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terça-feira, fevereiro 15, 2011

Quinta de S. José - Reserva 2007


Região: Douro
Castas:Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Produtor: João Brito e Cunha Lda.
Enólogo: João Brito e Cunha
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15%







Nota Introdutória:

Há sensivelmente um ano atrás adquiri umas poucas garrafas deste Quinta de S. José - Reserva 2007, guardei-as na garrafeira, na esperança que o tempo lhe trouxe-se os benefícios que só ele lhe poderia dar. Por muito bom que estivesse, não terei duvidas em afirmar que está com certeza bem melhor agora do que quando as comprei.

Já anteriormente, a quando a apresentação de outros dos seus vinhos, publiquei umas poucas notas sobre este projecto e o seu enólogo, (aqui). No entanto, penso que não fiz a justa referência à vertente enoturística da Quinta de S. José, dirigida por Ruy Brito e Cunha (Pai do enólogo), da qual vôs deixo esta imagem.



Não resisti em roubá-la do site da Quinta de S. José , por tão bem ilustrar a paz de espírito que estas paragens têm para oferecer.

As boas referências com que fiquei dos seus colheitas, Quinta de S. José - 2007 e 2008, deixaram-me elevadas expectativas, em relação a este Reserva 2007, o que numa primeira instância também pode ser comprometedor, pois o coeficiente de exigência também se torna bastante elevado. Todavia penso ter conseguido, abstrair-me o suficiente para o analisar com alguma isenção.


Notas de Prova:

Interessante, capaz de nos oferecer sensações distintas, balanceia entre a elegância e a robustez , o doce da fruta e a pimenta, enfim, um conjunto de sensações que acabam por marcar a complexidade deste blend.

Para mim estamos perante um vinho com excelente pendor gastronômico, possibilitará inúmeras harmonizações agradáveis e requintadas o que o torna desde já uma boa companhia para a mesa ou para a cave onde poderá permanecer por mais uns bons anos.

Aspecto rubi carregado, praticamente opaco e algo viscoso. Aroma intenso e persistente, com boas notas a fruta preta, chocolate, ponteado por leves notas florais(violeta), alguma tosta, tabaco e um leve toque especiado, mostrando alguma complexidade. Paladar transmite-nos de imediato a sensação a fruta preta doce, com leves notas florais , algo especiado evidenciando um agradável apimentado, a tosta e a barrica mostram-se educadamente ao longo de toda prova, bastante equilibrado onde domesticados taninos contribuem para um estilo afinado e sem arestas, encorpado quanto basta, terminando longo e persistente.


Nota Pessoal: 17 (Prova a 14 de Jan.11)
Preço: €21,0 (Ref.)

terça-feira, janeiro 11, 2011

Quinta Casa Amarela - Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Franca e Tinta Roriz e Touriga Nacional.
Produtor: Laura Valente Regueiro Lda.
Enólogo: Jean-Hugues Gros
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

Aqui nasceu este vinho! Quinta da Casa Amarela, localizada na margem esquerda do Rio Douro, entre a Régua e Lamego. Nesta quinta com cerca de 15 hectares de vinhas velhas, apesar de desde  há muito aqui se produzirem vinhos do porto, só no inicio dos anos 90, optaram por comercializar uma pequenissima parte desta produção com a marca da casa.
Em 2000 surgem como produtores Doc-Douro, um projecto que tem vindo, através do bom trabalho desenvolvido, a ganhar reconhecimento e notoriedade.

Para além da aposta clara na divulgação e promoção dos seus vinhos, tarefa excelentemente assegurada por Gil Regueiro, avançaram recentemente para uma parceria com o enólogo Paulo Laureano, do qual resultou o vinho "PL LR". Um vinho que pelo breve contacto que tive, com o seu ultimo lançamento o PL LR - 2007 (tinto), me ficaram notáveis referencias.

O Quinta Casa Amarela - Reserva 2007, foi elaborado a partir de uvas provenientes de vinhas com cerca de 60 anos , vinificado em lagares de pedra e submetido a um estagio em pipas novas de carvalho francês, um vinho com a marca indelével da Região de onde provem o Douro.


Notas de Prova:

Um vinho, que se apresenta com um vigor domesticado, bem arrumado e pleno de fruta. Aqui o tempo em garrafa indicia que muito provavelmente acabou por ser um aliado deste seu equilíbrio. Está um vinho muito interessante com um excelente pendor gastronómico que dará muito prazer na companhia de pratos de carne e queijos fortes.

Aspecto rubi escuro e acetinado, concentrado e levemente profundo. Aroma elegante, intenso e persistente, do qual ressaltam excelentes notas a fruta silvestre, groselha amora, cereja, leves notas florais a violeta, vegetal, balsâmico, tostado, amanteigado ... e mais um rol de aromas que tornam o seu bouquet numa autentica sinfonia. Paladar elegante e de fino recorte, muito equilibrado, com a fruta a brindar-nos ao longo de toda aprova , algo complexo e especiado, com uma madeira muito bem integrada e bons taninos assentos numa estrutura ligeiramente encorpada terminando levemente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5/17 (Prova a 23 de Dez.10)
Preço: €22,0 (Ref.)

quarta-feira, dezembro 15, 2010

La Rosa - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz
Produtor: Quinta da Rosa, Sa
Enólogo: Jorge Moreira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%







Nota Introdutória:

Este é mais um daqueles projectos pelo qual nutro uma especial simpatia, como já aqui me referi, à alguns meses atrás desloquei-me até esta quinta com o propósito de conhecer pessoalmente este projecto e esta Quinta de La Rosa propriedade da família Bergqvist há 100 anos.

Vale a pena conhecer um pouco da história desta casa e desta família inglesa que em 1715 se instala em Portugal e se dedica à produção e comercialização do vinho do porto. Foram também dos primeiros produtores da região do Douro a dedicarem-se à produção de vinhos tranquilos.

Actualmente, nesta quinta situada no Cimo Corgo, na margem direita do rio Douro, sob a direcção de Shophia e Tim Bergqvist e com a enologia a cargo de Jorge Moreira, produz-se entre outros este soberbo La Rosa (Reserva).

já aqui apresentei o La Rosa Reserva 2005, um vinho que muitíssimo me agradou e consequentemente me fez trazer aqui este  Reserva de 2007.


Notas de Prova:

Um vinho que se encontra soberbo, detentor de uma correcção impressionante, excelente representante da verdadeira classe e elegância de um vinho do Douro.

Aspecto grenat profundo e boa viscosidade. Aroma vegetal e fresco, com boas notas fruta e chocolate negro, subtilmente especiado, intenso e persistente. Paladar potente e elegante, com excelente equilíbrio e amplitude, confere as boas notas a fruta preta e chocolate, fresco, seco e vegetal ao longo de toda a prova, terminando longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 12 de Nov.10)
Preço: €28,0 (Ref.)

terça-feira, dezembro 14, 2010

Passagem - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Produtor: Quinta das Bandeiras Vinhos Unipessoal, Lda
Enólogo: Jorge Moreira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

Este vinho provem do Douro Superior mais propriamente da Quinta das Bandeiras, é o resultado de um projecto entre a família Bergqvist (La Rosa) e o enólogo Jorge Moreira.

Em Abril passado a quando da minha visita à Quinta de La Rosa, e enquanto conversa com Sophia Bergqvist e provava o Passagem 2006, fiquei a saber que o próximo Passagem,este, para além de sair com a designação de "Reserva", sairia com um novo rótulo. O rótulo adoptado até então, que representava a ligação entre as famílias Bergqvist (inglesa) e Moreira (Portuguesa) não tinha sido muito bem acolhido pela ala inglesa, tendo em conta que Inglaterra não se restringia unicamente à área em destaque no antigo rótulo. Curiosidades!

Tendo conhecido as colheitas 2005 e 2006, não tenho qualquer duvida em afirmar que este projecto entrou num novo ciclo este Passagem - Reserva 2007, está num patamar francamente superior às colheitas anteriores, arriscaria mesmo a dizer que pela mão de Jorge Moreira posicionou-se na direcção de outros grandes vinhos a que este enólogo nos tem vindo a habituar.


Notas de Prova:

Um vinho muito equilibrado com uma métrica quase irrepreensível, com muita finura e elegância. Um grande vinho, um grande passo em frente, esperemos que esta melhoria se sobreponha às circunstancias favoráveis do ano 2007, e que em próximas colheitas se mantenha este registo.

Aspecto rubi carregado quase opaco. Aroma vegetal e fresco, com boas notas fruta preta e alguns registos florais, a sobressair ainda um leve especiado que  balanceia conjuntamente com uma madeira muito discreta. Paladar fresco, equilibrado e elegante, confere as boas notas a fruta preta,  levemente vegetal e especiado, com uma barrica muito bem integrada, num conjunto levemente encorpado, com taninos ajuizados, terminando longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5/17 (Prova a 7 de Nov.10)
Preço: €16,0 (Ref.)

quinta-feira, novembro 04, 2010

Passadouro - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Vinhas Velhas, Touriga Nacional e Touriga Franca.
Produtor: Quinta do Passadouro
Enólogo: Jorge Serôdio Borges
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%







Nota Introdutória:

Quinta do Passadouro, situada em pleno vale do rio Pinhão perto de Vale de Mendiz, uma propriedade de trinta e dois hectares, dos quais a metade de vinhas, situa-se no coração da Região Demarcada do Douro.

A sua origem remonta ao sec. XVIII, sendo das uma das Quintas do Douro referenciadas pelo Barão de Forrester no seu celebre mapa do Douro.

Em 1991 é adquirida pelo holandês Dieter Bohrmann, seu actual proprietário que delega a gestão da quinta em Jorge Borges, o enólogo que tem a responsabilidade de levar a bom porto este projecto.




Daqui saíram, em tempos idos, alguns dos meus vinhos preferidos, nada me deixa mais satisfeito do que reencontrar uma boa pinga que outrora me proporcionou bons momentos e verificar que manteve ou retomou o bom rumo de outros tempos.

O Passadouro Reserva 2007, deixou-me esta boa sensação, não fosse eu um sério apreciador deste terroir e este um dos seus bons embaixadores.

Um vinho, sério para quem gosta vinhos com personalidade marcada, aconselho a sua decantação para que passivamente possa mostrar toda a sua classe e complexidade, bom potencial de envelhecimento.


Notas de Prova:

Aspecto rubi intenso, concentrado e opaco, vislumbra carácter. Aroma predominantemente especiado, vegetal e fresco, com boas notas fruta preta bem madura e flores secas, algo mentolado e resinoso, balanceado por um leve toque tostado. Paladar especiado e levemente apimentado, notas a barrica bem integrada. Confere as boas notas a fruta preta bem madura, levemente florar (violeta). Taninos a marcar presença mas sem exagerada rebeldia, final longo e persistente, um registo pujante e complexo numa estrutura bastante elegante.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 27 de Out.10)
Preço: €29,0 (Ref.)

sexta-feira, outubro 22, 2010

Bétula 2009



Região: Douro
Castas: Sauvignon Blanc (50%) e Viognier (50%)
Produtor: Catarina Montenegro Santos
Enólogo: Francisco Montenegro
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 13,5%







Nota Introdutória:

Produzido na Quinta do Torgal, situada em  Barrô, em pleno Vale do Douro, Bétula, um vinho que surge pela primeira vez no mercado o ano passado com o seu colheita 2008.

Com uma produção de 3000 garrafas o Bétula 2009 , vem claramente reforçar a qualidade do seu primeira edição e mostrar-nos o auspicioso caminho que certamente lhe estará reservado.

Elaborado a partir das castas, Viognier e Sauvignon Blanc. O Viognier fermentou e estagiou em barricas de carvalho francês , com battonage quinzenal, enquanto por sua vez o Sauvignon Blanc fermentou e estagiou a baixas temperaturas em cubas de inox.

O enólogo, Francisco Montenegro, conhecido por outros méritos, desenvolveu este blend interessantíssimo, apesar do estilo diferir um pouco dos brancos que estamos habituados a encontrar no Douro, a utilização destas duas castas de origem francesa, resultaram numa boa aposta. Embora não espelhem o terroir da região, permitiram, para além de demonstrar uma vez mais a capacidade desta região para a produção de bons vinhos, estamos perante um resultado no mínimo muito interessante, que muito provavelmente terá uma belíssima aceitação junto dos consumidores.

Tive a oportunidade de provar a colheita anterior o Bétula 2008, tratando-se de uma estreia achei-o interessante. O Bétula 2009 por sua vez, surge bastante mais afinado, um vinho que me agradou bastante, para além do mais detentor de um pendor gastronómico igualmente muito interessante.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino com laivos esverdeados, límpido e brilhante. Aroma intenso e algo persistente, em que predominam as notas vegetais e fruta madura (maça, alperce, melão, …), ponteado por leves notas citrínicas (casca de laranja) e um muito subtil fumado.  envolvido por uma mineralidade que lhe confere frescura. Paladar algo untuoso e fresco do qual se evidenciam as boas notas a fruta madura predominantes no aroma, assim como as excelentes notas vegetais que pautuam todo um conjunto que balanceia entre uma acidez e mineralidade muito correcta. A subtil barrica transmite-lhe para além do leve tostado uma suave complexidade, termina levemente longo, intenso e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 15 de Out.10)
Preço: €12,00 (Ref.)

quinta-feira, setembro 16, 2010

CARM (branco) Reserva - 2008


Região: Douro
Castas: Códega do Larinho, Viosinho e Rabigato (vinhas velhas com mais de 60 anos).
Produtor: CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Enólogo: Rui Madeira
Tipo: Branco
Ano: 2008
Álcool: 13%







Nota Introdutória:

Após os Tintos, Quinta do Côa - Reserva 2007, CARM (tinto) Reserva 2007, este último com direito a destaque e promoção especial aqui no Lugar de Baco, trago-vos agora o CARM (branco) Reserva-2008

A família Roboredo Madeira está de parabéns, pelos excelentes vinhos que nos tem vindo a apresentar e pelos preços conscientes com que os faz chegar ao mercado.

Este CARM (branco) Reserva-2008 é um vinho pautado pela a correcção e  harmonia. Uma vez mais a classe das vinhas velhas, a batonnage e um estágio de oito meses em barricas de carvalho francês, vêm transmitir sobriedade e carácter a este belíssimo branco.

Sem me surpreender, muito provavelmente pela expectativa já elevada promovida pela qualidade de alguns dos vinhos produzidos por esta casa, foi com bastante agrado que por diversas vezes o tenho degustado.

Servido à temperatura que rondou os 11º, este branco, claramente um branco de meia estação, vem resplandecer na companhia de queijos, alguns grelhados e um punhado amigos.

Mais uma vez não posso deixar de salientar, apesar de não lhe atribuir o dístico de boa compra, o facto de estamos perante um vinho cujo o preço, no mínimo, o considero justo.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino algo intenso, límpido e levemente brilhante. Aroma sobressaem boas notas cítricas e alguma baunilha complementadas por uma barrica já bem integrada e um ligeiro tostado, conjunto balanceado por uma mineralidade que lhe confere uma equilibrada frescura. Paladar a conferir boas notas a fruta (citricas, abacaxi …) e algum vegetal, a madeira e a tosta estão presentes de uma forma muitíssimo equilibrada, volumoso e denso pautado por um sentido de harmonia e uma leve frescura que se estende ao longo de toda a prova, terminando ligeiramente longo e algo persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 23 de Jul.10)
Preço: €8,25 (Ref.)

segunda-feira, julho 26, 2010

Ázeo (branco) Reserva - 2008


Região: Douro
Castas: Várias (vinhas velhas com mais de 60 anos).
Produtor: João Brito e Cunha, Lda.
Enólogo: João Brito e Cunha
Tipo: Branco
Ano: 2008
Álcool: 13,5%








Nota Introdutória:

Um belo vinho este Ázeo – Branco Reserva 2008, contudo, aqui, não é pelo facto de um vinho ser mais ou menos conhecido pelas hostes que deixa de ter necessidade de apresentação! Quem visita este blog poderá aqui encontrar algumas poucas notas actualizadas sobre origem dos vinhos apresentados, sem que para isso tenha que recorrer ao site do produtor. Em primeiro lugar porque, não sendo este o caso, muitas são as vezes, em que o site do produtor se encontram desactualizado ou mesmo indisponíveis e em segundo lugar porque, por mais conhecido que seja o vinho aqui apresentado, a maioria dos que por aqui passam desconhecem algumas das das notas que aqui deixo.

Enfim !! É o meu formato do momento!

Há cerca de um ano atrás tive a oportunidade de conhecer João Brito e Cunha, e desta forma inteirar-me do seu projecto, muito sucintamente aqui descrito a quando a publicação do seu vinho Quinta de S.José.

Este Ázeo – Branco Reserva 2008, está um vinho de grande categoria, de fino recorte e carácter distinto. Boa contribuição das vinhas velhas de onde proveio.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino de concentração média, límpido e levemente brilhante. Aroma discreto e elegante do qual se vão sobressaindo finas notas cítricas, um leve tosta e fumado balanceado por uma mineralidade que lhe confere uma belíssima frescura. Paladar confirma as boas notas a fruta (toranja, lima, abacaxi …), alguma tosta, o pendor mineral assegura-lhe a frescura, volumoso e cheio pautado por um sentido de proporção, elegância e complexidade que se estende ao longo de toda a prova, terminando longo e persistente.


Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 14 de Jun.10)
Preço: €15,00 (Ref.)

sexta-feira, junho 18, 2010

Cistus - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Tinta Roriz (40%), Touriga Franca(40%) e Touriga Nacional (20%)
Produtor: Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda.
Enólogo: Manuel Angel Areal
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%







Nota Introdutória:

Cistus – Reserva 2007, produzido pela Quinta do Vale da Perdiz - Sociedade Agrícola, Lda.
Sociedade esta que surge no ano 2000, com a junção entre a Vinihold e a Família Fernandes.

Através da conjugação de competências, Vinihold na área comercial e Família Fernandes, sob a direcção do Eng. António Augusto Fernandes, a produzir vinhos desde 1989, aliaram-se esforços e estratégias que visam melhorar o seu posicionamento perante os desafios de um mercado cada vez mais exigente.

A Quinta do Vale da Perdiz, situada no coração do Douro Superior nas proximidades de Torre de Moncorvo, estagiou durante quinze meses em barricas de carvalho. Em Abril de 2010 foram engarrafadas e numeradas 28 000 garrafas.

Foi de facto mais uma agradabilíssima surpresa. Já tinha tido contacto com uma colheita anterior, o “Reserva 2004”, na altura se bem me lembro, apresentou-se potente e com algum equilíbrio. Este Cistus – Reserva 2007, está mais equilibrado e apesar de continuar com um perfil potente, manifesta-se num registo ligeiramente mais elegante.

Este é um vinho cuja relação preço/qualidade me leva a enunciá-lo como boa compra, um belo representante de vinhos cujo patamar não ultrapassa os dez euros.


Notas de Prova:

Aspecto límpido de cor rubi concentrado e profundo. Aroma intenso, com boas notas a fruta preta, um leve toque floral, alguma tosta, tabaco, nuances a madeira bem integrada, afinado e persistente. Paladar certifica as boas notas a fruta preta, evidenciando leves notas balsâmicas e alguma barrica e finos taninos estão presentes mas muito bem integrados, conferindo frescura ao conjunto encorpado e bastante bem equilibrado, com um final longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 13 de Jun.10)
Preço: €9,99 (Ref.)

terça-feira, maio 11, 2010

CARM - Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca
Produtor: CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 13,5%









Nota Introdutória:

Aqui temos mais um vinho proveniente do Douro mais própriamente da CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.

Este vinho, CARM – Reserva 2007, foi produzido a partir de uvas das vinhas de Almendra no Douro Superior e submetido a um estágio de 18 meses em barricas usadas de carvalho françês e americano.

É de facto um vinho que surpreende pela sua relação preço/qualidade, estamos perante um vinho correctíssimo, bastante equilibrado no seu conjunto, um vinho guloso que agrada.


Não me vou alargar em muitos mais adjectivos, até porque ainda gostaria de aqui deixar uma nota sobre o desafio que Lugar de Baco lançou a si mesmo ao promover este vinho.

Mas em primeiro lugar gostaria ainda de salientar que a avaliação por mim efectuada a este CARM – Reserva 2007 reflecte para além da sua qualidade a sua excelente relação preço/qualidade.


Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado intenso. Aroma boa intensidade, notas a fruta preta bem madura (amora, cerejas, …), algum chocolate, baunilha, balanceando-se em brandas notas especiadas e alguma madeira. Paladar bela harmonia entre as notas a fruta preta madura e um leve especiado, tudo isto num conjunto encorpado com taninos bem arrumados, guloso sem se tornar maçador, fim de boca longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 15 de Abr.10)
Preço: €8,25 (Ref.)


Ao deparar-me, como já aqui referi, com a excelente relação preço/qualidade deste CARM–Reserva 2007 decidi, na prática, promove-lo junto de alguns amigos e visitantes deste blog.
Em suma, conseguiu-se juntar um número simpático de interessados, e desta forma efectuar uma enco- menda exclusiva.
O Lugar de Baco, atreveu-se a passar da escrita à prática, haver vamos o resultado desta iniciativa.

terça-feira, maio 04, 2010

Redoma (branco) 2008


Região: Douro
Castas: Codega, Rabigato, Donzelinho, Viosinho, Arinto e outras.
Produtor: Niepoort Vinhos S.A.
Tipo: Branco

Ano: 2008
Álcool: 13,0%




Nota Introdutória:

Este é uma das casas mais conceituadas do Douro assim como o seu actual mentor Dirk Niepoort, figura incontornável não só pela qualidade dos vinhos a que nos habituou mas também pelos seus projectos inovadores e de grande expressão na promoção dos vinhos do Douro.

Se bem me lembro, tive um pequeno desentendimento com o ultimo Redoma que publiquei, o tinto 2005, somente numa segunda prova e com algum custo acabei por lhe atribuir um 17. Em ambas as provas não estava nos meus dias? Até hoje mantenho a dúvida!

Com este branco 2008, não tenho a mínima duvida em relação à nota que lhe atribuí. Fiquei bastante bem impressionado com o seu potencial gastronómico e finura de conjunto.

Este Redoma (branco) 2008, provém de pequenas parcelas de vinhas velhas plantadas na margem direita do rio Douro a uma altitude que varia entre os 400 e 700 metros. Pelo que sei foi submetido a um estágio de 9 meses em barricas de carvalho francês mantendo-se durante este período um contacto com as borras finas, o que claramente lhe confere uma sensação de maior volume e redondez na boca.

Notas de Prova:

Aspecto amarelo citrino com leves laivos dourados. Aroma delicado com boas notas a fruta branca (melão, pêra, …), um leve toque a citrino, e alguma madeira muito bem integrada transmitindo ao conjunto uma boa complexidade. Paladar fino a conferir as boas notas a fruta branca e citrinos, apresenta-se harmonioso, com alguma untuosidade e uma correctíssima acidez, fim de boca agradavelmente longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 11 de Mar.10)
Preço: €14,0 (Ref.)

quinta-feira, março 25, 2010

Quinta do Todão - Reserva 2007



Região: Douro
Castas: Várias
Produtor: Sociedade Agrícola da Quinta do Todão Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%









Nota Introdutória:

Mais um vinho proveniente do Douro, mais propriamente de Gouvinhas onde fica situada a Quinta do Todão.

Esta Quinta actualmente explorada pela Quinta do Crasto chama si, através dos seu técnicos, a responsabilidade de todo o processo de enologia e viticultura que aí se realiza.

Feito a partir de vinhas velhas (com mais de 25 anos) de castas autóctones o Quinta do Todão - Reserva 2007, deixa transparecer a identidade de mais um excelente vinho duriense, em que a fruta preta e fina, e o aroma florar da Touriga Nacional se combinada com a madeira de carvalho francês onde durante 16 meses estagiou.

Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado. Aroma expressivo, apresentando notas a fruta silvestre (cereja, amora, framboesa …), madeira, algumas notas tostadas, e nuances a chocolate preto. Paladar elegante, com boas notas a fruta madura (cereja, amora framboesa …), madeira quanto basta e uma frescura que confere uma boa harmonia ao conjunto, ligeiramente encorpado, taninos bem integrados, fim de boca de média persistência.



Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 18 de Fev.10)
Preço: €11,00 (Ref.)


quinta-feira, março 18, 2010

Quanta Terra - Grande Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Nacional (65%), Tinta Barroca (18%), Touriga Franca (15%)e Sousão (2%)
Produtor: Quanta Terra, Soc. do Vinho Lda.
Tipo: Tinto
Ano: 2007

Álcool: 14,5%







Nota Introdutória:

Este é um projecto que teve o seu início à cerca de dez anos, com os enólogos Celso Pereira e Jorge Alves.

A Quanta Terra, enquanto empresa produtora apresenta a particularidade de não possuir vinhas nem adega própria. A filosofia é “simples”, criar vinhos que se diferenciem, através da combinação de boas uvas oriundas dos diferentes terroirs do Douro.

É da Quinta do Tralhão, que provêm a maior parte das uvas que dão origem aos vinhos, Quanta Terra e Terra a Terra. As uvas aqui colhidas, são vinificadas em Alijó, zona onde está situada a adega em que estes dois enólogos ano após ano, sem falhar colheita, criam e compõem estes belíssimos vinhos.

Este, Quanta Terra – Grande Reserva 2007, é um vinho bastante interessante, robusto e seco muito a meu gosto. No entanto, e em minha opinião, este vinho poderá com o tempo evoluir ainda mais, perdendo alguma da timidez aromática que ainda apresenta e permitindo aos seus taninos, apesar de bastante bem integrados, tornarem-se ligeiramente mais macios.

Vale a pena dispensar alguma atenção a este vinho, beba-o já e se possível guarde algumas garrafas para mais tarde.


Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado intenso, chegando mesmo a apresentar uma certa opacidade. Aroma ainda um pouco fechado, deixando escapar algumas notas tostadas, madeira, alguma fruta preta, chocolate preto, complementado com boas notas vegetais e especiarias. Paladar a revelar-se intenso e seco, com boas notas balsâmicas e vegetais, barrica e alguma fruta preta, encorpado, taninos que evidenciam ainda necessidade de mais algum tempo, fim de boca longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5(Prova a 11 de Fev.10)
(Preço: €17,00 (Ref.)

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Quinta da Gaivosa - 2005



Região: Douro
Castas: Tinta Amarela, Sousão, Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinto Cão e outras (20 Castas diferentes)
Produtor: Domingos Alves de Sousa
Tipo: Tinto
Ano: 2005
Álcool: 14,0%







Nota Introdutória:

È com uma enorme satisfação que trago aqui ao Lugar de Baco o Quinta da Gaivosa, um grande vinho, produzido por um grande senhor do Douro, Domingos Alves de Sousa.

Há já algum tempo atrás tive o privilégio de o ter conhecido pessoalmente e a oportunidade de ter provado, entre vários dos seus vinhos, o seu Quinta da Gaivosa.

Do contacto com Domingos Alves de Sousa, ficou-me a imagem da seriedade e paixão com que fala dos seus vinhos, assim como orgulho que lhe açambarca a expressão quando se refere ao seu filho Tiago, um jovem com elevado nível de qualificação, que certamente cuidará, com primazia e segurança, dos destinos dos grandes vinhos Alves de Sousa.

É na Quinta da Gaivosa, com as suas vinhas localizadas na margem direita do rio Corgo, principal afluente do rio Douro, 25 hectares de vinhas com mais de 60 anos, e com cerca de vinte castas autóctones, que se produz este Quinta da Gaivosa cujo o nome o herdou da própria quinta.

Este vinho é fruto de uma série de provas, a partir das quais, Domingos Alves de Sousa, Tiago e Anselmo Mendes (enólogo consultor envolvido neste projecto desde de sempre) vão compondo através de arranjos e afinações esta sinfonia de aromas e paladares.

Para além deste Quinta da Gaivosa 2005 , muito recentemente voltei a provar as colheitas de 2000 e 2003, apesar do Quinta da Gaivosa 2003 estar excelente, a minha preferência recai ligeiramente sobre a colheita de 2005, pelo sua, elegância e recorte, julgo que ultrapassará qualquer uma das  outras duas  colheitas.

Apesar da minha manifesta simpatia por esta casa, não quero que fiquem quaisquer dúvidas, quanto à isenção da nota que lhe atribuí, estou certo que numa prova verdadeiramente cega e em situação de normalidade, muito provavelmente atribuir-lhe-ia uma pontuação muito idêntica.


Notas de Prova:

Aspecto cor rubi bastante concentrada intensa. Aroma bouquet elegante e algo complexo, com boas notas tostadas, fruta vermelha, complementado com notas vegetais e especiarias. Paladar a revelar-se Intenso, concentrado e com boa acidez ao longo de toda a prova, belíssimas notas balsâmicas e vegetais, fruta vermelha madura e leves nuances a barrica, elegantemente encorpado, com taninos bem presentes mas suaves, fim de boca longo e persistente.


As características reveladas por este vinho, mostram claramente a sua excepcional capacidade para guarda.


Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 10 de Jan.10)
Preço: €28,0 (Ref.)

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Quinta do Côa - Reserva 2007


Região: Douro
Castas : Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca.
Produtor : CARM -Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14,5%







Nota Introdutória:

A CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A. é uma empresa com actividade documentada desde meados do séc. XVII. Esta actividade agrícola desenvolve-se em torno da produção de vinhos e azeite da mais alta qualidade.

Entre as varias quintas, pertença desta casa, temos a Quinta do Côa, situada nas margens do rio Côa, cuja vinha ocupa 11 ha, entre os quais, 8 ha são de vinha velha plantada na década de 60 e 3 ha de clones seleccionados de Touriga Nacional plantados em 1995.

Sob a orientação do Enólogo Rui Madeira, produzem-se a partir das vinhas desta quinta, dois vinhos com seu nome, o Quinta do Côa e o Quinta do Côa - Reserva.

Após um período de estágio em barricas novas de carvalho francês eis o recente Quinta do Côa – Reserva 2007. Este é de facto um grande vinho, aqui está uma das boas surpresas a que eu me referia no meu post anterior.

Poderia tecer-lhe inúmeros elogios, mas não o farei, com este vinho não há subjectividades, estamos mesmo perante um excelente vinho.


Notas de Prova:

Aspecto Grnat intenso praticamente opaco.

Aroma fresco e intenso com a fruta silvestre (amora, groselha, framboesa) a sobressair, nuances a chocolate preto e boas notas a barrica, tudo muito harmonioso.

Paladar a revelar-se fresco e aveludado ao longo de toda a prova, com belíssimas notas a fruta vermelha e uma elegante envolvência a madeira, taninos firmes mas muito bem integrados, fim de boca longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 15 de Mai.10)
Obs. Não sei realmente o que se passou na prova anterior, o que é facto é que apesar de não lhe rever na integra as qualidades verificadas na prova de Dezembro, acho que está bastante bem, só que neste cenário não poderei continuar a distingui-lo como boa compra (preço/qualidade).

Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 10 de Mai.10)
Obs. Efectivamente não sei o que se passa com este vinho, será de algumas garrafas, será do lote ?? Perdeu alguma elegancia e apresenta-se ligeiramente enfadonho.

Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 18 de Dez.09)
Preço: €14,00 (Ref.)

terça-feira, dezembro 15, 2009

Quinta do Banco - 2004




Região : Douro
Castas : Touriga Nacional (75%) e Touriga Franca,Tinta Roriz e Tinto Cão (25%)
Produtor : António Emílio Rocha
Tipo : Tinto
Ano : 2004
Álcool : 14,0%







Nota Introdutória:

Normalmente quando me preparo para efectuar a prova de um vinho, com o qual nunca tive qualquer contacto, ressaltam-me logo as boas expectativas. No entanto muitas são as vezes que com o desenrolar da prova estas se vão desvanecendo, com este Quinta do Banco dei comigo a pensar. Paciência! Não sendo excepcional é bastante bom.

Foi efectivamente o que se passou com este Quinta do Banco 2004, para além da prova que efectuei, sei que estagiou 18 meses em madeira francesa e americana de grão extra fino, que foi distinguido com Medalha de Prata nos Concurso Mundial de Bruxelas 2008 e 2º Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados 2008.

O que posso eu pedir mais? Sei lá! Talvez sem perder a elegância, que fosse um pouco mais concentrado, com taninos um pouco mais macios! Aí sim, possivelmente poderia ter ficado surpreendido.
Mas atenção, isto é o meu palato a divagar, este é um vinho que vale mesmo a pena conhece-lo.


Notas de Prova:

Aspecto grnat de intensidade média. Aroma vegetal seco, tostado, um leve fumado e alguma baunilha. Paladar revela notas vegetais, seco, leves notas a frutos silvestres, levemente tostado, com taninos bem presentes, corpo mediano e final de boca levemente persistente.


Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 11 de Dez.09)
Preço: €17,00 (Ref.)

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