fresco, seco e vegetal ao longo de toda a prova, terminando longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 12 de Nov.10)
Preço: €28,0 (Ref.)

terça-feira, dezembro 14, 2010

Passagem - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Produtor: Quinta das Bandeiras Vinhos Unipessoal, Lda
Enólogo: Jorge Moreira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

Este vinho provem do Douro Superior mais propriamente da Quinta das Bandeiras, é o resultado de um projecto entre a família Bergqvist (La Rosa) e o enólogo Jorge Moreira.

Em Abril passado a quando da minha visita à Quinta de La Rosa, e enquanto conversa com Sophia Bergqvist e provava o Passagem 2006, fiquei a saber que o próximo Passagem,este, para além de sair com a designação de "Reserva", sairia com um novo rótulo. O rótulo adoptado até então, que representava a ligação entre as famílias Bergqvist (inglesa) e Moreira (Portuguesa) não tinha sido muito bem acolhido pela ala inglesa, tendo em conta que Inglaterra não se restringia unicamente à área em destaque no antigo rótulo. Curiosidades!

Tendo conhecido as colheitas 2005 e 2006, não tenho qualquer duvida em afirmar que este projecto entrou num novo ciclo este Passagem - Reserva 2007, está num patamar francamente superior às colheitas anteriores, arriscaria mesmo a dizer que pela mão de Jorge Moreira posicionou-se na direcção de outros grandes vinhos a que este enólogo nos tem vindo a habituar.


Notas de Prova:

Um vinho muito equilibrado com uma métrica quase irrepreensível, com muita finura e elegância. Um grande vinho, um grande passo em frente, esperemos que esta melhoria se sobreponha às circunstancias favoráveis do ano 2007, e que em próximas colheitas se mantenha este registo.

Aspecto rubi carregado quase opaco. Aroma vegetal e fresco, com boas notas fruta preta e alguns registos florais, a sobressair ainda um leve especiado que  balanceia conjuntamente com uma madeira muito discreta. Paladar fresco, equilibrado e elegante, confere as boas notas a fruta preta,  levemente vegetal e especiado, com uma barrica muito bem integrada, num conjunto levemente encorpado, com taninos ajuizados, terminando longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5/17 (Prova a 7 de Nov.10)
Preço: €16,0 (Ref.)

quinta-feira, novembro 04, 2010

Passadouro - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Vinhas Velhas, Touriga Nacional e Touriga Franca.
Produtor: Quinta do Passadouro
Enólogo: Jorge Serôdio Borges
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%







Nota Introdutória:

Quinta do Passadouro, situada em pleno vale do rio Pinhão perto de Vale de Mendiz, uma propriedade de trinta e dois hectares, dos quais a metade de vinhas, situa-se no coração da Região Demarcada do Douro.

A sua origem remonta ao sec. XVIII, sendo das uma das Quintas do Douro referenciadas pelo Barão de Forrester no seu celebre mapa do Douro.

Em 1991 é adquirida pelo holandês Dieter Bohrmann, seu actual proprietário que delega a gestão da quinta em Jorge Borges, o enólogo que tem a responsabilidade de levar a bom porto este projecto.




Daqui saíram, em tempos idos, alguns dos meus vinhos preferidos, nada me deixa mais satisfeito do que reencontrar uma boa pinga que outrora me proporcionou bons momentos e verificar que manteve ou retomou o bom rumo de outros tempos.

O Passadouro Reserva 2007, deixou-me esta boa sensação, não fosse eu um sério apreciador deste terroir e este um dos seus bons embaixadores.

Um vinho, sério para quem gosta vinhos com personalidade marcada, aconselho a sua decantação para que passivamente possa mostrar toda a sua classe e complexidade, bom potencial de envelhecimento.


Notas de Prova:

Aspecto rubi intenso, concentrado e opaco, vislumbra carácter. Aroma predominantemente especiado, vegetal e fresco, com boas notas fruta preta bem madura e flores secas, algo mentolado e resinoso, balanceado por um leve toque tostado. Paladar especiado e levemente apimentado, notas a barrica bem integrada. Confere as boas notas a fruta preta bem madura, levemente florar (violeta). Taninos a marcar presença mas sem exagerada rebeldia, final longo e persistente, um registo pujante e complexo numa estrutura bastante elegante.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 27 de Out.10)
Preço: €29,0 (Ref.)

terça-feira, outubro 12, 2010

Malhadinha - 2008




Região: Alentejo
Castas: Alicante Boushet, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Tinta Miuda e Touriga Nacional.
Enólogo: Luís Duarte e Pedro Garcia
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,5%





Nota Introdutória:

Relativamente à introdução que poderia aqui proferir à cerca deste projecto, já o fiz, quando à cerca de seis meses visitei a Herdade da Malhadinha em Albernoa, e da qual publiquei um artigo em que relatava o essencial deste projecto.

Posto isto, passo a apresentar-vos o Malhadinha 2008! Como de costumo procedi ao ligeiro ritual que antecede as minhas provas (verificar os copos, temperaturas ....), ao dar inicio à degustação propriamente dita, por momentos, transpus a barreira geográfica que me separa da Herdade da Malhadinha Nova, e em poucos segundos revi em minha memória a fantástica herdade de onde proveio.

Esta foi néctar que comigo trouxe, para que calmamente o pudesse degustar e relembrar aquele belo fim de tarde passado naquela Herdade Alentejana.

Estas emoções circunstanciais normalmente interferem na forma como os nossos sentidos interpretam a reais características dos vinhos. Aliás, são muitas as vezes que determinado vinho nos soube divinamente bem mas passado pouco tempo num cenário completamente diferente a sua "qualidade" fica muito à quem das expectativas. Não foi a dita qualidade que se alterou foram os nossos sentidos que se deixaram levar.

È ai que ter alguma experiência como enófilo conta, aprende-se a relativizar e dentro do possível, abstrairmo-nos de todas estas virtudes circunstanciais.

Não é este o caso, até porque durante a dita visita não provei este Malhadinha 2008, muito sinceramente e como já conhecia a colheita anterior, já esperava mais uma vez, estar perante o ex-líbris desta Herdade, um grande vinho do Alentejano.

O Malhadinha 2008, mostra-se requintado com um estilo moderno sem perder a identidade Alentejana, foi submetido a um estágio de 14 meses em barricas novas de carvalho francês, um blende carregado e complexo que me agradou bastante.


Notas de Prova:


Aspecto rubi intenso algo concentrado e opaco. Aroma carregado de notas silvestres fruta preta (groselha, amora, cereja preta …), nuances florais, tosta, cacau chocolate preto, leves notas balsâmicas, enfim uma infindável panóplia de aromas que nos embalam! Fino e elegante. Paladar atractivo e sedutor , num perfil complexo, em que as notas a fruta madura e especiadas se conjugam com notas a barrica muito bem integrada num conjunto algo encorpado. Boa acidez, com taninos sedosos e tranquilos e um final longo e persistente, um registo moderno no estilo e na atitude.



Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 9 de Out.10)
Preço: €28,0 (Ref.)

terça-feira, outubro 05, 2010

Vinha Paz - 2008



Região: Dão
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen
Produtor: António Canto Moniz, Lda.
Enólogo: Vines & Wines (Carlos Silva, João Paulo Gouveia e Miguel Oliveira)
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,0%






Nota Introdutória:

O Dão é de facto uma região surpreendente, em tempos, uma das minhas regiões preferidas, se não a minha preferida. Mas por razões que a própria razão desconhece (apesar de se conhecerem algumas) o desalento pelos vinhos desta região foi-se instalando, contudo como querer baralhar as evidencias, por vezes, surgem vinhos que teimam em mostrar que o Dão ainda pode vir a ser o que já foi outrora.

Felizmente alguns poucos produtores ainda nos vão permitindo relembrar o quanto esta região é especial com um elevado potencial vitivinícola, permitindo vinhos nobres, complexos e elegantes.

Os vinhos de Vinha Paz, são produzidos e engarrafados por António Canto Moniz, a partir de uvas provenientes de 7,5 hectares de vinha da Quinta das Leiras, propriedade da família há quase 200 anos e 3 hectares da Barra em Silgueiros, ambas situadas na encosta Norte do Dão com exposição sul nascente compostas por vinhas velhas com mais de 40 anos e vinhas novas com 5 anos.
São vinhos de grande tipicidade que paulatinamente têm vindo a evidenciar-se pela sua qualidade que em alguns dos seus reservas se torna mesmo excepcional.

Vinha Paz 2008, um pedaço do Dão que não nos deixa indiferente, este vinho apresenta-se mais uma vez com um perfil típico.
Submetido a um estagio em meias pipas de carvalho francês e americano, apresenta-se com carácter e elegância , é um vinho que agrada, sem sombra de duvida uma boa compra.


Notas de Prova:

Aspecto rubi de concentração opaca e algo viscoso. Aroma intenso e persistente a mostrar alguma complexidade do qual se destacam notas vegetais , alguma fruta silvestre (groselha, cereja preta …), cacau e um leve balsâmico, tudo muito afinado. Paladar macio, redondo e afinado, a confirmar as boas notas vegetais, fruta silvestre e um leve toque fresco e balsâmico que pautua toda a prova, num conjunto algo encorpado e elegante, com um final longo e persistente.



Nota Pessoal: 16 (Prova a 10 de Set.10)
Preço: €8,40 (Ref.)

sexta-feira, junho 11, 2010

Paulo Laureano - Premium 2007




Região: Alentejo
Castas: Aragonês e Trincadeira
Produtor: Paulo Laureano Vinus, Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%









Nota Introdutória:

Um belo exemplar Alentejano, com a assinatura de Paulo Laureano, é desta forma que aqui apresento este Premium de 2007.

Apesar de já por diversas vezes ter tido contacto com vinhos deste produtor foi a primeira vez que provei esta sua gama P. Laureano – Premium (tinto).

Gostei!! Vislumbra um bom estágio em madeira e alguma tipicidade proveniente do terroir desta região. Claramente Alentejano ou genuinamente Português como certamente o definiria o seu autor.

Apesar do selo a indicar a origem portuguesa das suas castas estas não estão indicadas no seu rótulo, o que em minha opinião acho uma pena!

Muitas são as vezes em que os produtores optam por não indicar este tipo de informação, há excepção dos vinhos concebidos a partir de vinhas muito velhas com grande diversidade castas, não vejo razão aparente para que esta indicação não venha no seu rótulo ou contra-rótulo, até porque os consumidores de hoje são cada vez mais exigentes, gostam de saber o que bebem, e esta para além de outras pequenas indicações tais como, tipo e tempo de estágio, etc, vão certamente contribuir para além do esclarecimento aos mais curiosos fomentar a educação e um gosto mais fundamentado pelo vinho.

Paulo Laureano – Premium 2007, um vinho muito equilibrado, de grande capacidade gastronómica, sem sombra de dúvida uma belíssima aposta!


Notas de Prova:

Aspecto límpido de cor rubi, levemente profundo e brilhante. Aroma boa intensidade e persistência, destacam-se as boas notas a fruta preta, compota, chocolate negro, tosta e um leve e envolvente fumado proveniente das barricas. Paladar confirma as boas notas a fruta preta (amora, ameixa, cereja…), ponteado por leves nuances balsâmicas e a barrica, num conjunto encorpado, pautado por um belo equilíbrio que se estende ao longo de toda a prova, com um fim de boca longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 10 de Mar.10)
Preço: €11,00 (Ref.)

quarta-feira, junho 02, 2010

Dona Ermelinda - Reserva 2007


Região: Palmela
Castas: Castelão, Trincadeira, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon.
Produtor: Casa Ermelinda de Freitas, Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%









Nota Introdutória:

Mais um vinho da Casa Ermelinda de Freitas, o Dona Ermelinda Reserva 2007.
Como instrumento primordial deste quarteto eis o “Castelão”! Como já tive a oportunidade de referir no meu post anterior a par do Moscatel (casta branca) é casta mais emblemática desta região. Também conhecida como “Periquita” nome que adquiriu devido à sua associação com marca do vinho Periquita, do produtor José Maria da Fonseca.

Normalmente no seu melhor, o Castelão, transmite corpo, aromas quentes, frutos (cereja, groselha, framboesa) , equilíbrio e boa capacidade de envelhecimento.

Para além das características inconfundíveis da Touriga Nacional e do Cabernet, estas foram efectivamente algumas das características que encontrei neste Dona Ermelinda Reserva 2007, um vinho bastante interessante no qual o terroir desta região, mais especificamente as terras arenosas de onde provem, deixaram uma marca indelével no seu carácter.

Claro que o estágio de 12 meses em pipas de carvalho francês, aprimorou a estrutura do conjunto que por via da extracção dos compostos odores das barricas de carvalho francês, permitiram que apurasse mais alguma complexidade aromática, proporcionando uma prova bastante interessante e uma excelente companhia para as codornizes estufadas com o próprio vinho e a deliciosa açorda de espargos que as acompanhava.


Notas de Prova:

Aspecto levemente brilhante com uma limpidez que transparece no rubi da sua cor algo concentrada. Aroma intenso e persistente evidenciando boas notas a fruta madura, framboesa e cereja preta, sobressaem ainda algumas notas florais a alfazema e violeta, terminando levemente complexo e com um espciado que se confunde nos aromas da madeira. Paladar a confirmar as boas notas a fruta de baga, vegetais e um leve especiado num conjunto algo macio e elegante em que o equilíbrio domina o fim de boca levemente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 17 de Mai.10)
Preço: €11,00 (Ref)

sexta-feira, maio 21, 2010

Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007



Região: Palmela
Castas: Touriga Nacional.
Produtor: Casa Ermelinda de Freitas,Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%








A primeira vez que provei este vinho, fi-lo numa prova verdadeiramente “CEGA” na qual também foram degustados, outros dois varietais da mesma casta “Touriga Nacional”, um dos quais, apesar da sua elevada reputação e um aroma excepcional, no palato teve um desempenho bastante menos interessante de que qualquer um dos seus parceiros. O que vos posso afiançar é que o melhor dos três aqui está, o Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007.

Este Casa Ermelinda Freitas - Touriga Nacional 2007, fermentou em cubas-lagares de inox com temperatura controlada, e maceração pelicular prolongada. Estagiou 8 meses em meias pipas de carvalho Francês e Americano.

Apesar de ser grande apreciador de Blend´s, não dispenso de forma alguma as provas dos monovarietais, pelas quais, para além de desfrutar individualmente das características aromáticas e sabores de cada casta, servem-me enquanto enófilo para comparação de regiões e colheitas.

Trata-se de um vinho bastante interessante, mais em termos de palato do que propriamente ao nível aromático.


Notas de Prova:

Aspecto grenat concentrado e intenso, levemente profundo. Aroma medianamente intenso e persistente, notas a fruta bem madura (ameixa, amora … ), com algumas nuances florais (violeta …), balanceado por um leve tostado e madeira. Paladar a revelar-se seco, com boas notas balsâmicas, barrica e alguma fruta preta, encorpado, taninos macios, tudo com muito equilíbrio e um fim de boca levemente longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 11 de Mai.10)
Preço: €10,00 (Ref)

terça-feira, maio 11, 2010

CARM - Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca
Produtor: CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 13,5%









Nota Introdutória:

Aqui temos mais um vinho proveniente do Douro mais própriamente da CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.

Este vinho, CARM – Reserva 2007, foi produzido a partir de uvas das vinhas de Almendra no Douro Superior e submetido a um estágio de 18 meses em barricas usadas de carvalho françês e americano.

É de facto um vinho que surpreende pela sua relação preço/qualidade, estamos perante um vinho correctíssimo, bastante equilibrado no seu conjunto, um vinho guloso que agrada.


Não me vou alargar em muitos mais adjectivos, até porque ainda gostaria de aqui deixar uma nota sobre o desafio que Lugar de Baco lançou a si mesmo ao promover este vinho.

Mas em primeiro lugar gostaria ainda de salientar que a avaliação por mim efectuada a este CARM – Reserva 2007 reflecte para além da sua qualidade a sua excelente relação preço/qualidade.


Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado intenso. Aroma boa intensidade, notas a fruta preta bem madura (amora, cerejas, …), algum chocolate, baunilha, balanceando-se em brandas notas especiadas e alguma madeira. Paladar bela harmonia entre as notas a fruta preta madura e um leve especiado, tudo isto num conjunto encorpado com taninos bem arrumados, guloso sem se tornar maçador, fim de boca longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 15 de Abr.10)
Preço: €8,25 (Ref.)


Ao deparar-me, como já aqui referi, com a excelente relação preço/qualidade deste CARM–Reserva 2007 decidi, na prática, promove-lo junto de alguns amigos e visitantes deste blog.
Em suma, conseguiu-se juntar um número simpático de interessados, e desta forma efectuar uma enco- menda exclusiva.
O Lugar de Baco, atreveu-se a passar da escrita à prática, haver vamos o resultado desta iniciativa.

quinta-feira, março 25, 2010

Quinta do Todão - Reserva 2007



Região: Douro
Castas: Várias
Produtor: Sociedade Agrícola da Quinta do Todão Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%









Nota Introdutória:

Mais um vinho proveniente do Douro, mais propriamente de Gouvinhas onde fica situada a Quinta do Todão.

Esta Quinta actualmente explorada pela Quinta do Crasto chama si, através dos seu técnicos, a responsabilidade de todo o processo de enologia e viticultura que aí se realiza.

Feito a partir de vinhas velhas (com mais de 25 anos) de castas autóctones o Quinta do Todão - Reserva 2007, deixa transparecer a identidade de mais um excelente vinho duriense, em que a fruta preta e fina, e o aroma florar da Touriga Nacional se combinada com a madeira de carvalho francês onde durante 16 meses estagiou.

Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado. Aroma expressivo, apresentando notas a fruta silvestre (cereja, amora, framboesa …), madeira, algumas notas tostadas, e nuances a chocolate preto. Paladar elegante, com boas notas a fruta madura (cereja, amora framboesa …), madeira quanto basta e uma frescura que confere uma boa harmonia ao conjunto, ligeiramente encorpado, taninos bem integrados, fim de boca de média persistência.



Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 18 de Fev.10)
Preço: €11,00 (Ref.)


quinta-feira, março 18, 2010

Quanta Terra - Grande Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Nacional (65%), Tinta Barroca (18%), Touriga Franca (15%)e Sousão (2%)
Produtor: Quanta Terra, Soc. do Vinho Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007

Álcool: 14,5%







Nota Introdutória:

Este é um projecto que teve o seu início à cerca de dez anos, com os enólogos Celso Pereira e Jorge Alves.

A Quanta Terra, enquanto empresa produtora apresenta a particularidade de não possuir vinhas nem adega própria. A filosofia é “simples”, criar vinhos que se diferenciem, através da combinação de boas uvas oriundas dos diferentes terroirs do Douro.

É da Quinta do Tralhão, que provêm a maior parte das uvas que dão origem aos vinhos, Quanta Terra e Terra a Terra. As uvas aqui colhidas, são vinificadas em Alijó, zona onde está situada a adega em que estes dois enólogos ano após ano, sem falhar colheita, criam e compõem estes belíssimos vinhos.

Este, Quanta Terra – Grande Reserva 2007, é um vinho bastante interessante, robusto e seco muito a meu gosto. No entanto, e em minha opinião, este vinho poderá com o tempo evoluir ainda mais, perdendo alguma da timidez aromática que ainda apresenta e permitindo aos seus taninos, apesar de bastante bem integrados, tornarem-se ligeiramente mais macios.

Vale a pena dispensar alguma atenção a este vinho, beba-o já e se possível guarde algumas garrafas para mais tarde.


Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado intenso, chegando mesmo a apresentar uma certa opacidade. Aroma ainda um pouco fechado, deixando escapar algumas notas tostadas, madeira, alguma fruta preta, chocolate preto, complementado com boas notas vegetais e especiarias. Paladar a revelar-se intenso e seco, com boas notas balsâmicas e vegetais, barrica e alguma fruta preta, encorpado, taninos que evidenciam ainda necessidade de mais algum tempo, fim de boca longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5(Prova a 11 de Fev.10)
(Preço: €17,00 (Ref.)

quinta-feira, março 04, 2010

Poliphonia - Reserva 2007



Região: Alentejo
Castas: Trincadeira, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante Bouschet.
Produtor: Granacer S.A.

Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

Este projecto tem a assinatura do empresário Henrique Granadeiro, e a orientação do Enólogo Pedro Baptista, conta com cerca de 120 hectares de vinha, localizada em Reguengos de Monsaraz. Toda a vinificação é efectuada na adega do Monte dos Perdigões, equipada com o que de melhor existe, incluindo um sem-número de lagares de mármore com pisa robotizada. Entre os vinhos produzidos nesta adega temos, o Tapada do Barão tinto (colheita e colheita seleccionada), branco e rosé, o Poliphonia Reserva, e nos melhores anos, em quantidades limitadas, será produzido também Poliphonia Signature Tinto. O nome Poliphonia surge como homenagem a Luís de Freitas Branco um dos mais conhecidos compositores portugueses de sempre, pelo facto deste ter residido neste monte, e aqui composto muitas das suas obras.

Este Poliphonia Reserva – 2007, apesar de não ser de grandes exuberâncias, é um vinho, que se apresenta com um bom equilíbrio e alguma elegância, é um vinho consensual e para ser bebido já.


Notas de Prova:

Esta foi uma prova, a par de outras tantas, movida pela simples curiosidade, de um nome, um rótulo, uma região ou um enólogo conhecido por outras andanças. Valeu bem a pena! Pena é, que inúmeras são as vezes que não vale!

Aspecto ruby intenso com reflexos levemente mais escuros. Aroma intensidade média, leves notas a fruta vermelha, uma leve doçura a lembrar baunilha, alguma madeira, combinada com um suave toque balsâmico. Paladar um sabor a fruta que balanceia com a doçura da baunilha, com um leve tostado e uma madeira evidente mas arrumada, apresenta um corpo médio de certa forma ajustado, taninos fáceis e um final medianamente persistente.



Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 10 de Fev.10)
Preço: €13,0 (Ref.)

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Quinta da Gaivosa - 2005



Região: Douro
Castas: Tinta Amarela, Sousão, Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinto Cão e outras (20 Castas diferentes)
Produtor: Domingos Alves de Sousa
Tipo: Tinto
Ano: 2005
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

È com uma enorme satisfação que trago aqui ao Lugar de Baco o Quinta da Gaivosa, um grande vinho, produzido por um grande senhor do Douro, Domingos Alves de Sousa.

Há já algum tempo atrás tive o privilégio de o ter conhecido pessoalmente e a oportunidade de ter provado, entre vários dos seus vinhos, o seu Quinta da Gaivosa.

Do contacto com Domingos Alves de Sousa, ficou-me a imagem da seriedade e paixão com que fala dos seus vinhos, assim como orgulho que lhe açambarca a expressão quando se refere ao seu filho Tiago, um jovem com elevado nível de qualificação, que certamente cuidará, com primazia e segurança, dos destinos dos grandes vinhos Alves de Sousa.

É na Quinta da Gaivosa, com as suas vinhas localizadas na margem direita do rio Corgo, principal afluente do rio Douro, 25 hectares de vinhas com mais de 60 anos, e com cerca de vinte castas autóctones, que se produz este Quinta da Gaivosa cujo o nome o herdou da própria quinta.

Este vinho é fruto de uma série de provas, a partir das quais, Domingos Alves de Sousa, Tiago e Anselmo Mendes (enólogo consultor envolvido neste projecto desde de sempre) vão compondo através de arranjos e afinações esta sinfonia de aromas e paladares.

Para além deste Quinta da Gaivosa 2005 , muito recentemente voltei a provar as colheitas de 2000 e 2003, apesar do Quinta da Gaivosa 2003 estar excelente, a minha preferência recai ligeiramente sobre a colheita de 2005, pelo sua, elegância e recorte, julgo que ultrapassará qualquer uma das  outras duas  colheitas.

Apesar da minha manifesta simpatia por esta casa, não quero que fiquem quaisquer dúvidas, quanto à isenção da nota que lhe atribuí, estou certo que numa prova verdadeiramente cega e em situação de normalidade, muito provavelmente atribuir-lhe-ia uma pontuação muito idêntica.


Notas de Prova:

Aspecto cor rubi bastante concentrada intensa. Aroma bouquet elegante e algo complexo, com boas notas tostadas, fruta vermelha, complementado com notas vegetais e especiarias. Paladar a revelar-se Intenso, concentrado e com boa acidez ao longo de toda a prova, belíssimas notas balsâmicas e vegetais, fruta vermelha madura e leves nuances a barrica, elegantemente encorpado, com taninos bem presentes mas suaves, fim de boca longo e persistente.


As características reveladas por este vinho, mostram claramente a sua excepcional capacidade para guarda.


Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 10 de Jan.10)
Preço: €28,0 (Ref.)

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Quinta do Côa - Reserva 2007


Região: Douro
Castas : Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca.
Produtor : CARM -Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14,5%







Nota Introdutória:

A CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A. é uma empresa com actividade documentada desde meados do séc. XVII. Esta actividade agrícola desenvolve-se em torno da produção de vinhos e azeite da mais alta qualidade.

Entre as varias quintas, pertença desta casa, temos a Quinta do Côa, situada nas margens do rio Côa, cuja vinha ocupa 11 ha, entre os quais, 8 ha são de vinha velha plantada na década de 60 e 3 ha de clones seleccionados de Touriga Nacional plantados em 1995.

Sob a orientação do Enólogo Rui Madeira, produzem-se a partir das vinhas desta quinta, dois vinhos com seu nome, o Quinta do Côa e o Quinta do Côa - Reserva.

Após um período de estágio em barricas novas de carvalho francês eis o recente Quinta do Côa – Reserva 2007. Este é de facto um grande vinho, aqui está uma das boas surpresas a que eu me referia no meu post anterior.

Poderia tecer-lhe inúmeros elogios, mas não o farei, com este vinho não há subjectividades, estamos mesmo perante um excelente vinho.


Notas de Prova:

Aspecto Grnat intenso praticamente opaco.

Aroma fresco e intenso com a fruta silvestre (amora, groselha, framboesa) a sobressair, nuances a chocolate preto e boas notas a barrica, tudo muito harmonioso.

Paladar a revelar-se fresco e aveludado ao longo de toda a prova, com belíssimas notas a fruta vermelha e uma elegante envolvência a madeira, taninos firmes mas muito bem integrados, fim de boca longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 15 de Mai.10)
Obs. Não sei realmente o que se passou na prova anterior, o que é facto é que apesar de não lhe rever na integra as qualidades verificadas na prova de Dezembro, acho que está bastante bem, só que neste cenário não poderei continuar a distingui-lo como boa compra (preço/qualidade).

Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 10 de Mai.10)
Obs. Efectivamente não sei o que se passa com este vinho, será de algumas garrafas, será do lote ?? Perdeu alguma elegancia e apresenta-se ligeiramente enfadonho.

Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 18 de Dez.09)
Preço: €14,00 (Ref.)

terça-feira, dezembro 15, 2009

Quinta do Banco - 2004




Região : Douro
Castas : Touriga Nacional (75%) e Touriga Franca,Tinta Roriz e Tinto Cão (25%)
Produtor : António Emílio Rocha
Tipo : Tinto
Ano : 2004
Álcool : 14,0%







Nota Introdutória:

Normalmente quando me preparo para efectuar a prova de um vinho, com o qual nunca tive qualquer contacto, ressaltam-me logo as boas expectativas. No entanto muitas são as vezes que com o desenrolar da prova estas se vão desvanecendo, com este Quinta do Banco dei comigo a pensar. Paciência! Não sendo excepcional é bastante bom.

Foi efectivamente o que se passou com este Quinta do Banco 2004, para além da prova que efectuei, sei que estagiou 18 meses em madeira francesa e americana de grão extra fino, que foi distinguido com Medalha de Prata nos Concurso Mundial de Bruxelas 2008 e 2º Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2008.

O que posso eu pedir mais? Sei lá! Talvez sem perder a elegância, que fosse um pouco mais concentrado, com taninos um pouco mais macios! Aí sim, possivelmente poderia ter ficado surpreendido.
Mas atenção, isto é o meu palato a divagar, este é um vinho que vale mesmo a pena conhece-lo.


Notas de Prova:

Aspecto grnat de intensidade média. Aroma vegetal seco, tostado, um leve fumado e alguma baunilha. Paladar revela notas vegetais, seco, leves notas a frutos silvestres, levemente tostado, com taninos bem presentes, corpo mediano e final de boca levemente persistente.


Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 11 de Dez.09)
Preço: €17,00 (Ref.)

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Consensus 2006




Região : Ribatejo
Castas : Pinot Noir e Touriga Nacional
Produtor : DFJ VINHOS.
Tipo : Tinto
Ano : 2006
Álcool : 14,0%









Nota Introdutória:

Da Quinta da Fonte Bela, no Ribatejo. Chega-nos este Consensus 2006 produzido a partir de uvas colhidas em vinhedos na Estremadura, das quais 50% Pinot Noir e 50% Touriga Nacional. Este tinto estremenho foi submetido a um estágio de 9 meses em pipas de carvalho francês e 3 meses de descanso em garrafa.

Com a nota de 17/20 atribuído pela RV (Revista de Vinhos), foi considerado o melhor vinho da Estremadura de 2006. Mas sinceramente o que mais me despertou neste vinho, não foi o destaque que lhe foi atribuído por esta conceituada revista, mas sim esta reunião das duas castas tintas que mais aprecio o Pinot Noir e a Touriga Nacional.

Para mim a maior evidência deste tinto estremenho está na região de onde provem, esperava um pouco mais desta conjugação de castas, no entanto, não deixamos de estar perante um bom vinho.

Se por vezes acho que a escala 0/20, limita a diferenciação existente entre os vinhos classificados, por outro lado acho que nos liberta de uma exactidão que não existe no mundo da avaliação de vinhos.


Notas de Prova:

Aspecto Grnat intenso. Aroma Frutos vermelhos (amoras morangos), alguma compota, leves notas a madeira. Paladar confirma-se as notas a frutos bem maduros, com taninos bem integrados, corpo médio e fim de boca moderadamente persistente.


Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 25 de Nov.09)
Preço: €9,45 (Ref)

terça-feira, dezembro 01, 2009

Quinta do Portal - Reserva 2005





Região : Douro
Castas : Touriga Nacional (70%), Tinta Roriz (20%) e Touriga Franca (10%)
Produtor : Sociedade Quinta do Portal, S.A.
Tipo : Tinto
Ano : 2005
Álcool : 14,5%









Nota Introdutória:

Situada no Vale do Pinhão, centro nevrálgico do Douro vinhateiro a Quinta do Portal, casa com forte tradição Duriense, dedica-se à produção de vinhos DOC Douro, Vinhos do Porto de categorias especiais e Moscatel.

Para além da produção de vinhos, dedicam-se também ao eno-turismo, com alojamentos na Casa das Pipas e Casa do Lagar.

Gostaria ainda de realçar, que a revista Forbes elegeu a Quinta do Portal como um dos 10 Melhores Destinos de Vinho do Mundo.

Dos vinhos produzidos, apraz-me apresentar o Quinta do Portal – Reserva 2005, trata-se de mais um vinho com a típicidade Duriense, em que as castas Tourigas Nacional e Francesa e a Tinta Roriz, formam um trinómio, frequentemente presentes nos belíssimos vinhos oriundos desta região.

Para além do seu enigmático rótulo, o símbolo ornamentado no próprio vidro da garrafa, dá-lhe efectivamente um toque de unicidade.


Este é um vinho que merece ser apreciado, trata-se de um tinto genuíno, levemente austero sem deixar de ser equilibrado. Sirva-o a acompanhar um prato de carne, por exemplo, Ossobuco de Novilho com ervilhas, excelente.


Notas de Prova:

Aspecto Grnat profundo, quase opaco. Aroma algo complexo, notas florais e a frutos silvestres, especiarias. Paladar confirma-se as notas frutos bem maduros, especiarias, cacau, sedoso mas musculado, com taninos muito bem integrados, e fim de boca levemente longo e persistente, bem estruturado e de bom recorte.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 11 de Nov.09)
Preço: €18,00 (Ref.)

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