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quinta-feira, janeiro 05, 2017

Mirabilis Grande Reserva 2015



 Região (DOC): Douro / Castas: Viosinho, Gouveio e VV / Produtor: Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo / Enólogo: Jorge Alves & Sónia Pereira / Tipo: Branco / Ano: 2015 / Álcool: 14%. 


Mesmo antes de chegar ao mercado, já integrava a lista dos vinhos mais pontuados, por Robert ParkerElevado, em pontuação (94-96/100), ao patamar dos grandes vinhos clássicos internacionais, o Mirabilis Grande Reserva 2015, provado por Mark Squires, torna-se, assim, o primeiro branco português a ascender à categoria dos "notáveis vinhos do mundo".

Um branco com o cunho da  Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo,  uma quinta com mais de 250 anos, pertencente, desde 1999, à família AmorimElaborado a partir das castas Viosinho, Gouveio e cerca de 70% de Vinhas Velhas, com mais de 80 anos, originárias de Alijó, Murça e Tabuaço, no Douro.

Mirabilis Grande Reserva 2015 é, acima de tudo, o resultado da excelente interpretação do potencial destas castas, aliado a um processo meticuloso de vinificação, quebrando-se, de certa forma, o estigma de, nesta região, os seus melhores brancos permanecerem a léguas dos seus melhores tintos.

Um branco de tom citrino, límpido e brilhante. Aroma não propriamente muito expressivo, mas bastante refinado e complexo, adornado por uma finíssima fruta branca e subtis tons cítricos, sustentado por uma leve mineralidade, com uma envolvência a baunilhadaNa boca, mostra-se com uma elegância e equilíbrio excecional, textura concentrada e sedosa, sem perder a frescura devido à finíssima acidez que se faz sentir ao longo de toda a prova. Final longo, persistente e, tal como começou, meticulosamente elegante.

Um branco soberbo e superiormente requintado! Sem dúvida, um dos melhores brancos da sua região, o Douro, e de todas as outras, cujo os vinhos tenho provado nestes últimos tempos.

Nota Pessoal:18
Preço: €37 (Ref.)



Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo
5085-222 Covas do Douro
Tel: (+351) 254 730 420
E-mail: quintanova@amorim.com

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Munda Touriga Nacional 2007



Região (DOC): Dão / Castas: Touriga Nacional / Produtor: Fontes da Cunha SA / Enólogo: Francisco Olazabal e Joana Cunha / Tipo: Tinto / Ano: 2007 / Álcool: 14%.


Este foi, dos que provei nestes últimos tempos, um dos monovarietais, Touriga Nacional, que melhor expressou o excelente caracter desta casta.

Apesar da enorme e reconhecida relevância da Touriga Nacional no contesto vinico nacional, nestes últimos tempos, muitos são aqueles que, neste formato monocasta, não têm conseguido evidenciar as verdadeiras virtudes desta casta.

Talvez seja esta a razão pela qual tenho, tendencialmente,  desde há algum tempo para cá, tenho vindo a preferir a Touriga Nacional, quando integrada em blend. No entanto, pessoalmente, sou grande apreciador desta casta, principalmente quando se expressa de uma forma genuína e com alguma maturidade.

De volta ao Munda Touriga Nacional 2007, como já acima referi, um vinho do Dão, mais propriamente da Quinta do Mondego, um Touriga Nacional de grande categoria, com 18 meses de estágio em barricas novas de carvalho francês e mais um punhado de anos em garrafa. .

Um vinho de tom rubi denso, levemente profundo, no nariz, aroma sem grande exuberância mas ainda com boa intensidade, pejado de elegantes notas florais, e algum fruto negro bem maduro, algo especiado e subtilmente tostado. Na boca, fresco, cheio, quase mastigável, conjunto muito elegante, balanceado por finos taninos que lhe conferem um final longo e interminável.

Um tinto soberbo que marca pelo seu caracter educadamente autoritário, exigindo pratos ou queijos um pouco mais intensos, poderá tambem ser apreciado a solo como tempero de uma boa conversa.

Nota Pessoal:17.5
Preço: €17 (Ref.)



Quinta do Mondego

Estrada do Mondego - Caldas da Felgueira
3520 Nelas
Tel: (+351) 226 173 525
E-mail: quintadomondego@iol.pt

quarta-feira, setembro 25, 2013

Druida (Encruzado) - Reserva 2012


Região (Doc) Dão . Castas Encruzado . Produtor C20 . Enólogo João Corrêa & Nuno do Ó . Tipo Branco . Ano 2012 . Álcool 13,5%

Nome curioso, normalmente associado, em tempos idos, a conselheiros de grande sabedoria, dos quais poderíamos esperar grandes ensinamentos. Confesso que não consegui saber tudo o que gostaria sobre a história deste vinho. Mas uma coisa é certa, conseguiu arrancar-me um rasgado sorriso de pura satisfação. Este Druida Encruzado - Reserva 2012, bem poderia ter sido concebido por um Druida (ou dois).

Do que consegui apurar, este é um vinho elaborado de uma forma quase artesanal, a partir de uma selecção rigorosa de uvas provenientes de um lote de vinhas velhas, de uma das mais conceituadas castas brancas portuguesas, o EncruzadoComo o próprio rótulo nos profere, vinhedos estes plantados em solo granítico a 500 metros de altitude, na margem direita do rio Dão. 

Sem dúvida alguma um dos melhores brancos que bebi nos últimos  tempos. Um Encruzado simplesmente fabuloso, detentor de uma métrica  e frescura impressionante. Penso que não será necessário proferir muitos mais adjectivos para se decifrar o quanto me agradou este vinho. Deixo essa tarefa, de pura satisfação pessoal, para quem tiver a oportunidade e o prazer de o poder degustar
  
Notas de Prova

Cor amarelo citrino esbatidoAroma elegante e bastante mineral, com boas sugestões a citrinos e alguma pimenta verde. Boca estruturada e cheia, com toques de requinte e elegância a marcarem toda a prova, a graça da fruta se embrenha na frescura crocante de um conjunto carregado de virtudes que se vão esgotando suavemente num final longo e persistente.

Nota Pessoal: 17,5
Preço: €15 a €20 (Ref.)

sexta-feira, março 01, 2013

Charme 2010


Região (Doc) Douro  .  Castas Tinta Roriz, Touriga Franca, outras  Produtor Niepoort Vinhos .  Enólogo Dirk Niepoort e Luís Seabra   Tipo Tinto Ano 2010 . Álcool 13,0%

Charme, nascido no coração Douro, mais própria-mente no Vale do Mendiz, em pleno vale do rio Pinhão. Onde pequenos vinhedos de cepas, com 70 e mais de 100 anos, lhe dão a proveniência.Um vinho algo singular por estas bandas, reluzente de cuidados e particularidades.

Vinificado em lagares de pedra, onde o engaço permanece durante o suave pisa pé e a curta maceração no lagar. Vem a terminar a fermentação alcoólica e maloláctica em barricas de carvalho francês,  onde permanece em estágio por cerca de catorze meses.

Um vinho,  que prima pela elegância e requinte, desde a distinta garrafa de traços borgonhês de vidro pesado e a sua longa rolha, à delicadeza e a finesse do seu néctar. Em boa verdade tudo se compadece com o seu próprio nome, Charme.

Já por umas poucas vezes me cruzei com este vinho, outras colheitas é certo, mas sempre possessor de uma coloração algo aberta e de uma requintada elegância. Este é realmente o fio condutor deste vinho, onde Dirk Niepoort vem a depositar a sua inspiração provinda dos Grands Cru Bergonha.
Já vai para algum tempo que recebi este Charme 2010, apesar da tentação, fui adiando a sua prova, talvez por uma crença pessoal. O vinho está pronto para ser apreciado, mas obviamente é um jovem que agradece tempo. Um vinho que só não me surpreendeu pela extrema elegância porque já lhe conhecia o registo, apesar disso é sempre um vinho que nos prende a atenção e nos retira algumas certezas.
Se o levar à mesa faça-o de preferência com carnes brancas pouco condimentadas. O preço é por certo uma limitação, contudo haverá sempre quem o possa pagar.

Notas de Prova

Aspeto rubi claro, abertoAroma expressivo, requintado e elegante, onde  notas a fruta de baga vermelha surgem envolvidas por manifestas notas a tosta e algum tabaco, num fundo vegetal com sugestões a mato, boa complexidade e persistênciaPaladar marcado, por uma enorme finura e elegância, algo especiado, com taninos presentes mas muito bem integrados num conjunto sedoso e fresco. Medianamente encorpado termina longo e persistente.

Nota Pessoal: 17,5
Preço: €60,00 (Ref.)

 

PS. No rótulo, Ficha técnica em QR. (Cód. Barras bidimensional)
Amostra enviada pelo produtor.

segunda-feira, julho 16, 2012

Soalheiro Primeiras Vinhas - Alvarinho 2010



Região: Vinho Verde (Monção e Melgaço)
Castas: Alvarinho
Produtor: VinuSoalleirus (Quinta do Soalheiro)
Enólogo: António Luís Cerdeira
Tipo: Branco
Ano: 2010
Álcool: 13,0%

Um Alvarinho que dá pelo nome de Soalheiro - Primeiras Vinhas, um vinho obrigatório, evidência como poucos que a qualidade passa forçosamente pela tradição.   

Alvarinho, uma das castas brancas mais nobres de Portugal. A sua crescente mediatização, tem a levado a viajar para outras regiões e até mesmo para outros Países, mas é na sub-região de Monção e Melgaço, assim como Rias Baixas na Galiza,  onde esta melhor expressa  todo o seu carácter, aqui o terroier fala por si.

Haver vamos se as modas não lhe trocam as voltas e seu carácter e autenticidade não se perde por entre a ânsia de fazer vinhos correctinhos feitos simplesmente para agradar. Felizmente também aqui existem os resistentes os avessos a modas, e a todos eles (apesar de poucos) o meu mais sincero Bem-Aja! 

Soalheiro - Primeiras Vinhas Alvarinho 2010, produzido, pela família Cerdeira, mais propriamente por António Luís Cerdeira, enólogo e produtor,  é concebido a partir de uvas provenientes de  vinhas velhas, as primeiras  existentes na Quinta de Soalheiro em Melgaço, dai a sua designação de Primeiras Vinhas. Fermentou essencialmente em inox a temperaturas muito baixas, apenas 15% do volume total fermenta em cascos de carvalho usado, com manutenção das borras finas até início de Maio. 

Continuo e continuarei sempre a evidenciar os aspectos de maior relevância do processo de vinificação dos vinhos que apresento, e insisto, alguns destes são elementos imprescindíveis para que de certa forma se possa descortinar e relacionar algumas das características que estes mesmos vinhos evidenciam.

Sem duvida alguma, mais um dos fabulosos brancos que se produzem neste País, Soalheiro - Primeiras Vinhas Alvarinho 2010, provado entre outros e sem influencias da marca que orgulhosamente ostenta, foi simplesmente, o melhor  em prova. 



Notas de Prova:

Um branco de grande categoria, aqui o rigor é a palavra de ordem, um vinho   que deixa a sua marca, o seu carácter impregnado na memória gustativa dos que com ele se cruzam. Um vinho muito afinado e de um pendor gastronómico incrível.  

Aspecto amarelo citrino. Aroma discreto , abre-se um pouco após algum tempo no copo, mostra-nos um lado levemente vegetal e citrino, fresco e algo complexoPaladar fino, elegante e preciso,  carregado de subtilidades e uma boa dose de complexidade, fruta discreta afinca-lhe a graça, uma combinação perfeita, uma boa frescura sustentada por uma correcta acidez acompanha-o ao longo de toda a prova. Termina amplo e duradouro.

O Soalheiro - Primeiras Vinhas Alvarinho 2011, já chegou ao mercado, contudo e em jeito de conselho aproveite o colheita 2010, se puder e conseguir deixe a colheita 2011 esperar um pouco mais. Vinhos destes são para ser apreciados com calma e na companhia de uma gastronomia adequada. 



Nota Pessoal: 17,5
Preço: €14,00 (Ref.)

segunda-feira, abril 16, 2012

Pai Abel (branco) 2009



Região: Bairrada
Castas: Bical e Maria Gomes
Produtor: Quinta das Bágeiras /Mário Sérgio Alves Nuno
Enólogo: Rui Moura Alves
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 14,5%
  
A marca Quinta da Bágeiras, surge em 1989  pela mão de Mário Sérgio Alves Nuno, e hoje é sem duvida alguma, uma das grandes referência dos vinhos bairradinos.

Inicialmente com apenas 12 hectares de vinhas de pertença familiar, o jovem de então Mário Sérgio, com apenas 23 anos coloca mãos à obra, começando desde logo por chamar a si o engarrafamento do vinho produzido na quinta, anteriormente vendido a granel.  Desde logo as distinções vão-se sucedendo, arranca com um projecto para a produção de espumante, e vai consecutivamente investindo, procedendo a melhorias na adega e aumentando a área de vinha. 

Actualmente conta já com cerca de de 40 hectares de vinha subdivididos por 16 parcelas, meticulosamente escolhidas e onde as honras se concentram na casta tinta, Baga e nas duas castas brancas, Bical e Maria Gomes.

Aqui a família, a tradição  e a Bairrada, falam mais alto não há modernices nem maquilhagens. Aqui o vinho fala-nos do seu terroir!

Em 2009,  como  homenagem a seu pai, Abel Dias Nuno de 74 anos, Mário Sérgio cria uma nova referência um novo vinho e designa-lhe de Pai Abel.

Infelizmente produziram-se apenas 1380 garrafas, deste Pai Abel (branco) 2009, para tal, foi seleccionado uma parte de um lote de vinhas com aproximadamente vinte anos, e os seus bagos cuidadosamente vinificados, fermentando de uma forma lenta em barricas usadas de 225L de carvalho francês, importadas de Borgonha para o efeito. Aqui não houve colagens nem filtragens e o resultado, este, está simplesmente fabuloso.

Aguardemos pois, e brevemente teremos também um Pai Abel (tinto) 2009, depois deste branco as expectativas ficaram muito altas.

Os vinhos por vezes têm destas coisas, para além de nos proporcionarem uma prazerosa degustação, também nos contam histórias.

Notas de Prova:

Um branco de grande carácter e sobriedade, a solidez deste vinho é extraordinária! Excelente métrica! Muito sinceramente, penso que estamos perante um dos melhores brancos deste País.

Aspecto amarelo citrino. Aroma intenso e algo complexo com notas a fruta madura e uma leve conjugação de citrinos e flores, que se combinam com excelentes notas fumadas. Paladar elegantemente seco e sobrio, encorpado e untuoso, numa combinação perfeita e algo complexa entre um subtil frutado com nuances a feno e um belíssimo tostado resultante das barricas usadas. Uma estrutura perfeita e um pendor mineral  suportado por uma acidez solida e correctíssima. Termina muito longo e persistente.

Se puder prove-o, ainda restam algumas poucas botelhas na Garrafeira Nacional, se não for a tempo julgo a colheita 2010 já anda por  aí, não sei se estará já a este nível, mas estou quase certo que valerá bem os euros que custa.


Nota Pessoal: 18,0 
Preço: €17,90 (Ref.)

sábado, fevereiro 18, 2012

TERRAS D'ALTER ( Parte III )




Muitas são as vezes, que a vontade e o gosto não imperam, responsabilidades maiores se levantam e o tempo, este, marca-nos o compasso e dita-nos as regras. Por agora findo mais este interregno, esta ausência de escrita. O tempo este voltou a ser para se falar de vinho. 

Com estes Premium's, Telhas-2008 e Outeiro-2009, encerro o ciclo de apresentações dos vinhos de Terra de Alter CV aqui no Lugar de Baco.

Em jeito de balanço, poderei aludir que de uma forma geral estes foram vinhos que me agradaram, e aos quais lhes reconheço um denominador comum, a sua boa relação qualidade/preço. No entanto não posso deixar de realçar aquele que claramente me surpreendeu, o Outeiro-2009, extraordinário. 
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Telhas - 2008



Castas: Syrah (94%) e Viognier (6%)
Tipo: Tinto
Álcool: 14,5%




   



Um vinho elaborado a partir de uvas provenientes da Herdade das Antas, cuja a fermentação inicia em pequenos reservatórios abertos com manta submersa e vem a concluir em barricas novas de carvalho americano acompanhado de battonage, seguido da fermentação maloláctica e um estágio de 18 meses.

Apesar de achar que esta transcrição pode não ter grande interesse para a maioria, achei por bem, e neste caso em particular, evidenciar o processo de vinificação a que este vinho esteve sujeito.

  
Notas de Prova:

Telhas - 2008 é um vinho bastante interessante, mas acho que diferentes notas tostadas, surgem aqui com um leve excesso de protagonismo. Reforço que esta é apenas a minha opinião. Aliás este é um vinho muito bem conceituado por alguns críticos igualmente conceituados, mas para o bem e para o mal a variável subjectividade também marca presença nas provas. 
  
Aspecto rubi carregado e profundo. Aroma intenso, com notas a pimenta, amora e groselha preta, alguma violeta e notas a barrica que sobressaem envolvidas por um leve mentolado. Paladar igualmente intenso marcado por diferentes  registos a tosta, cacau, especiarias e alguma fruta bem madura. Boa estrutura,  taninos suaves, termina fresco e longo.

Em suma um vinho de singularidades, que não deixa espaço para meios termos, ou se gosta ou não. Vale a pena conhecer, com as devidas recomendas de uma temperatura adequada e algum tempo de arejamento.   
  

Nota Pessoal: 16,5 
Preço: €18,50 (Ref.)  
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Outeiro - 2009



Castas:  Syrah (50%), Petit Verdot (47%) e Afrocheiro (3%)
Tipo: Tinto
Álcool: 14,5%









Um vinho elaborado a partir de uvas provenientes da Herdade da Boa Vista, Com um processo de vinificação muito semelhança ao do Telhas - 2008, unicamente, aqui o estágio em barrica foi ligeiramente encurtado para 14 meses.

É correctamente referenciado como uma boa montra do potencial dos vinhos Terras de Alter CV, eu pessoalmente diria mais,  uma boa montra do potencial dos vinhos modernos Alentejanos e Portugueses.


Notas de Prova:

Um vinho com muito boa estrutura, correcção e elegância, sem  desequilíbrios, uma bomba de fruta, os meses de estágio em barrica estão presentes mas em boa proporção. Um vinho apesar de tudo ainda jovem, penso que poderá evoluir ainda um pouco mais. Um grande vinho que não deixa ninguém indiferente.
  
Aspecto rubi, praticamente opaco. Aroma intenso marcado por excelentes notas frutos silvestres, algo especiado e balsâmico, envolvido por um tostado bastante bem integrado. Paladar exuberante, uma bomba de boa fruta de baga, com toque especiado e uma barrica muito boa e bem casada, conjunto complexo e elegante, num corpo volumoso e com uma boa dose de taninos bastante finos, final muito longo e persistente.   

Sem me crer repetir em consecutivos elogios, digo-vos que este foi um dos vinhos, que ultimamente, muito prazer me deu em bebe-lo, sem duvida alguma uma excelente aposta. É um vinho que o voltarei a provar ainda em 2012, para tirar a duvida se não seria o 18 a nota mais indicada.


Nota Pessoal: 17,5
Preço: €22,0 (Ref.)  
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quarta-feira, dezembro 15, 2010

La Rosa - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz
Produtor: Quinta da Rosa, Sa
Enólogo: Jorge Moreira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%







Nota Introdutória:

Este é mais um daqueles projectos pelo qual nutro uma especial simpatia, como já aqui me referi, à alguns meses atrás desloquei-me até esta quinta com o propósito de conhecer pessoalmente este projecto e esta Quinta de La Rosa propriedade da família Bergqvist há 100 anos.

Vale a pena conhecer um pouco da história desta casa e desta família inglesa que em 1715 se instala em Portugal e se dedica à produção e comercialização do vinho do porto. Foram também dos primeiros produtores da região do Douro a dedicarem-se à produção de vinhos tranquilos.

Actualmente, nesta quinta situada no Cimo Corgo, na margem direita do rio Douro, sob a direcção de Shophia e Tim Bergqvist e com a enologia a cargo de Jorge Moreira, produz-se entre outros este soberbo La Rosa (Reserva).

já aqui apresentei o La Rosa Reserva 2005, um vinho que muitíssimo me agradou e consequentemente me fez trazer aqui este  Reserva de 2007.


Notas de Prova:

Um vinho que se encontra soberbo, detentor de uma correcção impressionante, excelente representante da verdadeira classe e elegância de um vinho do Douro.

Aspecto grenat profundo e boa viscosidade. Aroma vegetal e fresco, com boas notas fruta e chocolate negro, subtilmente especiado, intenso e persistente. Paladar potente e elegante, com excelente equilíbrio e amplitude, confere as boas notas a fruta preta e chocolate, fresco, seco e vegetal ao longo de toda a prova, terminando longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 12 de Nov.10)
Preço: €28,0 (Ref.)

terça-feira, outubro 12, 2010

Malhadinha - 2008




Região: Alentejo
Castas: Alicante Boushet, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Tinta Miuda e Touriga Nacional.
Enólogo: Luís Duarte e Pedro Garcia
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,5%





Nota Introdutória:

Relativamente à introdução que poderia aqui proferir à cerca deste projecto, já o fiz, quando à cerca de seis meses visitei a Herdade da Malhadinha em Albernoa, e da qual publiquei um artigo em que relatava o essencial deste projecto.

Posto isto, passo a apresentar-vos o Malhadinha 2008! Como de costumo procedi ao ligeiro ritual que antecede as minhas provas (verificar os copos, temperaturas ....), ao dar inicio à degustação propriamente dita, por momentos, transpus a barreira geográfica que me separa da Herdade da Malhadinha Nova, e em poucos segundos revi em minha memória a fantástica herdade de onde proveio.

Esta foi néctar que comigo trouxe, para que calmamente o pudesse degustar e relembrar aquele belo fim de tarde passado naquela Herdade Alentejana.

Estas emoções circunstanciais normalmente interferem na forma como os nossos sentidos interpretam a reais características dos vinhos. Aliás, são muitas as vezes que determinado vinho nos soube divinamente bem mas passado pouco tempo num cenário completamente diferente a sua "qualidade" fica muito à quem das expectativas. Não foi a dita qualidade que se alterou foram os nossos sentidos que se deixaram levar.

È ai que ter alguma experiência como enófilo conta, aprende-se a relativizar e dentro do possível, abstrairmo-nos de todas estas virtudes circunstanciais.

Não é este o caso, até porque durante a dita visita não provei este Malhadinha 2008, muito sinceramente e como já conhecia a colheita anterior, já esperava mais uma vez, estar perante o ex-líbris desta Herdade, um grande vinho do Alentejano.

O Malhadinha 2008, mostra-se requintado com um estilo moderno sem perder a identidade Alentejana, foi submetido a um estágio de 14 meses em barricas novas de carvalho francês, um blende carregado e complexo que me agradou bastante.


Notas de Prova:


Aspecto rubi intenso algo concentrado e opaco. Aroma carregado de notas silvestres fruta preta (groselha, amora, cereja preta …), nuances florais, tosta, cacau chocolate preto, leves notas balsâmicas, enfim uma infindável panóplia de aromas que nos embalam! Fino e elegante. Paladar atractivo e sedutor , num perfil complexo, em que as notas a fruta madura e especiadas se conjugam com notas a barrica muito bem integrada num conjunto algo encorpado. Boa acidez, com taninos sedosos e tranquilos e um final longo e persistente, um registo moderno no estilo e na atitude.



Nota Pessoal: 17,5 (Prova a 9 de Out.10)
Preço: €28,0 (Ref.)

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