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quinta-feira, novembro 04, 2010

Passadouro - Reserva 2007




Região: Douro
Castas: Vinhas Velhas, Touriga Nacional e Touriga Franca.
Produtor: Quinta do Passadouro
Enólogo: Jorge Serôdio Borges
Tipo: Tinto
Ano: 2007
Álcool: 15,0%






Nota Introdutória:

Quinta do Passadouro, situada em pleno vale do rio Pinhão perto de Vale de Mendiz, uma propriedade de trinta e dois hectares, dos quais a metade de vinhas, situa-se no coração da Região Demarcada do Douro.

A sua origem remonta ao sec. XVIII, sendo das uma das Quintas do Douro referenciadas pelo Barão de Forrester no seu celebre mapa do Douro.

Em 1991 é adquirida pelo holandês Dieter Bohrmann, seu actual proprietário que delega a gestão da quinta em Jorge Borges, o enólogo que tem a responsabilidade de levar a bom porto este projecto.




Daqui saíram, em tempos idos, alguns dos meus vinhos preferidos, nada me deixa mais satisfeito do que reencontrar uma boa pinga que outrora me proporcionou bons momentos e verificar que manteve ou retomou o bom rumo de outros tempos.

O Passadouro Reserva 2007, deixou-me esta boa sensação, não fosse eu um sério apreciador deste terroir e este um dos seus bons embaixadores.

Um vinho, sério para quem gosta vinhos com personalidade marcada, aconselho a sua decantação para que passivamente possa mostrar toda a sua classe e complexidade, bom potencial de envelhecimento.


Notas de Prova:

Aspecto rubi intenso, concentrado e opaco, vislumbra carácter. Aroma predominantemente especiado, vegetal e fresco, com boas notas fruta preta bem madura e flores secas, algo mentolado e resinoso, balanceado por um leve toque tostado. Paladar especiado e levemente apimentado, notas a barrica bem integrada. Confere as boas notas a fruta preta bem madura, levemente florar (violeta). Taninos a marcar presença mas sem exagerada rebeldia, final longo e persistente, um registo pujante e complexo numa estrutura bastante elegante.



Nota Pessoal: 17,0 (Prova a 27 de Out.10)
Preço: €29,0 (Ref.)

6 comentários:

  1. Luís Azevedo08 novembro, 2010

    Caro Sr.

    Você, prefere os ditos vinhos do Passadouro de outrora a este?

    Cumprimentos enófilos.

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  2. Caro Luís Azevedo,

    De forma alguma, no entanto acho que será importante ter mos em conta o contexto histórico do vinhos da casa em questão e de muitas outras.

    E o filme é este, há alguns anos atrás lembro-me perfeitamente de ter encomendado à Garrafeira Tio Pepe algumas garrafas do Passadouro 1995, que quanto a mim, era excelente um pouco austero mas volumoso, depois voltei adquiri algumas garrafitas da colheita 1999, igualmente excelente levemente mais elegante. Depois perdemo-nos, provei casualmente colheitas do inicio dos anos 2000, e muito sinceramente dada a fasquia anterior, deixavam muito a desejar, e só agora voltei a ter contacto com esta casa.

    Meu caro, de uma forma generalizada, os vinhos de outrora eram vinhos como neste caso rústicos e austeros, alguns bastante volumosos o que aliado a alguma fruta formavam belíssimos conjuntos, excluindo os desequilibrados, actualmente, os vinhos de uma forma geral apresentam perfis muito mais finos e elegantes. Se mantiveram a base estrutural de outrora como é este caso “Passadouro – reserva 2007” naturalmente terão toda a minha preferência.

    Bons vinhos e volte sempre.

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  3. Luís Azevedo08 novembro, 2010

    Caro Rui,

    o que acha que este na origem alteração de rumo, um novo enólogo?

    Cumprimentos enófilos.

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  4. Muitas são as vezes em que a mudança do enólogo (principal) está aliada a uma mudança de rumo e por conseguinte no produto final.

    Mas neste caso penso que não no entanto se a memória não me atraiçoa penso que até à colheita de 1999, para além do Jorge Borges o DirK Niepoort também participava na enologia da Quinta do Passadouro, e que em 2004 já lá não estava.
    Mas meu caro, o que realmente importa è que Jorge Serôdio Borges lá está e no bom caminho.

    Bons vinhos.

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  5. Amigo Rui,

    Não posso deixar de salientar o quanto gosto de visitar este teu blog, há sempre algo a aprender com os teus post's.

    Assim como estes teus comentários, claros e esclarecedores, demonstram o gosto e dedicação que desde há muito e de uma forma bastante discreta despendes com esta tua paixão.

    Já agora, soube que foste propositadamente a Lisboa ao Encontro do Vinho, venha daí um artigo.

    Um grande abraço.

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  6. Amigo Ricardo,

    É sempre um prazer saber que aquilo que escrevo por gosto tem repercussões positivas em alguns dos visitantes deste blog, efectivamente já lá vão uns bons anitos que me vou dedicando a ler e a provar alguns dos bons e razoáveis vinhos que por ai se fazem.

    Quanto ao Encontro do vinho 2010? É verdade! Fui e obviamente publicarei algumas notas sobre este imperdível evento.

    Obrigado e um grande abraço

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