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quinta-feira, setembro 26, 2019

Vallado - Quinta do Orgal - 2016

   
 Vallado - Quinta do Orgal - 2016 / Douro / Tinto / 13,5% 
 Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão
Quinta do Vallado
  
Já se passou "algum" tempo desde da ultima vez que cá vim! Confesso que acabei sentindo alguma falta disto! Escrevinhar sobre alguns dos vinhos que vou bebendo é como perpetuar os bons momentos que me proporcionaram!

Claramente o caso deste belíssimo tinto, com a chancela Vallado, oriundo da Quinta do Orgal , no Douro Superior, adquirida em 2009, pela Quinta do Vallado, com o intuito de alargar a sua área de vinha própria.

Um vinho, orgânico, proveniente de vinhas com certificado de produção biológica, submetido a um estagio de 16 meses de barrica e composto por cerca de 2/3 de Touriga Nacional. O que, naturalmente, se lhe confere na prova.

De tom rubi carregado, aroma  intenso e fresco, pejado de notas a fruta vermelha, subtilmente vegetal  e algo especiado, onde tons a baunilha se combina com leves apontamentos a tosta provenientes da barrica. Na boca mostra-se levemente encorpado, confere a fruta e um toque vegetal seco, taninos firmes mas elegantes a sustentar um final longo e persistenteUm belo tinto! 
 

 Not. 16,5

 Pvp: €14,00(Ref.)

quinta-feira, março 16, 2017

Quinta da Romaneira (branco) - Reserva 2015



 Região (DOC): Douro / Castas: Malvasia Fina e Gouveio / Produtor: Sociedade Agrícola da Romaneira / Enólogo: António Agrellos / Tipo: Branco / Ano: 2015 / Álcool: 13%. 


Digamos que, este branco, rubricado pelo enólogo António Agrellos, provem de uma das maiores e mais antigas quintas do Douro, a Quinta da Romaneira.

De tom amarelo claro e laivos esverdeados. Aroma expressivo e fresco, onde sobressaem, notas frutadas "pêssego", leves apontamentos cítricos e uma delicada envolvência a tosta. Na boca, mostra-se, fresco, subtilmente seco, evidenciando o seu lado mais frutado, com uma cordata acidez, boa estrutura e bastante equilíbrio. Final longo e persistente.

Um branco de consensos alargados! 
 
 Nota Pessoal:16,5
  Preço: €12,5 (Ref.)
 

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Mirabilis Grande Reserva 2015



 Região (DOC): Douro / Castas: Viosinho, Gouveio e VV / Produtor: Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo / Enólogo: Jorge Alves & Sónia Pereira / Tipo: Branco / Ano: 2015 / Álcool: 14%. 


Mesmo antes de chegar ao mercado, já integrava a lista dos vinhos mais pontuados, por Robert ParkerElevado, em pontuação (94-96/100), ao patamar dos grandes vinhos clássicos internacionais, o Mirabilis Grande Reserva 2015, provado por Mark Squires, torna-se, assim, o primeiro branco português a ascender à categoria dos "notáveis vinhos do mundo".

Um branco com o cunho da  Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo,  uma quinta com mais de 250 anos, pertencente, desde 1999, à família AmorimElaborado a partir das castas Viosinho, Gouveio e cerca de 70% de Vinhas Velhas, com mais de 80 anos, originárias de Alijó, Murça e Tabuaço, no Douro.

Mirabilis Grande Reserva 2015 é, acima de tudo, o resultado da excelente interpretação do potencial destas castas, aliado a um processo meticuloso de vinificação, quebrando-se, de certa forma, o estigma de, nesta região, os seus melhores brancos permanecerem a léguas dos seus melhores tintos.

Um branco de tom citrino, límpido e brilhante. Aroma não propriamente muito expressivo, mas bastante refinado e complexo, adornado por uma finíssima fruta branca e subtis tons cítricos, sustentado por uma leve mineralidade, com uma envolvência a baunilhadaNa boca, mostra-se com uma elegância e equilíbrio excecional, textura concentrada e sedosa, sem perder a frescura devido à finíssima acidez que se faz sentir ao longo de toda a prova. Final longo, persistente e, tal como começou, meticulosamente elegante.

Um branco soberbo e superiormente requintado! Sem dúvida, um dos melhores brancos da sua região, o Douro, e de todas as outras, cujo os vinhos tenho provado nestes últimos tempos.

Nota Pessoal:18
Preço: €37 (Ref.)



Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo
5085-222 Covas do Douro
Tel: (+351) 254 730 420
E-mail: quintanova@amorim.com

domingo, abril 03, 2016

Casa Amarela (branco) - Reserva 2014



Região (DOC): Douro / Castas: Viosinho, Rabigato, Malvasia Fina / Produtor: Laura Valente Regueiro, Lda. / Enólogo: Jean-Hugues Gros  / Tipo: Branco / Ano: 2013 / Álcool: 13,5%. 


Um branco oriundo dQuinta da Casa Amarela, localizada na margem esquerda do Rio Douro, entre a Régua e Lamego, no coração da mais antiga região demarcada do mundo o "Douro"Um projeto familiar, gerido com grande paixão e dedicação, pelo qual nutro alguma simpatia.

Em, 2013, o "Selection"  viria a dar lugar ao "Reserva", em minha opinião, apenas um pequeno passo para o, já notável, "Selection",  agora numa versão da qual se intenta um pouco mais de estrutura. 

De tom amarelo citrino dourado. Nariz agradavelmente expressivo, marcado por notas a fruta branca madura com um leve tom vegetal e subtis apontamentos a tosta. Na boca mostra-se levemente encorpado,  onde a fruta se perpetua sustentada por uma acidez cordata. Final longo.

Um branco prazeroso, excelente para acompanhar peixes estufados, caldeiradas  e mesmo algumas massas leves. Não o queria rotular de branco de inverno, mas com este perfil talvez não fique muito longe desta denominação. 

Nota Pessoal:16
Preço: €12(Ref.)



Quinta da Casa Amarela
Riobom
5100-421 Lamego
Tel: (+351) 254 666 200
E-mail:  quinta@quinta-casa-amarela.com

sábado, dezembro 12, 2015

Cistus Reserva 2011



Região (DOC): Douro / Castas: Touriga Nacional(38%), Touriga Franca (20%) e Tinta Roriz (42%) / Produtor: Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda. / Enólogo: Manuel Angel Areal  / Tipo: Tinto / Ano: 2011 / Álcool: 14,5%. 


Já se passaram mais de cinco anos, desde que, aqui apresentei o, Cistus Reserva 2007, em boa verdade, também foi largo o tempo que, por vezes, daqui me ausentei! Não por parca vontade, mas pelas contingências de um tempo que teimou em escassear.

Agora! O que conta é este Cistus Reserva 2011, um belo tinto nascido no coração do Douro Superior, fruto do querer do Eng. António Fernandes e do saber do enólogo Manuel Areal.
Da sua história vale a pena saber um pouco mais! Aqui,  será, dos sítios, certamente, o que mais propriedade terá para o elucidá-lo.

Deste,  Cistus Reserva 2011, destaco o reforço da presença da Touriga Nacional, em detrimento da Touriga Franca. Não sei a partir de que colheita esta alteração ocorreu, contudo e sem a pretensão de querer entrar em suposições, enológicas, estereis para muitos dos cá vêm, gostaria apenas salientar, "que me parece" ter havido aqui, algum ganho de expressão aromática e de uma generoso aumento de capacidade para vir a evoluir em garrafa, mostrando-se "promissor" para vir agradar por um bom punhado de anos.
Os 14 meses de estágio em barricas de carvalho Americano e Francês, meio por meio, em traços largos, e como sua função, vieram para lhe premiar a estrutura e a complexidade. 
O resultado, este, está à vista um belo tinto duriense, que apesar da evidencia de estar ainda ligeiramente jovem, é seguramente, desde já,  uma belíssima escolha.   

Tinto de tom rubi algo carregado, nariz bem expressivo, intenso e fresco, pejado de notas a fruta silvestre negra, boas notas vegetais a esteva e algo especiado, onde tons de chocolate se combina com leves apontamentos a tosta. Na boca mostra-se fresco, elegante, com um corpo bem dimensionado, taninos firmes mas finos que em conjugação com a cordata acidez determinam um final de boca algo longo e persistente.

Quero ainda salientar que este é, certamente, um vinho que irá agradar a muita gente, um entrada de gama alta, com uma relação qualidade/preço amistosa. 

Nota Pessoal:16,5
Preço: €9,99 (Ref.)



Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda
Quinta da Ferreira
5160 Torre de Moncorvo
Tel: (+351) 279 252 077
E-mail: qvp@qvp.com
Site: www.qvp.pt

quinta-feira, julho 23, 2015

Roquette & Cazes 2011



Região (DOC): Douro / Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz / Produtor: Roquette e Cazes / Enólogo: Manuel Loboe Daniel Llose    / Tipo: Tinto / Ano: 2011 / Álcool:14,5%. 


Já faz tempo que aqui trouce, o Xisto - Roquette & Cazes 2005 , um vinho que nasce como o corolário da parceria entre Jorge Roquette, da Quinta do Crasto, e Jean-Michel Cazes, do Château Lynch-Bagesucelas, um ex-líbris produzido  apenas em anos excecionais.

Talvez como consequência disto mesmo, em 2006, surge, o  Roquette Cazes, o segundo vinho deste dueto. Um vinho de gama um pouco mais baixa, que dado o seu prolongado estágio em garrafa, tem como pretensão chegar ao mercado mais pronto para que, desde logo, se possa desfrutar da sua enorme qualidade. Esta foi, em minha opinião, uma pretensão mais ou menos conseguida.

Esta é sem duvida uma pretensão de louvar, deveria ser, por todos, encarada como ponto de honra, pois ainda são muitos os vinhos de classe média/alta que chegam ao mercado, novos demais, deixando-nos com um leve amargo de boca. Não por serem amargos mas por não serem aquilo que, nesta altura, já teriam de ser.

Este Roquette Cazes 2011, é  um vinho que não deixará ninguém indiferente,  com o seu tom rubi carregado, aroma expressivo, onde predominam notas a fruta fresca de tom silvestre e um leve toque floral, deixando transparecer uma envolvencia elegantemente especiada. Na boca mostra-se fresco, elegante e muito equilibrado, onde os seus finos taninos lhe marcam o compasso,  termina amplo e aprumado.

Um tinto de grande classe que merece ser condignamente apreciado! Quanto ao seu preço, não sendo propriamente barato, vale bem os euros que custa.  

Nota Pessoal:17
Preço: €25 (Ref.)



Roquette e Cazes. Lda
Quinta do Crasto
5060-063 Gouvinhas
Tel: (+351) 22 610 90 51
E-mail: roquetteecazes@gmail.com

quinta-feira, março 26, 2015

Apegadas Grande Reserva 2011



Região (DOC): Douro / Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca    / Produtor: Quinta das Apegadas Soc. Agrícola, Lda / Enólogo: Rui Cunha /   Tipo: Tinto /    
Ano: 2011 / Álcool: 14,5%.


Em 2000, Cândida e António Amorim, adquirem no Douro, mais propriamente em Mesão Frio, uma propriedade, conhecida como  Quinta das Apegadascom cerca de 3,2ha dos quais 2ha são vinha,  totalmente reconvertida a partir de 2002. Em 2003 é então oficializada a criação da Quinta das Apegadas Soc. Agrícola, Lda.

Pouco tempo depois surge a oportunidade de adquirirem, também, a centenária Quinta da Velha, localizada  no concelho da Régua, na margem direita do rio Douro, esta com cerca de 14ha, dos quais 10ha são vinha e onde, em 2006, viriam a construir a sua adega.

Este, Apegadas Grande Reserva 2011, é um vinho oriundo da Quinta a Velha, produzido apenas em anos especiais, com os cuidados conferidos a um vinho de topo, dos quais saliento os 18 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês. Um vinho marcado essencialmente pelos seus 80% de Touriga Nacional e pela moderada presença dos 16% de Touriga Franca que, muito provavelmente, lhe vem potenciar a estrutura.

Um tinto de tom rubi medianamente profundo, nariz, intenso, do qual sobressaem boas notas a frutos silvestres maduros envoltos num subtil toque floral e um indelével toque a barrica expresso pelo seu tom especiado e graciosamente tostado. Na boca, equilibrado e sóbrio, onde os seus polidos taninos  marcam o compasso de uma estrutura bem desenhada suportada por uma delicada acidez que, para além da frescura, incita a um fim de boca amplo e prolongado.

Um tinto que, em minha opinião, apesar da sua belíssima qualidade ficou, pelos excelentes argumentos com que se apresentava, um pouco aquém das minhas expetativas. Contudo estamos perante um belíssimo vinho, com uma boa relação qualidade/preço, que certamente irá agradar a muita gente.

Nota Pessoal:16,5
Preço: €17 (Ref.)




Quinta das Apegadas Soc. Agrí. Lda.
 
5040- 151 Mesão Frio
Tel: (+351) 254 899 438 / 966 000 468
E-mail: apegadas@apegadas.co.pt
Site: www.apegadas.co.pt/

terça-feira, junho 17, 2014

Quinta do Crasto - Reserva (Vinhas Velhas) 2011


Região (Doc): Douro / Castas: (várias) / Produtor: Quinta do Crasto Enólogo: Manuel Lobo / Tipo: Tinto / Ano: 2011 / Álcool 14,5%

Eis um dos mais emblemáticos vinhos da Quinta do Crasto, o clássico, Quinta do Crasto - Reserva (Vinhas Velhas). Um vinho de pergaminhos firmados, reconhecido pela sua consistente qualidade. O seu invejável palmarés é bem prova disto!


De salientar que este Quinta do Crasto - Reserva (Vinhas Velhas) 2011, é composto por cerca de 30 castas diferentes, provenientes de vinhas que rondam em média os setenta anos de idade. O estágio de 18 meses em pipas de carvalho, vem reforçar-lhe, a boa complexidade, normalmente já abonada por vinhas como estas com alguma idade.

Grande ano este 2011, principalmente no Douro! Pelo que já seria expetável que este Quinta do Crasto (Vinhas Velhas) - Reserva 2011, saísse com este nível.

Tom rubi carregado. Aroma intenso e fresco, marcado por frutos silvestres, um leve toque floral e alguma esteva, excelentes notas especiadas e subtis sugestões a barrica. Na boca a frescura e a elegância marcam toda a prova, taninos finos regem o compasso de uma estrutura de grande harmonia e equilíbrio, termina longo e algo persistente. 

Estamos uma vez mais perante um vinho de grande classe, apesar do seu evidente e habitual potencial evolutivo, está desde já pronto para ser condignamente apreciado. Um vinho feito para brilhar numa mesa de gente amiga!

Nota Pessoal: 17
Preço: €25 a €30 (Ref.)

quinta-feira, março 13, 2014

Marka (Vinhas Velhas) - Reserva 2010


 
Região (Doc) Douro . Castas (várias) .  Produtor Durham-Agrellos . Enólogo Carlos Agrellos . Tipo Tinto .  Ano 2010  .  Álcool 14%

Com a aquisição em 1991 da Quinta do Espinhal de Baixo,  localizada na  margem direita do Rio Douro, entre o Peso da Régua e o Pinhão, a  família  Agrellos, desde à muito ligada à produção de uvas para comercialização, dá início a uma longa e profunda recuperação das vinhas da quinta. Recuperação esta, que se estende até 2002, ano em que arranca efetivamente com  produção dos seus próprios vinhos.



Marka foi, a partir de 2004, a bonita forma que a família de José Carlos Agrellos encontrou para homenagear, uma grande impulsionadora deste projeto, Marjorie Kathleen Durham Agrellos , atribuindo como marca, aos seus vinhos, a conjugação das duas primeiras sílabas dos nomes próprios.

Marka (Vinhas Velhas) - Reserva 2010, um verdadeiro vinhas velhas, elaborado a partir de uvas oriundas de cepas que rondam os setenta e quatro anos, pertença de um vinhedo, composto por cerca de duas a três dezenas de castas diferentes. 

Estes vinhas velhas , são realmente um pequeno espólio do nosso rico património ampelográfico. São vinhos únicos! Um lote composto por um tão elevado número de castas diferentes, a existir, fora deste rectângulo Português, tratar-se-á efetivamente de uma raridade.

Estas vinhas velhas, normalmente com baixos índices de produção, dão origem a vinhos concentrados e complexos, como este  Marka (Vinhas Velhas) - Reserva 2010, seguramente um dos seus dignos representantes.

De tom rubi carregado, aroma concentrado, marcado pela fruta preta e um leve toque vegetal, envolto em notas tostadas, especiadas e algo abaunilhadas. Boca marcada pela frescura e elegância, confere na sua essência as suas principais notas aromáticas, boa complexidade e bons taninos a suportar uma estrutura bem desenhada, final médio. 

Já vem sendo habitual esta minha referência à jovialidade/potencial evolutivo de alguns dos, recentes e mais estruturados, vinhos, que tenho vindo a apresentar. Mas efectivamente, em minha opinião, o  Marka (Vinhas Velhas) - Reserva 2010,  apesar de, desde já, nos poder proporcionar uma belíssima prova, ira certamente ganhar com mais algum tempo em garrafa.

Partindo do princípio que poderá não estar para esperas! Deixe-o pelo menos respirar durante uma ou duas horas, e aprecio-o até à ultima gota.

Nota Pessoal: 16,5
Preço: €15 a €20 (Ref.)

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