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sexta-feira, outubro 22, 2010

Bétula 2009



Região: Douro
Castas: Sauvignon Blanc (50%) e Viognier (50%)
Produtor: Catarina Montenegro Santos
Enólogo: Francisco Montenegro
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 13,5%







Nota Introdutória:

Produzido na Quinta do Torgal, situada em  Barrô, em pleno Vale do Douro, Bétula, um vinho que surge pela primeira vez no mercado o ano passado com o seu colheita 2008.

Com uma produção de 3000 garrafas o Bétula 2009 , vem claramente reforçar a qualidade do seu primeira edição e mostrar-nos o auspicioso caminho que certamente lhe estará reservado.

Elaborado a partir das castas, Viognier e Sauvignon Blanc. O Viognier fermentou e estagiou em barricas de carvalho francês , com battonage quinzenal, enquanto por sua vez o Sauvignon Blanc fermentou e estagiou a baixas temperaturas em cubas de inox.

O enólogo, Francisco Montenegro, conhecido por outros méritos, desenvolveu este blend interessantíssimo, apesar do estilo diferir um pouco dos brancos que estamos habituados a encontrar no Douro, a utilização destas duas castas de origem francesa, resultaram numa boa aposta. Embora não espelhem o terroir da região, permitiram, para além de demonstrar uma vez mais a capacidade desta região para a produção de bons vinhos, estamos perante um resultado no mínimo muito interessante, que muito provavelmente terá uma belíssima aceitação junto dos consumidores.

Tive a oportunidade de provar a colheita anterior o Bétula 2008, tratando-se de uma estreia achei-o interessante. O Bétula 2009 por sua vez, surge bastante mais afinado, um vinho que me agradou bastante, para além do mais detentor de um pendor gastronómico igualmente muito interessante.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino com laivos esverdeados, límpido e brilhante. Aroma intenso e algo persistente, em que predominam as notas vegetais e fruta madura (maça, alperce, melão, …), ponteado por leves notas citrínicas (casca de laranja) e um muito subtil fumado.  envolvido por uma mineralidade que lhe confere frescura. Paladar algo untuoso e fresco do qual se evidenciam as boas notas a fruta madura predominantes no aroma, assim como as excelentes notas vegetais que pautuam todo um conjunto que balanceia entre uma acidez e mineralidade muito correcta. A subtil barrica transmite-lhe para além do leve tostado uma suave complexidade, termina levemente longo, intenso e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 15 de Out.10)
Preço: €12,00 (Ref.)

quinta-feira, outubro 07, 2010

Primeira Paixão - 2009



Região: Madeira
Castas: Verdelho
Produtor: Paixão do Vinho
Enólogo: Rui Reguinga e Francisco Albuquerque
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 12,0%







Nota Introdutória:

Primeira Paixão, um branco VQPRD (Vinho de Qualidade Produzido em Região Demarcada) Madeirense, 100% Verdelho, uma das casta mais emblemáticas deste arquipélago, com grande reputação mesmo a nível internacional, adquirida essencialmente através da sua presença na elaboração dos grandes vinhos generosos Madeirenses.

Esta é seguramente uma das castas mais controversas que existe em Portugal, pelos atropelos e confusões a que tem estado sujeita. Julgo poder afirmar que conheço relativamente bem esta casta, na versão Açoriana (também o verdadeiro Verdelho).

Este foi um projecto criado com base na amizade e experiência dos dois enólogos, Francisco Albuquerque e Rui Reguinga, que a partir de 2 hectares vinhas localizadas no sítio da Vargem, no Estreito de Câmara de Lobos , se propuseram criar um vinho branco de grande qualidade.

Eis a sua segunda edição, Primeira Paixão 2009, do qual foram engarrafadas pela Adega de São Vicente, 4000 garrafas um pouco mais do dobro do que a colheita anterior, o que permitirá alargar um pouco mais o numero de contemplados.

O Primeira Paixão 2009, apresenta-se desde já muito correcto e concentrado, realmente com particularidades inerentes a uma casta que teima em fugir à  modernidade dos novos brancos.Um projecto promissor, um belo vinho.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino intenso e levemente brilhante. Aroma levemente concentrado com boas notas a fruta tropical madura (ananás, maracujá …), excelentes notas vegetais, e uma frescura harmoniosamente integrada. Paladar fresco, seco e com uma excelente mineralidade, em que as notas a fruta e vegetais   se conjugam discretamente,  contribuindo para a complexidade de um conjunto levemente encorpado, com um final médio e persistente acompanhado por um leve toque salgado que lhe confere distinção.


Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 29 de Set.10)
Preço: €12,00 (Ref.)

terça-feira, setembro 21, 2010

Frei Gigante - 2009



Região: Açores (Pico)
Castas: Arinto (97%), Verdelho e Terrantez
Enólogo: Maria Álvares
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 13,5%








Nota Introdutória:

Frei Gigante, sem sombra de dúvida, um dos melhores vinhos produzidos nos Açores.

Com a tipicidade dos vinhedos açorianos, as suas cepas são conduzidas junto ao solo em currais de pedra, as condições edafoclimáticas peculiares promovem a boa concentração dos bagos, potenciando no Arinto, casta que contribui com cerca de 97% para a produção deste vinho, a evidenciação de características muito próprias e de grande qualidade.

A sua vinificação assenta na selecção cuidada das suas uvas, numa extracção suave do mosto, decantado por gravidade, e uma fermentação repartida em cascos de carvalho francês e cubas de inox, terminando com um estágio de cerca 9 meses em cubas de inox.

Já aqui vos apresentei a colheita de 2007, que continua a merecer a minha preferência. Contudo a inegável existência de um fio condutor, do qual a colheita 2008 se afasta ligeiramente pela presença de algum açúcar residual, é retomada agora com este Frei Gigante 2009. Com um perfil muito semelhante ao de 2007, estamos perante um branco de grande qualidade, com tendência para vir a evoluir ainda mais em garrafa.

Apreciem este branco de castas tradicionais plantadas por entre currais de basalto. Um vinho que recomendo vivamente e que teima em colocar os Açores no patamar das regiões produtoras de vinhos brancos de boa qualidade.

Notas de Prova:

Aspecto Amarelo palha, límpido e brilhante. Aroma intenso com boas notas a frutas tropicais (melão, ananás …) um leve toque melado e tostado, envolvido por uma agradável frescura. Paladar confirma a tropicalidade aromática, voltando a evidenciar as notas tostadas e meladas provenientes provavelmente da parcela que fermentou em barrica, bem afinado apresenta-se macio e levemente encorpado, balanceado por um belo toque mineral que lhe confere frescura, terminando ligeiramente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 12 de Ago.10)
Preço: €4,10 (Ref.) (Açores)

quinta-feira, setembro 16, 2010

CARM (branco) Reserva - 2008


Região: Douro
Castas: Códega do Larinho, Viosinho e Rabigato (vinhas velhas com mais de 60 anos).
Produtor: CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Enólogo: Rui Madeira
Tipo: Branco
Ano: 2008
Álcool: 13%







Nota Introdutória:

Após os Tintos, Quinta do Côa - Reserva 2007, CARM (tinto) Reserva 2007, este último com direito a destaque e promoção especial aqui no Lugar de Baco, trago-vos agora o CARM (branco) Reserva-2008

A família Roboredo Madeira está de parabéns, pelos excelentes vinhos que nos tem vindo a apresentar e pelos preços conscientes com que os faz chegar ao mercado.

Este CARM (branco) Reserva-2008 é um vinho pautado pela a correcção e  harmonia. Uma vez mais a classe das vinhas velhas, a batonnage e um estágio de oito meses em barricas de carvalho francês, vêm transmitir sobriedade e carácter a este belíssimo branco.

Sem me surpreender, muito provavelmente pela expectativa já elevada promovida pela qualidade de alguns dos vinhos produzidos por esta casa, foi com bastante agrado que por diversas vezes o tenho degustado.

Servido à temperatura que rondou os 11º, este branco, claramente um branco de meia estação, vem resplandecer na companhia de queijos, alguns grelhados e um punhado amigos.

Mais uma vez não posso deixar de salientar, apesar de não lhe atribuir o dístico de boa compra, o facto de estamos perante um vinho cujo o preço, no mínimo, o considero justo.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino algo intenso, límpido e levemente brilhante. Aroma sobressaem boas notas cítricas e alguma baunilha complementadas por uma barrica já bem integrada e um ligeiro tostado, conjunto balanceado por uma mineralidade que lhe confere uma equilibrada frescura. Paladar a conferir boas notas a fruta (citricas, abacaxi …) e algum vegetal, a madeira e a tosta estão presentes de uma forma muitíssimo equilibrada, volumoso e denso pautado por um sentido de harmonia e uma leve frescura que se estende ao longo de toda a prova, terminando ligeiramente longo e algo persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 23 de Jul.10)
Preço: €8,25 (Ref.)

segunda-feira, julho 26, 2010

Ázeo (branco) Reserva - 2008


Região: Douro
Castas: Várias (vinhas velhas com mais de 60 anos).
Produtor: João Brito e Cunha, Lda.
Enólogo: João Brito e Cunha
Tipo: Branco
Ano: 2008
Álcool: 13,5%








Nota Introdutória:

Um belo vinho este Ázeo – Branco Reserva 2008, contudo, aqui, não é pelo facto de um vinho ser mais ou menos conhecido pelas hostes que deixa de ter necessidade de apresentação! Quem visita este blog poderá aqui encontrar algumas poucas notas actualizadas sobre origem dos vinhos apresentados, sem que para isso tenha que recorrer ao site do produtor. Em primeiro lugar porque, não sendo este o caso, muitas são as vezes, em que o site do produtor se encontram desactualizado ou mesmo indisponíveis e em segundo lugar porque, por mais conhecido que seja o vinho aqui apresentado, a maioria dos que por aqui passam desconhecem algumas das das notas que aqui deixo.

Enfim !! É o meu formato do momento!

Há cerca de um ano atrás tive a oportunidade de conhecer João Brito e Cunha, e desta forma inteirar-me do seu projecto, muito sucintamente aqui descrito a quando a publicação do seu vinho Quinta de S.José.

Este Ázeo – Branco Reserva 2008, está um vinho de grande categoria, de fino recorte e carácter distinto. Boa contribuição das vinhas velhas de onde proveio.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino de concentração média, límpido e levemente brilhante. Aroma discreto e elegante do qual se vão sobressaindo finas notas cítricas, um leve tosta e fumado balanceado por uma mineralidade que lhe confere uma belíssima frescura. Paladar confirma as boas notas a fruta (toranja, lima, abacaxi …), alguma tosta, o pendor mineral assegura-lhe a frescura, volumoso e cheio pautado por um sentido de proporção, elegância e complexidade que se estende ao longo de toda a prova, terminando longo e persistente.


Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 14 de Jun.10)
Preço: €15,00 (Ref.)

terça-feira, maio 04, 2010

Redoma (branco) 2008


Região: Douro
Castas: Codega, Rabigato, Donzelinho, Viosinho, Arinto e outras.
Produtor: Niepoort Vinhos S.A.
Tipo: Branco

Ano: 2008
Álcool: 13,0%




Nota Introdutória:

Este é uma das casas mais conceituadas do Douro assim como o seu actual mentor Dirk Niepoort, figura incontornável não só pela qualidade dos vinhos a que nos habituou mas também pelos seus projectos inovadores e de grande expressão na promoção dos vinhos do Douro.

Se bem me lembro, tive um pequeno desentendimento com o ultimo Redoma que publiquei, o tinto 2005, somente numa segunda prova e com algum custo acabei por lhe atribuir um 17. Em ambas as provas não estava nos meus dias? Até hoje mantenho a dúvida!

Com este branco 2008, não tenho a mínima duvida em relação à nota que lhe atribuí. Fiquei bastante bem impressionado com o seu potencial gastronómico e finura de conjunto.

Este Redoma (branco) 2008, provém de pequenas parcelas de vinhas velhas plantadas na margem direita do rio Douro a uma altitude que varia entre os 400 e 700 metros. Pelo que sei foi submetido a um estágio de 9 meses em barricas de carvalho francês mantendo-se durante este período um contacto com as borras finas, o que claramente lhe confere uma sensação de maior volume e redondez na boca.

Notas de Prova:

Aspecto amarelo citrino com leves laivos dourados. Aroma delicado com boas notas a fruta branca (melão, pêra, …), um leve toque a citrino, e alguma madeira muito bem integrada transmitindo ao conjunto uma boa complexidade. Paladar fino a conferir as boas notas a fruta branca e citrinos, apresenta-se harmonioso, com alguma untuosidade e uma correctíssima acidez, fim de boca agradavelmente longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 11 de Mar.10)
Preço: €14,0 (Ref.)

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Cartuxa (branco) - 2007


Região: Alentejo
Castas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Tipo: Branco
Ano: 2007
Álcool: 13,0%









Nota Introdutória:

Produzido, pela Fundação Eugénio de Almeida, uma instituição sobejamente conhecida pelas suas inúmeras actividades em âmbitos, culturais, educativos sociais e espirituais, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da região onde está sediada, Évora.

Neste momento esta Fundação é detentora de 460 hectares de vinha e de uma adega construída de raiz na Herdade de Pinheiros, na qual os vinhos são vinificados através de inovadoras práticas enológicas sobre a orientação do enólogo Pedro Baptista.

É na Adega de Cartuxa, pertença da fundação desde 1755, que se produzem para além dos vinhos Cartuxa, os EA, Foral de Évora, assim como o tão conceituado Pêra Manca, o Scala Coeli um vinho que só é produzido nos melhores anos, em 2009 surgiram ainda um tinto Touriga Nacional, um branco Alvarinho e o primeiro espumante da Fundação.

Este Cartuxa branco 2007, é de todo um vinho com interesse, já tive a oportunidade de o provar em diversas ocasiões, e em todas elas a minha opinião persistiu, um branco que seguramente agrada, com um bom corpo, equilíbrio e calmo como a paisagem alentejana, é sem sombra de dúvida um branco de meia estação.


Notas de Prova:

Aspecto Límpido de tonalidade amarelo citrino com laivos dourados. Aroma Boa intensidade, boas notas a fruta (ananás, pêra, …), alguma flor de laranjeira, combinada com um suave toque melado e alguma mineralidade a conferir-lhe a frescura. Paladar a revelar-se fresco e com uma boa acidez ao longo de toda a prova, com notas a fruta madura a ananás, leves nuances a pêra, encorpado, com um fim de boca agradavelmente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 10 de Fev.10)
Preço: €10,0 (Ref.)

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Madrigal - 2007



Região: Alenquer
Castas: Viognier
Produtor: José Bento dos Santos
Tipo: Branco
Ano: 2007
Álcool: 13,5%








Nota Introdutória:

Para dar inicio este ano às publicações das minhas notas de prova, escolhi o Madrigal 2007, por se tratar de um vinho com algum prestígio entre as hostes enófilas.

Produzido na região de Alenquer, Estremadura, na Quinta do Monte d’Oiro, pelo Eng. José Bento dos Santos, este varietal de casta Viognier, traduz de certa forma a sua aposta na produção de vinhos de elevada qualidade, de estilo europeu, sem deixar de revelar algumas evidências transmitidas pelo terroir da região onde foi produzido.

Tendo por base a filosofia dos grandes brancos franceses produzidos a partir da casta Viognier, este Madrigal 2007, vinificado 60% em cubas de inox e 40% em barricas de carvalho francês, pretende transmitir a fruta que podemos encontrar em alguns brancos das regiões de Condrieu e Château-Grillet , assim como a sua boa consistência e estrutura de boca.

Esta é uma das castas (brancas) estrangeiras que mais aprecio, apesar de, em minha opinião, achar que deverá ser dada primazia às castas nacionais, pois são estas que promovem com maior evidência a unicidade dos vinhos portugueses. Contudo, acho que as excelentes castas estrangeiras que se tem vindo introduzir em Portugal, só têm contribuído para o enriquecimento da nossa oferta, enquanto país produtor de vinhos de grande qualidade.

Quem melhor que o próprio Eng. José Bento para recomendar os pratos a acompanhar por este seu Madrigal (Viognier)?

Sugestões do produtor: Peixes e carnes acompanhadas por molhos cremosos (molhos de natas, holandaises, beurre blanc).
Delicioso com legumes (espargos, aipo, cogumelos, alcachofras) e enfatizante da frescura das entradas (como, por exemplo, uns figos com presunto, alheira com ovo ou morcela com maçã).

Mediante o carinho que este senhor, dispensa ao seu Madrigal, não me cabe, para além das minhas notas de prova tecer mais quaisquer comentários a respeito deste requintado vinho.


Notas de Prova:

Aspecto Límpido de tonalidade palha. Aroma fresco e delicado, com notas a fruta (alperce, pêssego) e nuances florais, combinadas com leves notas tostadas e alguma mineralidade a conferir-lhe a frescura. Paladar a revelar-se delicado bastante fresco e com uma boa acidez ao longo de toda a prova, com belíssimas notas a fruta e leves nuances a barrica, elegantemente encorpado, com um fim de boca levemente seco, longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 23 de Dez.09)
Preço: €17,5 (Ref.)

quinta-feira, novembro 19, 2009

Magma - 2007


Região : Açores/Terceira
Castas : Verdelho(85%) e Outras(15%)
Produtor : Adega Cooperativa dos Biscoitos, C.R.L.
Tipo : Branco
Ano : 2007
Álcool : 12,5%












Nota Introdutória:

Apresentar aqui no Lugar de Baco mais um vinho de qualidade produzido nos Açores, é para mim uma grande satisfação.

O Magma - 2007, é mais um dos belíssimos vinhos produzidos pela Adega Cooperativa dos Biscoitos, da ilha Terceira. No entanto falar deste Magma sem falar do Moledo, é contornar em parte a história dos vinhos brancos desta cooperativa, pelo que aqui fica a promessa que brevemente irei apresentar aqui no Lugar de Baco o Moledo, um vinho das castas brancas Verdelho e Arinto.

Com 85% de verdelho, o Magma, tenta não perdendo a tipicidade regionalista diferenciar-se de outros vinhos similares. Sem grande complexidade aromática, versátil e de certa forma eclético, procura desta forma vir a atrair um vasto leque de novos consumidores.

Um dos aspectos que logo se evidenciou no primeiro contacto que tive com o Magma, foi a sua imagem moderna e atractiva.

Sinceramente, acho que chegou a hora, e à semelhança deste caso, de haver uma maior preocupação, por parte dos produtores da região, com a imagem (garrafas e rótulos) dos seus vinhos.

Todos nós sabemos que a imagem contribui significativamente para a venda do produto, por isso e em jeito de crítica amiga permitam-me que vos diga.
Caros produtores, tratem rapidamente de investir e modernizar a imagem das garrafas de onde depositam estes excelentes néctares que por cá têm produzido, o vinho merece e o mercado agradece.


Notas de Prova:

Aspecto brilhante de cor palha com laivos dourados. Aroma medianamente intenso, notas a citrinos e leves indícios florais. Paladar seco, confirmam-se as notas a citrinos, acidez média, ligeiramente encorpado e fresco quanto basta, muito equilibrado com final de boca persistente.


Nota Pessoal: 16 (Prova a 12 de Nov.09)
Preço: €6,70 (Ref.) (Açores)

domingo, novembro 08, 2009

Quinta da Jardinete - 2007


Região : Açores / São Miguel
Castas : Chardoonay, Sauvignon Blanc e Gewurztraminer
Produtor : Topic & Rebelo Soc. Agrícola, Lda.
Tipo : Branco
Ano : 2007
Álcool : 13%








Nota Introdutória:

Eis mais um de uma série de vinhos brancos com alguma qualidade, produzidos na Região Autónoma dos Açores.

Quinta da Jardinete 2007, este é mais um vinho que vem contribuir fortemente para a integração da Ilha de São Miguel no grupo das ilhas (Terceira, Pico e Graciosa), nas quais se produzem vinhos já com alguma qualidade.

Com as suas vinhas localizadas nos Fenais da Luz, costa norte da Ilha de São Miguel, as suas castas estrangeiras e um clima não considerado até há bem pouco tempo muito favorável à produção de vinho de qualidade, eis o Quinta da Jardinete 2007 a revelar-se uma agradável surpresa.

Julgo que este projecto é permissor e estou convencido que mais vinhos desta estripe irão continuar a surgir em São Miguel.


Notas de Prova:

Aspecto cor amarelo palha. Aroma média intensidade e alguma elegância, leves notas a pêssego, ananás e algo cítrico, de certa forma complexo. Paladar levemente encorpado, acidez média e alguma mineralidade, confere algumas das notas frutadas. Fim de boca, peca pela quebra de alguma intensidade gustativa que apresentou durante a prova.



Nota Pessoal: 16 (Prova a 15 de Out.09)
Preço: €6,50 (Ref) (Açores)

domingo, novembro 01, 2009

Esporão Reserva Branco - 2008


Região : Alentejo
Castas : Antão Vaz, Arinto e Roupeiro.
Produtor : Esporão S.A.
Tipo : Branco
Ano : 2008
Álcool : 14%








Nota Introdutória:

Aqui temos o mais recente Esporão Reserva Branco do mercado. Como sempre, a Esporão S.A conta com a colaboração de artistas de renome que anualmente desenham um rótulo para as suas principais produções vinícolas da Herdade do Esporão.

Este ano, a obra ficou a cargo de José Pedro Croft. O artista pretendeu, de certa forma, através do desenho deste rótulo, transmitir-nos, os aromas, sabores e a frescura que o Esporão Reserva Branco 2008 tem para nos oferecer.

Provei, esta colheita, pela primeira vez no evento “Wine in Azores 2009”, fiquei com a ideia de estar perante um vinho com excelente potencial de evolução, apesar de ainda um pouco jovem, vale bem pelo conjunto.

Voltei a prová-lo e mantive a minha primeira impressão, trata-se de um vinho bastante interessante, evidenciando uma belíssima acidez. Estou convencido que daqui algum tempo, este vinho estará notório.


Notas de Prova

Aspecto, límpido de cor palha. Aroma, ligeiramente floral, boas notas a citrinos, madeira bem presente e um leve tostado. Paladar, fresco, acidez um pouco activa, confirmação das notas a citrinos, mineralidade bem presente, corpo e fim de boca médio.


Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 29 de Out.09)
Preço: €11,50 (Ref.)

domingo, outubro 18, 2009

Diga? - 2008


Região : Bairrada
Castas : Viognier
Produtor : Manuel dos Santos Campolargo
Tipo : Branco
Ano : 2008
Álcool : 13%








Nota Introdutória:

Diga? – Branco de 2008, já algum tempo, não sei bem onde, tinha lido algo sobre anteriores colheitas, contudo e dado que os escritos são muitos, uns a falar bem os outros nem por isso, decidi provar esta colheita de 2008 e ver para que lado estavam a correr as modas. O que lhes posso dizer é que fiquei deveras surpreendido, este Branco da Bairrada está notório.

Aconselho a apressarem-se pois, pelo que pude constatar, foram muito poucas as garrafas disponibilizadas pelo produtor e este é um vinho, quanto a mim, a não perder.


Notas de Prova:

Aspecto: Límpido de cor amarelo palha. Aroma, algo frutado, com notas a alperce e leves nuances florais. Paladar: A confirmar-se a fruta, pêssego, boa estrutura, macio e encorpado quanto basta, a belíssima acidez suporta a frescura do conjunto, final sedutor.
  


Nota Pessoal : 17 (Prova a 16 de Out.)
Preço: €8,90 (Ref.)

quarta-feira, setembro 02, 2009

Frei Gigante - 2007



Região : Açores
Castas : Arinto, Verdelho e Terrantez
Produtor :
Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico
Tipo : Branco
Ano : 2007
Álcool : 13,5%









Nota Introdutória:

Este verão pude constatar o trabalho sério que tem vindo a ser desenvolvido por parte de alguns produtores de vinhos Açorianos.

Ao nível de vinhos brancos, podemos já apresentar alguns vinhos de boa qualidade, este Frei Gigante 2007 é certamente um destes casos, o melhor talvez, podendo mesmo ombrear com alguns bons brancos do continente.

O Frei Gigante de 2007, é efetivamente uma boa aposta, pronto a ser bebido e com belíssimo pendor gastronômico, excelente para acompanhar um peixe grelhado ou um queijo de pasta mole num destes fins de tarde.


Notas de Prova:

Aspecto cor palha com laivos dourados. Aroma intenso onde predominam as notas a frutos tropicais e um leve tostado. Paladar marcado pela fruta tropical com alguma acidez a dar-lhe um toque de frescura, bastante equilibrado, intenso e persistente na boca.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 8 de Ago.09)
Preço: €4,50 (Ref.) (Açores)

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