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quinta-feira, junho 27, 2013

Hexagon 2008


Região (Doc) Setubal . Castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah, Tinto Cão e Tannat . Produtor José Maria da Fonseca . Enólogo Domingos Soares Franco . Tipo Tinto .  Ano 2008  .  Álcool 13,5%

Já lá vai algum tempo, desde da minha última publicação, tempo de outros afazeres!
É certo que este mesmo tempo, pelo menos por terras Lusas, não está para aventuras. Escrever sobre vinhos nos tempos que correm, faz sentido se tivermos a noção que estamos a escrever essencialmente para um público que maioritariamente vive num País em crise e cuja a palavra de ordem designa-se por "contenção"

No entanto, cada vez mais notório é o aumento do número de visitantes oriundos de outras paragens, muitas delas, bastante mais afortunadas do que a nossa, procurando essencialmente o melhor que temos para oferecer. Este é motivo suficiente para que, de quando em vez, se publiquem alguns destes vinhos de topo. Mostrar a quem puder pagar por eles a excelência dos vinhos Portugueses. Como no caso deste Hexagon, o topo de gama da José Maria da Fonseca.

Nunca é demais realçar a grandiosidade desta casa, apesar de já muito se ter escrito sobre estes seus vinhos, será sempre um enorme prazer provar e apresentar aqui no Lugar de Baco as novas colheitas do Hexagon, um vinho de grande categoria, cuja a colheita de 2003, a primeira que provei, deixou-me realmente a sua marca.
Posteriormente,  com o Hexagon 2005, a coisa já não me correu tão bem, tive pressa, provei-o cedo demais! Enfim! Por vezes acontece! Não sei se a culpa foi inteiramente minha, por o ter provado logo que chegou ao mercado, ou se foi fruto de uma comercialização ligeiramente prematura.

Um vinho produzido apenas em anos de qualidade certificada, com cuidados redobrados, assente numa combinação de seis castas, nacionais e estrangeiras e com as quais Domingos Soares Francoatravés da sua mestria, consegue demonstrar o verdadeiro potencial destes nossos vinhos Portugueses.

Falar deste Hexagon 2008, é falar uma vez mais de um vinho de grande classe. Com estágio de cerca de catorze meses em meias pipas novas de carvalho francês e em garrafa desde Março de 2011. Um vinho que apesar de desde já ter muito para nos oferecer, apresenta uma estrutura com grande potencial de evolução. Tal como as colheitas anteriores, um vinho que não quer pressas, vinho para muitos e bons anos.
Merecedor de cuidados, bons copos, temperatura adequada (16ºC). Uma boa harmonização com bons pratos de carnes, queijos  e a indispensável companhia de bons amigos.

Notas de Prova

Aspecto rubi carregado, profundo. Aroma discreto, algo complexo, demarcado por notas a fruta preta, ponteado por um subtil toque floral, suavemente vegetal, com algum chocolate preto e um leve tostado. Paladar boa complexidade, excelente equilíbrio entre o vigor e elegância, o que lhe confere  uma excelente frescura de boca,  mantém as boas notas a fruta preta, o toque vegetal e uma madeira muito bem integrada. Taninos  de grande qualidade. Final elegante e prolongado.

Nota Pessoal: 17,0
Preço: €39,50 (Ref.)

quinta-feira, março 14, 2013

Quinta de Camarate 2009


Região (Doc) Setúbal . Castas Touriga Nacional, Aragonez, Cabernet Sauvignon e Castelão . Produtor José Maria da Fonseca . Enólogo Domingos Soares Franco . Tipo Tinto .  Ano 2009  .  Álcool 13%
  
Deram-lhe o nome da quinta de onde provem, Quinta de Camarate. Situada em Azeitão e pertença da José Maria da Fonseca à praticamente 100 anos, conta com uma área de cerca de 110ha, dos quais, 40ha são de vinha. Tendo em conta as castas já existentes e a introdução, em 1994, de novas  castas, assim como algumas replantações, faz com que a José Maria da Fonseca conte com uma colecção ampelográfica de cerca de 560 Castas, portuguesas e estrangeiras. A restante área da Quinta de Camarate, destina-se ao pastoreio de ovelhas, daqui que sai o famoso Queijo de Azeitão.

Apesar de bastante familiarizado com os vinho José Maria da Fonseca, e concretamente com o vinho em questão, confesso que esta colheita foi uma agradável surpresa, gostei! Este Quinta de Camarate 2009, para mim, está uns pontos acima das colheitas anteriores.

Um vinho bem feito, equilibrado e com graça. Aqui está um vinho capaz de agradar um leque bastante vasto de apreciadores. Como harmonização, deixo, neste caso, a sugestão mais natural, o Quinta de Camarate 2009 com o próprio e famoso Queijo de AzeitãoO preço faz dele uma boa compra.

Notas de Prova

Aspeto rubi, profundo. Aroma intenso e fresco, carregado de notas a fruta  de baga preta madura (cereja, framboesa, groselha ...), boas sugestões vegetais e um leve toque a pimentos, ponteado por subtis notas a tosta. Paladar intenso mas com excelente equilíbrio entre o vigor e elegância  confere as boas notas a fruta, o toque vegetal, assim como a subtil barrica, corpo médio, taninos presentes mas muito bem integrados num conjunto guloso e fresco. Final medianamente persistente.

Nota Pessoal: 16
Preço: €7,50 (Ref.)

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Bétula 2011



Região (Doc) Douro  .  Castas Viognier e Sauvignon Blank .  Produtor Catarina Montenegro Santos Enólogo Francisco Montenegro . Tipo Branco Ano 2011 . Álcool 13,0% 

Muitos foram os que já escreveram sobre este vinho, ano após ano, é presença assídua em quase toda a blogosfera vínica nacional! Um vinho que sai claramente reforçado nesta sua edição 2011, já aqui apresentado nas suas colheitas 2009 e 2010.
É um facto que o ano 2011 foi um ano bom, é um facto que as jovens cepas têm mais um ano, é um facto que estão plantadas numa das melhores regiões do País, mas também é um facto que Francisco Montenegro tem aqui um excelente trabalho. Ainda que o sotaque teime em evidenciar-se, o Viognier e Sauvignon Blank, vão-se mostrando muito bem integrados em Barrô, Vale do Douro.
Apesar de defensor das castas Portuguesas, dou a mão à palmatória, as escolhas destas castas deram este excelente resultado.
Gostei! Gostei deste Bétula 2011, apesar do bom nível a que este vinho nos habituou conseguiu, nesta sua última colheita, superar-se. Este vinho ganhou equilíbrio, elegância, ganhou seriedade sem perder a graça. Um vinho muito bem feito e de excelente pendor gastronômico!

Notas de Prova
Aspeto amarelo citrino, límpido e brilhante. Aroma expressivo e elegante, onde se evidenciam notas fruta, alperce, melão e alguma toranja, tudo brindado por um subtil toque floral, onde sugestões minerais marcam o compasso e potenciam a frescura do conjunto. Paladar confere as boa notas  a fruta, mostrando um ténue toque vegetal, não evidenciado no aroma, assim como um subtil binómio de tosta e mel, envolvido por uma excelente mineralidade e frescura, num conjunto untuoso e bastante harmonioso. Termina longo e persistente.
Nota Pessoal: 17
Preço(Ref): €13,00 

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Frei Gigante 2011



 Região (Doc) Açores - Pico . Castas Arinto (+90%), Verdelho e Tarrantez . Produtor Cooperativa vitivinícola da Ilha do Pico Enólogo Maria Álvares . Tipo Branco Ano 2011 . Álcool 13,5% 
  

Escolhi para início deste novo ano de publicações, uma referência incontornável dos vinhos Açorianos, um habitué neste blog, Frei Gigante, versão 2011Um Picaroto de destaque, já aqui apresentado nas suas colheitas 2007 e 2009. Para conhecerem um pouco mais, poderão sempre rever as edições anteriores.
  
Este é provavelmente o vinho Açoriano, que mais recomendo, não só por se tratar de um dos melhores produzidos nos Açores, mas também por ser aquele que melhor relação qualidade/preço apresenta. Como já referi um vinho obrigatório para quem quer realmente conhecer os vinhos Açorianos.

Em minha opinião igualmente obrigatória, deveria ser a sua presença em toda a carta de vinhos da restauração Açoriana, acredito que para quem visita os Açores será um prazer degustar este Frei Gigante com alguns dos nossos excelentes pratos de peixe e marisco.

   
(Arroz de Cherne)

Gostaria ainda de deixar aqui um elogio à CVIP (Cooperativa Vitivinícola da ilha do Pico), pela manifesta preocupação que tem vindo a demonstrar com a imagem dos seus vinhos. Parabéns pela nova roupagem deste seu Frei Gigante 2011, e do seu novo Lagido Reserva 2004.

Provei este Frei Gigante 2011 praticamente quando chegou ao mercado, pareceu-me precisar de um pouco mais de tempo. Voltei a prová-lo mais umas quantas vezes. Em boa verdade, pareceu-me que paulatinamente veio a evoluir no bom sentido. Pessoalmente acho que este vinho ganhou um pouco mais de finura e elegância relativamente às colheitas anteriores. Continua no patamar de referência que nos habituou.

Notas de Prova

Aspeto amarelo palha, límpido e levemente brilhante. Aroma medianamente intenso, marcado essencialmente pela tropicalidade do ananás e de ténues sugestões a melão, um subtil tom a tosta e com uma envolvencia suave mente mineral e ligeiramente enxofrada. Paladar seco, a confirmar as sugestões frutadas do aroma, o subtil toque enxofrado, temperado por uma boa acidez e uma mineralidade que lhe confere frescura. Corpo médio, final de boca levemente persistente e subtilmente salgado.
  
Nota Pessoal: 16
Preço(Ref): €6,50 (Açores) 

sexta-feira, novembro 30, 2012

Quinta da Jardinete Chardonnay 2011



 Região Açores-São Miguel .   Castas Chardonnay Produtor Topic & Rebelo, Soc.Agrícola,Lda .   Tipo Branco Ano 2011 . Álcool 13,0% 
  

De volta aos vinhos Açorianos! A minha afinidade é óbvia, mas em boa verdade, não o suficiente para me ofuscar a visão.
  
Atualmente é um facto! Nos Açores, já conseguimos ter um leque vinhos (brancos), bastante interessantes, pena serem poucos e em poucas quantidades. Este Quinta da Jardinete Chardonnay 2011, é certamente um destes casos, um vinho Regional dos Açores oriundo de São Miguel, fruto de um pequeno e interessante projeto, dirigido pelo Eng. Mário RebeloUm vinho digno de referência e destaque no cenário vínico Açoriano. Esta é a segunda edição deste Chardonnay "Micaelense".
  
Sou daqueles que acredita que o  enfoque, tem de estar no que de melhor se faz lá fora, deixando que as especificidades próprias destas terras de chão de lava banhadas pelo Atlântico, lhes coloquem o cunho, a identidade. Estes são factores que bem controlados poderão ser uma mais valia para os vinhos Açorianos, até porque os consumidores cada vez mais tendem a procurar novos argumentos como forma de fugir à rotina dos vinhos bem feitinhos e frutadinhos.
  

Notas de Prova
  
Um Branco interessante e de excelente pendor gastronômico.  A sua acidez está excelente, diria mesmo, para mim, é de certa forma um garante da qualidade deste vinho. Por este facto e em "minha opinião", este vinho deverá ser apreciado novo, enquanto mantém esta vivacidade. Apesar da sua similaridade com a colheita anterior, este Quinta da Jardinete Chardonnay 2011 parece-me ainda mais afinado.
  
Aspecto amarelo citrino, levemente brilhante. Aroma discreto, marcado por notas a ananás, pêssego alguma pêra e uma leve sugestão a chá. Paladar boa intensidade, confere e a reforça as evidencias aromáticas. Onde se destaca uma boa estrutura e uma excelente acidez a retemperar o conjunto e a evidenciar um subtil salgado/iodado presente num final de boca levemente persistente.


Nota Pessoal: 16,0
Preço(Ref): €12,50 (Açores)

terça-feira, outubro 23, 2012

Redoma Rosé 2011



Região (Doc) Douro . Castas Tinta Amarela, Touriga Franca e Outras Produtor Niepoort Vinhos, Sa . Enólogo Dirk Niepoort Tipo Rosé .  Ano 2011 . Álcool 12,0%

Notório, o espaço que os rosés têm vindo a ganhar nestes últimos anos. Feitos para serem bebidos bastante jovens, são vinhos detentores de uma coloração rosada bastante apelativa, promovem sensações de uma agradável leveza e frescura, assim como nos podem oferecer interessantes harmonizações.

Na realidade em Portugal, os rosés eram poucos e salva um par de excepções, com níveis de exportação muito interessantes, eram na sua generalidade olhados de lado por muitos. Reflexos, de uma fraca qualidade que perdurou tempo demais, talvez por um mercado que por sua vez também nunca se mostrou muito exigente.

contacto praticamente inexistente com rosés de grande qualidade, oriundos de outras paragens, Sul França (Provance, Côtes du Rhône) ou mesmo de Toscana em Itália, também viria a contribuir para que não se valoriza-se o potencial deste vinho, à conta desta empatia generalizada viria-se a protelar a aposta na melhoria da sua qualidade e consecutivamente os olhares  enviesados  para estes  rosés, em Portugal, mantinham-se.

Felizmente hoje em dia, apesar do muito trabalho que há ainda a fazer, já começa a ser
visível o esforço que tem vindo ser despendido na concepção destes vinhos, a precessão da existência de algum potencial e de um nicho de mercado a explorar, levou a que se começa-se olhar para os rosés com outro cuidado e empenho.

Em 1999  a Niepoort, lança o seu primeiro rosé, alguns anos depois, pelas mãos  do seu produtor chega-me a versão 2011 deste Redoma Rosé, confesso que estava expectante por se tratar de um Redoma, esperava algo diferente e desafiador, o que de resto acabaria por se vir a verificar. Um rosé com um registo algo diferente e muito interessante.

A origem em cepas com idades entre os 30 e 60 anos, uma fermentação em barricas novas de carvalho francês, e o estágio de 6 meses em Inox, foram obviamente determinantes para a qualidade deste vinho.

N
otas de Prova


Um rosé sério, quase sisudo se tivermos presente o perfil jovial com que  estes vinhos habitualmente se nos apresentam. Gostei! Gostei da seriedade, da forma e do estilo com que se apresentou. Um Rosé de quem arriscaria a dizer que uma breve guarda poderá despoletar boas surpresas.
Claramente um vinho de perfil gastronómico, feito para ser degustado à mesa.

Aspecto rosado vivo e levemente brilhante. Aroma intenso, marcado por notas a fruta de baga vermelha e um leve toque vegetal, brindado por um subtil especiado e uma envolvência mineral muito correcta que lhe potencia a frescuraPaladar desafiante, marcado por uma secura moderada, com boa fruta, num conjunto fino, complexo e bem estruturado, uma boa acidez  e um final elegante e persistente.
  
Nota Pessoal: 16
Preço: €7,20 (Ref.)

domingo, junho 24, 2012

Periquita - Reserva 2009



Região: Setúbal
Castas: Castelão, Touriga Nacional e Touriga Franca
Produtor: José Maria da Fonseca
Enólogo: Domingos Soares Franco
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,0%
  
Vinhos que perpetuam marcas e marcas que perpetuam vinhos. Desta feita um Periquita, na sua versão tinto, aquele que efectivamente carrega em ombros uma marca de outros tempos. Com registo datado de 1941  assume-se como a mais antiga marca de vinhos de mesa em Portugal.

Periquita o Castelão de José Maria da Fonseca, ou melhor o Castelão da Cova da Periquita, foi assim que o sucesso de uma casta (Castelão Francês) trazida do Ribatejo para a Península de Setúbal por volta de 1846, viria a ganhar nome próprio  "Periquita".

O vinho é cultura é tradição, carrega em si histórias das gentes e dos locais de onde vêm, e este é sem duvida um dos seus grandes fascínios, por isso mesmo o vinho vai muito para alem daquilo que um copo encerra, a pesar da minha constante preocupação em ser o mais objectivo possível, não me canso em aludir-vos! Envolvam-se, questionem, queiram saber das histórias, das castas, queiram saber deste mundo maravilhoso que o copo muitas vezes por incapacidade não nos consegue transmitir.

Comecem por aqui! Por visitar o site deste produtor JMF, queiram conhecer aquilo que não vos transmiti, não por não achar relevante, mas por achar que este trilho terá de ser vosso.

Agora è esta minha opinião sobre este belo tinto!  

Notas de Prova:

Um tinto agradável e consensual, para quem tem acompanhado colheitas anteriores um vinho de perfil perfeitamente consolidado. Penso que ao nível de provedores estes são pontos também eles consensuais. Todavia, pessoalmente acho que este vinho ganha ao ser bebido a temperaturas mais baixas, entre os 13 e 14 graus, atenua-lhe a jovialidade e a doçura da fruta. Claramente um vinho feito para ser bebido desde já, mas um pouco mais tempo poderá lhe promover alguma sobriedade.

Aspecto rubi de intensidade média. Aroma inicialmente discreto, perde um pouco da timidez inicial ao longo da prova. Com evidencias para as notas a boa fruta groselha e amora negra, alguma infusão e um levo toque a pimento. Paladar suave, de carácter frutado, num conjunto bem equilibrado e macio, taninos   bem arrumados e sem arestas, termina mediano no comprimento e intensidade.


Nota Pessoal: 16,0
Preço: €8,00 (Ref.)

sábado, fevereiro 18, 2012

TERRAS D'ALTER ( Parte III )




Muitas são as vezes, que a vontade e o gosto não imperam, responsabilidades maiores se levantam e o tempo, este, marca-nos o compasso e dita-nos as regras. Por agora findo mais este interregno, esta ausência de escrita. O tempo este voltou a ser para se falar de vinho. 

Com estes Premium's, Telhas-2008 e Outeiro-2009, encerro o ciclo de apresentações dos vinhos de Terra de Alter CV aqui no Lugar de Baco.

Em jeito de balanço, poderei aludir que de uma forma geral estes foram vinhos que me agradaram, e aos quais lhes reconheço um denominador comum, a sua boa relação qualidade/preço. No entanto não posso deixar de realçar aquele que claramente me surpreendeu, o Outeiro-2009, extraordinário. 
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Telhas - 2008



Castas: Syrah (94%) e Viognier (6%)
Tipo: Tinto
Álcool: 14,5%




   



Um vinho elaborado a partir de uvas provenientes da Herdade das Antas, cuja a fermentação inicia em pequenos reservatórios abertos com manta submersa e vem a concluir em barricas novas de carvalho americano acompanhado de battonage, seguido da fermentação maloláctica e um estágio de 18 meses.

Apesar de achar que esta transcrição pode não ter grande interesse para a maioria, achei por bem, e neste caso em particular, evidenciar o processo de vinificação a que este vinho esteve sujeito.

  
Notas de Prova:

Telhas - 2008 é um vinho bastante interessante, mas acho que diferentes notas tostadas, surgem aqui com um leve excesso de protagonismo. Reforço que esta é apenas a minha opinião. Aliás este é um vinho muito bem conceituado por alguns críticos igualmente conceituados, mas para o bem e para o mal a variável subjectividade também marca presença nas provas. 
  
Aspecto rubi carregado e profundo. Aroma intenso, com notas a pimenta, amora e groselha preta, alguma violeta e notas a barrica que sobressaem envolvidas por um leve mentolado. Paladar igualmente intenso marcado por diferentes  registos a tosta, cacau, especiarias e alguma fruta bem madura. Boa estrutura,  taninos suaves, termina fresco e longo.

Em suma um vinho de singularidades, que não deixa espaço para meios termos, ou se gosta ou não. Vale a pena conhecer, com as devidas recomendas de uma temperatura adequada e algum tempo de arejamento.   
  

Nota Pessoal: 16,5 
Preço: €18,50 (Ref.)  
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Outeiro - 2009



Castas:  Syrah (50%), Petit Verdot (47%) e Afrocheiro (3%)
Tipo: Tinto
Álcool: 14,5%









Um vinho elaborado a partir de uvas provenientes da Herdade da Boa Vista, Com um processo de vinificação muito semelhança ao do Telhas - 2008, unicamente, aqui o estágio em barrica foi ligeiramente encurtado para 14 meses.

É correctamente referenciado como uma boa montra do potencial dos vinhos Terras de Alter CV, eu pessoalmente diria mais,  uma boa montra do potencial dos vinhos modernos Alentejanos e Portugueses.


Notas de Prova:

Um vinho com muito boa estrutura, correcção e elegância, sem  desequilíbrios, uma bomba de fruta, os meses de estágio em barrica estão presentes mas em boa proporção. Um vinho apesar de tudo ainda jovem, penso que poderá evoluir ainda um pouco mais. Um grande vinho que não deixa ninguém indiferente.
  
Aspecto rubi, praticamente opaco. Aroma intenso marcado por excelentes notas frutos silvestres, algo especiado e balsâmico, envolvido por um tostado bastante bem integrado. Paladar exuberante, uma bomba de boa fruta de baga, com toque especiado e uma barrica muito boa e bem casada, conjunto complexo e elegante, num corpo volumoso e com uma boa dose de taninos bastante finos, final muito longo e persistente.   

Sem me crer repetir em consecutivos elogios, digo-vos que este foi um dos vinhos, que ultimamente, muito prazer me deu em bebe-lo, sem duvida alguma uma excelente aposta. É um vinho que o voltarei a provar ainda em 2012, para tirar a duvida se não seria o 18 a nota mais indicada.


Nota Pessoal: 17,5
Preço: €22,0 (Ref.)  
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