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sexta-feira, dezembro 16, 2011

TERRAS D'ALTER ( Parte I )






Este projecto Terras d’Alter Companhia de Vinhos (aqui), nasce de uma parceria entre a Sociedade Agrícola das Antas, a Sociedade Agrícola do Monte Barrão, duas empresas com grande tradição agrícola na região de Portalegre e o enólogo australiano Peter Bright,a viver em Portugal desde 1982.

A Terras d'Alter, utiliza uvas produzidas pelos seus sócios, na região de Alter do Chão e Fronteira, embora em alguns casos recorra a outros produtores do Alto Alentejo, conforme as suas necessidades específicas.

Nesta Parte I da publicação, dos vinhos Terra d'Alter,  irei apresentar Touriga Nacional - Cabernet Souvignon-2009, Aragonez-2009 e Alicante Bouschet-2008, Três tintos alentejanos com perfil claramente novo mundo, feitos para agradar.




Terra d'Alter TN . CS - 2009
  


Castas: Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,5%








Notas de Prova:

Um vinho de 50% TN e 50% CS, estagiou em carvalho Francês entre  6 a 9 meses.   De facto denota-se a evidencia olfactiva da Touriga Nacional, enquanto no paladar a evidencia recai sobre a casta Cabernet Sauvignon. Um vinho correcto e  moderno feito para ser bebido e apreciado desde logo. 

Aspecto  rubi com rebordo violáceo, levemente  profundo e viscoso. Aroma ligeiramente intenso, onde predominam notas florais, alguma violeta característica da TN, fruta vermelha e negra madura, e onde discretas notas a tosta que lhe denunciam a passagem pelas barricas. Paladar intenso algo vibrante, onde as notas frutadas se escondem por entre  evidencias vegetais, boas notas tosta e especiarias, acompanhado por um ligeiro amargor,  conjunto levemente encorpado, com taninos bem presentes mas sem arestas, termina longo e persistente.   


Nota Pessoal: 16,0
Preço: €8,00 (Ref.)



Terra d'Alter  ARG - 2009


Castas: Aragonez (97%) e Viognier (3%)
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 14,5%









Notas de Prova:

Um vinho que segue a linha da modernidade, mostrando na sua essência as características da casta Aragonez,  escusado será dizer que não se dá pelos 3% de Viognier, apesar disto poderia em jeito de exercício tentar justificar o intuito da sua presença, mas não o farei, a explicação será mais apropriada ao enólogo. Está um vinho bastante correcto e de bom nível.     

Aspecto  rubi de média intensidade. Aroma algo intenso, onde predominam notas florais, frutos silvestre, ameixa, com nuances adocicadas temperadas por um tostado bastante bem integrado. Paladar intenso, onde predominam as notas frutadas, alguma tosta, especiarias, num conjunto bem estruturado, algo encorpado, rico em taninos finos e arrumados, termina fresco e atractivo.  


Nota Pessoal: 16,0
Preço: €7,50 (Ref.)  



Terra d'Alter  AB - 2008 
  

Castas: Alicante Bouschet 
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,5%









Notas de Prova:

Um vinho totalmente elaborado a partir da casta Alicante Bouschet, sem dúvida alguma a minha casta de eleição no Alentejo,  estagiou 14 meses em barricas novas de carvalho Francês. Um vinho que reflecte a pujança da casta, e necessidade de tempo para se mostrar. Apesar deste digno Alicante Bouschet poder desde já oferecer bastante prazer a quem o bebe, principalmente a acompanhar carnes com temperos fortes, não terei muitas duvidas em afirmar que mais um pouco de tempo em cave lhe trará algum beneficio.  

Aspecto  rubi bastante denso, praticamente opaco. Aroma predominam notas fruta negra, tosta, café e um ligeiro especiado acompanhado breves notas balsâmicas. Paladar a confirmar as boas notas fruta preta,  embalado por leves notas a tosta, chocolate negro,  especiarias e algum vegetal, num  conjunto fresco e seco bem estruturadode corpo bem dimensionado e taninos vivos e generosos, termina levemente longo e persistente. 

Nota Pessoal: 16,0
 Preço: €7,50 (Ref.)

quarta-feira, setembro 28, 2011

Castelo D'Alba Vinhas Velhas - Grande Reserva 2007



Região: Douro
Castas: Tinta Barroca, Tinta Amarela, Tinta Francisca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Souzão.
Produtor: VDS.
Enólogo: Rui Roboredo Madeira
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14%






Nunca como agora fez tanto sentido realçar a boa relação preço/qualidade de um vinho, cada vez mais temos de nos preocupar na forma como gastamos os nossos euros.

Por aqui na eno-blogosfera vai-se assistindo a uma tímida abordagem a esta nova e constrangedora realidade que não deixa espaço para grandes extravagâncias, e que infelizmente parece-nos que vem para durar!

Da minha parte, exceptuando-se algum comedido ataque exaltação, é o que tentarei fazer, entre os demais, dar destaque aos vinhos que realmente valham os euros que pagamos por eles.

Embrenhado neste propósito e nas insistentes solicitações, decidi realizar  a 2ª Edição Lugar de Baco - Promoveu”. À semelhança do que aconteceu na 1ª Edição com o “CARM – Resrv.07”, esta 2ª Edição com o Castelo D’Alba – Vinhas Velhas – Grande Reserva 2007 foi um igualmente um sucesso.
Mais uma vez, o Lugar de Baco, veio a contribuir na prática para que um grupo simpático de amigos e simpatizantes deste blog adquirissem em condições igualmente simpáticas um vinho de grande categoria.

Puramente coincidência, ou não, é o facto do enólogo Rui Roboredo Madeira estar por detrás dos dois vinhos que aqui promovi, coincidência ou não é a belíssima relação preço/qualidade a presentada pelos produtores CARM e VDS.
Não fosse o ano 2007 tão especial e certamente não teríamos este  Castelo D’Alba Vinhas Velhas – Grande Reserva, pelo que me constou, uma aspiração com algum tempo, criar um Grande Reserva.

Proveniente de vinhas com mais de 40 anos, plantadas a uma altitude media de 350 m, em pleno Douro superior, estagiou durante de 18 meses em barricas de carvalho francês novas e usadas. Um verdadeiro e digno representante da sua região, Castelo D’Alba – Vinhas Velhas – Grande Reserva 2007.


Notas de Prova:

Um vinho bem estruturado, boa concentração e complexidade. O resultado do empenho e de uvas provenientes de boas vinhas velhas num ano Vintage.

O facto do estágio de 18 meses, se ter efectuado entre barricas novas e usadas, poderá ter contribuído para a forma correcta com que a madeira se mostra, não comprometendo o bom equilíbrio do conjunto.

Um vinho a beber desde já, no entanto aconselho a que seja decantado, não só pela presença de deposito, como pelo ganho que lhe trará deixando-o arejar(respirar) pelo menos 60 minutos.

Se conseguir resistir, guarde algumas garrafas, este vinho tem potencial para evoluir bastante bem, estamos perante um vinho de grande classe.

Aspecto rubi carregado, praticamente opaco. Aroma intenso e persistente, onde predominam boas notas   a fruta silvestre, bagas maduras de groselha preta e amora, com um leve toque a violeta, onde matizes vegetais lembram esteva, algum chocolate preto e boas notas a tosta. Paladar mantém o belíssimo registo entre a fruta preta e as notas a barrica, algo especiado e onde finos taninos contribuem para a boa estrutura de um conjunto  algo encorpado e atractivo. Termina longo e redondo.
Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 23 de Jul.11)
Preço: €9,90 (Ref.)

quarta-feira, março 23, 2011

Lusitano - Reserva 2009


Região: Alentejo
Castas: Aragonês, Trincadeira e Castelão
Produtor: Ervideira Soc. Agr. Lda.
Enólogo: Nelson Rolo
Tipo: Tinto
Ano: 2009
Álcool: 13,5%






Nota Introdutória:

A primeira vez que provei este Lusitano - Reserva 2009, um responsável pela marca confrontou-me com a questão, que preço lhe atribuiria? Apesar conhecer relativamente bem os vinhos da Adega Ervideira e os seus preços de mercado, não quis lhe dar a alegria e a indelicadeza de lhe atribuir um preço de venda similar ao seu Conde D' Ervideira - Reserva.

Num rotulo apelativo, principalmente para os aficionados, como eu, do nosso cavalo Lusitano, esta vinho representa de uma forma simpática a aliança entre a Adega e a Coudelaria Ervideira, enaltecendo desta forma, o que de melhor se produz em Portugal, vinhos e cavalos.

Este Lusitano - Reserva 2009, é mais um vinho concebido sob a direcção do enólogo Nelson Rolo, colocando a marca Lusitano num patamar claramente superior. Aqui as uvas provenientes das castas Aragonês, Trincadeira e Castelão são vinificadas separadamente em cuba de inox, estagiando de seguida quatro meses em barrica de carvalho francês.

Um belíssimo vinho na casa dos 6 euros! Digo mais, na prova cega, que em jeito de tira teima acabei por vir a efectuar, veio a destronar dois vinhos de gamas ditas superiores, Enfim, como todos sabemos as provas cegas por vezes têm destas coisas, os adereços ficam de fora [Gosto].

Por tudo o que aqui referi, considero o Lusitano - Reserva 2009, uma boa compra, um vinho bastante interessante para a gama, contudo, não posso deixar de aqui fazer uma ressalva! Como já anteriormente me prenunciei relativamente a outros vinhos, a falta de informação das castas no contra rótulo penaliza os consumidores mais entusiastas e curiosos.


Notas de Prova:

Um vinho jovem mas bem equilibrado, de perfil claramente Alentejano. Um conjunto que ganha com a fruta e a frescura do momento. Recomendo que seja bebido novo a uma temperatura entre os 13º e 16º.

Aspecto violáceo, algo profundo e boa viscosidade. Aroma intenso e persistente, dominado por notas a fruta madura (groselha, ameixa …), chocolate, insinuações a tosta e uma boa envolvência vegetal ponteada por leves notas florais. Paladar mantem sensivelmente o mesmo registo, apresentando-se levemente encorpado e redondo, onde taninos bem arrumados e uma leve e equilibrada acidez contribuem para a frescura do conjunto, termina levemente longo e persistente.


Nota Pessoal: 15,5 (Prova a 10 de Mar.11)
Preço: €6,30 (Ref.)

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Invisível - 2009


Região: Alentejo
Castas: Aragonês
Produtor: Ervideira Soc. Agr. Lda.
Enólogo: Nelson Rolo
Tipo: Branco
Ano: 2009
Álcool: 13,0%






Nota Introdutória:

Nem tudo o que parece é! Brancos feitos a partir de castas tintas? Não sei quantos existem em Portugal, pessoalmente, conheço três e já os provei a todos, Marquês dos Vales, Primeira Selecção 2009 (Castelão), Branco de Tintas 2009 (Alfrocheiro e Trincadeira) e este Invisível - 2009 (Aragonês).

Interessantes similaridades, ausência da cor avermelhada dos tintos, originado por um processo de fermentação cujo mosto não tem qualquer contacto com o elemento responsável pela coloração do vinho, a película da uva. Já em prova, encontrei mais algumas características, não exclusivas, mas que de certa forma lhes foram comuns, vinhos algo encorpados e detentores de uma acidez media/baixa, os últimos dois com uma coloração levemente salmão, não pude deixar de registar estas similaridades.

Invisível - 2009 (Aragonês), um Alentejano proveniente da Adega Ervideira, a produzir vinhos desde 1880, com uma área total de 160ha de vinhedos, dos quais 110ha estão localizados na Vidigueira e 50ha em Reguengos. A administração da Ervideira é assegurada pela família Leal da Costa, descendente directa do Conde de Ervideira, sendo Duarte Leal da Costa o seu director executivo.

Um vinho singular, este Invisível – 2009, é de facto o resultado de alguma criatividade e extravagância! Desde logo estamos perante um "moon harvest" como o próprio termo indica, trata-se de um vinho cuja apanha da uva é feita durante a noite, tendo a prensagem das uvas decorrido na própria vinha, o mosto por sua vez foi transportado em camião frigorífico até à adega, onde por gravidade foi sendo depositado na câmara de frio, permanecendo a decantar durante 24h a baixas temperaturas. Seguindo-se a fermentação à temperatura controlada de 12ºC, durante 15 dias.


Notas de Prova:

Um vinho fácil, despretensioso e agradável, que certamente encontrará um vasto leque de apreciadores. Deverá ser bebido já, muito provavelmente aguentar-se-á em forma, apenas, por mais um par de anos.Recomendo que seja servido entre os 7º e 11º graus, à semelhança dos Rosés adequa-se bastante bem a comida asiática, mas pessoalmente com uma açorda de marisco, a sua harmonização é praticamente perfeita.

Aspecto amarelo fraco, praticamente transparente, com ligeiros laivos rosados. Aroma discreto, onde sobressaem algumas notas florais e fruta branca (melão, pêra, etc.). Paladar confirmam-se as notas a fruta de polpa branca, com uma acidez pouco evidente em que leves notas adocicadas quase se confundem com um leve açúcar residual, o conjunto algo encorpado está equilibrado e agradável termina suave e levemente persistente.



Nota Pessoal: 16 (Prova a 15 de Jan.11)
Preço: €8,50 (Ref.)

terça-feira, janeiro 25, 2011

São Domingos - Garrafeira 2005


Região: Bairrada
Castas: Baga (40%), Tinta Roriz (30%) e Cabernet Sauvignon(30%).
Enólogo: Susana Pinho e Nuno Bastos
Tipo: Tinto
Ano: 2005
Álcool: 13,5%





Nota Introdutória:

Este vinho é oriundo das Caves do Solar de São Domingos, fundada em 1937 por Elpídio Martins Semedo e dirigida desde 1970 por Lopo de Sousa Freitas.
A aposta inicial na produção de espumantes, trouxe-lhes notoriedade, posteriormente alargaram a sua actividade a outros segmentos, aguardentes velhas, bagaceiras, vinhos Bairrada, Dão e, mais recentemente, Beiras e Douro.

Uma das casta que compõem este blend, São Domingos - Garrafeira 2005, è precisamente uma das castas de maior notoriedade na região da Bairrada a "Baga".
Casta de paixões, com tanto de emblemática como de problemática, em que os desequilíbrios nos níveis de teor alcoólico, assim como a sua riqueza em taninos, muitas vezes responsáveis pelos elevados níveis de adstringência, necessitam de muita experiencia e perícia no seu manuseamento. É uma casta, que quando bem acompanhada e manuseada, poderá dar excelentes resultados.

O ano de 2005 foi um ano clássico na Bairrada, sem grandes sobressaltos e atropelos, foi um ano que as vindimas decorreram dentro da normalidade, deixando a cargo dos enólogos e das suas capacidades a evidenciação dos vinhos bairradinos.

Este vinho obteve em 2009, uma medalha de ouro, no III Concurso de Vinhos da Bairrada. Na óptica de quem o avaliou foi provavelmente o melhor entre os seus pares.

O maior elogio que poderei tecer a este vinho prende-se, com a sua relação preço/qualidade . Apesar de não lhe atribuir o dístico de Boa Compra, por questões de comparabilidade com outros vinhos provados, não posso deixar de salientar que se trata de uma compra muitíssimo satisfatória.


Notas de Prova:

Estamos perante um vinho que não requer grandes interpretações, está equilibrado , relativamente bem estruturado, aqui a Baga bem dominada não deixou espaço para rebeldias, os taninos apesar da sua evidencia estão contextualizados , enfim! Um digno representante das Beiras Bairradinas.

Aspecto grenat intenso, levemente profundo. Aroma intenso e levemente persistente, onde sobressaem boas notas a fruta preta madura, ponteado por leves notas florais e algum vegetal denso, num bouquet onde ainda coabitam boas notas a tosta, tabaco e um leve toque especiado. Paladar fresco e algo frutado, com notas levemente terrosas e especiadas, num conjunto onde a evidencia dos taninos não se destaca em demasia, assim como a sua acidez, permitindo que o bom equilíbrio da estrutura se mantenha ao longo de toda a prova. Termina levemente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16 (Prova a 02 de Jan.11)
Preço: €7,0 (Ref.)

terça-feira, outubro 05, 2010

Vinha Paz - 2008



Região: Dão
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen
Produtor: António Canto Moniz, Lda.
Enólogo: Vines & Wines (Carlos Silva, João Paulo Gouveia e Miguel Oliveira)
Tipo: Tinto
Ano: 2008
Álcool: 14,0%






Nota Introdutória:

O Dão é de facto uma região surpreendente, em tempos, uma das minhas regiões preferidas, se não a minha preferida. Mas por razões que a própria razão desconhece (apesar de se conhecerem algumas) o desalento pelos vinhos desta região foi-se instalando, contudo como querer baralhar as evidencias, por vezes, surgem vinhos que teimam em mostrar que o Dão ainda pode vir a ser o que já foi outrora.

Felizmente alguns poucos produtores ainda nos vão permitindo relembrar o quanto esta região é especial com um elevado potencial vitivinícola, permitindo vinhos nobres, complexos e elegantes.

Os vinhos de Vinha Paz, são produzidos e engarrafados por António Canto Moniz, a partir de uvas provenientes de 7,5 hectares de vinha da Quinta das Leiras, propriedade da família há quase 200 anos e 3 hectares da Barra em Silgueiros, ambas situadas na encosta Norte do Dão com exposição sul nascente compostas por vinhas velhas com mais de 40 anos e vinhas novas com 5 anos.
São vinhos de grande tipicidade que paulatinamente têm vindo a evidenciar-se pela sua qualidade que em alguns dos seus reservas se torna mesmo excepcional.

Vinha Paz 2008, um pedaço do Dão que não nos deixa indiferente, este vinho apresenta-se mais uma vez com um perfil típico.
Submetido a um estagio em meias pipas de carvalho francês e americano, apresenta-se com carácter e elegância , é um vinho que agrada, sem sombra de duvida uma boa compra.


Notas de Prova:

Aspecto rubi de concentração opaca e algo viscoso. Aroma intenso e persistente a mostrar alguma complexidade do qual se destacam notas vegetais , alguma fruta silvestre (groselha, cereja preta …), cacau e um leve balsâmico, tudo muito afinado. Paladar macio, redondo e afinado, a confirmar as boas notas vegetais, fruta silvestre e um leve toque fresco e balsâmico que pautua toda a prova, num conjunto algo encorpado e elegante, com um final longo e persistente.



Nota Pessoal: 16 (Prova a 10 de Set.10)
Preço: €8,40 (Ref.)

quinta-feira, setembro 16, 2010

CARM (branco) Reserva - 2008


Região: Douro
Castas: Códega do Larinho, Viosinho e Rabigato (vinhas velhas com mais de 60 anos).
Produtor: CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Enólogo: Rui Madeira
Tipo: Branco
Ano: 2008
Álcool: 13%







Nota Introdutória:

Após os Tintos, Quinta do Côa - Reserva 2007, CARM (tinto) Reserva 2007, este último com direito a destaque e promoção especial aqui no Lugar de Baco, trago-vos agora o CARM (branco) Reserva-2008

A família Roboredo Madeira está de parabéns, pelos excelentes vinhos que nos tem vindo a apresentar e pelos preços conscientes com que os faz chegar ao mercado.

Este CARM (branco) Reserva-2008 é um vinho pautado pela a correcção e  harmonia. Uma vez mais a classe das vinhas velhas, a batonnage e um estágio de oito meses em barricas de carvalho francês, vêm transmitir sobriedade e carácter a este belíssimo branco.

Sem me surpreender, muito provavelmente pela expectativa já elevada promovida pela qualidade de alguns dos vinhos produzidos por esta casa, foi com bastante agrado que por diversas vezes o tenho degustado.

Servido à temperatura que rondou os 11º, este branco, claramente um branco de meia estação, vem resplandecer na companhia de queijos, alguns grelhados e um punhado amigos.

Mais uma vez não posso deixar de salientar, apesar de não lhe atribuir o dístico de boa compra, o facto de estamos perante um vinho cujo o preço, no mínimo, o considero justo.


Notas de Prova:

Aspecto Amarelo citrino algo intenso, límpido e levemente brilhante. Aroma sobressaem boas notas cítricas e alguma baunilha complementadas por uma barrica já bem integrada e um ligeiro tostado, conjunto balanceado por uma mineralidade que lhe confere uma equilibrada frescura. Paladar a conferir boas notas a fruta (citricas, abacaxi …) e algum vegetal, a madeira e a tosta estão presentes de uma forma muitíssimo equilibrada, volumoso e denso pautado por um sentido de harmonia e uma leve frescura que se estende ao longo de toda a prova, terminando ligeiramente longo e algo persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 23 de Jul.10)
Preço: €8,25 (Ref.)

sexta-feira, junho 18, 2010

Cistus - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Tinta Roriz (40%), Touriga Franca(40%) e Touriga Nacional (20%)
Produtor: Quinta do Vale da Perdiz - Soc. Agrícola, Lda.
Enólogo: Manuel Angel Areal
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 14,5%







Nota Introdutória:

Cistus – Reserva 2007, produzido pela Quinta do Vale da Perdiz - Sociedade Agrícola, Lda.
Sociedade esta que surge no ano 2000, com a junção entre a Vinihold e a Família Fernandes.

Através da conjugação de competências, Vinihold na área comercial e Família Fernandes, sob a direcção do Eng. António Augusto Fernandes, a produzir vinhos desde 1989, aliaram-se esforços e estratégias que visam melhorar o seu posicionamento perante os desafios de um mercado cada vez mais exigente.

A Quinta do Vale da Perdiz, situada no coração do Douro Superior nas proximidades de Torre de Moncorvo, estagiou durante quinze meses em barricas de carvalho. Em Abril de 2010 foram engarrafadas e numeradas 28 000 garrafas.

Foi de facto mais uma agradabilíssima surpresa. Já tinha tido contacto com uma colheita anterior, o “Reserva 2004”, na altura se bem me lembro, apresentou-se potente e com algum equilíbrio. Este Cistus – Reserva 2007, está mais equilibrado e apesar de continuar com um perfil potente, manifesta-se num registo ligeiramente mais elegante.

Este é um vinho cuja relação preço/qualidade me leva a enunciá-lo como boa compra, um belo representante de vinhos cujo patamar não ultrapassa os dez euros.


Notas de Prova:

Aspecto límpido de cor rubi concentrado e profundo. Aroma intenso, com boas notas a fruta preta, um leve toque floral, alguma tosta, tabaco, nuances a madeira bem integrada, afinado e persistente. Paladar certifica as boas notas a fruta preta, evidenciando leves notas balsâmicas e alguma barrica e finos taninos estão presentes mas muito bem integrados, conferindo frescura ao conjunto encorpado e bastante bem equilibrado, com um final longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 13 de Jun.10)
Preço: €9,99 (Ref.)

terça-feira, maio 11, 2010

CARM - Reserva 2007


Região: Douro
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca
Produtor: CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 13,5%









Nota Introdutória:

Aqui temos mais um vinho proveniente do Douro mais própriamente da CARM - Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A.

Este vinho, CARM – Reserva 2007, foi produzido a partir de uvas das vinhas de Almendra no Douro Superior e submetido a um estágio de 18 meses em barricas usadas de carvalho françês e americano.

É de facto um vinho que surpreende pela sua relação preço/qualidade, estamos perante um vinho correctíssimo, bastante equilibrado no seu conjunto, um vinho guloso que agrada.


Não me vou alargar em muitos mais adjectivos, até porque ainda gostaria de aqui deixar uma nota sobre o desafio que Lugar de Baco lançou a si mesmo ao promover este vinho.

Mas em primeiro lugar gostaria ainda de salientar que a avaliação por mim efectuada a este CARM – Reserva 2007 reflecte para além da sua qualidade a sua excelente relação preço/qualidade.


Notas de Prova:

Aspecto violáceo bastante concentrado intenso. Aroma boa intensidade, notas a fruta preta bem madura (amora, cerejas, …), algum chocolate, baunilha, balanceando-se em brandas notas especiadas e alguma madeira. Paladar bela harmonia entre as notas a fruta preta madura e um leve especiado, tudo isto num conjunto encorpado com taninos bem arrumados, guloso sem se tornar maçador, fim de boca longo e persistente.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 15 de Abr.10)
Preço: €8,25 (Ref.)


Ao deparar-me, como já aqui referi, com a excelente relação preço/qualidade deste CARM–Reserva 2007 decidi, na prática, promove-lo junto de alguns amigos e visitantes deste blog.
Em suma, conseguiu-se juntar um número simpático de interessados, e desta forma efectuar uma enco- menda exclusiva.
O Lugar de Baco, atreveu-se a passar da escrita à prática, haver vamos o resultado desta iniciativa.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Cartuxa (branco) - 2007


Região: Alentejo
Castas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Tipo: Branco
Ano: 2007
Álcool: 13,0%









Nota Introdutória:

Produzido, pela Fundação Eugénio de Almeida, uma instituição sobejamente conhecida pelas suas inúmeras actividades em âmbitos, culturais, educativos sociais e espirituais, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da região onde está sediada, Évora.

Neste momento esta Fundação é detentora de 460 hectares de vinha e de uma adega construída de raiz na Herdade de Pinheiros, na qual os vinhos são vinificados através de inovadoras práticas enológicas sobre a orientação do enólogo Pedro Baptista.

É na Adega de Cartuxa, pertença da fundação desde 1755, que se produzem para além dos vinhos Cartuxa, os EA, Foral de Évora, assim como o tão conceituado Pêra Manca, o Scala Coeli um vinho que só é produzido nos melhores anos, em 2009 surgiram ainda um tinto Touriga Nacional, um branco Alvarinho e o primeiro espumante da Fundação.

Este Cartuxa branco 2007, é de todo um vinho com interesse, já tive a oportunidade de o provar em diversas ocasiões, e em todas elas a minha opinião persistiu, um branco que seguramente agrada, com um bom corpo, equilíbrio e calmo como a paisagem alentejana, é sem sombra de dúvida um branco de meia estação.


Notas de Prova:

Aspecto Límpido de tonalidade amarelo citrino com laivos dourados. Aroma Boa intensidade, boas notas a fruta (ananás, pêra, …), alguma flor de laranjeira, combinada com um suave toque melado e alguma mineralidade a conferir-lhe a frescura. Paladar a revelar-se fresco e com uma boa acidez ao longo de toda a prova, com notas a fruta madura a ananás, leves nuances a pêra, encorpado, com um fim de boca agradavelmente longo e persistente.



Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 10 de Fev.10)
Preço: €10,0 (Ref.)

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Consensus 2006




Região : Ribatejo
Castas : Pinot Noir e Touriga Nacional
Produtor : DFJ VINHOS.
Tipo : Tinto
Ano : 2006
Álcool : 14,0%









Nota Introdutória:

Da Quinta da Fonte Bela, no Ribatejo. Chega-nos este Consensus 2006 produzido a partir de uvas colhidas em vinhedos na Estremadura, das quais 50% Pinot Noir e 50% Touriga Nacional. Este tinto estremenho foi submetido a um estágio de 9 meses em pipas de carvalho francês e 3 meses de descanso em garrafa.

Com a nota de 17/20 atribuído pela RV (Revista de Vinhos), foi considerado o melhor vinho da Estremadura de 2006. Mas sinceramente o que mais me despertou neste vinho, não foi o destaque que lhe foi atribuído por esta conceituada revista, mas sim esta reunião das duas castas tintas que mais aprecio o Pinot Noir e a Touriga Nacional.

Para mim a maior evidência deste tinto estremenho está na região de onde provem, esperava um pouco mais desta conjugação de castas, no entanto, não deixamos de estar perante um bom vinho.

Se por vezes acho que a escala 0/20, limita a diferenciação existente entre os vinhos classificados, por outro lado acho que nos liberta de uma exactidão que não existe no mundo da avaliação de vinhos.


Notas de Prova:

Aspecto Grnat intenso. Aroma Frutos vermelhos (amoras morangos), alguma compota, leves notas a madeira. Paladar confirma-se as notas a frutos bem maduros, com taninos bem integrados, corpo médio e fim de boca moderadamente persistente.


Nota Pessoal: 16,0 (Prova a 25 de Nov.09)
Preço: €9,45 (Ref)

domingo, novembro 22, 2009

Quinta de S.José - 2007




Região : Douro
Castas : Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz
Produtor : João Brito e Cunha, Lda.
Tipo : Tinto
Ano : 2007
Álcool : 14%









Nota Introdutória:

Quinta de S. José, junto ao rio Douro, logo a montante do Pinhão. Com 18 hectares, dos quais 10 são de vinha.

Desde de 1997, João Brito e Cunha assume a direcção enológica da Quinta de S. José. Em 2005 adquire efectivamente todos os direitos de exploração vitivinícola desta propriedade de sua família.

Como Enólogo experiente e conhecedor dos diferentes terroirs do Douro, inicia este novo projecto com a reconversão das suas vinhas. No primeiro ano produz apenas 6.000 garrafas, mas a partir de 2007 serão já 15.000 garrafas divididas por duas marcas.

O meu primeiro contacto com este vinho foi durante um jantar de degustação que decorreu no restaurante Colmeia em S.Miguel, no qual também estiveram presentes, os responsáveis pelos vinhos servidos, João Brito e Cunha e Gil E. Regueiro da Quinta da Casa Amarela.

Para além da possibilidade de provar alguns dos novos vinhos destes produtores e conhece-los pessoalmente, pude ainda saber, na primeira pessoa, qual a sua opinião relativamente aos vinhos que apresentaram.

Este Quinta de S. José, é um vinho que me surpreendeu, para além da sua boa qualidade, pelo facto de se tratar de um vinho do Douro de 2007 que se encontra prontíssimo para ser bebido. Já anteriormente foi por mim aqui referido, que considero que as colheitas de 2007 do Douro, ainda estão muito jovens, temos aqui uma excepção e possivelmente existirão algumas mais.

Não sendo um vinho para guardar, podemos e devemos desde já beber este Quinta de S. José de 2007 e continuar a busca pelos outros que por ai andarão, os tais vinhos que se bebem novos.


Notas de Prova:

Aspecto: Brilhante de cor Grnat profundo. Aroma: Notas florais a fruta vermelha, especiarias e um leve balsâmico. Paladar: Confirma-se as notas florais, especiarias, mostra-se complexo, fresco, com taninos muito bem integrados, algo encorpado e fim de boca levemente longo e persistente.


Nota Pessoal: 16,5 (Prova a 09 de Nov.09)
Preço: €8,00 (Ref.)

quinta-feira, novembro 19, 2009

Magma - 2007


Região : Açores/Terceira
Castas : Verdelho(85%) e Outras(15%)
Produtor : Adega Cooperativa dos Biscoitos, C.R.L.
Tipo : Branco
Ano : 2007
Álcool : 12,5%












Nota Introdutória:

Apresentar aqui no Lugar de Baco mais um vinho de qualidade produzido nos Açores, é para mim uma grande satisfação.

O Magma - 2007, é mais um dos belíssimos vinhos produzidos pela Adega Cooperativa dos Biscoitos, da ilha Terceira. No entanto falar deste Magma sem falar do Moledo, é contornar em parte a história dos vinhos brancos desta cooperativa, pelo que aqui fica a promessa que brevemente irei apresentar aqui no Lugar de Baco o Moledo, um vinho das castas brancas Verdelho e Arinto.

Com 85% de verdelho, o Magma, tenta não perdendo a tipicidade regionalista diferenciar-se de outros vinhos similares. Sem grande complexidade aromática, versátil e de certa forma eclético, procura desta forma vir a atrair um vasto leque de novos consumidores.

Um dos aspectos que logo se evidenciou no primeiro contacto que tive com o Magma, foi a sua imagem moderna e atractiva.

Sinceramente, acho que chegou a hora, e à semelhança deste caso, de haver uma maior preocupação, por parte dos produtores da região, com a imagem (garrafas e rótulos) dos seus vinhos.

Todos nós sabemos que a imagem contribui significativamente para a venda do produto, por isso e em jeito de crítica amiga permitam-me que vos diga.
Caros produtores, tratem rapidamente de investir e modernizar a imagem das garrafas de onde depositam estes excelentes néctares que por cá têm produzido, o vinho merece e o mercado agradece.


Notas de Prova:

Aspecto brilhante de cor palha com laivos dourados. Aroma medianamente intenso, notas a citrinos e leves indícios florais. Paladar seco, confirmam-se as notas a citrinos, acidez média, ligeiramente encorpado e fresco quanto basta, muito equilibrado com final de boca persistente.


Nota Pessoal: 16 (Prova a 12 de Nov.09)
Preço: €6,70 (Ref.) (Açores)

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